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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CIENTISTAS TRAÇAM MAPA DA RESISTÊNCIA HUMANA AO HIV

Pesquisadores analisaram as mutações genéticas que ocorrem no DNA do vírus, em consequência da defesa natural do corpo contra a doença

Modelo tridimensional do vírus da aids
Vírus da aids: segundo pesquisadores, novo estudo poderia levar a tratamentos individualizados, levando em conta a genética do paciente (Centro Nacional de Biotecnología (CSIC) / Comunicación CSIC)
Um grupo de pesquisadores suíços elaborou o primeiro mapa de resistência humana ao HIV, vírus causador da aids, que mostra a defesa natural do corpo contra a doença. O avanço poderá ter aplicações como a criação de novos tratamentos personalizados. O estudo foi publicado nesta terça-feira, no periódico eLife.
Quando uma pessoa é infectada pelo HIV, seu sistema imunológico devolve estratégias de defesa. Em alguns casos, elas são tão bem sucedidas que permitem controlá-lo sem o uso de medicamentos, como é o caso dos chamados “controladores de elite”, indivíduos que possuem o vírus HIV, mas não desenvolvem a aids.
Infelizmente, isso não acontece na maioria dos casos, pois o genoma do vírus também se modifica rapidamente, a fim de driblar as estratégias do sistema imunológico.  Mesmo assim, o esforço do organismo em combater o invasor deixa suas marcas no próprio vírus: mutações genéticas que indicam como ele reagiu aos ataques.
Analisando cepas do vírus que viveram em hospedeiros humanos, cientistas da Escola Politécnica de Lausanne e do Hospital Universitário de Vaud, ambos na Suíça, e diversas instituições de outros seis países, identificaram as mutações genéticas que ocorreram em resposta aos ataques do organismo. Dessa forma, reconstituíram toda a cadeia de eventos, criando o mapa da resistência ao HIV.
Combinações – Para isso, foram estudados vírus de 1 071 pacientes soropositivos. Os pesquisadores cruzaram mais de 3 000 mutações potenciais no genoma viral com mais de 6 milhões de variações no DNA dos pacientes. Com uso de supercomputadores, eles estudaram todas as combinações possíveis e identificaram correspondências entre os pacientes.
“Tínhamos de estudar as cepas virais de pacientes que ainda não tivessem recebido nenhum tratamento, o que não é comum”, explicou o pesquisador Jacques Fellay, um dos autores do estudo, em um comunicado divulgado pela Escola Politécnica. Por esse motivo, os cientistas basearam o estudo em bancos de amostras criados nos anos 1980, quando ainda não havia tratamentos eficazes contra o vírus.
Segundo os autores do estudo, esse trabalho permitiu obter uma visão mais completa dos genes humanos e sua resistência ao HIV. Isso permite não só entender melhor como o organismo se defende, mas também como o vírus se adapta a esses mecanismos de defesa. “Agora nós temos uma base de dados que vai nos indicar qual variação genética humana vai provocar que tipo de mutação no vírus”, explicou Amalio Telenti, integrante da equipe.
As descobertas podem ajudar no desenvolvimento de novas terapias contra o HIV e tratamentos individualizados, que levem em consideração as virtudes e desvantagens genéticas do paciente.
(Com agência EFE)

sábado, 21 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

BRASILEIROS USAM LUZ PARA EXTERMINAR MOSQUITOS DA DENGUE



Técnica desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos usa terapia fotodinâmica para tornar pernilongos estéreis

O inseto alterado em laboratório compete com o macho selvagem para procriar mosquitos incapazes de transmitir a dengue
Pesquisadores brasileiros buscam forma de exterminar o pernilongo transmissor da dengue sem causar danos ao meio ambiente (James Gathany/PHILL, CDC)
Preocupados em eliminar o mosquito da dengue de uma forma não prejudicial ao meio ambiente — ao contrário dos larvicidas usados para o extermínio do mosquito, que contaminam o ambiente —, uma equipe de pesquisadores da USP de São Carlos resolveu testar um novo método para solucionar o problema: a terapia fotodinâmica. O projeto, de autoria da mestranda em biotecnologia Larissa Marila de Souza, tem como objetivo impedir a proliferação do pernilongo transmissor da doença, o Aedes aegypti, usando diferentes fontes de luz, como o sol ou lâmpadas fluorescentes.
Para testar a hipótese de que a terapia fotodinâmica, até então usada apenas no tratamento de lesões malignas e no controle microbiológico, funcionaria também nos mosquitos, Larissa mergulhou larvas do pernilongo em uma solução com uma droga fotossensibilizadora, ou seja, cujo comportamento e ativação são controlados por meio da luz. Depois disso, ela expôs as larvas a diferentes tipos de iluminação, e os resultados foram significativos: na exposição à luz solar e às lâmpadas fluorescentes, a mortalidade foi de 90% das larvas. Na exposição aos LEDs, essa porcentagem caiu e ficou entre 70 e 80%. 
Esterilização — Os cientistas realizaram também experimentos com pernilongos da dengue adultos, e os resultados se mostraram tão promissores quanto os dos testes feitos somente com larvas. Após alimentar os mosquitos adultos com a droga fotossensibilizadora (dissolvida em uma mistura de sangue de carneiro e açúcar, para atrair os animais), os pesquisadores perceberam que os ovos resultantes do acasalamento entre esses mosquitos não eclodiram. Em outras palavras, os pernilongos passaram a ser incapazes de se reproduzir de maneira correta. 
“Ainda precisamos fazer mais experimentos para saber, com certeza, se a não eclosão dos ovos está relacionada à presença do fotossensibilizador no organismo”, explica Larissa. 
A orientadora do projeto, Natália Mayumi Inada, conta que agora a equipe está testando a eficácia de outras substâncias químicas fotossensibilizadoras. Entre elas, estão a clorina, capaz de matar fungos e bactérias, e a curcumina, produzida a partir das raízes do açafrão. 
Fonte Revista Veja

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

NOVO ANTIBIÓTICO QUE ATACA SUPERBACTÉRIA É ENCONTRADO NO MAR


Imagem genérica laboratório | Foto: Scripps
Antibiótico é capaz de atacar com eficácia até mesmo o antrax
Cientistas da Califórnia, nos EUA, descobriram um novo composto antibiótico que é extraído de um microrganismo encontrado em sedimentos do mar.
A descoberta de novos agentes antibióticos é considerada algo raro. Por isso, especialistas afirmam que o achado pode ajudar a combater a atual resistência de bactérias aos antibióticos atualmente em uso - considerada um grave problema mundial de saúde.

Os cientistas americanos ressaltam que o novo composto, chamado anthracimycin, parece ser efetivo no combate aoStaphylococcus aureus - bactéria de fácil contágio por contato e que pode gerar infecções difíceis de tratar, por ter se tornado resistente à maioria dos antibióticos em uso.
anthracimycin também demonstrou ser capaz de eliminar o antrax - bactéria conhecida por seu uso em armas químicas de bioterrorismo.
A pesquisa californiana teve os resultados divulgados na publicação científica alemã Angewandte Chemie.

Nova arma

O composto antibiótico anthracimycin tem uma estrutura química única, o que poderia levar ao desenvolvimento de uma nova classe de remédios antibióticos.
"
A descoberta de um composto químico realmente novo é bem raro. Ela vem a somar-se a várias descobertas anteriores que mostram que bactérias marinhas são geneticamente e quimicamente únicas"
William Fenical, cientista líder da pesquisa
Para o diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Thomas Frieden, o risco gerado pelas bactérias resistentes aos antibióticos em uso é um "pesadelo" para o cientistas de todo o mundo.
E a CMO (secretária-geral para assuntos da saúde) da Grã-BretanhaSally Daviesdefine a ineficiência dos antibióticos como uma "bomba-relógio ativada" que ameaça a segurança nacional.
A Sociedade de Doenças Infecciosas da América também expressou preocupação com o não-desenvolvimento de novos antibióticos para conter a resistência aos medicamentos atuais.
Por isso, a descoberta de um novo composto antibiótico traz esperanças.
A estrutura da anthracimycin é descrita pelo cientista Kyoung Hwa Jang e sua equipe no jornal científico do Instituto de Oceanografia Scripps como algo único, por ser diferente dos outros antibióticos naturais já descobertos.

Do fundo do mar

Lauren Paul e William Fenical, do Scripps
Lauren Paul e William Fenical, do Scripps: "descoberta única" e "rara"
O novo composto antibiótico foi extraído da bactéria Steptomyces, coletada pelo cientista Christopher Kauffman em sedimentos do oceano pacífico.
William Fenical, do Scripps, disse que "a real importância deste trabalho é que aanthracimycin tem uma estrutura química única".
"A descoberta de um composto químico realmente novo é bem rara. Ela vem a somar-se a várias descobertas anteriores que mostram que bactérias marinhas são geneticamente e quimicamente únicas", ressalta Fenical.

anthracimycin, que têm demonstrado sua eficácia no combate ao antrax e ao Staphylococcus aureus, indica o potencial dos oceanos como fonte para de novas substâncias, já que ainda há grandes áreas marinhas inexploradas.

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de julho de 2013

CIENTISTAS DESLIGAM GENE QUE CAUSA A SÍNDROME DE DOWN

Pesquisa americana descobriu que a ação de um gene pode desativar a cópia extra que há no cromossomo 21 de pessoas com a condição

Síndrome de Down: Para melhorar atendimento do SUS a pacientes com a deficiência, Ministério da Saúde lança diretrizes
Síndrome de Down: Nova pesquisa feita em laboratório identifica uma forma de 'silenciar' o defeito genético que causa a condição (Thinkstock)

Pela primeira vez, cientistas conseguiram identificar uma maneira de neutralizar o defeito genético responsável pela Síndrome de Down. Em um estudo feito com células de cultura, pesquisadores da Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, “desligaram” o cromossomo extra, presente nas células de pessoas com o distúrbio. Assim, eles foram capazes de corrigir padrões anormais de crescimento celular, característicos da Síndrome de Down. A descoberta abre portas para o desenvolvimento de novos mecanismos que poderão ajudar no tratamento do distúrbio. Seu uso clínico, no entanto, ainda está longe de ser colocado em prática — o estudo, publicado na revista Nature, precisa ser replicado em laboratório e estendido a testes em humanos antes de poder ser liberado para uso.

Saiba mais

SÍNDROME DE DOWN
A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de Down — que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez das duas normais — aumenta com a idade da gestante. O risco quando a mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25. Crianças com a síndrome tendem a ter a cabeça pequena, rosto largo e achatado, nariz curto, olhos amendoados, língua grande e orelhas pequenas. Há atraso no desenvolvimento físico e mental. 
Os cromossomos são estruturas com longas sequências de DNA, que carregam vários genes. O ser humano possui 23 pares de cromossomos, totalizando 46 em cada célula — metade é herdada do pai e a outra metade, da mãe. Desses pares, 22 são iguais entre os sexos, e o 23º é o responsável por determinar o sexo da pessoa: cromossomos XX para as mulheres, XY para os homens. Pessoas com Síndrome de Down, no entanto, nascem com três cópias do cromossomo 21. Essa trissomia desencadeia deficiência cognitiva, disfunção do sistema endócrino, entre outros problemas.
Correção — O novo estudo se inspirou na ação de um gene conhecido como XIST. Enquanto as mulheres possuem dois cromossomos X, os homens têm somente um. Para que haja equilíbrio entre os sexos em relação à expressão dos genes presentes no cromossomo X, o gene XIST desativa um dos cromossomos X das mulheres. A ideia do grupo foi utilizar a ação desse gene para desativar também o terceiro cromossomo 21 nas células de pessoas com Síndrome de Down — mesmo esse cromossomo não sendo o X. 
Para conseguir isso, injetou-se o gene XIST dentro de um dos três cromossomos 21 presentes nas células-tronco dos próprios pacientes. O trabalho mostrou que o gene XIST “silenciou” os genes presentes no cromossomo dentro do qual foi inserido, e acabou por corrigir anomalias no crescimento celular características da desordem.
Pesquisas feitas até agora sobre a Síndrome de Down não haviam conseguido chegar perto de corrigir, nem mesmo em células in vitro, a trissomia no cromossomo 21. “Nossa esperança é que, para indivíduos que vivem com Síndrome de Down, esses achados iniciais abram novas portas para estudar a desordem e tragam para as pesquisas o conceito de ‘terapia cromossômica’”, diz Jeanne Lawrence, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts e coordenadora do estudo. “Agora temos uma ferramenta poderosa para identificar e estudar patologias celulares e mecanismos que impactam diretamente a expressão do cromossomo 21.”
Fonte: Revista Veja

sexta-feira, 13 de julho de 2012

OXIGÊNIO NA VEIA - ÓTIMA NOTICIA PARA OS SOCORRISTAS

Oxigênio na veia é promessa para salvar pacientes com dificuldade de respirar

Um médico americano, juntamente com uma equipe de engenheiros químicos, cientistas e outros colegas, desenvolveu uma micropartícula que libera oxigênio na corrente sanguínea e pode ser injetada diretamente na veia de pacientes com dificuldade de respirar.

A pesquisa foi iniciada por John Kheir, do Departamento de Cardiologia do Hospital Infantil de Boston, em 2006, quando ele cuidou de uma menina que, por causa de uma pneumonia severa, acabou sofrendo um sangramento nos pulmões, o que diminuiu drasticamente seus níveis de oxigênio.

Antes que eles conseguissem colocá-la em uma máquina de coração-pulmão, a paciente faleceu. Depois da frustração, o médico decidiu buscar uma forma para que pacientes incapazes de respirar possam obter oxigênio rápido no sangue, evitando problemas decorrentes, como paradas cardíacas e lesão cerebral.

As micropartículas desenvolvidas por Kheir são soluções líquidas cheias de bolsos minúsculos de oxigênio envoltos por uma camada de moléculas de gordura. Os testes em animais deram resultados animadores, pois a infusão delas em cobaias com baixos níveis de oxigênio restaurou a quantidade de gás para níveis normais em poucos segundos.

Também em casos quando a traqueia dos animais estavam completamente bloqueadas, as micropartículas os mantiveram vivos durante 15 minutos sem uma única respiração, o que pôde reduzir a incidência de paradas cardíacas e lesões de órgãos.

“Uma das chaves para o sucesso do projeto foi a capacidade de administrar uma quantidade concentrada de gás oxigênio em uma pequena quantidade de líquido. A suspensão tem três a quatro vezes o conteúdo de oxigênio de nossos próprios glóbulos vermelhos”, disse Kheir em reportagem do ScienceDaily.

Kheir esclarece que o fluido só pode ser administrado entre 15 e 30 minutos para não sobrecarregar o sangue. “Este é um substituto de oxigênio de curto prazo, uma maneira segura de injetar gás de oxigênio para suportar pacientes durante alguns minutos críticos”, explica.

Mas esses minutos podem ser cruciais para salvar um paciente. As soluções são portáteis e podem estabilizar pacientes em situações de emergência, ganhando tempo para os paramédicos ou médicos colocarem um tubo de respiração ou realizarem outros tratamentos.

A equipe de Kheir prevê que um dia, as micropartículas sejam armazenadas em seringas em todos os hospitais, helicópteros e ambulâncias, para ajudar a estabilizar pacientes com dificuldade em respirar.

Hypercience

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CHUVA DE METEOROS DO COMETA HALLEY...

PODERÁ SER VISTA NESTA NOITEA chuva de meteoros é provocada pelos detritos do cometa Halley
Foto: Nasa/Divulgação


O cometa Halley, que passou pela Terra em 1986, só poderá ser visto em sua totalidade daqui há 51 anos, mas a partir da noite desta quinta-feira os moradores do Hemisfério Sul terão uma visão privilegiada de detritos do cometa. Segundo a agência espacial americana (Nasa), poderão ser visualizados até 60 meteoros por hora.
De acordo com o astrônomo Luís Guilherme Haun, da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, a previsão da Nasa é para condições ideais, ou seja, longe das cidades, em locais com pouca luminosidade. "Nas cidades, as pessoas poderão ver até 20 detritos por hora", afirma o especialista.
Haun aponta que o fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil e que o melhor horário é em torno das 2h da madrugada de sexta-feira. "Para observar, a pessoa deve olhar na direção do nascer do Sol, na Constelação de Aquário, mas nada impede que ele se veja os meteoros mais alto no céu".
O especialista explica que as chuvas de meteoros têm um período para ocorrer, se repetindo todos os anos. "A Terra atravessa esta nuvem de partículas de abril até meados de maio, mas o máximo de objetos poderá ser observado nesta madrugada e na próxima", afirma.
A visão privilegiada no Hemisfério Sul se deve ao ângulo de inclinação da Terra. "Muitas pessoas nunca viram este cometa famoso (Halley). Essa é uma oportunidade para observar partes deles deixando um rastro ardente no céu", disse o astrônomo da Nasa, Bill Cooke.

Fonte: Terra Notícias

ASTEROIDE VAI PASSAR PELA TERRA ...

 A DISTÂNCIA MENOR QUE A DA LUA

Nasa descarta colisão e minimiza efeito gravitacional do objeto.
Foto feita com pouco definição do asteroide YU22 em março de 2010. (Foto: Nasa / Cornell / Arecibo)
A agência espacial norte-americana (Nasa) divulgou que um asteroide de 400 metros de diâmetro irá passar perto da Terra, a uma distância menor do que a do planeta em relação à Lua.

O asteroide é chamado YU22 e deve se aproximar em 8 de novembro de 2011, ficando a apenas 325 mil quilômetros da Terra. Esse valor é menor que a distância média da Lua para o planeta: aproximadamente 385 mil quilômetros. Mas para os especialistas, é comum a cada 25 anos a chegada de um objeto do tamanho de YU22 e passando à mesma distância.
Segundo o programa da Nasa responsável pela detecção e estudo de objetos que passam perto da Terra (Near-Earth Object Program, em inglês), não há risco de colisão com a Terra. A agência também minimiza o efeito gravitacional do asteroide, afirmando que não seria possível sequer medi-lo.
Um impacto entre a Terra e YU22 também está descartado pelos próximos 100 anos, segundo o chefe do programa Don Yeomans. Mas outro objeto com esse tamanho a passar tão perto do planeta só deverá existir em 2028.

O asteroide foi visto pela primeira fez em dezembro de 2005 pelo astrônomo Robert McMillan, chefe de um trabalho de monitoramento do céu financiado pela Nasa e realizado na Universidade do Arizona.
No começo do 2010, as melhores imagens do objeto foram feitas, quando YU22 estava bem mais longe: a 2,3 milhões de quilômetros de distância da Terra.
Para os astrônomos, o interesse está na oportunidade de poder estudar com detalhes da composição mineral e do formato do asteroide.

Fonte: Do G1, em São Paulo












sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

NOVA TERAPIA GENÉTICA ANTI HIV.

Uma estratégia inovadora da genética para tornar as células T (glóbulos brancos do sangue responsáveis pela imunidade) resistentes à infecção pelo vírus HIV, sem afetar seu crescimento e sua atividade normais, é descrita em um artigo publicado na revista Human Gene Therapy, disponível gratuitamente na internet.


Uma equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA desenvolveu uma terapia genética em que um gene bacteriano chamado MazF é transferido para as células CD4+T. A proteína MazF é uma enzima que destrói transcrições do gene, impedindo a síntese proteica. O design desse método garante que a síntese da MazF seja provocada por infecção pelo HIV. Quando o vírus infecta os linfócitos T, a MazF é induzida, bloqueando a replicação do HIV e, essencialmente, tornando as células T resistentes.

Essa ferramenta terapêutica foi desenvolvida pelo pesquisador Hideto Chono e por colegas da empresa japonesa de biomedicinaTakara Bio Inc., do Instituto Nacional de Inovação Biomédica do Japão, da Universidade Nacional de Seul e da companhia sul-coreana ViroMed Co., e da Escola de Medicina Robert Wood Johnson, nos EUA.

"O potencial de utilização de vetores para expressar genes dentro de uma célula a fim de bloquear a infecção viral foi considerado por David Baltimore em uma estratégia chamada de imunização intracelular. Esse estudo ilustra uma maneira única em que a imunização pode ser alcançada", afirma o PhD James Wilson, diretor do Programa de Terapia Genética do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.

Fonte: O Estadão, Ciência. http://bit.ly/fsuNqX



VOCÊ QUER SABER O QUE ESTÁ ESCRITO NO SEU DNA? (MESMO?)



Resultado de um teste que detectou uma deleção de quatro bases no DNA de uma criança com síndrome de Lesch-Nyhan. (Crédito: Stephen Kingsmore)



Como jornalista, eu sempre parto do princípio de que informação nunca é demais. Ou quase nunca … Há alguns casos em que não saber talvez seja melhor do que saber. E a genética é um desses casos que deve ser avaliado com cuidado.

As tecnologias de sequenciamento genético, assim como o nosso conhecimento sobre a genética humana, estão avançando numa velocidade extraordinária. O que antes custava alguns milhões de dólares, agora custa apenas alguns milhares. E o que levava meses para fazer, agora leva algumas poucas semanas, ou dias, ou até horas. Com uma gota de sangue ou uma simples amostra de saliva já é possível identificar, rapidamente, com o clique de alguns botões, dezenas ou até centenas de mutações genéticas relacionadas a doenças específicas.

Num futuro não muito distante, sequenciar DNA será algo tão rotineiro na medicina quanto tirar sangue ou se vacinar. Não tenho dúvida.

A pergunta é: O que vamos fazer com essas informações? Você quer mesmo saber tudo que está escrito no seu DNA?

A resposta a essa pergunta vai depender de muitas variáveis. Vai depender do tipo de informação que você está procurando, a razão pela qual você a procura, a confiabilidade dessa informação e a possibilidade (ou não) de fazer alguma coisa a respeito caso você a encontre. Por exemplo: se você descobre que tem uma combinação de genes que aumenta o risco de arterioesclerose, você pode mudar sua alimentação, praticar mais exercícios e fazer examos rotineiros para evitar problemas cardíacos no futuro. (não que alguém precise de um exame de DNA para saber disso, mas vá lá … apenas como um exemplo) Nesse caso, ótimo!

Mas e se o risco for para Alzheimer, e você não puder fazer nada a respeito? Vai passar o resto da vida se preocupando com uma doença sem cura, que poderá ou não se manifestar daqui 20, 30 ou 40 anos? Porque a medicina genética é uma ciência de probabilidades, não de certezas … Raramente pode-se dizer que “se você tem esse gene, você terá essa doença”, com 100% de certeza. Em geral é: “você tem 15% mais chances de desenvolver essa doença”, que poderá ou não se manifestar ou te causar algum problema, dependendo de uma série de outros genes e outros fatores ambientais relacionados ao seu estilo de vida. Não é como um exame de HIV, que o resultado diz simplesmente positivo ou negativo. É algo muito mais complexo.

Sem falar que a grande maioria das doenças (e das nossas características em geral) são poligênicas, influenciadas por vários genes simultaneamente. Estabelecer relações de causa e efeito sobre mutações isoladas, portanto, é algo bastante complicado. (Apesar de que pode ser feito e já está sendo feito com sucesso em diversos casos, especialmente na oncologia, em que certos genes têm relação direta com a evolução da doença e podem ser usados como fatores de prevenção e diagnóstico bastante confiáveis.)

O caso mais complicado, do ponto de vista tanto científico quanto ético, é o da medicina genômica preditiva. Especialmente quando aplicada à reprodução humana. Cientistas relataram recentemente em um estudo na revista Science o desenvolvimento de um teste genético capaz de diagnosticar 448 mutações ligadas a doenças recessivas

Doenças “recessivas” são aquelas em que a criança precisa ter duas cópias de um gene defeituoso para ter a doença — uma cópia herdada da mãe e outra, do pai. Nos casos em que uma cópia apenas é suficiente para expressar a doença, ela é chamada “dominante”. As recessivas são as mais preocupantes porque a pessoa não sabe que é portadora da mutação. Só percebe quando tem um filho com outra pessoa que, por acaso, tem a mesma mutação. E aí a doença aparece no filho.

Em tese, portanto, casais que planejam ter filhos poderiam usar um teste como esse para fazer um “pente fino” nos seus genomas e saber, de antemão, se a combinação de seus cromossomos oferece algum risco para o bebê. Ótimo! É natural que todo pai se preocupe com a saúde do filho … mesmo antes desse filho existir. Se for possível evitar que a criança nasça com alguma doença séria, melhor.

Mas e se você e sua mulher/marido descobrem que têm, mesmo, uma determinada mutação. O que fazer com essa informação? Ter o filho do mesmo jeito? Usar sêmen ou óvulos de doadores? Adotar? … Você prefere ter um filho que é seu (geneticamente) doente, ou um filho com DNA de outra pessoa, porém saudável?

E quando a criança já está crescendo no útero e você descobre que ela tem uma doença grave? O que fazer? (No Brasil não há opção legal, mas em países onde o aborto é permitido, como os EUA, os pais podem optar por interromper uma gestação em caso de síndrome de Down, por exemplo.) Trabalhos científicos publicados recentemente mostraram que já é possível diagnosticar a síndrome de Down com base numa simples amostra de sangue da mãe (que contém células e DNA do feto), assim como várias outras informações genéticas do feto.

Uma vez que essas tecnologias saírem dos laboratórios e chegarem aos consultórios, o que fazer com essas informações? Os pacientes estão preparados para lidar com elas? Os médicos estão preparados para aconselhá-los sobre elas? Como isso tudo deve ser regulamentado? Do ponto de vista ético, os pais têm o direito de escolher os filhos que querem ter?

“A capacidade de detectar centenas ou até milhares de características genéticas em um único exame de sangue, no início da gravidez, poderia transformar os testes genéticos pré-natais de algo incomum em algo rotineiro. Essa possibilidade desafia todas as sociedades a decidir sobre para quais finalidades e de quais maneiras elas querem que esses testes sejam usados, levantando questões dificílimas sobre aborto, direitos dos deficientes, eugenia e consentimento informado, entre outras coisas”, escreve Henry Greely, da Escola de Direito de Stanford, em um artigo publicado na revista Nature.

São perguntas difíceis, mas inevitáveis. Com o avanço do conhecimento e da tecnologia genômica, elas virão, e teremos que lidar com elas

HERTON ESCOBAR - http://bit.ly/edx6PU

sábado, 8 de janeiro de 2011

CHILENOS DESENVOLVEM VACINA CONTRA ALCOOLISMO.

Cientistas chilenos estão desenvolvendo uma vacina contra o alcoolismo. O produto é desenvolvido a partir de uma mutação genética presente em 20% da população asiática.


Através de um vírus, a vacina produz efeitos colaterais incômodos, como enjoos, náusea e vasodilatação, que fazem com que os viciados não sintam mais vontade de beber.

O médico da Universidade do Chile, Juan Asenjo, disse que "a vontade de beber será muito pequena devido às reações".

A vacina já foi testada em ratos alcoólatras e o resultado foi a redução do consumo em 50%. Asenjo acredita que o consumo de álcool nos humanos tenha redução de até 95%. A previsão é que a vacina comece a ser testada em humanos em 2012.

FOTO SENSACIONAL.


O ponto mais alto no Sol mostra a estação internacional. Os demais pontos são apenas pequenas manchas solares


.O fotógrafo astronômico francês Thierry Legault conseguiu capturar a passagem da Estação Espacial Internacional (ISS) em frente ao Sol durante o eclipse solar parcial que pôde ser acompanhado por milhares de pessoas no hemisfério Norte na última terça-feira (4). No momento registrado pelo fotógrafo, a Lua tapava parte do Sol formando uma enorme sombra na Terra.


A foto é muito precisa, pois a plataforma para estudos científicos que fica a mais de 350 km da Terra, que viaja a 27,3 mil km/h, demorou apenas 0,86 segundo para passar em frente ao Sol.

O mesmo fotógrafo divulgou no ano passado uma foto em que ele conseguiu capturar a passagem do ônibus espacial Atlantis, da Nasa (agência espacial americana), em frente ao Sol 50 minutos antes de se acoplar à Estação Espacial Internacional. O evento aconteceu durante 0,54 segundo.