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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O MUNDO DE LULA

 Luiz Inácio Lula da Silva escreveu um artigo para o jornal "The New York Times" a respeito da onda de protestos de rua pelo Brasil.
 
O ex-presidente usa o texto para duas finalidades. Primeiro, faz um autoelogio sobre seu governo e a ampliação da sociedade de consumo. Depois, aponta razões da insatisfação dos brasileiros. Aí, claro, o responsável é um sujeito oculto.
 
O PT está no comando do país há dez anos e meio, com Lula e Dilma Rousseff. É mérito petista o aumento do mercado consumidor. Mas está nesse mesmo escaninho a responsabilidade pelo que não foi realizado.
 
"Eles [os manifestantes] querem uma melhoria na qualidade dos serviços públicos", escreve Lula. É verdade. E prossegue: "As preocupações dos jovens não são apenas materiais (...) Acima de tudo, eles demandam instituições políticas que sejam mais limpas e transparentes, sem as distorções do sistema político-eleitoral anacrônico brasileiro, que recentemente se mostrou incapaz de conduzir uma reforma".
 
Como assim? O "sistema" se mostrou incapaz? De qual sistema Lula está falando? O ex-presidente escreve como se não tivesse se esbaldado por oito anos em abraços com tudo o que ele próprio rejeitara no passado, inclusive xingando em público --como Fernando Collor e José Sarney.
 
Chega a ser comovente o esforço de Lula para se aproximar dos manifestantes que foram às ruas. Ele prega a renovação dos partidos, inclusive do PT. A proposta é curiosa.
 
Lula manda no PT. O que foi realizado para modernizar o petismo nos últimos dez anos? Nada, exceto distribuir cargos públicos a filiados.
 
"Enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica", escreve Lula. Já ele próprio entrou numa era de distanciamento. Até porque, se desejasse, poderia ter ido também à rua dialogar com os indignados durante o mês de junho. Mas o petista prefere escrever artigos para o "New York Times".


Fernando Rodrigues

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O MUNDO DE LULA

Luiz Inácio Lula da Silva escreveu um artigo para o jornal "The New York Times" a respeito da onda de protestos de rua pelo Brasil.
O ex-presidente usa o texto para duas finalidades. Primeiro, faz um autoelogio sobre seu governo e a ampliação da sociedade de consumo. Depois, aponta razões da insatisfação dos brasileiros. Aí, claro, o responsável é um sujeito oculto.

O PT está no comando do país há dez anos e meio, com Lula e Dilma Rousseff. É mérito petista o aumento do mercado consumidor. Mas está nesse mesmo escaninho a responsabilidade pelo que não foi realizado.

"Eles [os manifestantes] querem uma melhoria na qualidade dos serviços públicos", escreve Lula. É verdade. E prossegue: "As preocupações dos jovens não são apenas materiais (...) Acima de tudo, eles demandam instituições políticas que sejam mais limpas e transparentes, sem as distorções do sistema político-eleitoral anacrônico brasileiro, que recentemente se mostrou incapaz de conduzir uma reforma".

Como assim? O "sistema" se mostrou incapaz? De qual sistema Lula está falando? O ex-presidente escreve como se não tivesse se esbaldado por oito anos em abraços com tudo o que ele próprio rejeitara no passado, inclusive xingando em público --como Fernando Collor e José Sarney.

Chega a ser comovente o esforço de Lula para se aproximar dos manifestantes que foram às ruas. Ele prega a renovação dos partidos, inclusive do PT. A proposta é curiosa.
Lula manda no PT. O que foi realizado para modernizar o petismo nos últimos dez anos? Nada, exceto distribuir cargos públicos a filiados.


"Enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica", escreve Lula. Já ele próprio entrou numa era de distanciamento. Até porque, se desejasse, poderia ter ido também à rua dialogar com os indignados durante o mês de junho. Mas o petista prefere escrever artigos para o "New York Times".

Fernando Rodrigues - Folha de São Paulo

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

E "O CARA" CONTINUA MENTINDO

(Foto: The New York Times)

Cara de pau – Que Luiz Inácio da Silva tem uma extensa intimidade com a mitomania todos sabem, mas há fatos que são inegáveis, especialmente depois que o próprio mitômano o admitiu. Ou seja, não há como desmentir o que foi reconhecido como sendo verdadeiro.

Toda pessoa que enfrenta uma doença complexa e devastadora, como o câncer, por exemplo, normalmente faz uma releitura da vida e promove mudanças radicais em seu comportamento. Mas essas mudanças parecem não ter acontecido com Luiz Inácio da Silva, o messiânico e mentiroso Lula. Em entrevista ao jornal “The New York Times”, Lula voltou a negar a existência do Mensalão do PT.

“Não acredito que o mensalão tenha existido”, disse Lula ao jornal nova-iorquino.

Como ainda vivemos em uma democracia, Lula pode dizer o que bem quiser, mas é impossível negar o que o próprio ex-metalúrgico reconheceu como sendo verdade e ao povo brasileiro pediu desculpas pelo ocorrido.

Enquanto tenta plantar na mídia a ideia de que o Mensalão do PT não existiu, como forma de eventualmente minimizar o calvário de muitos dos envolvidos no esquema criminoso, Lula sabe que alguns dos seus companheiros de legenda reconheceram o maior escândalo de corrupção da história nacional. Ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira não fez um acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) porque era inocente. Silvinho “Land Rover”, como ficou conhecido o petista, aceitou prestar serviços comunitários em troca de deixar de ser investigado pela PGR.

Ex-deputado federal pelo PT do Pará, Paulo Rocha admitiu ter recebido dinheiro do esquema comandado pelo Palácio do Planalto e operado pelo publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza. Atual ministro da Justiça, o também petista José Eduardo Martins Cardozo não apenas admitiu a existência do Mensalão do PT, como defendeu a condenação dos envolvidos. “Vou ser claro: teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal? É. É indiscutível? É. Nós não podemos esconder esse fato da sociedade e temos de punir quem praticou esses atos”, disse Cardozo à revista Veja, em fevereiro de 2008.

O mais incrível nessa epopeia verde-loura é que o provo brasileiro se apequena diante das recorrentes mentiras propaladas por Lula,como se o ex-presidente tivesse alguma credibilidade. O fato de Lula ser um animal político não lhe confere o direito de enganar a opinião pública e trabalhar de forma incessante para a absolvição de quadrilheiros que venderam apoio no Congresso Nacional, como se o Parlamento fosse um lupanar de quinta.

fonte: Ucho.Info