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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A VOZ ROUCA DAS RUAS

Centenas e centenas de milhares de pessoas das mais diversas tendências se manifestaram contra tudo isso que está aí. E obtiveram os seguintes resultados:
1 – O Governo Federal, pressionado, teve de liberar muito mais dinheiro público para as emendas parlamentares. Nos sete meses anteriores, as propostas de interesse direto de Suas Excelências mereceram R$ 1,4 bilhão do Tesouro. Nos primeiros nove dias de agosto, as liberações alcançaram R$ 1,2 bilhão.
2 – O prefeito petista de São Paulo, Fernando Haddad, desandou a pintar faixas no chão e a chamá-las de “faixas exclusivas de ônibus”. Paralisou a cidade.
3 – O presidente do Senado, Renan Calheiros, colocou em votação alguns projetos que criam dificuldades à Presidência da República – por exemplo, derrubada da multa de 10% sobre o FGTS em demissões sem justa causa e orçamento impositivo, obrigando o Governo a executar o que o Congresso determinou. Mas, depois de conversar com Dilma, disse que a pauta pode ser alterada. E de que depende a mudança? Renan foi absolutamente claro: “de negociação”.
4 – O Governo tucano paulista, enfrentando o escândalo do Metrô e dos trens denunciado pela Siemens, reagiu exatamente do mesmo jeito que os petistas acusados em outros casos: disse que há escândalos também fora de São Paulo. E, enquanto não denunciarem todos, os casos paulistas não devem ser investigados?
A voz do povo é um pilar da democracia. Mas é preciso evitar que o ruído das ruas encubra o crescimento silencioso da incompetência e da corrupção.
Os novos amigos
Dilma, para não perder posição nas pesquisas, virou amiga de infância do líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, e é toda amável com Renan Calheiros. O blogueiro Josias de Souza ouviu “de uma cascavel do PP” a seguinte análise sobre as novas amizades federais: “O apreço da Dilma pelo Renan ficou claro no dia em que ela tentou fazer do Edison Lobão presidente do Senado. Quanto ao Eduardo Cunha, ela não queria vê-lo nem pintado de ouro. Os dois pediam mais diálogo. E ela insinuava que precisavam era de interrogatório. De repente, viraram os três mosqueteiros. Dizem que é altruísmo. Tudo pelo Brasil. Isso costuma dar em CPI.”
Velhos tempos…
Como dizia Fausto Silva, este colunista é do tempo em que Polícia impedia a invasão de prédios públicos. Polícia invadir a Câmara dos Deputados, mesmo para apresentar reivindicações justas, é novidade.
Gente fardada e armada invadir o Congresso para constranger parlamentares eleitos era só na época da ditadura.
…velhos dias
Este colunista é do tempo, também, em que sessão do Supremo era aguardada por quem queria apreciar a inteligência dos ministros, aprender com sua sabedoria e assistir à ação da Justiça. É estranho esperar reunião do Supremo, como a de hoje, para ver se alguém bate em alguém.
Surpreenda-se: STF não era UFC.
De Holanda a Brasília
Não faz muitos anos, Chico Buarque de Holanda dizia que o Brasil falava fino com as potências e grosso com os vizinhos. No Governo Lula, o Brasil falava grosso com as potências e fino com vizinhos como Evo Morales, que fez o que quis sem encontrar reação. No Governo Dilma, como comprova a detenção em Londres do namorado brasileiro do jornalista Glenn Greenwald, do Guardian, que escreveu sobre a espionagem global americana, o Brasil fala fino com todos.
Surpresa antiga
A capacidade de memória dos computadores dobra a cada dois anos. A memória humana parece reduzir-se. Hoje, o mundo se surpreende porque os Estados Unidos fazem espionagem eletrônica em escala global. Na década de 1970, há mais de 40 anos, nos EUA, o senador democrata Frank Church comandou uma comissão que investigou a violação de direitos humanos pelas agências americanas de informação. Já naquela época se soube que a NSA, National Security Agency, a mais discreta das entidades de espionagem, monitorava comunicações em escala global, decifrava códigos de Governos estrangeiros, tinha verbas muito superiores às da CIA.
Um romance do início da década de 1990, O Punho de Deus, de Frederick Forsyth, já tinha como fio  condutor a interceptação pela NSA de uma conversa telefônica no Iraque de Saddam Hussein. E mostrava, há mais de vinte anos, a colaboração entre os serviços secretos americano e britânico.
A dança dos números
O governador paulista Geraldo Alckmin, PSDB, está feliz: a pesquisa Sensus lhe dá 37% de aprovação, enquanto o prefeito paulistano Fernando Haddad, PT, tem 17%. No Rio, o prefeito Eduardo Paes, PMDB, foi atingido pela baixa popularidade de seu companheiro de partido, o governador Sérgio Cabral: tem 19% de aprovação (Cabral, 15%). No Paraná, o tucano Beto Richa festeja aprovação de 67%. Mas talvez Richa festeje mais pelos adversários que não tem (a principal é Gleisi Hoffmann, do PT, se resolver arriscar o cargo de ministra) do que pelos números. Um ano antes das eleições de 2010, Serra tinha 36%, contra 17% de Dilma, 14% de Ciro, 12% de Heloísa Helena, 3% de Marina.
Deu no que deu.
Carlos Brickman - Ucho.Info

sábado, 17 de agosto de 2013

AOS INIMIGOS DA DEMOCRACIA, O RIGOR DA LEI

Milton Corrêa da Costa
Diante do ímpeto agressivo de vândalos arruaceiros, que mais uma vez, novamente na Zona Sul do Rio, nas proximidades do Palácio Guanabara, no Rio, depredaram agências bancárias e uma lanchonete, destruíram sinalização de trânsito, arremessaram bombas incendiárias e atacaram policiais com pedras, fica a preocupação do que poderá vir, principalmente no próximo 7 de setembro, feriado da Independência. Há notícias sobre grupos de anarquistas, terroristas mascarados, que prometem aterrorizar cidades brasileiras nessa data.
Até onde vai isso? Como contê-los? As manifestações agressivas que se alastram preocupantemente pelo país demonstram claramente que há algo muito estranho por trás dos rostos encobertos dos Black Bloc (há suspeita de que alguns agem por dinheiro). A Revista “Época”, (29/7) mostrou que por trás da simples revolta dos vândalos anarquistas há algo de muito mais sério.
A notícia, que deixa perplexa a sociedade, dá conta de que (surpreendam-se) “gladiadores” (é assim que se autoproclamam os anarquistas das manifestações), após a ONG Defensoria Social espalhar voluntários para defender manifestantes presos por vandalismo, agora também recebem treinamento de guerrilha urbana através de instrutores experientes.


Nos fins de semana, os jovens se reúnem para fazer coquetel molotov e escudo de madeirite e produzir líquidos que anulam o efeito do gás lacrimogêneo. Nesses encontros, eles escolhem bancos e empresas como alvos de depredação.
Participam dessas reuniões os anarquistas Anonymous, Anarcopunk e Acción Directa, ex-militantes do MST, alguns dissidentes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e remanescentes do grupo guerrilheiro uruguaio Tupamaros e da Central Operária Boliviana. Os próximos atos, segundo a “Época”, estão previstos para 7 de setembro e o Rock in Rio.
As forças de segurança federais e estaduais e toda a sociedade — que reivindica pacificamente seus direitos — devem tomar ciência e consciência. A estabilidade está seriamente ameaçada pelo radicalismo de terroristas-guerrilheiros.
O 7 de setembro vem aí. Que estejam em grau de alerta máximo e se preparem para a garantia da lei e da ordem contra a anarquia e o radicalismo. Aos inimigos da democracia, o rigor da lei.

Milton Corrêa da Costa é tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O MUNDO DE LULA

 Luiz Inácio Lula da Silva escreveu um artigo para o jornal "The New York Times" a respeito da onda de protestos de rua pelo Brasil.
 
O ex-presidente usa o texto para duas finalidades. Primeiro, faz um autoelogio sobre seu governo e a ampliação da sociedade de consumo. Depois, aponta razões da insatisfação dos brasileiros. Aí, claro, o responsável é um sujeito oculto.
 
O PT está no comando do país há dez anos e meio, com Lula e Dilma Rousseff. É mérito petista o aumento do mercado consumidor. Mas está nesse mesmo escaninho a responsabilidade pelo que não foi realizado.
 
"Eles [os manifestantes] querem uma melhoria na qualidade dos serviços públicos", escreve Lula. É verdade. E prossegue: "As preocupações dos jovens não são apenas materiais (...) Acima de tudo, eles demandam instituições políticas que sejam mais limpas e transparentes, sem as distorções do sistema político-eleitoral anacrônico brasileiro, que recentemente se mostrou incapaz de conduzir uma reforma".
 
Como assim? O "sistema" se mostrou incapaz? De qual sistema Lula está falando? O ex-presidente escreve como se não tivesse se esbaldado por oito anos em abraços com tudo o que ele próprio rejeitara no passado, inclusive xingando em público --como Fernando Collor e José Sarney.
 
Chega a ser comovente o esforço de Lula para se aproximar dos manifestantes que foram às ruas. Ele prega a renovação dos partidos, inclusive do PT. A proposta é curiosa.
 
Lula manda no PT. O que foi realizado para modernizar o petismo nos últimos dez anos? Nada, exceto distribuir cargos públicos a filiados.
 
"Enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica", escreve Lula. Já ele próprio entrou numa era de distanciamento. Até porque, se desejasse, poderia ter ido também à rua dialogar com os indignados durante o mês de junho. Mas o petista prefere escrever artigos para o "New York Times".


Fernando Rodrigues

NO RUMO ERRADO

Os grandes protestos de junho passaram, mas a insatisfação popular ficou. Pesquisas recentes confirmam isso. E mostram que a opinião pública está mais crítica e continua contra “tudo o que está aí”. Um levantamento feito em julho trouxe mais elementos nesse sentido, indicando que, para 58% dos entrevistados, o país está no rumo errado. Outros 42% veem o país no rumo certo.

Citada pelo colunista José Roberto Toledo, do Estado de S. Paulo, a pesquisa do Instituto Ipsos aponta uma reversão repentina e inédita da avaliação sobre o país. A partir de junho, 57% dos entrevistados passaram a reprovar as decisões sobre as principais questões nacionais.

Em julho, a avaliação se manteve. É a primeira vez desde 2007 que a maioria vê o país caminhar para o lado errado.

Outro levantamento recente do Ibope mediu o descontentamento com as instituições. O Índice de Confiança Social do Ibope, divulgado no início deste mês, revelou que entre julho de 2012 e julho passado, todas as 18 instituições avaliadas pelo Ibope foram consideradas menos confiáveis.

Foi a primeira vez nas cinco edições da pesquisa em que todas as instituições perderam credibilidade.

O Congresso e os partidos ocupam os últimos lugares no ranking. Mas a maior queda foi da presidente da República. Para especialistas do Ibope, Dilma pode ter personificado as causas da insatisfação popular.

No geral, os números das duas pesquisas sugerem que se o gigante voltou mesmo a dormir, está tendo um sono intranquilo.

Isso deveria servir de alerta para políticos e governantes. Por mais que os grandes protestos tenham perdido força se tornando movimentos de partidos ou forças políticas, o cidadão parece ter ficado mais crítico com o poder público e com as instituições.

No caso da pesquisa sobre os rumos do país, a leitura do Instituto Ipsos é que as pessoas percebem a necessidade de discutir a agenda nacional com mais profundidade. É um bom sinal, portanto.

problema é que, reduzido o calor das manifestações, o Congresso e muitos políticos voltaram à velha agenda, PSDB e PMDB estão no alvo de suspeitas, enquanto o PT volta a ser ligado ao julgamento do mensalão.

Ou seja, não faltam motivos para manter ou aumentar o pessimismo dos eleitores. É impossível prever se esse quadro vai persistir até as eleições de 2014, mas os sinais hoje são de que o crivo nas urnas tende a ser bem maior. A questão é que isso também pode levar a generalizações perigosas sobre a política, como se todos nela fizessem parte do mesmo saco.


Fonte: Praça oito , A Gazeta


BADERNEIROS DE ALUGUEL















Cara de pau – Dando sequência ao seu plano que prevê a tomada do governo do mais importante estado brasileiro, São Paulo, o ex-metalúrgico e agora lobista de empreiteira Luiz Inácio da Silva não tem conseguido traduzir nas ruas o prestígio que muitos lhe creditam. Responsável maior pela manifestação que prometia parar a capita paulista na tarde de quarta-feira (14), Lula conseguiu a proeza de reunir mil baderneiros, que em comparação com a população da cidade nada representam.
Depois de deixarem o Vale do Anhangabaú, na região central da cidade, o grupo de baderneiros de aluguel, muitos dos quais carregando bandeiras de partidos políticos e sindicatos, se dividiu. Uma parte rumou para a Câmara Municipal de são Paulo, que foi invadida, enquanto outra seguiu para a Assembleia Legislativa do estado. Em ambos os locais houve enfrentamento com a polícia, que precisou recorrer ao uso de gás de pimenta e balas de borracha para dispersar os manifestantes, que insistiam no quebra-quebra.
Contando com a participação de integrantes do Movimento Passe Livre, os manifestantes gritavam palavras de ordem e cobravam a saída do governador Geraldo Alckmin e uma ampla investigação no caso da suposta formação de cartel em licitações do Metrô e da CPTM.
Como sempre noticiamos, toda e qualquer denúncia de corrupção deve ser apurada com rigor, mas é inaceitável que isso ocorre sem a necessária isonomia. O PT transformou-se em quadrilha, o que é facilmente comprovado por escândalos e decisões judiciais, mas o desespero do partido diante da crescente crise levou Lula a adotar suas conhecidas e covardes estratégias, que sempre alvejam seus adversários políticos.
Lula, como afirmam alguns dos seus ex-companheiros de legenda, é desprovido decaráter e quer manter-se à força na cena política, como se o Brasil já tivesse se transformado em uma ditadura. É importante que esse senhor, que conseguiu surrupiar o crucifixo do Palácio do Planalto, antes de qualquer acusação deixe de impedir a apuração do escândalo que ficou conhecido como Rosegate e que tem como protagonista Rosemary Noronha, que sempre se apresentou como sua namorada.
Em qualquer país minimamente sério e com autoridades respeitadoras da legislação, Lula já estaria preso e respondendo a processo por corrupção, difamação e incitação da ordem, entre tantos outros crimes.
Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

NÃO SOBROU NADA


Com a desistência do governo de levar adiante a proposta de aumentar em dois anos o curso de Medicina para que os alunos fizessem um estágio obrigatório como médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), vai por terra a última das grandes ideias palacianas lançadas a toque de caixa para supostamente dar resposta aos anseios das ruas. 
Daquele dia em que a presidente Dilma apresentou em cadeia nacional de rádio e televisão suas propostas de "pactos" com a sociedade até hoje, nenhuma delas teve condições de sobreviver ao intenso tiroteio crítico a que foram submetidas. Por insuficiência de conteúdo. 
A convocação de estudantes para ajudar nos trabalhos do SUS era claramente inconstitucional, como parece ser a proposta apresentada ontem em substituição. Obrigar a que todos os estudantes façam dois anos de residência em hospitais e ambulatórios do SUS parece uma interferência do poder público nas decisões individuais dos futuros médicos. Como da primeira tentativa, talvez fosse o caso de colocar essa exigência somente para aqueles que estudaram com algum tipo de bolsa do Estado. Seria uma maneira de pagamento, e os que se inscrevessem para essas bolsas de estudo saberiam as condições. 
A proposta de trazer médicos estrangeiros também causou grande revolta na área médica, especialmente pela tentativa de fazer isso sem que precisassem revalidar seus diplomas. O governo conseguiu com essa proposta colocar toda classe médica contra ele, e agora está detectando que os médicos estão usando as consultas para conseguir o apoio de seus clientes, especialmente na classe média das grandes cidades. 
A ideia do programa Mais Médicos dá uma sensação de preocupação com a situação atual, e por isso tem o apoio da maioria dos cidadãos. Mas a execução do programa é criticável, pois as associações médicas queriam mesmo é que fosse desenhada uma carreira de Estado para a Medicina, o que levaria os médicos ao interior dentro de um planejamento de carreira de longo prazo. 
A mais dramática e popularesca das propostas foi a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva para tratar da reforma política, que seria convocada através de um "plebiscito popular". A impossibilidade de convocação de uma constituinte exclusiva foi demonstrada por diversos juristas, e a proposta foi devidamente desidratada depois que o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo tentou afirmar que a presidente não havia dito o que realmente dissera. 
Como o pronunciamento foi gravado, foi fácil demonstrar que ela realmente queria convocar uma Constituinte exclusiva que além de ser inconstitucional em si não poderia ser convocada pelo Executivo, pois cabe apenas ao Legislativo essa iniciativa. Ficou de pé apenas o "plebiscito popular", proposta com que a presidente pretendeu emparedar o Congresso, forçando a barra para que o povo definisse que pontos deveriam constar de uma reforma política. 
Foi a vez do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrar em ação para demonstrar que não seria possível a convocação de um plebiscito que determinasse as novas regras para a eleição de 2014. Não havia tempo hábil para que as decisões fossem sugeridas e aprovadas para valerem no prazo de um ano antes da eleição, como manda a Constituição. E este prazo é entendido como uma cláusula pétrea, que não pode ser alterado. 
Além do mais, algumas das perguntas que o Palácio do Planalto gostaria de incluir no "plebiscito popular" simplesmente não poderiam ser feitas pois implicariam em mudanças constitucionais. 
Medidas concretas mesmo, o governo não anunciou nenhuma. Os cortes orçamentário de R$ 15 bilhões na maior parte referem-se a despesas que seriam feitas. A presidente Dilma indignou-se com a sugestão de reduzir sua enorme máquina ministerial de 39 ministros, afirmando que não haveria redução de despesas. 
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves, mostrou agilidade de candidato: além de criticar as declarações de Dilma, combinou com seu correligionário o governador de Minas, Antonio Anastasia, a adoção de medidas de austeridade anunciadas ontem. Até o final de 2013, diz o governo mineiro, o custeio terá redução de 13% devido à extinção ou fusão de secretarias, e corte de cargos de confiança. 
Como consequência da antecipação da corrida sucessória, cada ato de governantes se transforma em uma ação política com objetivo certo. O choque de gestão que sempre foi uma bandeira do PSDB ridicularizada por Lula, passou a ser um ativo valioso na medida em que a população faça a ligação entre um governo eficiente e as respostas que ele dá em serviços públicos


Merval Pereira

sexta-feira, 26 de julho de 2013

PRECIPÍCIO POLÍTICO













A queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff já é uma certeza, não mais uma tendência. Essa é a avaliação do deputado federal Sérgio Guerra (PE) sobre a pesquisa Ibope divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (25). O levantamento mostra que a aprovação do governo caiu 24 pontos percentuais, passando de 55% para 31% entre junho e julho. Na avaliação do ex-presidente do PSDB, a população está mais consciente em relação aos desmandos da gestão petista.
“Isso tem a ver com o fato de que a população descobriu que a propaganda não confere com a realidade. O resultado da pesquisa reflete um movimento de repúdio em relação à situação real da do povo brasileiro”, adverte o deputado.
Para o tucano, o País passa por uma crise e “seguramente o governo está no centro dela”. Enquanto o percentual dos que consideram o governo bom ou ótimo caiu para 31%, os que o avaliam como “regular” chegou aos 37% e a categoria “ruim ou péssimo” atingiu 31%.
A avaliação pessoal de Dilma também não é das melhores. A petista, que já bateu recorde de popularidade, amarga uma queda de 71% para 45%. O índice de quem a desaprova subiu de 25% para 49%.
“A sociedade tem mais clareza das responsabilidades dos governos, especialmente do governo federal. O povo teve um choque de realidade com os movimentos das ruas”, disse o parlamentar, em referência à onda de protestos ocorrida em junho.
A pesquisa Ibope confirmou o que já vinha sendo demonstrado nos últimos levantamentos. Pesquisa Datafolha divulgada em 29 de junho, por exemplo, registrou queda na popularidade da presidente Dilma de 57% para 30% em três semanas. Segundo o instituto, trata-se da maior queda de aprovação de um presidente aferida pelo Datafolha desde Fernando Collor, em 1990. “Isso para mim não é apenas uma tendência, mas sim uma confirmação da opinião pública”, concluiu Sérgio Guerra.

Fonte: Ucho.Info

domingo, 21 de julho de 2013

VIRUS, TIROS, TORTURA

 Um milhão e meio de pessoas foram às ruas pedindo saúde, educação e dignidade. Associações médicas rompem com o governo por causa das novas regras para a profissão. Dilma rumina a queda nas pesquisas, o crescimento pífio do país, a birra do PT e as ameaças do PMDB. Enquanto isso...

Perto de 75 mil (75 mil!) pessoas contraíram um vírus e tiveram diarreia em Alagoas, com quase 50 (50!) mortos. O principal suspeito é a água usada para cozinhar, tomar banho, escovar os dentes. Atenção: Alagoas é Brasil, e o Brasil está entre as dez maiores economias do mundo.

Um tiroteio entre policiais e traficantes matou dez pessoas, inclusive um sargento do Bope e dois cidadãos que não tinham antecedentes criminais: um garçom de 35 anos e um engraxate de 16. Atenção: quem mora no Complexo da Maré também é brasileiro, e o brasileiro é um forte, tem direito à vida.

Quatro funcionários de um parque de diversões, entre 22 e 25 anos, foram presos e confessaram o assassinato de uma moça no Paraná, até que um mero exame de DNA mostrou que nenhum deles fizera sexo com a vítima. Soltos, eles disseram que foram espancados, empalados, eletrocutados e asfixiados com sacos plásticos, mesmo após a "confissão". Exames comprovam os maus-tratos. Atenção: bate, depois investiga? Tortura nunca mais!

Vândalos infiltrados entre manifestantes que fazem vigília diante do apartamento do governador do Rio quebram e arrebentam lojas, bancos, prédios, bancas de jornais e tudo o que veem à volta, enquanto a polícia, aturdida, balança entre fazer o que tem de ser feito e simplesmente cruzar os braços para não ser acusada de violência. Atenção: isso é "democratice", não democracia.

No Brasil das eleições, discutem-se constituinte exclusiva, plebiscito, recesso, corte de ministérios e se o melhor aliado é o PMDB ou o PSB. No Brasil real, o pau está quebrando.
Ah! E o papa vem aí.

Eliane Castanhêde

sexta-feira, 19 de julho de 2013

2014: O ANO DA FAXINA NA POLÍTICA CAPIXABA

Apenas 12 dias foram suficientes para cair a máscara da Assembleia e trazer à tona os verdadeiros interesses que movem os mandatos dos deputados. Ficou clara a sordidez como usam o nosso voto, como enganam, negociam e ignoram os anseios populares. Se escondendo atrás dos escudos policiais, foram eles que invadiram a casa do povo.
 
Ao ver a foto da cadeira no teto da área ocupada na Assembleia fiquei orgulhoso, aqueles que estavam lá sim, me representam. Como disse a professora Suzana Tatagiba “(...) a cadeira no teto... Fosse outro o contexto, seria instalação numa galeria famosa qualquer, renderia aplausos”, observou. 
 
Concordo plenamente, a cena merece aplausos. Demonstra toda a indignação social que estamos vivendo, representa a falta de pudor, de respeito que esses políticos têm com a população. Tudo estava estampado na cara do presidente da Casa Theodorico Ferraço (DEM), casa? Aliás, Ferraço esbanjou cinismo nas suas declarações à imprensa.
 
Outra fala que me chamou atenção foi da deputada Luzia Toledo (PMDB), que disse estar estarrecida com a cena da cadeira no teto. Estarrecidos ficamos nós, povo coma a sua atitude deputada, estarrecidos com o uso que fez dos votos que recebeu. Estarrecidos ainda estamos com a falta de comprometimento que a senhora e seus pares têm com a sociedade.
 
Vamos a um rápido balanço dos acontecimentos. Fomos às ruas em protestos e reivindicações. Então vieram as reuniões de emergência, assim como promessas de novas posturas, e o que aconteceu depois? Nada, simplesmente nada. A ficha limpa para cargos comissionados não aconteceu; o crime hediondo para a corrupção não foi aprovado; as propostas de uma reforma política mais uma vez foram engavetadas e esquecidas.
 
A polícia se tornou ainda mais arbitrária e bandida (cenas mostraram a estupidez policial, um covarde fantasiado de autoridade e seu spray de pimenta), os aviões da FAB continuam pra cima e pra baixo carregando a corrupção e o deputado ficha imunda, tão imunda quanto o pó preto da que a Vale espalha na Grande Vitória, vai continuar pedindo vistas de projetos de leis que 
 
E a as ruas? Vão ficar desertas ou vão se encher de protestos novamente? Você cidadão de bem, honesto e trabalhador vai se calar ante todas essas falcatruas ou vai se unir ao grito de repúdio? Eles estão apostando que não. Eles acreditam que todos logo vão esquecer - a tal da memória curta do brasileiro. Eles apostam na reeleição.
 
E você acredita em quê? O voto é uma arma que você tem nas mãos, para onde vai apontá-la? Lembre que essas suas excelências ardilosas que estão lá, precisam do seu voto para continuar lá. É preciso varrer esse lixo político que se perpetua e deixar vir o novo, chega de velhacaria, de libertinagem com seu voto; 2014 vai ser o ano moralidade, da faxina na política capixaba.

Coluna do Phil - Século Diário

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O MUNDO DE LULA

Luiz Inácio Lula da Silva escreveu um artigo para o jornal "The New York Times" a respeito da onda de protestos de rua pelo Brasil.
O ex-presidente usa o texto para duas finalidades. Primeiro, faz um autoelogio sobre seu governo e a ampliação da sociedade de consumo. Depois, aponta razões da insatisfação dos brasileiros. Aí, claro, o responsável é um sujeito oculto.

O PT está no comando do país há dez anos e meio, com Lula e Dilma Rousseff. É mérito petista o aumento do mercado consumidor. Mas está nesse mesmo escaninho a responsabilidade pelo que não foi realizado.

"Eles [os manifestantes] querem uma melhoria na qualidade dos serviços públicos", escreve Lula. É verdade. E prossegue: "As preocupações dos jovens não são apenas materiais (...) Acima de tudo, eles demandam instituições políticas que sejam mais limpas e transparentes, sem as distorções do sistema político-eleitoral anacrônico brasileiro, que recentemente se mostrou incapaz de conduzir uma reforma".

Como assim? O "sistema" se mostrou incapaz? De qual sistema Lula está falando? O ex-presidente escreve como se não tivesse se esbaldado por oito anos em abraços com tudo o que ele próprio rejeitara no passado, inclusive xingando em público --como Fernando Collor e José Sarney.

Chega a ser comovente o esforço de Lula para se aproximar dos manifestantes que foram às ruas. Ele prega a renovação dos partidos, inclusive do PT. A proposta é curiosa.
Lula manda no PT. O que foi realizado para modernizar o petismo nos últimos dez anos? Nada, exceto distribuir cargos públicos a filiados.


"Enquanto a sociedade entrou na era digital, a política permaneceu analógica", escreve Lula. Já ele próprio entrou numa era de distanciamento. Até porque, se desejasse, poderia ter ido também à rua dialogar com os indignados durante o mês de junho. Mas o petista prefere escrever artigos para o "New York Times".

Fernando Rodrigues - Folha de São Paulo

FALA SÉRIO !


Parece brincadeira, mas não é. Depois de o presidente do PT, deputado Rui Falcão, ter tido o cinismo de dizer que não havia militantes petistas nas manifestações dos últimos dias por que todos estão empregados, trabalhando, agora foi a vez de o ex-presidente Lula escrever no artigo distribuído ontem pelo The New York Times que os protestos que ocorreram pelo país são reflexos dos sucessos de seu governo nos campos econômico, político e social.



Como se não bastasse a contabilidade criativa com que o governo tenta esconder os fracassos de sua política econômica, temos agora a interpretação criativa para tentar esconder o que o povo foi às ruas para exigir: menos corrupção, maior transparência no uso do dinheiro público, prioridades para transportes públicos, saúde e educação, e não para estádios de futebol “padrão FIFA”.



Trazer a Copa do Mundo para o Brasil, aliás, foi uma das grandes vitórias do Governo Lula, e desde o primeiro momento houve o compromisso de que não se gastaria dinheiro público nas obras necessárias, como a construção dos estádios. O que se viu, no entanto, foi um gasto muito superior ao estimado - os gastos com estádios representam R$ 7,5 bilhões dos R$ 28,1 bilhões previstos nas obras da Matriz de Responsabilidades da Copa – com financiamentos pelo BNDES, incluindo aí o estádio do Corinthians, que teve o apadrinhamento decisivo de Lula, corintiano doente. 



Embora diga que os protestos não são contra a política, mas uma vontade da juventude de participar mais diretamente dela, o ex-presidente Lula reconhece que “mesmo o Partidos dos Trabalhadores, que eu ajudei a fundar, e que contribuiu muito para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa de uma profunda renovação. É preciso recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens de forma paternalista”.



Na parte de seu artigo mais conectada com a realidade Lula lembra que “as pessoas não querem apenas votar de quatro em quatro anos, (...) querem interagir com os governos locais e nacionais, e tomar parte das decisões de políticas públicas, oferecendo opiniões e decisões que os afetem todos os dias”.



Lula diz ser natural que os jovens “desejem mais”, especialmente aqueles que têm o que seus pais não tiveram. Mas trata de encontrar desculpas para as críticas das ruas, especialmente às questões econômicas que começam a incomodar a nova classe média inventada pelo lulismo, que vê seu poder de compra ser reduzido pela inflação e pelo endividamento.



Ressalta, com razão, que a maioria das pessoas que estavam nas ruas não viveu os tempos de hiperinflação. Em tempos de estagflação, Lula diz que hoje as pessoas já não se lembram dos aos 1990 “quando a estagnação e o desemprego afetaram nosso país”. Ao tentar minimizar os problemas de inflação que temos hoje, traz à lembrança o Plano Real que acabou com a hiperinflação.



Sem receio de parecer incoerente, Lula admite, sem nunca afirmar explicitamente, que as manifestações têm a ver com o jogo partidário que o PT aprofundou ao chegar ao poder, gerando crises como o mensalão. “Eles exigem instituições políticas mais limpas e transparentes, sem as distorções políticas e eleitorais (...)”.



Da mesma forma que o presidente do PT, Rui Falcão, no Programa Roda Viva, também o presidente Lula admite em seu artigo a “legitimidade dessas demandas”. Lula diz, no entanto, que “é impossível contemplá-las rapidamente”. Confrontado com o fato de que a principal aliança partidária do PT é com o PMDB, cujos líderes são acusados de malversação do dinheiro público, Falcão disse que a solução do problema está no plebiscito para a reforma política.


Os dois se utilizam dos mesmos argumentos com que já tentaram transformar o mensalão em simples uso do “caixa dois” eleitoral, que todo partido brasileiro usaria. Também em relação aos parceiros preferenciais, em vez de uma política transparente como as ruas exigem, não há nada a se fazer no momento. Apenas não é culpa do PT

Merval Pereira

domingo, 14 de julho de 2013

A CONTA DO DESCASO VIRÁ NAS URNAS


De quem é a culpa pela explosão de insatisfação que tomou o país e que, aqui no Estado, resultou na ocupação da Assembleia por centenas de jovens? Do Poder Executivo? Do Legislativo? Ou será das relações frágeis, estabelecidas sobre acordos nem sempre tão fiéis, que há décadas guiam a política? Não existe, até aqui, uma resposta exata. Mas fato é que, diante da multidão que passou a gritar suas críticas livremente, membros dos altos escalões passaram a jogar no colo de “companheiros” a culpa pelo que de errado há nos cenários nacional e local.
Vejamos: na última semana, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Educação Aloizio Mercadante, alçado ao posto de homem forte do governo Dilma, disse que “o voto vai cobrar caro” do Congresso pela falta de respostas às manifestações. Referia-se a um conjunto de medidas que adormeceram em gavetas por anos e que, agora, são aprovadas indiscriminadamente.

Mercadante, que nem médico é (e que de Educação fala pouco) diagnosticou que a culpa pelos protestos é dos parlamentares e, de quebra, atacou de futurologista. “Acho que vai ter uma renovação forte no Congresso se o Congresso não ouvir esse sentimento que está na rua”, disse.

O fiel escudeiro da mandatária do Planalto esqueceu-se das emendas jamais liberadas para a base, do modelo “trator” que a petista adota ao tratar seus aliados e das “n” vezes que o PT de Lula comprometeu-se em modificar a política e tirar projetos megalomaníacos do papel sem ter, ao menos, vontade de cumprir compromissos.

Algo semelhante acontece por aqui. O Palácio Anchieta afirma, sem titubear, que ali habita o “governo do diálogo”. Mas a ampla base na Assembleia diz que não é ouvida. O governador Renato Casagrande (PSB) prega equilíbrio nas relações, mas segundo um influente parlamentar, no episódio da ocupação “não fez nenhum movimento para desarmar a bomba”.

As relações se mostram, como pode-se notar, como de “gato e rato”. Enquanto o Executivo (aqui e em Brasília) traça seus planos confiando na vantagem numérica que mantém na base, no Parlamento planos são costurados, entre aliados e adversários, para fazer valer vontades nem sempre baseadas no bom diálogo.

Enquanto os poderes não se resolvem entre si, os problemas do dia a dia vão se acumulando; obras estruturantes se arrastam, os preços nos supermercados são cada dia mais altos, impostos sobem, mas os serviços públicos não melhoram. O povo, que aperta o “confirma” na urna, fica à parte dessa relação. Mas os fatos recentes mostram que isso tende a mudar. Tomara!  


Praça Oito - A Gazeta

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A VOZ DAS RUAS MUDOU. E MUITO


Que ninguém se engane: o movimento que parou o Brasil nesta quinta-feira (11) nada tem a ver com a série de protestos deflagrada há quase um mês, contra tudo e todos. As famílias que antes deixavam suas casas para criticar a corrupção, os maus serviços públicos e falta de representatividade na política foram substituídas por sindicalistas e militantes. As bandeiras brancas e apartidárias deram lugar ao vermelho. E os 100 mil que marcharam por Vitória em junho se resumiram a pouco mais de 1,5 mil pessoas às 13 horas desta quinta, em frente à Assembleia Legislativa. Três horas depois, não passavam de 150 vozes.

De modo geral, o que parece ter havido foi uma “depuração” da pauta horizontalizada e sem lideranças que explodiu em junho. Se antes os cartazes exprimiam desejo de mudança na política, fim do pedágio, escolas e hospitais “padrão Fifa”, menor carga tributária e mais qualidade de vida para o cidadão, agora os pedidos têm mais a ver com interesses classistas – e, muitos deles, com uma visão estatizante da estrutura pública. Aqui no Estado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical encabeçaram o movimento. Foram às ruas pedir redução da carga de trabalho para 40 horas sem redução de salários, valorização das aposentadorias, reforma agrária, suspensão dos leilões de poços de petróleo e fim das concessões de rodovias.

A “nova pauta” que foi para as ruas debaixo de chuva, ontem, incluía criação de uma universidade estadual, CPI do Transcol e da Rodosol, proibição da venda do Banestes e da Cesan (alguém estava cogitando isso, gente?) e até criação da Secretaria do Trabalho, da Mulher e da Juventude – na contramão dos pedidos, feitos há um mês, por enxugamento da estrutura estatal.

Não se viu, na tal greve geral (com anuência de muitos patrões), um cartaz sequer de repúdio ao governo Dilma ou ao PT. Pudera, o presidente da CUT é petista a ponto de querer presidir o partido no Estado; o da Força Sindical, embora esteja sem filiação, já esteve no PTC, o Partido Trabalhista Cristão.

Uma manifestação como a de ontem é legítima. Mas provou que não basta uma convocação via internet para que as ruas explodam de gente. A estimativa era de que um milhão de pessoas cruzassem os braços no Estado, graças ao protesto nacional.

Mas o que se viu foi que a ampla maioria da sociedade não quis saber da “voz das ruas”. A quinta-feira funcionou como feriado, e o gigante, que acordou semanas atrás, tirou o dia para descansar.


Fonte:  Coluna Praça oito - A Gazeta