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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

CARGOS COMISSIONADOS, 203 BILHÕES DE REAIS EM 2012

Governo aumenta número de DAS; folha de pagamento e encargos sociais da União chegam a R$203 bilhões este ano

Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem.
Em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil - cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma.
O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de "profissionalização" do serviço público. Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.
Em 2005, para evitar as acusações de aparelhamento, o governo implantou uma regra. Os DAS de nível 1, 2, 3 e 4 passariam a ser preenchidos, em sua maioria, por servidores de carreira. Em 2007, os DAS ganharam reajuste de até 139,75%, mas há pressão por novo aumento.
Para 2012, a presidente promete manter o rigor fiscal, que vem travando as negociações com o funcionalismo e qualquer aumento salarial. A intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem. Mas um acordo só teria efeito em 2013, já que, para este ano, Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes.
O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa, disse que, no dia 24, será entregue uma pauta oficial de reivindicação ao Ministério do Planejamento. A intenção é agilizar as negociações, já que projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. Segundo ele, o limite seria uma greve em maio.
- A disposição das entidades é continuar uma negociação unificada. Queremos uma política salarial permanente e acabar com esse artigo que obriga a enviar os projetos em agosto, porque isso engessa a discussão.
Para aprovar o Orçamento de 2012, a maior briga do governo foi com o Judiciário, que queria um aumento médio de 56%. O relator-geral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cumpriu à risca o desejo do Planalto e manteve a proposta original de R$1,6 bilhão para reajustes de uma pequena parte do funcionalismo, ligada à Educação, e outros R$2,1 bilhões para concursos públicos e preenchimento de vagas existentes. O governo diz de que as negociações não foram interrompidas, mas é preciso que sejam adequadas à realidade econômica e ao ajuste fiscal.

Fonte: Agência O Globo

domingo, 4 de dezembro de 2011

UM EXÉRCITO DE 5,5 MIL INDICAÇÕES POLITICAS NO ESP.SANTO



foto: Arte A Gazeta
A distribuição dos srrvidores nos poderes
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Um exército de mais de 5,5 mil comissionados faz parte das administrações públicas dos três Poderes no Estado. Os cargos, de livre indicação e preenchidos muitas vezes por apadrinhados políticos, superam o número total da população de Divino São Lourenço. O montante é ainda maior se somado o número de comissionados das Prefeituras de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra: 8,5 mil.

De onde deveria partir o exemplo está um dos maiores números proporcionais de comissionados. No Tribunal de Contas do Estado (TCES) 49,5% são servidores de livre indicação. São 270 efetivos, apenas cinco a mais do que os comissionados, segundo dados disponíveis no site do órgão.

O atual presidente do TCES, Sérgio Aboudib, que cumpre mandato-tampão após a renuncia de Umberto Messias, confirmou ser elevado o total de comissionados. "Estudos terão que ser feitos sobre a real necessidade do quantitativo", afirmou por meio de nota. O conselheiro informou que na última semana se reuniu com representantes da Fundação Dom Cabral visando realizar estudos de um novo modelo.

Corrupção
Comentando o número elevado de comissionados na gestão pública como um todo, o procurador-geral do Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, pontuou que o que "deveria ser exceção virou regra" e o elevado quantitativo de indicações políticas abre brechas para a corrupção.

"A redução de comissionados é a maior dificuldade que existe na administração pública e é um dos motivos de ter tanta corrupção no Brasil. Cargos definidos por indicação não respeitam a impessoalidade", afirmou Furtado. Ele criticou ainda que a escolha, muita vezes, ignora critérios técnicos e prejudica a eficiência nos serviços.

Próximo da nomeação de 141 aprovados em concurso público, a Assembleia Legislativa também conta com um elevado contingente de comissionados. Hoje, ligados à Mesa Diretora, estão na Casa 263 servidores com indicação política e 387 efetivos. A proporção de comissionados para efetivos sairá dos atuais 40,4% para 33,2% após a nomeação.

Mas, se somarmos ao atual número os assessores a que cada deputado tem direito em seus gabinetes, o total aumenta em 540 comissionados. O exército de indicados políticos, então, passa de 67% na Casa.

No Judiciário também é esperada a nomeação de novos efetivos. A Justiça passará de um índice de 25% para 17% de comissionados em relação ao total de servidores.

Com a maior máquina, é o Executivo que tem mais servidores por indicação em números absolutos. Mas o menor proporcionalmente: apenas 6%. O quantitativo de temporários, porém, é bem elevado. São 20,9 mil por designação temporária. O Estado possuiu, pelos dados de setembro, 56,5 mil servidores ativos.

Prefeituras


Entre as administrações municipais, é na Prefeitura de Cariacica que está o maior índice de comissionados. São 15,92%, ou 533 servidores indicados. Seguem, então, as Prefeituras da Serra, com 7,56%; de Vitória, com 6,87% e de Vila Velha, com 6,67% de comissionados em relação ao total de servidores. Os dados foram repassados pelas assessorias ou estão nos sites.

Fonte: A Gazeta