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domingo, 20 de maio de 2012

RABO PRESO E PALHA É O QUE NÃO FALTA NO CONGRESSO



Banco de reservas – A cada dia que surge a enorme pizza em que se transformou a CPI do Cachoeira ganhe um ingrediente novo. O mais recente é a troca de mensagens entre o ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que deve escapar das investigações por causa de um acordo de bastidor entre a base aliada e a oposição.

Com a divulgação da troca de mensagens, registrada por um cinegrafista do SBT, o Partido dos Trabalhadores já trabalha para que Vaccarezza seja substituído na CPI. O objetivo é evitar que o escândalo reverbere mais do que o necessário e a oposição resolva retomar o projeto de convocar todos os governadores mencionados no escândalo Cachoeira-Delta para depor.

No caso de as investigações da CPI terem o espectro ampliado, boa parte do governo do PT, desde a era Lula, incluindo o próprio ex-presidente, pode ir de roldão para o núcleo do escândalo, que como pano de fundo tem o meteórico crescimento da Delta Construção a partir de 2003.

Uma análise mais minuciosa, como vem insistindo o ucho.info, alcançaria não apenas os envolvidos que foram investigados na Operação Monte Carlo, mas também os acusados em outras operações da Polícia Federal. Caso isso aconteça, os brasileiros terão a oportunidade de compreender, pela primeira vez, a extensão da lama que grassa no submundo do poder, onde o jogo é bruto e desleal.

Qualquer tentativa de mudança dos rumos do País depende de uma apuração rigorosa das transgressões que engrossam o escândalo que no alvo, por enquanto, apenas Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ainda senador Demóstenes Torres, que, se cassado, não cairá sozinho. É por essa razão que muitos temem a votação em plenário do eventual pedido de cassação do senador goiano, porque nesses casos o que vale é o voto secreto. E como rabo preso e de palha é o que não falta no Congresso

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 31 de maio de 2011

CHANTAGEM, GAROTINHO AMEAÇA PLANALTO.

Uma semana depois de pressionar o governo e conseguir suspender a distribuição de um kit nas escolas contra homofobia, o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) voltou a ameaçar nesta terça-feira, 31, o Palácio do Planalto com a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o crescimento do patrimônio do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Desta vez, Garotinho quer que a Câmara vote a chamada “PEC 300″, que cria um piso salarial para policiais civis e militares.

“O momento político é esse. Temos uma pedra preciosa, um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Antonio Palocci”, afirmou Garotinho, durante a instalação da Frente Parlamentar de Defesa da PEC 300. “A bancada evangélica pressionou e o governo retirou o kit gay. Vamos ver agora quem é da bancada da polícia. Ou vota, ou o Palocci vem aqui”, sentenciou.
Com esta declaração, Garotinho demonstra que o Palácio do Planalto está refém da base aliada no Congresso. A oposição tenta obter assinaturas para abertura de uma CPI para investigar Palocci. São necessárias, no entanto, 171 assinaturas. Os oposicionistas contam com pouco mais de 100 adesões. A CPI só tem chances de sair do papel com o apoio de aliados, como Garotinho.

Para o ex-governador do Rio, Palocci deve uma explicação à sociedade sobre o aumento em 20 vezes de seu patrimônio. Apesar da ameaça ao governo, Garotinho afirmou que só assinará o pedido de CPI depois que o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, se pronunciar sobre o episódio.
Aprovada em primeiro turno em março de 2010, a PEC 300 está parada desde então à espera de votação em segundo turno. Os policiais pressionam para que proposta seja votada. A maioria dos governadores é, no entanto, contra a emenda constitucional que, segundo eles, irá provocar rombo nas contas estaduais.

FONTE: O Estadão - Eugênia Lopes