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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A VOZ DA OPOSIÇÃO

O Estado de S.Paulo
Desde que produziu o fato mais surpreendente desta temporada pré-eleitoral - ao filiar-se ao PSB depois de ver negado o pedido de registro da Rede Sustentabilidade, pela qual pretendia concorrer ao Planalto -, a ex-senadora Marina Silva passou a dominar o noticiário político. Ela não apenas eclipsou o governador pernambucano, Eduardo Campos, a quem procurou para formar uma "aliança programática" para a sucessão, como ainda ganhou espaço incomum com suas críticas à presidente Dilma Rousseff, a ponto de se tornar subitamente a voz de maior alcance da oposição. Ela diz o que o parceiro não pode dizer, porque até há bem pouco o seu partido fazia parte da coalizão governante. Na divisão do trabalho eleitoral entre eles, é possível que caiba a Marina, a provável companheira de chapa de Eduardo, a tarefa de bater na candidata a novo mandato.
Já não bastasse a aura de pureza que orna a sua imagem, em contraste com a dos costumeiros canastrões do poder, além da lembrança dos quase 20 milhões de votos colhidos em 2010, o seu desempenho na primeira pesquisa depois da migração para o PSB (conforme o Datafolha, Marina só perde para Dilma nos cenários que incluem o seu nome) decerto contribui para que os seus ataques à política propriamente dita, à política econômica e à política ambiental do governo obtenham uma ressonância que o presidenciável tucano Aécio Neves, por exemplo, só pode invejar. Ela não chega a ser propriamente original ao afirmar que "a ansiedade política do governo está fragilizando a economia" ao gerar "alguma negligência". Ou ao apontar a insustentável inflação de ministérios "para manter a base". Ou ainda, ao considerar que, especialmente na área ambiental, "a marca do governo é o retrocesso".
Mas parece haver um certo deslumbramento com os seus comentários, motivado por ser quem é a comentarista - se bem que, justiça se lhe faça, não lhe faltem momentos inspirados. Provocada a reagir à rombuda provocação de Dilma, para quem os seus competidores "têm de estudar muito e ver quais são os problemas do Brasil", Marina lembrou que foi alfabetizada aos 16 anos e valoriza aqueles que se dispõem a estudar, antes de fustigar os que acham que "já não têm mais o que aprender e só conseguem ensinar". Ela também foi feliz ao sugerir que a presidente "cumpriu o papel" de demonstrar que o atual modelo de governança, baseado no toma lá dá cá, "se esgotou, não tem mais para onde ir". Resta saber qual a diferença entre barganhar o apoio de um José Sarney ou um Renan Calheiros e ter entre os seus aliados, como é o caso de Eduardo Campos, um Severino Cavalcanti ou um Inocêncio Oliveira.
O melhor que ela conseguiu dizer a respeito foi que, por sua iniciativa, o governador "está reposicionando os esforços que vinha fazendo" e que, ao aceitar a nova parceria, ele lhe deu o sentido de "ressignificar" essa consciência. Talvez o "marinês" não baste para aplacar os companheiros radicais de Marina, os "sonháticos". Mas esse é problema dela. O problema de Dilma, se a ex-companheira de partido e Gabinete (no governo Lula) se concentrar em atacá-la, ficando com Eduardo a campanha chamada propositiva, será como enfrentar a atribulação com a qual não contava ao comemorar em surdina a decisão da Justiça Eleitoral contra o registro da Rede. Marina é uma adversária peculiar, o que dá às suas palavras, como se viu, um destaque inusitado desde a campanha anterior - e receptividade comparável junto a parcelas influentes do eleitorado metropolitano.
Dilma nem poderá ignorar as suas investidas nem tampouco partir para o revide, muito menos provocá-la. O episódio de Itajubá, a cidade mineira onde estava anteontem, quando se saiu com o rompante de mandar a concorrência estudar muito, pode lhe ensinar algo - se é que ela é capaz de aprender seja lá o que contrarie o seu temperamento belicoso. Isso porque o troco, ao menos o que a imprensa levou a público, não veio nem de Aécio nem de Eduardo. Se eles se manifestaram, ninguém sabe, ninguém viu. O que ficou para a crônica da sucessão foi a ironia de Marina sobre os que pensam que já sabem tudo. E o "retrocesso" com que, implacável, carimbou a gestão da presidente.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

DE TODOS OS PICARETAS

Fernando Gabeira* - O Estado de S.Paulo
O intenso fim de semana na política foi um dos temas do Twitter. Dois candidatos da oposição uniram forças e foram muito comentados, perdendo apenas para temas como um quadro do Programa Raul Gil (SBT). As eleições presidenciais estão chegando e cada um, de acordo com suas limitações de tempo e restrições profissionais, tem a missão de fazer alguma coisa.
Individualmente, tentei fazer o PV e Marina Silva se entenderem e o partido ser o plano B caso a Rede não conseguisse registro no TSE, o que considerava altamente provável. Achava que o campo grosseiramente definido como socioambiental precisava apresentar-se como alternativa. Ele ainda é muito fraco. Dependia de uma união interna para disputar a simpatia do conjunto da oposição. Nos meus cálculos, o campo precisaria também rever alguns de seus dogmas para sair do gueto ecológico. Um é o de se fixar só na defesa de um Código Florestal abstrato, lutando contra ruralistas, que defendem outra abstração.
Minha proposta, em primeiro lugar, é introduzir o elemento científico para definir quanto de uma área deve ser preservado e quantos metros da margem de um rio serão resguardados para protegê-lo. No caso específico dos rios, considerava que a discussão em Brasília era muito limitada e deveria contar com os comitês de bacia, que conhecem o tema e trabalham diariamente com ele. Isso no caso de comitês de bacia que trabalham e venceram a etapa do faz de conta.
O mais importante para fortalecer o campo socioambiental seria reconhecer a importância da alimentação num planeta que brevemente chegará aos 9 bilhões de habitantes. Posso discorrer muito tempo sobre a importância política desse tema, mas a Primavera Árabe e revoltas em países africanos revelam como ele pode desestabilizar governos incapazes, momentaneamente, de financiar alimentos a preços acessíveis. Dentro dessa visão planetária, não tem sentido hostilizar o agronegócio, mas sim dialogar com ele e levá-lo, quando possível, a uma convergência com as propostas de sustentabilidade.
No meu caso particular, aprendi muito sobre a realidade agrícola discutindo com ex-ministro Alysson Paulinelli, ou sobre a produção de carne ouvindo o também ex-ministro Pratini de Moraes. Não tenho medo de ser chamado de velho conciliador, desde que acrescentem o adjetivo curioso. Colocar o tema dos alimentos numa projeção ecológica não só aumenta a credibilidade da proposta, como indica pé no chão, contato com a dura realidade cotidiana.
Meus esforços para reaproximar Marina e o PV foram em vão e as razões do fracasso não cabem numa análise política. Talvez num outro suporte, um romance psicológico, conseguisse explicar o que aconteceu. Os dois lados estavam irredutíveis.
Por baixo desse esforço havia outra divergência: a necessidade de um plano B. A realidade tem desmentido minha análise de que o plano B é tão importante quanto uma capa de chuva em Bruxelas. A insistência em não tê-lo significa confiar em certos resultados que podem falhar. Não me parece oportunista um candidato a presidente que tenha planos B. Em caso de vitória, terá de se acostumar com eles.
Com os rumos da oposição já traçados, mais a escolha de reduzir candidaturas, e não ampliar o leque, como pedia minha análise, só me resta agora tentar contribuir de outra maneira, dentro de minhas limitações. Uma forma de contribuir com uma alternativa para o Brasil foi ler 1.200 páginas dos debates da chamada esquerda democrática e produzir uma síntese para a Fundação Astrojildo Pereira, do PPS.
Quando os atores são tão imprevisíveis, é importante concentrar-se no roteiro. Apesar do apelo eleitoral, não basta condenar o PT e conseguir com isso um vínculo de simpatia em escala nacional. É preciso dizer como seria o Brasil pós-PT. De que forma impulsionar o crescimento econômico, como estabelecer políticas institucionais mais respeitosas, como se situar no mundo sem arroubos bolivarianos - há muitas coisas que precisam ser definidas com clareza.
O senso comum nos garante que acompanhando e participando da política podemos transformá-la. Mas o universo político brasileiro move-se com tanta independência e autonomia que parece uma galáxia distante. O balcão de negócios está instalado com toda a franqueza. Deputados vendem emendas, votos e, agora, o próprio mandato aos partidos em competição por bancadas numerosas.
O governo do PT contempla isso tudo com a maior tranquilidade porque acha que, no fundo, a desagregação vai ajudá-lo a permanecer no poder, sua obsessão. Não importa se seu reino se transformou num pântano, o importante é sentar na cadeira presidencial, distribuir cargos, verbas, enfim, o combustível que move essa sórdida engrenagem. Os marqueteiros ensinam o caminho do coração popular. Basta reservar para a propaganda uma boa parte dos recursos.
Espionado freneticamente pelos americanos, salvo pelos médicos cubanos e marchando triunfalmente para o topo da economia mundial, apesar do pessimismo dos próprios economistas, o PT vai construindo sua fantástica narrativa. Tudo pode acontecer num país imprevisível, onde os presidentes nem se preocupam mais em fazer sentido. As respostas desconexas de Dilma são apenas a continuidade hesitante da sólida ignorância de Lula, que sonhava com uma Terra quadrada para atenuar a poluição e com um mundo mais justo onde as mães não nascessem analfabetas. Tudo isso com penteado produzido por um cabeleireiro japonês, que deve prestar também seus serviços à Coreia do Norte, a julgar pelo estilo de Kim Jong-un.
Parece ironia, mas se a oposição deixar também de fazer sentido, seja por uma tardia descoberta dos encantos da literatura ou pela recusa a analisar friamente os problemas nacionais, aí, então, estaremos perdidos. Só nos restará escolher entre o bom humor dos comediantes e o mau humor dos manifestantes, mas até neste caso um tipo de síntese conciliatória é desejável. Um bom exercício seria completar a frase: Brasil, um país de todos...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SERRA PREGA UNIÃO DAS OPOSIÇÕES

Fernanda Nascimento
FREDY VIEIRA/JC
Ex-governador tucano chega para almoço com empresários
Ex-governador tucano chega para almoço com empresários
O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) garante que nada está definido no cenário eleitoral de 2014, especialmente depois do ingresso da ex-senadora Marina Silva no PSB, do governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos. O tucano, que foi derrotado nas eleições presidenciais de 2002 e de 2010 pelos petistas Lula e Dilma Rousseff, respectivamente, não descartou uma terceira tentativa ao afirmar que “o PSDB vai escolher o candidato em março”. As declarações ocorreram durante a reunião-almoço Tá na Mesa, da Federasul, ontem, em Porto Alegre.

Serra evitou falar sobre uma futura disputa interna pela indicação do PSDB para a corrida presidencial contra o senador e presidente nacional da sigla, Aécio Neves. “Vou estar com o candidato do meu partido”, desconversou. A possível candidatura de Aécio fez com que vários partidos assediassem Serra, oferecendo espaço para que se candidatasse. Sem entrar no assunto, Serra disse que a escolha por permanecer no PSDB “foi uma decisão pela não decisão de sair do partido” e que os “convites são naturais”. 

O tucano preferiu adotar o discurso de que a oposição precisa se unificar para construir uma “alternativa para derrotar o PT e oferecer um novo rumo ao Brasil”. Ele afirmou que essa será uma de suas principais tarefas durante a campanha eleitoral e avalia que o momento é positivo, pois “o Brasil quer mudar”. Ao analisar o papel da oposição no governo petista, Serra disse que “não é fácil fazer oposição no Brasil, com uma minoria”, mas não negou erros estratégicos. “Não dou nota 100, mas não dou nenhuma nota. Poderia ser melhor, mas essas são questões subjetivas.” O ex-governador avaliou ainda o ingresso de Marina Silva no PSB como “surpreendente”. 

As críticas ao governo federal foram o pano de fundo de todos os comentários. “O quadro eleitoral está indefinido, mas a herança dos problemas está bem definida. Temos pelo menos dez grandes problemas que precisarão ser resolvidos pelo futuro presidente”, disse. Entre as dificuldades elencadas por Serra, está a política externa brasileira e a carência de infraestrutura. Serra também criticou o que chamou de “partidarização do Estado” e “loteamento de cargos” na gestão do governo petista.

PDT acena para aliança com PSB

Fernanda Bastos

O PDT estadual se reúne na próxima segunda-feira com o PSB para debater possibilidade de coligação em 2014. O objetivo do encontro é estabelecer diálogo com potenciais aliados para o pleito, sinalizando a intenção dos pedetistas de encabeçarem uma chapa ao governo. O DEM também confirmou presença na reunião.

O presidente do PDT de Porto Alegre, deputado federal Vieira da Cunha, que colocou seu nome à disposição para ser o candidato pedetista ao Piratini, é quem está agendando o encontro com os partidos. As outras legendas convidadas - que Vieira ainda não quis revelar - devem confirmar presença até amanhã.

Fora do governo Tarso Genro (PT) há menos de um mês, o PSB seguiu orientação do diretório nacional, que pediu a saída dos governos petistas em prol da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da República. O PDT pode seguir o mesmo caminho no Estado, esvaziando a coalizão montada por Tarso. A sigla decidirá se deixa os cargos no Executivo em 7 de dezembro, em pré-convenção.


FONTE  Jornal do Comércio

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

E SE APARECER A BANDA "FORA PT"?

Marina Silva está no PSB. Está? Disputará a vice (mas pode não disputar) de Eduardo Campos, que até o mês passado estava na base de apoio do governo. Marina tomou uma decisão imperial e fechou o acordo com o senhor do PSB em menos de 24 horas. Disse que fez uma “aliança pragmática” mas logo corrigiu-se: “programática”. Em torno do quê, não se sabe. Se disso resultar apenas uma chapa, tem tudo para ser nova parolagem. Se dessa aliança nascer uma tentativa de frente antipetista, o caminho e a conversa serão outros.

Em matéria de chapa esquisita, ninguém superará a de Tancredo-Sarney. No entanto, aquilo era uma frente contra o que a rua chamava de “isso que está aí”, e Tancredo foi eleito (indiretamente) sem ter apresentado programa. Precisava?
Mário Covas, Ulysses Guimarães e Leonel Brizola não podiam imaginar que o segundo turno da eleição de 1989 seria disputado por Lula e Fernando Collor. Eram dois candidatos contra aquilo que estava ali.

Quem foi para a rua em junho saberá nos próximos meses que o Supremo está pronto para diluir as sentenças do mensalão. Aquilo que Marina Silva exageradamente classificou de “chavismo” é apenas um aspecto do jogo bruto do comissariado petista. Ele foi sentido nos tribunais, nos bancos oficiais, na porta giratória das agências reguladoras e na monumental trapalhada da proposta de Constituinte exclusiva. Isso para não se falar nos grandes circos com padrão Fifa.

A aliança dos dois ex-ministros do governo de Lula tanto pode acabar numa pirueta movida a palavrório como em algo maior. Sinal de seu anacronismo é a notícia de que Fernado Bezerra Coelho harmonizará a aliança “pragmática”, ou “programática”. Até outro dia ele era ministro da doutora Dilma. Faz parte do clã que controla Petrolina há meio século. O PT respondeu às ameaças mais encorpadas com a voz das urnas e prevaleceu porque o eleitorado preferiu “o que está aí”.

O comissariado buscará em 2014 a extensão do seu mandato para até 2018. Serão dezesseis anos corridos. Jamais na história brasileira um partido conseguiu essa marca dentro de um só regime constitucional. Os conservadores do império tiveram catorze anos (1848-1862). Getúlio Vargas teve quinze (1930-1945), com três regimes e uma ditadura. Os militares tiveram 21, com quatro ordens constitucionais. No 16º ano de vida, seu partido, a Arena, estava estilhaçado. Já o PT, vai bem, obrigado, sonhando com uma reforma política que criaria o financiamento público das campanhas (dinheiro na mão do comissariado) e a instituição do voto de lista (o mesmo comissariado alinha os candidatos). Não se tratará apenas de uma tentativa de espichar o tempo de mando. O que há na mesa é um projeto explícito. Jogo jogado.

Para os costumes brasileiros, a longevidade petista seria uma novidade. Contudo, nas quatro maiores democracias do mundo (Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra), a sociedade deu o poder a blocos de poder longevos que fizeram grandes reformas.

O marqueteiro João Santana acha que Dilma Rousseff será reeleita graças a uma oposição viciada pela “antropofagia de anões”. Marina Silva com Eduardo Campos tanto podem representar isso, devorando o tucanato, como podem formar uma banda tocando “Fora PT”. Os eleitores decidirão quem dança.

Elio Gaspari

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

ARMAÇÃO ILIMITADA

 O Brasil avança perigosamente na direção do bolivarianismo sem que os cidadãos esbocem qualquer reação. Há mais de uma década no poder central, o PT vem governando o País da mesma maneira que um mafioso comanda o crime em sua região. Com ações descabidas e ordens absurdas, como se inexistissem leis. O Estado democrático de direito está sob grave ameaça e é preciso reagir para que o totalitarismo se instale de vez no País, como querem os petistas liderados pelo lobista-fugitivo Lula.
Enquanto a Justiça Eleitoral dificulta ao máximo a criação da Rede Sustentabilidade, o ex-presidente Lula faz elogios a Marina Silva, que por enquanto é a maior ameaça ao projeto de reeleição da gerentona inoperante Dilma Vana Rousseff. Esse cenário de dualidade serve apenas para distrair a opinião pública, pois nos bastidores o PT exerce pressão em todas as direções para evitar que a Rede saia do papel e chegue em 2014 com reais possibilidades de atrapalhar o projeto de poder da legenda.
Quem acompanha a política nacional com frequência sabe como funciona a atividade que cada vez mais é uma exclusividade de bandoleiros profissionais. Na política não há inocentes, assim como não há coincidências. O profissionalismo desses proxenetas da política é tão assustador, que custa a acreditar que o partido de Marina Silva angariou assinaturas de apoio não passiveis de confirmação, como alegam alguns cartórios. Enquanto isso, o nada santo Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical, viu o Tribunal Superior Eleitoral ignorar as denúncias de fraude na coleta de assinaturas para a criação do Solidariedade.
Há por trás da dificuldade enfrentada pela Rede Sustentabilidade uma ação típica de organizações mafiosas, com o estrito objetivo de garantir a reeleição de Dilma, que corre sérios riscos por conta de um governo vergonhoso e embusteiro que até agora tem se apoiado em ações de marketing mirabolantes e caras. A prova maior de que Dilma Rousseff enfrenta problemas está em recente declaração de Lula, que disse estar pronto para atuar no próximo ano como se fosse candidato.
A questão é que na cúpula do PT a vitória de Dilma está longe de ser unanimidade. Por causa disso, os brasileiros devem estar preparados para enfrentar nos próximos meses uma enxurrada de mentiras oficiais, que servirá para ludibriar ainda mais a parcela incauta da população. Golpe das elites, crise internacional, espionagem norte-americana e outros ingredientes estarão presentes nessa receita macabra dos petistas. Não por caso, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ressuscitou recentemente o movimento “Volta Lula”. Como a política não é feita de acasos
Fonte: Ucho.Info

domingo, 24 de março de 2013

CAIU NA REDE



Potencial eleitoral da presidenciável Marina Silva pode inflar a Rede também no Estado

O cenário eleitoral do Brasil em 2014 deve ser bem diferente dos anteriores. A começar pelo que mostra a pesquisa Datafolha: o fim da polarização PT – PSDB. Pela primeira vez em mais de uma década, não são os tucanos que estão na cola do PT e sim um movimento que ainda nem é um partido.

Marina Silva e seus aliados trabalham duro para conseguir as 500 mil assinaturas para poder registrar a Rede. No Estado, a meta é 30 mil, e começou devagar, mas com o resultado da pesquisa, a tendência é de que haja mais interesse pelo novo partido.

Nos meios políticos os comentários são de que há muita gente interessada. Gente graúda, inclusive, embalada pelo potencial eleitoral da presidenciável Marina Silva, e com a sempre atraente possibilidade de mudar de partido, escapando da lei de fidelidade partidária.

Mas se para os entusiastas da Rede o resultado do Datafolha foi interessante, para os tucanos foi um desastre. Aécio Neves está em terceiro na corrida eleitoral e a possibilidade José Serra se unir ao PPS/PMN divide ainda mais a já desgastada oposição.

Os tucanos do Espírito Santo passam por um momento delicado. Após a problemática eleição do diretório municipal de Vitória, se preparam para a convenção estadual com um único entendimento: ninguém se entende dentro do PSDB. O partido mantém uma distância segura do governo Renato Casagrande, mas será que terá fôlego para sustentar um palanque presidencial no Estado?

Quanto ao PSB, o governador Renato Casagrande parece estar a mercê do projeto pessoal do presidente de seu partido, o que pode complicar sua vida. O governador tem que contar agora com seu poder de convencimento para manter unida a sua base. Mas pelo jeito, as articulações no Espírito Santo vão muito além do desejo de Eduardo Campos de ser presidente ou de soltar balões de ensaio.

O jeito vai ser aguardar 2014 e torcer para que a popularidade de Dilma se mantenha, Eduardo Campos desista e todo mundo fique juntinho no palanque de Casagrande. E isso tudo, ainda não garante sua reeleição com um palanque unânime. Não é, Magno Malta (PR)?

Fonte: Renata Oliveira - Século diário