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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PRESSÃO TOTAL



Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PR) elogiou nesta terça-feira (29) a decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de remeter à primeira instância do Ministério Público Federal as informações prestadas pelo empresário Marcos Valério acerca do envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio da Silva no escândalo de corrupção que ficou nacionalmente conhecido como Mensalão do PT.

O PPS é autor da representação protocolada em novembro de 2012 na PGR, em que pediu a para que fosse investigada a suposta participação do petista no esquema criminoso de compra de parlamentares e desvio de dinheiro público, além de outras transgressões destacadas na Ação Penal 470, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Foi uma decisão muito acertada aquela tomada pelo procurador e demonstra que o caso não se encerra com o fim do julgamento ocorrido no ano passado no Supremo. Há muito o que se investigar sobre o mensalão, principalmente, naquilo que se refere ao papel desempenhado pelo então presidente da República. Esperamos que o inquérito contra Lula seja aberto”, disse Bueno.

A assessoria da PGR confirma que a representação do partido, uma ação conjunta da oposição e o depoimento de Marcos Valério serão remetidos ao Ministério Público Federal. O caso poderá ser conduzido pela Procuradoria da República no Distrito Federal e Territórios (MPDFT), já que a conduta teria ocorrido na capital federal, mas também há hipótese de as investigações correrem por conta do MPF de Minas Gerais, onde já existem ações relacionadas ao esquema tramitando.

No documento enviado ao procurador-geral, o PPS e representantes de outros partidos de oposição argumentaram que o depoimento de Marcos Valério deveria ser alvo de nova denúncia a ser oferecida ao STF. Por não ter mais direito a foro privilegiado, Lula poderá ser processado na primeira instância da Justiça.

Segundo divulgou a imprensa, o publicitário, que já foi condenado pelo Supremo a mais de quarenta anos de prisão, teria declarado ao MP que foi chamado a conseguir dinheiro para resolver um caso de chantagem contra o então presidente e o seu chefe de gabinete, ministro Gilberto Carvalho. Os dois estariam sendo extorquidos por pessoas envolvidas no caso de corrupção e morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel. No depoimento prestado ao MPF, Valério teria afirmado também que Lula era o chefe do Mensalão do PT.

O líder do PPS espera que a primeira instância do MP acelere as investigações, já que a sociedade aguarda resposta para um crime que envergonhou a nação brasileira, mas que até agora tem merecido respostas à altura por parte do STF e da própria PGR

Fonte:Ucho.Info

terça-feira, 10 de julho de 2012

PREFEITO PETISTA COLOCOU PALMAS À DISPOSIÇÃO DE CACHOEIRA



Pressão total – Prefeito de Palmas, capital do Tocantins, o petista Raul de Jesus Lustosa Filho disse, durante depoimento à CPI do Cachoeira, que teve a “infelicidade” de ser filmado. Raul Filho, como é conhecido o petista, foi flagrado em vídeo negociando apoio financeiro de Carlinhos Cachoeira em troca de negócios na prefeitura. Raul, que à época da gravação era apenas candidato do PT à prefeitura de Palmas, começou seu depoimento com a leitura de um texto produzido por sua assessoria jurídica e que deixou a sessão da Comissão enfadonha. Sem convencer em qualquer das suas respostas, o prefeito petista não teve sequer o apoio da base alaida, o que mostra que sua expulsão do PT está mais consolidada do que muitos imaginam.

Líder do PPS na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno (PR) cobrou de Raul Filho a postura de colocar a cidade que ele administra à disposição do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos. “O senhor coloca Palmas, no vídeo divulgado pela imprensa, como se a cidade lhe pertencesse, como se fosse de sua propriedade privada, oferecendo negócios no setor imobiliário, na coleta do lixo e na exploração do abastecimento de água em troca de ajuda na campanha eleitoral”, disse Bueno.

O parlamentar paranaense referia-se à conversa do prefeito com Cachoeira, assessores de campanha e empresários em um vídeo levado ao ar pelo programa Fantástico e no Jornal Nacional, ambos da Rede Globo. Na fita, Raul Filho discute com o contraventor uma ajuda para a campanha para a prefeitura, que poderia ser um show de Amado Batista, e lista uma série de negócios que Cachoeira poderia explorar na capital do Tocantins.

Empréstimos no BMG

O líder do PPS questionou o prefeito, ainda, sobre empréstimos que a empresa Delta fez no Banco BMG, o mesmo do Mensalão do PT, e que foram pagos pala prefeitura. O prefeito respondeu que houve um período de dificuldade no qual a Delta ficou sem receber e teve de tomar dinheiro emprestado, que foi reposto pela prefeitura. “E a população de Palmas teve de pagar por esses empréstimos com altos juros”.

Enquanto Rubens Bueno falava, um homem interrompeu suas palavras. Os seguranças do Senado pediram que ele se retirasse da CPI porque somente parlamentares podem se pronunciar na Comissão. Quando pediram identificação, souberam que tratava-se de Robledo D’Montalverde da Silva Suarte, secretário municipal de Desenvolvimento Social de Palmas.

Jagunços

O prefeito de Palmas foi acusado por Rubens Bueno de levar “sua entourage e jagunços para intimidar os membros da CPI e lhe defender, em vez de estar lá em Palmas trabalhando pela população”. O deputado começou sua intervenção com reação indignada, na qual perguntou se o depoente havia mesmo declarado, na apresentação inicial na CPI, que deixara o PPS “porque quis buscar respeitabilidade”. Raul Filho disse que retirava a declaração se a houvesse perpetrado.
“O PPS é um partido decente, que tem uma história neste país, que lutou para que o senhor pudesse ser candidato a prefeito”, disse o líder, lembrando que o próprio prefeito informou ter iniciado sua carreira política no PDS. “Não merecia ser acolhido pelo PPS, que é um partido sério”.

FONTE: Ucho.Info

domingo, 20 de maio de 2012

A SECA NÃO É CARINHOSA

Emulando os governos militares do "milagre econômico" com sua Transamazônica, o governo Lula/Dilma utilizou as obras da ferrovia Transnordestina e o faraônico projeto de transposição de águas do rio São Francisco como cenários no recente processo eleitoral para fotos e filmagens que emolduraram a campanha da "mãe do PAC".

Com essas obras, propagavam que os problemas recorrentes há séculos finalmente seriam superados.

Agora, o Nordeste, mais uma vez, enfrenta uma seca - com seu séquito de sede, fome e miséria - mesmo depois de quase uma década de administração petista, período no qual espalhava aos quatro ventos o anúncio de obras que iriam redimir a condição do Nordeste como uma região atrasada.

Mas realidade é outra, seja por falta de capacidade gerencial, seja por deficiência de projeto ou de execução, como o trecho destinado à famigerada empresa Delta, com rachaduras em vastas extensões do leito artificial que o tornam imprestável para o fim desejado necessitando ser refeito antes de seu uso, essas obras não estão prontas.

Enquanto a seca impera em vastas regiões do sertão nordestino, nossa presidente, amparada pela extraordinária máquina de propaganda que herdou do governo Lula, vem a público anunciar mais um novo "projeto de combate à pobreza".

Inaugurar promessas é uma especialidade do governo petista. A presidente Dilma Rousseff inova com o programa Brasil Carinhoso ao reinaugurar promessas já feitas.

Faz um grande evento publicitário para relançar um programa fracassado, o Pró-Infância, lançado em 2007, na gestão do presidente Lula, agora com outro nome, aliado ao aumento do Bolsa Família.

Em um ano e cinco meses de governo, a presidente não entregou nenhuma das 6 mil creches prometidas na campanha de 2010. Agora, promete somente 1.500 unidades.

É um verdadeiro escárnio com a população, ainda mais ao sabermos do Ministério da Educação, que no país não passam de 400 creches do governo federal em pleno funcionamento e todas foram construídas antes do governo do PT.

As creches são fundamentais para garantir que a primeira infância seja cercada dos cuidados necessários ao desenvolvimento das crianças, possibilitando às mães apoio para poderem trabalhar, gerar renda e ter autonomia. Creche é dignidade para as mães e segurança para as crianças.

É fácil transferir dinheiro ou lançar projetos que não saem do papel.

Difícil é construir uma política de geração de emprego e renda, qualificar as pessoas ao mercado de trabalho para permitir que elas garantam seu sustento sem a tutela do Estado. Difícil é entregar as obras prometidas que trariam maior dinamismo econômico à região.

A presidente precisa parar de gastar dinheiro com publicidade e começar cumprir o que prometeu.

A população começa a dar sinais de cansaço com tanto discurso e pouca ação. O das bolsas que se aliviam o presente não oferece perspectivas de um futuro diverso e melhor.

Que o diga a atual, e ainda infelizmente recorrente, seca. Como dizia Luiz Gonzaga, em um clássico de nossa música popular, "mas dotô uma esmola/ a um home que é são/ ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão".

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Roberto Freire

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

ESCÂNDALO NA CASA DA MOEDA, MANTEGA NA MARCA DO PÊNALTI


(Foto: Renato Araújo - ABr)

Barril de pólvora – A situação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, complica-se a cada dia em função do escândalo da Casa da Moeda. O então presidente do órgão, Luiz Felipe Denucci, demitido há dias, é acusado de cobrar o equivalente a US$ 25 milhões em propina dos fornecedores e transferir o dinheiros para contas bancárias no exterior em nome de duas empresas “off shore”.

Avisada com antecedência pelo próprio PTB, partido ao qual Denucci é filiado, sobre os desvios na Casa da Moeda, a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) comunicou imediatamente o fato a Mantega, que não tomou providências para interromper a ilícita cornucópia. À época, a chefe da Casa Civil recebeu como resposta a informação de que a substituição de Luiz Felipe Denucci estava sendo providenciada, o que ocorreu com atraso de cinco meses.

Na quinta-feira (2), diante da profusão do escândalo, a assessoria de Guido Mantega distribuiu à imprensa um curto comunicado informando que “o Ministério da Fazenda decidiu instaurar comissão de sindicância investigativa para apurar as informações mencionadas”.
Para dificultar ainda mais a situação do ministro, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, declarou que Denucci foi escolhido pelo próprio Mantega, que pediu ao partido apoio político para garantir a indicação do petebista.

Por mais ousado que seja um agente público, não há quem cobre US$ 25 milhões em propina sem, ao menos, ter o consentimento de um superior hierárquico. É com base nessa tese que o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirma que Mantega prevaricou no caso. “Se recebeu informações da prática dos ilícitos e nada fez para apurar o caso, afastar o envolvido, Mantega prevaricou. Essa condescendência é gravíssima”, declarou o presidente do PPS.

Como noticiou o ucho.info, o PPS aguarda a instalação das comissões permanentes da Câmara dos Deputados, o que deve acontecer na próxima semana, para protocolar um pedido de convocação do ministro Guido Mantega, que tem evitado falar sobre o imbróglio.

Em um país minimamente sério, o que não é o caso do Brasil, o ministro da Fazenda já estaria demitido e o então presidente da Casa da Moeda preso. Para evitar que a crise que paira sobre o governo federal se alastre, principalmente no momento em que crescem as incertezas econômicas que pairam sobre o mundo, a presidente Dilma Rousseff por certo protegerá Mantega. Até porque, demitir mais um ministro por causa de irregularidades seria decretar o fim de um governo que ainda não começou.

Fonte: Ucho.Info

sábado, 7 de janeiro de 2012

A COVARDIA DA OPOSIÇÃO

Confrontada com os primeiros estragos decorrentes da estação das chuvas, a oposição oficial poderia ter começado a vocalizar, já no primeiro dia do ano, o que pensa o Brasil que presta de figuras como Dilma Rousseff, Fernando Bezerra Coelho, Sérgio Cabral e outros pais-da-pátria especializados em transformar a mais humilde das garoas num fenômeno climático tão apavorante quanto o pior dos furacões. Em vez disso, o elenco de poltrões vocacionais mobilizou-se para a imediata reapresentação do espetáculo da covardia oportunista.

Alguns governadares tucanos fazem de conta que a primavera não terminou. Outros seguem adulando os algozes com rapapés de minueto ou declarações de afeto que um Carlos Lupi se recusaria a recitar. Nenhum ousou abrir a boca para murmurar um único e escasso reparo aos campeões da incompetência homicida instalados no coração do poder. Alguns senadores optaram pelo sumiço pusilânime. Os que não estão foragidos parecem ter esquecido o caminho que leva à tribuna. A imensa maioria dos deputados federais perdeu a voz, que prefeitos e vereadores só utilizam para mendigar restos de verbas que não virão.

Se tivessem coragem, os chefes do PSDB, do DEM e do PPS descobririam em dois minutos que a gestão de Dilma Rousseff é o alvo dos sonhos de qualquer oposicionista que mereça tal nome. Como lida com gente que faz política de joelhos, a turma no poder descobriu há alguns anos que foi premiada com a oposição que todo governo pede a Deus

Augusto Nunes

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

OS CAMINHOS DA OPOSIÇÃO.

Enquanto a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), escolhe nomes para seu futuro ministério e tenta conter a sanha por cargos do aliado PMDB, os dois principais partidos da oposição, DEM e PSDB, juntam os cacos da derrota sofrida na última campanha presidencial. Com menos parlamentares eleitos e divididos internamente, DEM e PSDB se unem em torno de uma só pergunta: como se reestruturar para enfrentar Dilma no Congresso?


Ligados historicamente, as duas legendas podem até afrouxar suas relações em busca dos votos perdidos na última campanha. Na Câmara, o PSDB elegeu 53 deputados federais, 13 cadeiras a menos que na campanha de 2006. No Senado, foram cinco eleitos, um a menos que quatro anos antes.

No DEM, o baque foi ainda maior: o partido perdeu 22 vagas na Câmara (43 deputados federais contra 65 eleitos em 2006). Com os dois senadores eleitos, a sigla tem agora seis cadeiras no Senado. As outras quatro haviam sido garantidas na campanha anterior.

Alguns caciques do DEM defendem que o partido reforce seu lado conservador a partir de 2011, mas essa mudança não é consenso. Ao R7, o senador Agripino Maia (DEM-RN) disse que “não existe isso de ficar conservador”.

- Eu contesto isso. Não tem esse negócio. A linha do partido é atender às necessidades do cidadão brasileiro.

O cientista político da UnB (Universidade de Brasília), Leonardo Barreto, diz que “o DEM tem dificuldades de crescer por estar o tempo todo aliado ao PSDB”.

- O DEM faz uma oposição ferrenha, mas, na hora de colher os frutos, não consegue. Ele precisa criar uma identidade que o obrigue a ter mais candidatos próprios. Hoje ele é um partido satélite.

...Barreto defende o distanciamento do PSDB e o lançamento de um candidato próprio à Presidência que tenha “coragem de apresentar o conservadorismo do partido".


- É questão de vida ou morte para o DEM.

O senador Agripino discorda da opção de se afastar do PSDB.

- Eu defendo a ação conjunta, cada qual desempenhando seu papel. Nada de se afastar ou de se aproximar. Manter a identidade com autonomia.

Já no PSDB, o estrago da última eleição foi tão grande que pode custar aos caciques tucanos de São Paulo o comando do partido.

Enquanto o ex-candidato José Serra lia o adeus ao sonho presidencial na noite de 31 de outubro, seu rival mineiro de legenda, Aécio Neves, ganhava força na legenda.

Depois de ter sua candidatura presidencial rejeitada em favor de Serra no começo do ano, ele se dedicou à campanha pelo Senado. Conquistou a vaga com uma votação histórica, elegeu seu sucessor ao governo de Minas Gerais (Antonio Anastasia) no primeiro turno e se transformou no tucano favorito a disputar a Presidência em 2014.

A vice-presidente do PSDB, Marisa Serrano, disse ao R7 que, apesar de toda popularidade de Aécio, quem manda ainda são os paulistas.

- São Paulo tem maior número de deputados eleitos, e isso influencia muito.

Barreto diz que, se Aécio vencer a queda de braço contra os paulistas, o PSDB fará uma oposição mais moderada, próxima do diálogo. Mas e se os paulistas ganharem?

Se isso acontecer, diz ele, o PSDB vai insistir na aliança com o partido de Agripino e adotar um discurso mais radical, o mesmo que deve ser adotado pelo DEM e pelo PPS.

Para a cientista política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro, a oposição deve adiar a votação dos projetos e atrapalhar as votações perdidas.

- Mas uma alternativa é buscar apoio na sociedade civil.

Apesar de Aécio pregar a “refundação do PSDB”, isso dificilmente vai acontecer. Depois de um evento em Belo Horizonte na última segunda-feira (22), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que todos os partidos, num certo sentido, se renovam, mas refundação é uma expressão muito forte.

O que todo mundo concorda é que a saída de Lula do Palácio do Planalto dará fôlego novo à oposição.

O cientista político concorda e diz que Lula foi uma exceção na história dos presidentes.

- Mesmo Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek sofreram horrores na mão da opinião pública. Com a Dilma, as coisas voltam ao normal: o nível de aprovação dela vai variar de acordo com denúncias, ataques da oposição.

Para Agripino, Dilma começa de um ponto muito abaixo do que o Lula.

- Os índices de popularidade dela serão negativos, mas não significa dizer que a oposição vai se beneficiar disso. Quem legitima a vitória não é o resultado das urnas, mas o desempenho do mandato.


Fonte: http://bit.ly/fPswNb