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domingo, 15 de dezembro de 2013

PT FOI AO DIVÃ EM CONGRESSO, MAS NÃO TEVE ALTA

A quadrilha de traficantes de grana de LuLLa realizou seu Congresso nesta semana que finda.
Josias de Souza, UOL, faz um resumo excelente do que foi o circo vermelho montado pela corja.
JosiasSouza-UOL
PT foi ao divã em Congresso, mas não teve alta

Josias de Souza - UOL
O 5º Congresso do PT, encerrado neste sábado (14), foi uma espécie de terapia grupal para tratar o partido de suas loucuras. Durante três dias, o petismo fez sua descida ao universo esquizofrênico da regressão total. Num frenesi autoanalítico, a legenda foi da ditadura à Papuda. Encerrado o transe, o PT não se deu alta.
No divã, o PT revelou-se um paciente complexo. Combina sintomas de esquizofrenia (perda de contato com a realidade) e paranoia (conceito exagerado de si mesmo e mania de perseguição). Governa como um favor que faz ao país. E dá a reeleição como favas contadas porque não vê sentido em impor limites à felicidade.
O encontro se converteu em centro terapêutico já no ato inaugural, transmitido ao vivo pela internet. Abriu-se na plateia uma faixa pedindo a anulação do julgamento do mensalão. Ouviu-se um coro: "Lula, guerreiro, defende os companheiros". O brado soou uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes... O 'gerreiro' sorriu amarelo.
"Eu tenho dito para a imprensa que não falarei da ação penal 470 enquanto não terminar a última votação. Acho prudente. E acho que nós temos coisas para discutir para a frente", escorregou Lula. Entre parênteses: chamar o mensalão de ação 470 faz parte do tratamento. Mas fala baixo, para não irritar o paciente.
Se Lula não fosse Lula teria tomado uma vaia. Minutos antes, o sublíder Rui Falcão fora aclamado ao mencionar o "tsunami de manipulação que foi o processo político e judicial da ação penal 470". Os companheiros "foram condenados sem provas", ele repisara. Tudo sob intensa pressão da "mídia conservadora".
A militância perguntou para os seus botões, que não responderam porque não falam com qualquer um: por que diabos Lula, o grande líder, não endossou as palavras de Rui Falcão, o sublíder? A turba partidária demora a perceber que há método na loucura coletiva do PT.
O mal dos outros partidos é a mistura do excesso de cabeças com a carência de miolos. No PT, a carência é a mesma. Mas, enquanto Lula for vivo, o hospício terá uma cabeça só. Dá mais trabalho. Mas evita que a legenda rasgue dinheiro.
Exímino animador de auditórios, Lula deu um jeito de reacender os ânimos dos correligionários. "Se for comparar o emprego do Zé Dirceu num hotel com a quantidade de cocaína no helicóptero, a gente percebe que houve uma desproporcionalidade na divulgação do assunto."
A audiência do esquizocongresso ferveu numa frase ensaiada: "Sou brasileiro e não me engano, a cocaína financia o tucano." Dois dias antes, a Polícia Federal do governo do PT isentara de culpa os donos do helicóptero, aliados do tucano. Mas a demência não tem compromisso com a evidência.
A certa altura, a regressão psíquica do PT estacionou na década de 80. "O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo", puseram-se a gritar os pacientes. "A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura." Num mergulho ainda mais profundo, Lula recuou à década de 70.
Voltando-se para Dilma, o cérebro solitário do PT divagou: "Um dia, eles pegaram uma jovem de 20 anos de idade, prenderam, torturaram e depois soltaram. Disseram assim: 'bom, a lição está dada, ela aprendeu, nunca mais vai se meter em política'."
"Alguns anos depois, quando ninguém esperava, essa jovem rebelde vira presidenta da República nesse país", prosseguiu Lula. "Isso não é uma coisa fácil de eles aceitarem. A gente tá dando certo naquilo que eles não deram. Então, começa a incomodar..."
Súbito, numa evidência de que a loucura tem razões que a sensatez desconhece, Lula calou o neurocongresso petista. Fez uma enfática defesa da promiscuidade partidária, também conhecida como política de alianças. "É importante que a gente construa as alianças políticas. Ao ganhar as eleições, a companheira Dilma tem que ter condições de governar."
Suprema maluquice: depois de gritar palavras de ordem contra a ditadura, a militância do PT foi convidada pelo ídolo a continuar experimentando a aventura das relações plurais. A ex-castidade condenou-se às posições ideológicas exóticas. Já não se constrange em abraçar Sarneys e Malufs, egressos da ditadura.
No encerramento do Congresso, a psicoterapia do PT desandou. A corrente Construindo um Novo Brasil, agrupamento integrado pelo presidiário Dirceu, sufocou uma articulação pró-mensaleiros urdida pela corrente Trabalho, pedaço mais radical do hospícipo.
Em vez de incluir em sua resolução uma defesa da anulação do julgamento do mensalão, como queriam os radicais, os supostos correligionários de Dirceu, Genoino e Delúbio anotaram que o PT apoiará eventuais "iniciativas da militância e movimentos sociais em favor da reparação das injustiças e ilegalidades cometidas contra os companheiros condenados".
Santa demência! De maníaco, o PT passou a depressivo. No início da terapia grupal, o partido brincava de tiro ao alvo. No final, entregou-se ao esconde-esconde. O que atrapalha a cura do PT é o eleitorado. Segundo o Datafolha, 86% dos eleitores apoiaram a decisão de Joaquim Barbosa de mandar prender os mensaleiros. Mas isso não vai ficar assim. Vai piorar.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DUPLA FACE

Justiça bloqueia bens de envolvidos em cartel de SP, mas mensaleiros não devolveram dinheiro desviado

Dupla face – A Justiça brasileira é absolutamente incompreensível. E isso se deve a decisões antagônicas em casos semelhantes. Na quinta-feira (7), a Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio de bens de cinco pessoas e três empresas investigadas em inquéritos que apuram supostos pagamentos de propina durante licitações do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As investigações apuram denúncias envolvendo a empresa francesa Alstom e a alemã Siemens.
Quando há dano ao erário, esse é o procedimento correto, pois é preciso garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de comprovação da culpa e de sentença condenatória. No caso do cartel formado pela Siemens e Alstom a Justiça Federal foi precisa ao adotar medida.
Diferentemente do caso do cartel formado para fornecer material metroferroviário ao governo paulista, a Justiça ainda não esboçou qualquer intenção de obrigar os mensaleiros a devolverem o dinheiro desviado dos cofres federais.
Condenados à prisão pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 (Mensalão do PT), os mensaleiros, desde o início do processo, puderam movimentar livremente recursos financeiros, sem que a Justiça tivesse se preocupado em arrestar bens que garantissem o ressarcimento do suado dinheiro do contribuinte que foi escandalosamente roubado.
Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

AS DUAS MORTES DE MARTINEZ

Ontem caiu por terra mais um dos factóides que vêm sendo criados desde o início do julgamento do mensalão na tentativa de formar um clima de suspeição sobre as decisões tomadas pelo plenário do STF. Há meses circula pela internet um vídeo, de sessão do ano passado, em que está registrado um erro de fato, ontem levantado pelo ministro Ricardo Lewandowski: a data da morte do então presidente do PTB José Carlos Martinez.
Ocorrida de fato em outubro de 2003, no acórdão a data registrada é dezembro de 2003, de acordo com a informação dada na ocasião pelorelator do processo, Joaquim Barbosa.
Durante meses afirmou-se na internet, nos blogs oficiais e oficialistas que lutam desesperadamente para evitar que o ex-ministro José Dirceu e seus companheiros vão para a prisão fechada, que Barbosa cometera o erro propositalmente, para assim poder agravar as penas de corrupção ativa e passiva dos réus.
Com base nesse pressuposto, a defesa do Bispo Rodrigues, do PL, pediu a revisão de sua pena, e as defesas de José Dirceu e Delubio Soares uniram-se a ele para fazer o mesmo, apoiadas na tese que o ministro Lewandowski defendia de que o deputado do PL cometera o crime antes da edição da edição do novo Código Penal, que agravou as penas para crimes de corrupção ativa e passiva.
O assunto já fora resolvido na véspera, quando o plenário do Supremo confirmara a condenação de Rodrigues pelo recebimento da propina, ocorrido em dezembro de 2003, já, portanto, na vigência da lei mais dura. Ontem, o pleito de Delubio Soares foi a julgamento, e coube a ninguém menos que Ricardo Lewandowski admitir o óbvio: o erro material em nada interferiria na pena dos condenados como Delúbio, pois tanto ele quanto Dirceu foram condenados por uma série de crimes que, iniciados antes da morte de Martinez, continuaram sendo praticados, até 2005 quando o então deputado federal Roberto Jefferson denunciou o esquema.
Assim, condenados por continuidade delitiva, receberam a pena mais dura segundo a jurisprudência do STF registrada na súmula 711. No mesmo vídeo em que está registrado o erro de fato do ministro Joaquim Barbosa, definindo a data da morte como dezembro de 2003, aparece o ministro Marco Aurélio Mello querendo se certificar da data, dizendo que ela é importante para definir quando começou o esquema.
Ele queria certamente definir que os crimes de corrupção começaram quando combinado o acordo entre PTB, PL e PT. No decorrer o julgamento, porém, essa data perdeu a importância, pois a maioria dos condenados continuou cometendo os crimes depois dos acordos partidários, caracterizando uma “continuidade delitiva” cuja pena é determinada pela última ocasião em que o crime foi cometido, e não a primeira.
Casos como o do Bispo Rodrigues, condenado por apenas um crime de corrupção passiva, são definidos pela data em que receberam o dinheiro. O ministro Marco Aurélio, com seu humor característico, ainda encontrou uma brecha para brincar dizendo que “como ninguém morre duas vezes”, seria importante corrigir o acórdão.
Mesmo que a data não tenha a menor importância, é evidente que o acórdão tem que ser corrigido para que não registre uma informação errada. Como se vê, o que foi considerado “um erro crasso” que poderia provocar uma reviravolta no julgamento do mensalão, livrando da cadeia em regime fechado os petistas mais ilustres, acabou sendo apenas um fato curioso, sem a menor importância para a definição do que quer que seja.
Mesmo que os embargos infringentes venham a ser aceitos pelo Supremo, o que parece improvável a esta altura do julgamento, a data da morte de José Carlos Martinez não terá nenhuma serventia para os que querem livrar os petistas da cadeia, pois somente seriam revistos os crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
O julgamento dos embargos de declaração tem sido marcado pela rapidez da revisão e a manutenção do acórdão. Tudo indica que essa será a tendência do Supremo Tribunal Federal até o final, previsto para a primeira semana de setembro


Merval Pereira - Blog do Merval

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

OS MENSALEIROS RUMO À DISNEYLÂNDIA

Neste momento, tenho certeza de que os mensaleiros não pretendem fugir do Brasil. Por quê? – porque têm certeza de que não irão parar na cadeia. Como?!!! – os mensaleiros contam com a brilhante defesa do juiz Lewandowski, secundado por seu discípulo juiz Toffoli. Para começo de conversa, o ministro Lewandowski pode decidir ler artigos de jornais – fazendo pausas explicativas e comentativas, uma vez que ele não acredita na inteligência de seus pares, e, generosamente, explica, comenta, sempre de modo didático, para que todos possam alcançar e compreender o profundo significado do artigo de jornal por ele selecionado para a tarde de leitura educativa (talvez até recreativa) do STF. O ministro Lewandowski passou a tarde do último dia 7 de novembro, em plena sessão de julgamento da AP 470, ilustrando os demais magistrados com a leitura de um artigo de jornal; se tomar gosto, passará a usar esse procedimento, sempre com a generosa intenção de informar os demais membros do STF acerca do publicado na mídia. O ministro Lewandowski, até completar 70 anos, poderá ter em sua generosidade didático-informativa-midiática para com a marcha do julgamento da AP 470 sob seu domínio, apenas lendo artigos de jornais.

Pois bem. Evidentemente, e por razões explicadas por seu curriculum vitae, o ministro Toffoli está sempre de acordo com seu colega de defesa dos mensaleiros. Não vale a pena gastar comentários sobre o ministro Toffoli: ele é no STF o que todos sabemos.

E aí, entram como coadjuvantes as ilustres ministras Rosa Weber e Carmen Lúcia. Tende-se a explicar todas as decisões da primeira pelo fato de ter vindo da justiça trabalhista e, por isso, não se ter exercitado na decisão de mandar bandidos para a cadeia. A ministra Carmen Lúcia parece ter vindo da melhor escola de retórica e, por isso, os pronunciamentos de seus votos são sempre marcados pela veemência da condenação da corrupção, da defesa da Lei e da Ordem e da Democracia e da República e do Estado de Direito – é tal o brilho do discurso da ministra que se podem ver as maiúsculas na nomeação de cada uma dessas instituições.

Se no caso da ministra Rosa Weber, o que se nota é uma grave insegurança de uma profissional competente, escudada em fórmulas vazias de “data venia” e outras tantas expressões típicas da superficialidade insincera da etiqueta cerimonialística do STF, deixando mais entender que está dando conta do “dever de casa”, cumprindo compromissos ideológicos que antecedem e excedem o julgamento da AP 470, na atuação da ministra Carmen Lúcia há uma clara determinação de tornar mais leves as penas dos mensaleiros, gerando profunda contradição entre seu firme discurso condenatório da corrupção, sua séria defesa da República, da Democracia, do Estado de Direito, e a leveza das punições por ela votadas.

Os quatro eminentes ministros (Lewandowski, Toffoli, Weber, Carmen Lúcia) estão sempre em defesa dos criminosos, defendendo penas brandas – quando não absolvem os bandidos - considerando lamentável a aplicação da pena de privação de liberdade. Jamais estão em efetiva defesa da sociedade de contribuintes brasileiros lesados, roubados, expropriados (aposentados e pensionistas) pela ação dos quadrilheiros do mensalão.

Não é demais lembrar que o dinheiro roubado pelos políticos corruptos significa menos escolas, menos leitos de UTI, menos verba de segurança pública, menos vagas em maternidades, entre outros inúmeros prejuízos para a sociedade. Portanto, um juiz do STF dizer que os quadrilheiros do mensalão não são ameaças à sociedade para serem presos, é simplesmente prova de insensibilidade em relação à realidade da sociedade brasileira – ou talvez os magistrados não leiam jornais ou não assistam aos telejornais. No caso do mensalão, a atuação dos quadrilheiros permitiu a canalhice da reforma previdenciária, que cobra de aposentados e pensionistas uma dinheirama que não resulta em melhores benefícios para os expropriados e acaba na vala comum da devoração do dinheiro público consumido pela corrupção, via zilhões de expedientes (superfaturamento, não cumprimento de contratos, abandono de obras, obras inacabadas, viagens turísticas, gastos nos cartões corporativos, embelezamento de peruas, e muito mais - tudo muito bem explicado... para o Tribunal de Contas...).

Acompanhando as sessões do STF de julgamento do mensalão nesta fase da dosimetria das penas, e fazendo atenção aos votos dos eminentes ministros Lewandowski, Weber, Toffoli, Carmen Lúcia, tem-se a certeza de que a Justiça no Brasil está aparelhada para defender os criminosos. Os ilustres ministros têm imensa dificuldade de mandar para a cadeia quem cometeu crime. Se lamentam ter que privar um ser humano da liberdade (já dita repetidamente como bem maior do ser humano), jamais lamentam que suas vítimas foram privadas da vida – aí sim o maior bem do ser humano, pois, para poder ter liberdade, é preciso ter vida. Os nobres juízes comprometidos com a defesa da liberdade dos criminosos mensaleiros, nem sequer pensam em quantos cidadãos perdem a vida por falta de vagas em UTIs, em quantas crianças morrem em hospitais sem estrutura adequada, em quantas mulheres precisam parir na porta das maternidades, em quantos analfabetos o Brasil cultiva, porque o Brasil e seus magistrados lamentam mandar bandidos para a cadeia.

Esse compromisso politicamente correto na defesa dos criminosos do mensalão não é exclusivo dos quatro notáveis do STF. Todos os dias, vemos no noticiário casos de bandidos liberados pela Justiça (para responder processo em liberdade, progressão de pena, condicional) que cometem os mesmos crimes pelos quais já foram condenados e receberam benefício de algum juiz politicamente correto que pouco pensa nos cidadãos. Esses juízes que só pensam no benefício dos bandidos, na verdade, condenam a sociedade à condição de vítima desses criminosos.

Essa é a ideologia politicamente correta dos ministros Lewandowski, Toffoli, Weber, Carmen Lúcia. Os mensaleiros não devem ser presos. A sociedade que encontre formas de se defender dos políticos e empresários corruptos. Acontece que a sociedade sempre acreditou que havia Justiça, leitos em UTIs, vagas em maternidades e política de segurança pública... E a sociedade paga impostos. E, até hoje, a sociedade não encontrou formas paralelas ao estado de direito para criar creches, leitos em hospitais, vagas em UTIs, salas de parto, política de segurança pública, prevenção de catástrofes naturais, política de habitação, modo de fazer a prometida transposição do rio São Francisco. Enquanto houver magistrados ideologicamente comprometidos com os corruptos, em nome da liberdade dos criminosos, defendendo penas brandas para quem ataca a sociedade, os brasileiros continuarão a ser vítimas autorizadas pela Justiça a pagar altos impostos em troca de péssima qualidade de vida.

Se os mensaleiros envolvidos na Ação Penal 470 podem escapar da cana, o que impede prefeitos, governadores, deputados estaduais, vereadores, pequenos empresários, grandes empresários de entrar na fartura que pode ser auferida com a corrupção?

E, agora, entram em campo os mensaleiros condenados pelo STF – bandidos oficiais – para contestar a apreensão dos passaportes.

Apesar do ministro Lewandowski, posso dizer, livremente, que se trata de criminosos condenados e muitos já sentenciados pelo STF.

Como disse, os mensaleiros condenados e sentenciados não pretendem fugir, hoje, porque apostam que jamais serão presos. Nada os impede de, desde que tenham seus passaportes, atravessar a fronteira, caso a cadeia se lhes afigure como destino. Mas, hoje, na segurança de que têm poder e de que contam com juízes que lhes são favoráveis, os criminosos condenados na Ação Penal 470 querem muito mais desmoralizar o julgamento do STF e, antes de tudo, desqualificar o ministro Joaquim Barbosa.

Pode-se prever um longo debate entre os magistrados defensores dos criminosos e desinteressados dos direitos da vítima (no caso, a sociedade brasileira) e os magistrados que consideram que criminosos devem ser punidos e, portanto, não devem ter facilidades para fugir da punição.

Não dá para antecipar que artigos de jornais o ministro Lewandowski lerá nas sessões do STF, para defender que os passaportes sejam devolvidos aos idôneos mensaleiros já condenados. Mas, fica a certeza de que o ministro, brilhantemente, lerá artigos de jornais; usará argumentos de pouca credibilidade intelectual, proferidos em retórica latinística; deixará pública sua flexibilidade moral casuística; assumirá com brilhantismo o papel de defensor dos mensaleiros; tentará confundir a opinião pública, transformando corruptos em vítimas da injustiça da Lei; defenderá que os corruptos condenados têm o direito de ir e vir à/da Disneylândia – e terá orgasmos verbais, ao pronunciar sua prolixa e redundante e óbvia falação.

O ministro Dias Toffoli apenas estará de acordo com Lewandowski, e nem sequer terá papel irritante ou emocionante – Toffoli consegue ser um ZERO à esquerda sem provocar qualquer comoção – deve ter aprendido esse procedimento como advogado da campanha de Lula na eleição de outubro de 2002 e como advogado do mensaleiro condenado Pelo STF José Dirceu.

A ministra Rosa Weber vai exercitar sua insegurança, em demanda do “dever de casa” cumprido, e dirá todos os “data venia” e “ao (sic) meu ver” e será a favor de que os corruptos condenados possam visitar a Disneylândia, jantar em Paris ou em Dubai. Ela terá sempre a certeza de que os criminosos retornarão docilmente para ir em cana. Não me cabe discutir sua leveza do crime, pois não me cabe discutir seu compromisso de defesa do criminoso, pois para a ministra a vítima pouco interessa, mesmo que seja a sociedade brasileira.

A retórica da ministra Carmen Lúcia até poderá inovar, defendendo a obrigação daqueles que cometem crimes contra a Democracia, contra a República, contra o Estado de Direito, apresentarem-se diante da penitenciária, depois de um tour pela Oropa, França e Bahia... Porém, como é, retoricamente, contra a corrupção política, a ministra defenderá a devolução dos passaportes dos mensaleiros, na certeza de que criminosos de colarinho branco sempre comparecem à porta da cadeia. Evidentemente, a ministra Carmen Lúcia só não consegue ser mais retórica por falta de palco – ela tem que dividir o espaço como 3 outros colegas de ofício.

O julgamento do mensalão vai durar bom tempo. Apesar da atitude de alguns ministros, tudo pode terminar em pizza – ou turismo na Disneylândia

Sonia Van Dijck

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A VOZ DO POVO ...


A pesquisa apontou ainda que 82% acreditam que o mensalão envolveu verba pública para comprar votos a favor do governo

Pesquisa Datafolha divulgada ontem apontou que 73% dos entrevistados acham que os acusados de participar do esquema do mensalão devem ser presos. No entanto, apenas 11% acreditam que isso vai acontecer. Das 2.562 pessoas entrevistadas, 5% torcem para que os réus sejam inocentados, e 43% estão convictos de que isso acontecerá. A pesquisa mostrou ainda que 14% defendem que os réus sejam condenados, mas que não recebam pena de prisão. Ao todo, 37% dos entrevistados esperam esse resultado do julgamento. O Datafolha apontou ainda que 82% dos brasileiros acreditam que o mensalão envolveu verba pública para comprar votos a favor do governo.

Fonte: A Gazeta

sábado, 5 de novembro de 2011

PROJETO CAMUFLADO PARA ANISTIAR RÉUS DO MENSALÃO


Lideranças de partidos de oposição e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiram nesta sexta-feira, 4, com indignação à proposta de pôr em pauta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara projeto de lei que anistia os parlamentares cassados no escândalo do mensalão. Diante da polêmica, o presidente da CCJ, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), voltou atrás e retirou a proposta da pauta de votação da comissão.

"Ele (projeto) é esdrúxulo e não deveria constar da pauta", afirmou o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), que é integrante da CCJ e classificou o projeto de anistia como "absurdo". O projeto de lei, que entrou quase camuflado na pauta da CCJ (apensado a outro projeto), como revelou nesta sexta-feira o jornal O Estado de S. Paulo, beneficia os ex-deputados José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-PE). Os três foram cassados e são réus no processo do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão.

Em nota divulgada pelo PPS, Freire disse que "a Câmara já não consegue punir aqueles que atentam contra a ética, os corruptos, e agora, pior: quer anistiar os que, num determinado momento, a Câmara cumpriu com seu dever e cassou, caso concreto de José Dirceu". "Isto é uma atitude de quem não tem nenhum compromisso com a democracia e tenta desmoralizar ainda mais as instituições republicanas", avaliou.

O líder do DEM no Senado chamou de "vergonhosa" a tentativa de anistia. "É coisa de cara de pau, supera tudo o que podia se esperar em matéria de agressão à sociedade", disse. Demóstenes dá como certo que, se o projeto for aprovado na Câmara, "certamente será sepultado no Senado". `

Para o líder do PSOL, Chico Alencar (RJ) a artimanha de tentar votar o projeto de anistia aos mensaleiros é "indecorosa" e "inaceitável". "É comum no Legislativo tentar dar uma de `joão sem braço'' e tentar passar um projeto sem que ninguém perceba", disse Alencar. Ele aproveitou para criticar a demora do Supremo em julgar os processos dos acusados de participar do esquema do mensalão. "Até o julgamento definitivo pelo Supremo, não duvido que se tente aprovar alguma coisa", observou.

Mais cauteloso, o líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), preferiu não comentar a proposta de pôr em votação o projeto de anistia dos mensaleiros. "Para mim o assunto está superado porque o João Paulo Cunha retirou a proposta da pauta", argumentou o tucano.

Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

CONHEÇAM OS 4O MENSALEIROS, FALTA O ALI BABÁ QUE TODOS SABEM QUEM É.

VEJAM QUEM SÃO OS 40 MENSALEIROS PROCESSADOS PELO STF..... TODOS DA BASE ALIADA.... FALTA O ALI LULLABABÁ..

 1) José Dirceu de Oliveira e Silva
 brasileiro, casado, advogado, nascido em 16/03/1946, filho de Castorino de Oliveira e Silva e Olga Guedes da Silva, residente na SQS 311, Brasília/DF.
 Ex-deputado pelo PT de São Paulo e ex-eminência parda do governo Lula. Um dos poucos condenados pela Comissão de Ética da Câmara que foi cassado pelo plenário.
 A denúncia do Ministério Público coloca Dirceu como um dos membros do núcleo principal da quadrilha.
 Pelo que já foi apurado até o momento, o núcleo principal da quadrilha era composto pelo ex Ministro José Dirceu, o ex tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, Delúbio Soares, o ex Secretário-Geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio Pereira, e o ex Presidente do Partido dos Trabalhadores, José Genoíno.
 Como dirigentes máximos, tanto do ponto de vista formal quanto material, do Partido dos Trabalhadores, os denunciados, em conluio com outros integrantes do Partido, estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de
 concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira.
 2) José Genoíno Neto
 brasileiro, professor, natural de Quixeramobim/CE, nascido em 03/05/1946, filho de Sebastião Genoíno Guimarães e Maria Laiz Nobre Guimarães, residente na Rua Maestro Carlos Cruz, Butantã, São Paulo/SP.
 Ex presidente do PT, tb acusado de ser parte do núcleo principal da quadrilha.
 3) Delúbio Soares de Castro
 brasileiro, nascido em 16/10/55, filho de Joanira Alves de Castro, residente na Al. Jaú, Cerqueira César, São Paulo/SP.
 Ex tesoureiro do PT, tb acusado de ser parte do núcleo principal da quadrilha.
 4) Sílvio José Pereira
 brasileiro, nascido em 04/05/61, filho de Maria Alice da Silva Pereira, residente na Rua Dr. Seng, Bela Vista, São Paulo/SP.
 Ex Secretário-Geral do PT, tb acusado de ser parte do núcleo principal da quadrilha.
 5) Marcos Valério Fernandes de Souza
 brasileiro, nascido em 29/01/61, filho de Aide Fernandes de Souza, residente na Rua Castelo de Feira, Castelo, Belo Horizonte/MG.
 O publicitário e carequinha falante é acusado de desenvolver o esquema de transferir dinheiro público para campanhas políticas junto com os dirigentes do Banco Rural.
 Em conjunto com os dirigentes do Banco Rural, notadamente o falecido José Augusto Dumont, Marcos Valério desenvolveu um esquema de utilização de suas empresas para transferência de recursos financeiros para campanhas políticas, cuja origem, simulada como empréstimo do Banco Rural, não é efetivamente declarada, mas as apurações demonstraram tratar-se de uma forma de pulverização de dinheiro público desviado através dos contratos de publicidade.
 6) Ramon Hollerbach Cardoso
 brasileiro, nascido em 13/06/48, filho de Waldira Hollerbach Cardoso, residente na Rua do Ouro, Serra, Belo Horizonte/MG.
 Sócio do Marcos Valério na SMP&B Publicidade. É acusado de fazer parte do núcleo da quadrilha liderado pelo carequinha falante.
 Marcos Valério, Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino também utilizavam suas empresas e contratos de publicidade com empresas privadas para operacionalizar esquema de repasse de dinheiro não contabilizado a candidatos a cargos eletivos, diante da possibilidade de contabilização desses recursos como gasto de publicidade, mediante o desconto de um percentual sobre o valor transferido. Para esse fim valiam-se do mesmo esquema de transferência de dinheiro em espécie operado junto ao Banco Rural.
 7) Cristiano de Mello Paz
 brasileiro, nascido em 20/11/51, filho de Maria das Mercês de Mello Paz, residente na R. Inconfidentes, Savassi, Belo Horizonte/MG.
 Sócio do publicitário Marcos Valério na SMP&B Publicidade. Acusado de fazer parte do núcleo da quadrilha liderado pelo carequinha falante.
 8) Rogério Lanza Tolentino
 brasileiro, nascido em 15/10/49, filho de Odete Lanza Tolentino, residente na R. Carangola,Santo Antõnio, Belo Horizonte/MG.
 Sócio do publicitário Marcos Valério na SMP&B Publicidade. Acusado de fazer parte do núcleo da quadrilha liderado pelo carequinha falante.
 9) Simone Reis Lobo de Vasconcelos
 brasileira, nascida em 12/03/57 filha de Isa Maria Reis de Vasconcelos, residente na R. Rio de Janeiro, Lourdes, Belo Horizonte/MG.
 Diretora financeira da SMP&B Publicidade. Acusada de ser a principal operadora do esquema Marcos Valério desde os tempos da campanha do atual senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG).
 Como forma de ilustrar essa realidade, interessante observar que a denunciada Simone Vasconcelos, principal operadora do esquema dirigido por Marcos Valério, trabalhou na campanha eleitoral do Senador Eduardo Azeredo em 1998 e foi indicada para Marcos Valério pelo tesoureiro da campanha, Cláudio Mourão.
 10) Geiza Dias dos Santos
 brasileira, nascida em 29/04/71, natural de Minas Gerais, filha de José Agostinho dos Santos e Maria Izabel Dias dos Santos,residente na R. Desembargador Paula Mota, Ouro Preto, Belo Horizonte/MG.
 Funcionária da Diretoria Administrativa e Financeira da SMP&B e acusada de ser parte do núcleo da quadrilha liderada pelo carequinha falante.
 11) Kátia Rabello
 brasileira, separada judicialmente, empresária, nascida em 15/06/1971, natural de Belo Horizonte/MG, filha de Sabino Correa Rabello e Jandira Rabello, residente na Rua Guaratinga, Belo Horizonte/MG.
 Presidente do Banco Rural, a instituição financeira acusada de ajudar a lavar o dinheiro do esquema de corrupção do carequinha falante.
 12) José Roberto Salgado,
 brasileiro, separado judicialmente, executivo bancário, nascido em 05/11/1960, natural de Belo Horizonte/MG, filho de Deusdedit Pereira Salgado e Nelcy Alves da Silva, residente na Rua Santa Catarina, B. Lourdes, Belo Horizonte/MG.
 Vice-presidente do Banco Rural, a instituição financeira acusada de ajudar a lavar o dinheiro do esquema de corrupção do carequinha falante.
 13) Vinícius Samarane,
 brasileiro, casado, natural de Belo Horizonte/MG, nascido em 27/10/1967, filho de Arcílio Samarane Júnior e Maria Helena Affonso Samarane, residente na Rua Gabriel dos Santos, Serra, Belo Horizonte/MG.
 Diretor Executivo do Banco Rural, a instituição financeira acusada de ajudar a lavar o dinheiro do esquema de corrupção do carequinha falante.
 14) Ayanna Tenório Tõrres de Jesus,
 brasileira, separada judicialmente, administradora de empresas, residente na Rua Rio de Janeiro, Centro, Belo Horizonte/MG.
 Vice-presidente do Banco Rural, a instituição financeira acusada de ajudar a lavar o dinheiro do esquema de corrupção do carequinha falante.
 15) João Paulo Cunha
 brasileiro, casado, natural de Caraguatatuba/SP, nascido em 06/06/58, filho de José Venâncio da Cunha e Izabel Ribeiro da Cunha, residente na SQS 311, Brasília/DF.
 O ex-presidente de Câmara, deputado pelo PT de São Paulo e protagonista das maiores pizzas dos últimos tempos ao absolvido pelo plenário da Câmara apesar de ter sido pego em várias mentiras e condenado pela Comissão de Ética da Câmara.
 16) Luiz Gushiken
 brasileiro, casado, bancário, natural de Oswaldo Cruz/SP, nascido em 08/05/1950, filho de Shoe Gushiken e Setsu Gushiken, residente na SQS 312, Brasília/DF.
 Ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica do governo Lula. Acusado de desviar dinheiro público em 4 operações distintas
 O ex Ministro da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República, Luiz Gushiken, e o ex Diretor de
 Marketing e Comunicação do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em atuação orquestrada, desviaram, no período de 2003 a 2004, em benefício do grupo liderado por Marcos Valério (Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino) e do Partido dos Trabalhadores (José Dirceu, José Genoíno, Sílvio Pereira e Delúbio Soares), vultosas quantias do Fundo de Investimento VISANET, constituído com recursos do Banco do Brasil S/A.
 17) Henrique Pizzolato
 brasileiro, solteiro, nascido em 09/09/52, natural de Santa Catarina, filho de Pedro Pizzolato e Odilla Annita Pizzolato, residente na Rua República do Peru, Copacabana, Rio de Janeiro/RJ.
 Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. Além da parceria com o ex-ministro Gushiken no desvio da grana da Visanet, Pizzolato tb recebeu uma boa grana da turma do carequinha, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal.
 Henrique Pizzolato, em razão do cargo de Diretor de Marketing do Banco do Brasil, também recebeu de Marcos Valério, Cristiano
 Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino, valendo-se de um intermediário, na data de 15 de janeiro de 2004, a quantia de R$ 326.660,67 como
 contraprestação pelos benefícios ilicitamente proporcionados, no exercício de sua função, ao grupo empresarial de Marcos Valério..
 18) Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto,
 brasileiro, casado, natural do Rio de Janeiro, nascido em 07/01/48, filho de Fábio Corrêa de Oliveira Andrade e Clarice Roma de Oliveira Andrade, residente na SQS 311, Brasília/DF.
 Presidente do Partido Progressista (PP) e um dos poucos condenados pela Comissão de Ética da Cãmara que não foi absolvido pelo plenário da Câmara. Pedro Correia e outros membros do PP são acusados de receber dinheiro em troca de apoio ao Governo Lula.
 Os denunciados José Janene, Pedro Corrêa, Pedro Henry, João Cláudio Genú, Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg e Carlos Alberto Quaglia montaram uma estrutura criminosa voltada para a prática dos crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais. O recebimento de vantagem indevida, motivada pela condição de Parlamentar Federal dos denunciados José Janene, Pedro Corrêa e Pedro Henry, tinha como contraprestação o apoio político do Partido Progressista à€“ PP ao Governo Federal. Nessa linha, ao longo dos anos de 2003 e 2004, José Janene, Pedro Corrêa, Pedro Henry e João Cláudio Genú receberam aproximadamente quatro milhões e cem mil reais a título de propina.
 19) José Mohamed Janene
 brasileiro, casado, pecuarista, natural de Santo Inácio/PR, nascido em 12/09/55, filho de Mohamede Assad Janene e Memune Janene, residente na SQS 311, Brasília/DF.
 Ex-líder do Partido Progressista na Câmara. Além da responsabilidade do mensalão no PP, é acusado de ter apresentado a turma do carequinha à corretora/lavanderia de dinheiro Bõnus Banval.
 O Deputado Federal José Janene sempre integrou a Executiva Nacional do PP, tendo fechado o acordo financeiro com o PT e assumido postura ativa no recebimento da propina. Nesse sentido, inclusive, foi o responsável pela aproximação do núcleo publicitário-financeiro com a parceira Bõnus Banval.
 O processo de cassação de Janene está em andamento. Ontem foi recusado o pedido de aposentadoria dele por invalidez (veja estadao) que muitos cínicos dizem ser uma estratégia para fugir da condenação.
 20) Pedro Henry Neto
 brasileiro, deputado federal, nascido em 19/04/57, residente na Rua Padre Cassemiro, Centro, Cáceres/MT.
 Deputado Federal do Partido Progressista. Acusado de montar o esquema de mensalão do PP, foi absolvido no processo de cassação pelo plenário na fornada de pizza de 15 de março deste ano.
 21) João Cláudio de Carvalho Genu
 brasileiro, casado, filho de Nady Bastos Genú e Maria de Lourdes de Carvalho Genú, natural de Belém/PA,nascido em 17/12/63, residente na SQSW 104, Setor Sudoeste, Brasília/DF.
 Assessor do ex-líder do Partido Progresista (PP) na Câmara, José Janene (PR) era o intermediário da grana do mensalão destinada ao PP..
 A primeira forma de recolhimento era implementada pelo intermediário João Cláudio Genú, que agia conscientemente por ordem de José Janene, Pedro Corrêa e Pedro Henry.
 22) Enivaldo Quadrado
 brasileiro, casado, empresário,residente na Rua Maranhão, Higienópolis, São Paulo.
 Sócio das empresa Bõnus Banval Participações Ltda e Bõnus Banval Commodities Corretora de Mercadoria Ltda, uma das lavanderias de dinheiro do esquema.
 Essa segunda forma fraudulenta de repasse, com o emprego das empresas Bõnus Banval e Natimar, resultou em transferências no valor total de um milhão e duzentos mil reais ao PP.
 Assim, como profissionais do ramo de branqueamento de capitais, Enivaldo Quadrado, Breno Fischberg e Carlos Alberto Quaglia associaram-se de modo permanente, habitual e organizado à quadrilha originariamente integrada por José Janene, Pedro Corrêa, Pedro Henry e João Cláudio Genú.
 23) Breno Fischberg
 brasileiro, casado, empresário, natural do Rio de janeiro/RJ, nascido em 21/06/54, filho de Moise Fischberg e Clara Fischberg, residente na Rua Dr. Queiroz Guimarães, Jardim Guedala, São Paulo/SP.
 Ex-dono da Corretora Bõnus Banval.
 24) Carlos Alberto Quaglia
 filho de Jane Hughes de Quaglia e Antonio Quaglia, nascido na Argentina, empresário, solteiro, residente na Rua Rosalina Amélia dos Santos, Bairro Rio Vermelho, Florianópolis/SC.
 Um dos sócios da Corretora Natimar, usada para lavar o nosso dinheiro.
 25) Valdemar Costa Neto
 brasileiro, divorciado, natural de São Paulo, nascido em 11/08/49, filho de Valdemar Costa Filho e Emília Caran Costa, com endereço na Rua Cel. Souza Franco, 907, Mogi das Cruzes/SP.
 Presidente licenciado do Partido Liberal (PL). Renunciou ao mandato de deputado para fugir da cassação logo no começo da crise do mensalão.
 Os denunciados Valdemar Costa Neto, Jacinto Lamas e Antõnio Lamas, juntamente com Lúcio Funaro e José Carlos Batista, montaram uma estrutura criminosa voltada para a prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
 ... O recebimento de vantagem indevida, motivada pela condição de parlamentar federal do denunciado Valdemar Costa Neto, tinha como contraprestação o apoio político do Partido Liberal à€“ PL ao Governo Federal.

26) Jacinto De Souza Lamas
 brasileiro, solteiro nascido em 23/12/57, natural de Piraúba/MG, filho de Ovídio Lamas Primo e Astrogilda de Souza Lamas, residente na SHIS QI 1, Lago Sul, Brasília-DF.
 Tesoureiro do Partido Liberal e acusado de ser o sujeito que recebia a grana do mensalão destinado ao PL.
 Em um segundo momento, passou a ser efetuada pelos intermediários Jacinto Lamas e Antõnio Lamas, que agiam conscientemente por ordem do denunciado Valdemar Costa Neto.
 27) Antõnio de Pádua de Souza Lamas
 brasileiro, casado, nascido em 05/11/65, natural de Piraúba/MG, filho de Ovídio Lamas Primo e Astrogilda de Souza Lamas, residente na SHJB, Condomínio Estância Jardim Botânico, Lago Sul, Brasília-DF.
 Irmão de Jacinto Lamas e acusado de ser cumplice da corrupção no Partido Liberal.
 28) Carlos Alberto Rodrigues Pinto (Bispo Rodrigues)
 brasileiro, casado, natural do Rio de janeiro, nascido em 04/10/57, filho de José Júlio Pinto e Lucélia de Jesus Rodrigues, residente na Rua Jaime Rodrigues, Táguara, Rio de Janeiro/RJ.
 Ex-deputado federal do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro e um dos fundadores da Igreja Universal do Reino de Deus. Acusado de receber o mensalão, renunciou ao mandato para não ser cassado logo no começo da crise,
 De fato, em dezembro de 2003, Célio Marcos Siqueira, por ordem do ex Deputado Federal Bispo Rodrigues, compareceu no Banco Rural em Brasília, arrecadou e depois entregou a quantia de cento e cinqüenta mil reais em espécie ao real destinatário (denunciado Bispo Rodrigues) em sua residência
 .
 Para ilustrar o apoio político do grupo de parlamentares do Partido Liberal ao Governo Federal, na sistemática acima narrada, pontua-se a atuação do Parlamentar Carlos Rodrigues na aprovação da reforma da previdência (PEC 40/2003 na sessão do dia 27/08/2003) e da reforma
 tributária (PEC 41/2003 na sessão do dia 24/09/2003).
 29) Roberto Jefferson Monteiro Francisco
 brasileiro, casado, advogado, filho de Roberto Francisco e Neuza Dalva Monteiro Francisco, nascido em 14/06/53, natural do Rio de janeiro, com domicilio na Rua Ernesto Paixão, Valparaíso, Petropólis/RJ e comercial na Av. Franklin Rooselvet, Centro, Rio de Janeiro/RJ.
 Ex-presidente do Partido Trabalhista Brasileiro acusado de ser o negociar da grana do mensalão destinada ao PTB. Tem o mérito de ter jogado o mensalão no ventilador ao ser acusado envolvimento na corrupção na Empresa de Correios e Telégrafos.
 Após o falecimento de José Carlos Martinez, as tratativas visando o recebimento do dinheiro proveniente do Partido dos Trabalhadores passaram a ser estabelecidas com o denunciado Roberto Jefferson, Presidente do PTB.
 30) Emerson Eloy Palmieri
 brasileiro, casado, pecuarista, nascido em 02/03/1952, filho de Genezio Palmieri e Elza Pereira Palmieri, residente e domiciliado na Avenida Paraná, Bairro Juvevê, Curitiba/PR.
 Ex-tesoureiro do Partido Trabalhista Brasileiro acusado de ser operador do mensalão pelo PTB.
 31) Romeu Ferreira Queiroz
 brasileiro, casado, natural de Patrocínio/MG, nascido em 09/11/48, filho de Oliveiros Alves de Queiroz e Maria Ferreira de Freitas, residente na Rua Tomaz Gonzaga, Bairro de Lourdes, Belo Horizonte/MG.
 Deputado federal pelo Partido Trabalhista Brasileiro de Minas Gerais acusado da organização do esquema do mensalão.no PTB.
 Em dezembro de 2003, Roberto Jefferson manteve contato com o Romeu Queiroz, Secretário do PTB, para que este retomasse os mecanismos estruturados durante a gestão de José Carlos Martinez para a obtenção de recursos financeiros. Romeu Queiroz procurou o então Ministro Anderson Adauto, o qual manteve entendimentos com Delúbio Soares, que se prontificou a retomar as transferências através da empresa SMP&B, o que de fato ocorreu, nos termos abaixo narrados.
 O deputado Romeu Queirpz escapou da cassação na pizza do plenário da Câmara de 14/09/2005.
 32) José Rodrigues Borba
 brasileiro, casado, natural de Mandaguari/PR, nascido em 14/07/49, filho de Luiz Rodrigues Borba e Alzira Maria de Jesus, com endereço na Rua Padre João Barbieri, Jandai do Sul/PR.
 Ex-líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro acusado de comandar o mensalão no PMDB. Renunciou ao mandato de deputado em 17/10/05 para escapar da cassação.
 Por meio de acordo firmado com José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoíno e Sílvio Pereira, o então Deputado Federal José Rodrigues Borba, no ano de 2003, também integrou o esquema de corrupção em troca de apoio político
 33) Paulo Roberto Galvão da Rocha
 brasileiro, solteiro, natural de Curucá/PA, nascido em 1º/04/51, filho de Tomé de Assis Rocha e Astrogilda Galvão da Rocha, residente na SQS 11, Brasília/DF.
 Ex-lider do Partido dos Trabalhadores que renunciou ao mandato para evitar a abertura de processo de cassação acusado de tentar esconder a origem da grana que roubaram.
 Objetivando não se envolverem nas operações de apropriação dos montantes, pois tinham conhecimento que os recursos vinham de organização criminosa destinada à prática de crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro nacional, Paulo Rocha, João Magno, Luiz Carlos da Silva (vulgo à€œProfessor Luizinhoà€) e Aderson Adauto empregaram mecanismos fraudulentos para mascarar a origem, natureza e, principalmente, destinatários finais das quantias.
 34) Anita Leocádia Pereira da Costa
 brasileira, solteira, assessora parlamentar, natural de Fortaleza/CE, nascida em 30/07/1955, filha de Aluisio Pereira da Costa e Helena Henrique Costa, residente na SQN 309, Brasília/DF.
 Mulher do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha. Acusada de participar da parte operacional do esquema de corrupção do PT.
 No mínimo, o recebimento de R$ 600.000,00, ocorreu por intermédio de Anita Leocádia, na agência do Banco Rural em Brasília, na agência do Banco Rural em São Paulo e em quarto de hotel, local onde recebeu a importância de R$ 200.000,00 diretamente de Marcos Valério
 35) Luiz Carlos da Silva (Professor Luizinho)
 brasileiro, casado, natural de Cândido Mota/SP, nascido em 18/04/55, filho de Lázaro Francisco da Silva e Santa Martins da Silva, residente na SQS 111, Brasília/DF.
 Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores de São Paulo absolvido pelo plenário da Câmara na pizza de 08 de março de 2006. Tb é acusado de receber dinheiro lavado pelo esquema carequinha.
 Luiz Carlos da Silva, vulgo à€œProfessor Luizinhoà€, também com pleno conhecimento da atuação dos núcleo político-partidário e financeiro-publicitário na prática dos crimes narrados nesta petição recebeu, de forma dissimulada, através de interposta pessoa, a importância de R$ 20.000,00.
 O dinheiro acima foi sacado na agência do Banco Rural em Brasília por José Nilson dos Santos, seu assessor do Parlamentar, na data de 18.12.2003
 36) João Magno de Moura
 brasileiro, deputado federal, nascido em 05/08/60, filho de Dalva Moura de Araújo, portador do CPF 349.246.126-34, residente na Rua John Mendel, 111, Cidade Nobre, Ipatinga/MG.
 Deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores de Minas Gerais. Escapou da perda do mandato em 22 de março deste ano. Foi o inspirador da dança da pizza executada pela deputada Angela Guadagnin (PT/SP).
 A Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados concluiu, em seu relatório, que à€œa empresa SMP&B efetuou, por intermédio do banco do Brasil e do Rural, pagamentos ao deputado João Magno que somam R$ 126.915,00, sendo R$ 41.000,00 diretamente a ele; R$50.000,00 a seu assessor Paulo Vieira Albrigo; R$ 10.000,00 a seu assessor Charles Antõnio Ribeiro; e R$ 25.915,00 a seu irmão Hermínio Moura de Araújoà€
 37) Anderson Adauto Pereira
 brasileiro, divorciado, advogado, natural de sacramento/MG, nascido em 06/04/57, filho de Adauto Pereira de Almeida e Gasparina Pereira de Almeida, residente na Rua Sergipe, Santa Maria, Uberaba/MG.
 Ex-ministro dos transportes do governo Lula e atual prefeito de Uberaba.
 Anderson Adauto, ex Ministro dos Transportes, e o seu Chefe de Gabinete, José Luiz Alves, também com pleno conhecimento dos crimes praticados pelos integrantes da quadrilha descritos nesta petição, receberam diretamente do núcleo publicitário-financeiro da quadrilha a importância de R$ 1.000.000,00.
 O dinheiro acima foi recebido por Anderson Adauto por meio do seu Chefe de Gabinete no Ministério dos Transportes e coordenador
 de campanha José Luiz Alves, pela sistemática de lavagem disponibilizada e operacionalizada pelos dirigentes do Banco Rural.
 38) José Luiz Alves
 Brasileiro, casado, natural de Uberaba/MG, nascido em 16/08/57, filho de José Francisco Alves e Alzira Francisco Alves, residente na Rua Rogério Caparelli, Jd. São bento, Uberaba/MG.
 Assessor do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto.
 José Luiz Alves agia profissionalmente como intermediário de Anderson Adauto, tendo ciência que estava viabilizando criminosamente o recebimento de valores em espécie. Diferente de outros casos, não foram saques pontuais. Pelo contrário, sua atuação foi habitual e constante como auxiliar de Anderson Adauto na prática de crimes. Anderson Adauto, originário do Estado de Minas Gerais, já mantinha relações com Marcos Valério antes mesmo do início da atuação da quadrilha ora denunciada, tendo sido auxiliado pela empresa SMP&B nas campanhas eleitorais de 1998 e 2002
 39) José Eduardo Cavalcanti de Mendonça (Duda Mendonça)
 brasileiro, casado, nascido em 10/08/44, natural de Salvador/BA, filho de Manoel Ignácio de Mendonça e Regina Cavalcanti de Mendonça, residente na Av. Sete de Setembro, Bairro Vitória, Salvador/BA.
 Marqueteiro da campanha que elegeu o presidente Lula em 2002. Acusado de lavagem de dinheiro e ecasão dee divisas... O publicitário foi pego ainda mentindo para a CPMI do Correiso e outros depoimentos.
 Registre-se que os denunciados Duda Mendonça e Zilmar Fernandes mentiram perante a CPMI à€œdos Correiosà€, bem como nos depoimentos prestados no presente inquérito. As apurações realizadas no exterior demonstraram que o publicitário e sua sócia são acostumados a remeter dinheiro não declarado para contas mantidas em paraísos fiscais.
 Na realidade, as diligências efetuadas no exterior com base no Acordo de Cooperação com os EUA identificaram que ambos possuem, há bastante tempo, outras contas no próprio Banc of Boston, instituição financeira que pertence ao Banc of America.
 40) Zilmar Fernandes Silveira
 brasileira, divorciada, nascida em 22/10/52, natural de Itambé/BA, filha de Edvaldo Fernandes Ribeiro dos Santos e Zilda Santana Santos, residente na Rua Marquês de Sião, Barra, Salvador/BA.
 Sócia de Duda Mendonça acusada de ser a operadora de Duda Mendonça na lavagem de dinheiro da campanha eleitoral que elegeu o presidente Lula.
 Em razão de um débito milionário junto ao núcleo político-partidário da organização criminosa decorrente da campanha eleitoral de 2002, Delúbio Soares apresenta Marcos Valério a Duda Mendonça e Zilmar Fernandes para viabilizar o adimplemento.
 Aliás, ficou evidente no curso da investigação que Zilmar Fernandes é o braço operacional financeiro de Duda Mendonça

Via André Marcio Murad - cyberoposição

EXPROPRIAÇÕES E A "FESTA DE ARROMBA"

É dificil! Está arraigada no subconsciente de alguns, ligados a mensaleiros, a idéia de que não é corrupção e sim, "expropriação"...

Se é possivel alguém não lembrar o que foi o maior escândalo do governo Lula - "o mensalão", vamos tornar a falar no mesmo, pois os envolvidos continuam impunes e, tavez, jamais sejam punidos, pois o crime pode ser prescrito.

Por que esse é o maior entre tantos e tão escabrosos escândalos?

Porque envolveu o Congresso, ou melhor, a compra de votos de alguns parlamentares para a aprovação de medidas que interessavam ao governo.

A título de lembrança vamos detalhá-lo: um empresário, Marco Valério, dono de uma agência de publicidade, recebia rios de dinheiro do governo e distribuía a aliados desse mesmo governo. Empréstimos foram feitos em bancos. Os envolvidos foram flagrados saindo de agências com malas cheias e entrando em quartos de hotel para repartir o bolo. O marqueteiro do governo confessou, em rede nacional, que recebeu pagamento do PT proveniente de caixa dois e o depositou em conta no exterior...

Do ponto de vista legal, seus quarenta implicados quase não foram incomodados. A denúncia apresentada contra eles pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal não foi sequer julgada..

Do ponto de vista prático, a vida dos mensaleiros também pouco mudou. Quer dizer, em alguns casos mudou, mas para melhor. José Dirceu, então o todo poderoso ministro da Casa Civil, o "chefe do organograma delituoso", na definição do procurador Antonio Fernando, virou "consultor de empresas", José Genoíno, não conseguiu se reeleger, mas recebeu como prêmio do Governo Dilma Rousseff, o cargo de assessor do Ministro da Defesa.

Para eles, é justo que continuem impunes, pois estes últimos, ex-militantes de organizações daluta armada, organizações que assaltavam bancos e cofres particulares, para financiar a guerrilha e sobreviverem, devem encarar estes desvios de dinheiro do povo como "expropriações"- termo usado nas décadas de 60 e 70, período do confronto armado.

Afinal, a finalidade daquelas "expropriações" na luta armada, era para a tomada do poder. Hoje, a finalidade destas "expropriações" -mensalão e outros assaltos ao dinheiro do povo-, continua sendo o poder: mantê-lo, comprando votos de parlamentares.

E, como a impunidade, mal que se tornou endêmico no Brasil, persiste neste e em outros escândalos, vamos sugerir à ex-deputada Angela Guadagnin, do PT, que para ela continuar comemorando a impunidade de seus ídolos, ouça no link http://youtu.be/XVetrWGD1RM ,uma música bem animada que "Maurício Ricardo e banda" apresentaram em um programa do Jô Soares.

 Maria Joseita Silva Brilhante Ustra

quinta-feira, 2 de junho de 2011

QUEM GOVERNA?


 A aparição do ex-presidente Luiz Inácio com objetivo de socorrer sua afilhada política, Dilma Rousseff, por conta do escândalo provocado pelo meteórico enriquecimento do ex-trotskista, ex-prefeito de Ribeirão Preto, ex-ministro da fazenda, ex-deputado federal, atual chefe da Casa Civil e braço direito da presidente, Antonio Palocci, merece algumas reflexões.

Em fotos estampadas em jornais Luiz Inácio apareceu eufórico entre senadores do PT quase genuflexos diante do chefe. De calça branca ao ex-presidente só faltavam os sapatos bicolores e o chapéu de panamá para completar o traje porque, como todos sabem, a política é feita de malandragem, assumindo frequentemente aspectos de capoeira.

Luiz Inácio, confortável em seu terceiro mandato, reuniu-se com partidos satélites do PT, almoçou com sua afilhada e o reincidente Palocci, deu muitos conselhos a Rousseff que prontamente obedeceu aos ditames do tutor. Ela deixou por breves momentos seu silêncio sepulcral, seu recolhimento misterioso e veio a público defender o risonho Palocci, mudo como a ex-primeira-dama Marisa Letícia que parece ter feito escola.

Não se sabe, porém, se a aparição de Rousseff apaziguou os ânimos das bases aliadas, que andam um tanto desalinhadas, se despistou as incríveis fábulas ganhas por um de seus “três porquinhos” de campanha.

A presidenta, como Rousseff gosta de ser chamada sendo, portanto, uma governanta e não uma governante, não pronunciou a famosa frase petista quando a situação aperta: “assunto encerrado”. Não conseguiu acabar com a encrenca Palocci e, pior, lançou dúvidas sobre o cargo presidencial sendo lícito perguntar: quem governa?

Como se sabe foi Luiz Inácio quem praticamente compôs o atual ministério indicando, pelo menos, os ministros mais importantes. E se chegou a dizer, segundo a imprensa, que sem Palocci o governo de Rousseff se arrastaria até o fim, isto significa que não confia tanto assim na eficiência de sua sucessora como apregoava na campanha. Por que, então, a colocou lá?

Bem, em primeiro lugar, porque os possíveis quadros de seu partido não tinham condição de disputar nenhum cargo eletivo, ainda mais a presidência da República. Entre eles, José Dirceu, outro ministro da Casa Civil que teve sérios problemas com algo chamado eufemisticamente de “mensalão”, que na linguagem usual é denominado de suborno e punido como crime nos países onde as leis funcionam. Dirceu voltou à Câmara de deputados, foi cassado e chamado por uma autoridade do Judiciário de “chefe da quadrilha” do “mensalão”, o que não o impediu de ser feliz em suas consultorias e de ter continuado a exercer influência no PT. Dirceu está certo de que será perdoado de todas suas culpas na Justiça, como Palocci o foi e todos os “mensaleiros” serão. Então, quem sabe, alcançará seus sonhos mais elevados.

Entre os muitos “quadrilheiros” do “mensalão” estava também Delúbio Soares, tesoureiro do PT, que por ter seguido a lei omertá e assumido todas as culpas dos companheiros durante muito tempo teve em sua recente volta ao partido calorosa recepção. Impressionante contraste com o PT de outrora que se dizia o único partido ético, aquele que viria para mudar o que estava errado, inclusive, a corrupção.

Nos mandatos de Luiz Inácio a avalanche de escândalos nunca antes havida neste país foi bem assimilada pela sociedade, enquanto o presidente da República dizia nada saber a respeito dos fatos mesmo quando as falcatruas eram praticadas por seus subordinados mais próximos e mais íntimos.

Agora, no governo PT/Rousseff, o escândalo inicial atingiu novamente a Casa Civil, que teve como inquilina anterior a ministra chamada jocosamente de Erê 6%, conhecida por suas práticas nada edificantes no exercício da função e que foi o braço direito da atual governanta. Também Erê parece seguir seu caminho sem medo de ser feliz.

Em segundo lugar, Luiz Inácio, sem opção para indicar seu sucessor entre companheiros de partido, parece ter pinçado Dilma Rousseff não por suas qualidades de excelência gerencial, mas, exatamente pela falta destas. Desse modo, se a herança maldita lulista na economia e na política seguir pesada demais, em quem o povo porá a culpa? Em Rousseff e não naquele que virá novamente para salvar pobres e oprimidos em 2014. Afinal, o PT não pretende sair do poder pelo menos nos próximos 20 anos e já traçou seus caminhos facilitados pela ausência de oposições coerentes e firmes, pela falta de Poder Judiciário que puna crimes e abusos e da eficácia da propaganda que mantém a bestificação popular.

Palocci pode até ser beatificado junto com irmã Dulce, contudo, as ciladas do poder não garantem que roteiros traçados de antemão se realizem. Os aliados de hoje podem ser os adversários de amanhã no jogo pesado das ambições. Diante dos acontecimentos é cedo ainda para saber quem governa ou governará, se Luiz Inácio, Dilma Rousseff ou Michel Temer.

Maria Lucia Victor Barbosa.