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domingo, 3 de novembro de 2013

INDICADA PELO MST, EX-ASSENTADA HOJE É MÉDICA EM CUBA

Indicada pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), Sheila deixou um assentamento de Apiacá, no Estado, para cursar faculdade em Cuba


Sheila Ramos Vieira, 25 anos, torce para que o tempo passe depressa e ela possa concluir logo o maior projeto da sua vida. Há seis anos, Sheila deixou o Assentamento Santa Fé, em Apiacá, no Sul do Espírito Santo, para cursar Medicina na Escola Latino Americana de Medicina (Elam), em Cuba, onde sua formatura acontecerá em agosto de 2014. Sheila é filha de Maria Ramos Vieira, 46, coordenadora do assentamento e ligada ao Movimento Sem terra (MST). A mãe fala com orgulho da jovem – a mais velha dos seus quatro filhos –, a primeira a conquistar um diploma de curso superior na família. Por telefone, Sheila contou para A GAZETA como é sua vida na ilha de Fidel e sobre sua expectativa de voltar ao Brasil para exercer aqui sua carreira.


Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
Sheila admite que sua vida em Cuba a fez compreender a ideologia do país e a ver que há razão no que o governo cubano pratica



Quando você foi para Cuba?
Deixei o Brasil quando estava com 19 anos de idade. Cinco pessoas do Espírito Santo estavam no mesmo grupo. Eu era de Apiacá, e as outras eram de São Mateus, de Linhares e de Vitória.

Todas foram estudar Medicina?
Sim, todas tinham esse objetivo. Naquela época, ao todo, vieram do Brasil 280 estudantes, todos para fazer o mesmo curso. Só alguns – não sei dizer quantos – desistiram.

De que forma essas pessoas foram indicadas?
Um desses capixabas que viajaram comigo é ligado ao Movimento de Pequenos Agricultores (MPA); um é ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT), o outros a prefeituras – não lembro bem. Eu vim por minha ligação com o Movimento dos Sem Terra (MST).

E você. Como foi sua indicação?
Fiquei sabendo de três companheiras do MST do Espírito Santo que estavam estudando em Cuba, e como eu era da área da Saúde, no movimento, tinha esse sonho também. Quando surgiu a vaga, o pessoal do setor de Saúde perguntou se eu queria, eu disse: “Claro que sim!”. Uma das capixabas que estudavam em Cuba, quando eu vim, fez o processo de revalidação do diploma para o Mato Grosso, a outra foi para o Ceará, mas a terceira não sei hoje onde está.

Você era militante?
Minha família e eu, há muitos anos, somos ligados ao MST, que tem vários setores. Eu atuava do setor da saúde. Quando o governo cubano ofereceu a bolsa de estudos, o MST do Espírito Santo me indicou. Então, a Embaixada de Cuba fez uma seleção, com entrevista e aplicação de prova de conhecimentos gerais.

Como foi sua formação estudantil?
Fiz o ensino médio em Apiacá, no Espírito Santo, em escola pública. Mas em Cuba, durante um ano fiz um curso com aulas de Física, Química, Biologia e Espanhol, como se fosse um pré-vestibular para o curso de Medicina, que tem seis anos de duração.

Foi difícil a sua adaptação aos estudos?
No início, foi difícil. Não dominava o idioma, não conhecia ninguém. A adaptação longe da família, sabendo que tinha mais seis anos pela frente, não foi mesmo fácil.

Você se sentia preparada, com o seu nível de conhecimento?
Cursei ensinos fundamental e médio em Apiacá, e a gente sabe que a escola pública no Brasil não dá muita base para o os alunos. Imagine, então, a dificuldade que é para alguém como eu entrar numa faculdade de Medicina. A salvação em Cuba foi o cursinho preparatório que eu fiz.

E como foi e ainda é o nível de cobrança na faculdade cubana?
Em Cuba eles são muito exigentes. Na faculdade, se você não faz bem alguma coisa é chamado a atenção, é cobrado. E estar longe da família – eu só pude ir ao Brasil a cada dois anos – é muito sofrido. Houve dia em que até chorei.

O que você planeja fazer após se formar?
Se eu quisesse – embora hoje não seja fácil conseguir –, poderia ficar em Cuba por mais dois anos, além da graduação, fazendo o curso de MGI, que no Brasil se chama Saúde da Família. Mas eu quero mesmo é voltar para o meu país.

E, no Brasil, você vai buscar atuar no Programa Mais Médicos?
Quero sim. Vai ser preciso obter o número do registro. Não sei se as pessoas sabem, mas a prova piloto aplicada no Brasil é muito difícil. Alguns médicos já disseram que essa prova tem nível alto, de uma residência médica. Eu sei que vou ter que batalhar muito, que terei que me empenhar para conseguir. Mas vou tentar, com certeza.

Como é o curso de Medicina em Cuba, em comparação com o Brasil?
Há algumas diferenças entre os dois. Em Cuba, não recebemos formação em algumas patologias, nas áreas de epidemiologia e infectologia. Enfermidades como cólera, hanseníase, malária, pelo avanço da Medicina aqui, muito raramente, aparecem. Acontece, às vezes, mas por causa da vinda de turistas. Então a gente não aprende sobre essas doenças. O forte em Cuba é a prevenção, é a atenção básica. Um Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, pode ser evitado se há cuidados preventivos.

Quando será sua formatura? Sua família irá?
Vou terminar meu curso e me formar em agosto de 2014. Mas acho que ninguém da minha família vai poder vir a Cuba para participar da formatura.

Como é o seu dia a dia em Havana?
Também por ter que morar longe da minha família, do meu país, me dedico muito mais aos estudos, em Cuba. Estou no sexto ano de Medicina, e a minha rotina é a seguinte: vou bem cedinho para o hospital, volto para casa às quatro horas da tarde, e, uma vez por semana, faço um plantão de 24 horas. E, durante o tempo livre que a gente tem, é preciso estudar, porque temos que nos preparar para seminários na faculdade.

Como você vive?
Vivo numa residência com outros estudantes de Medicina, pessoas de várias nacionalidades. Há muito mais latino-americanos no grupo. São porto-riquenhos, peruanos, guatemaltecos. Tem também argentino, paraguaio, venezuelano. O governo cubano dá a residência, alimentação. A faculdade empresta os livros. Após conclusão de uma disciplina, devolvemos para um colega estudar.

Como você avalia a sua formação?
O governo cubano quer formar médicos humanistas, que atendam os pacientes com sensibilidade, o que não acontece na maioria dos países, onde os médicos são um pouco arrogantes, não estão muito preocupados com as pessoas. É essa a minha formação: humanista.

Você estará preparada para, no Brasil, atuar num pronto-socorro, fazer um parto?
Em Cuba aprende-se de tudo um pouco. O profissional tem condições de diagnosticar o que o paciente tem para, depois, ser tomada outra medida. Eu, no sexto ano, estou revendo cirurgia, ginecologia e obstetrícia, MGI, medina interna, que é a clínica geral, no Brasil. E estou sim, sendo preparada em Cuba para fazer um parto, atuar em certas emergências cirúrgicas.

Como é viver e trabalhar num país com restrição? Como você se informa?
A gente só pode usar a intranet, para fazer pesquisa, estudar. Recebo e mando e-mails para a minha família, mas não tenho acesso a informações pela internet, não acesso redes sociais. Também posso falar com minha família, no Brasil, pelo telefone. É que com o bloqueio econômico dos Estados Unidos, em Cuba só alguns lugares têm internet, entende?

Que informações você obteve sobre a receptividade dos médicos cubanos no Brasil?
Ouvi dizer que no Sul do Brasil eles foram bem recebidos – acho que no Rio Grande do Sul –, mas que em outro Estado, Pernambuco ou Ceará, foram vaiados por médicos brasileiros no aeroporto. Parece que uma pessoa chamou um doutor cubano de escravo. Não sei se porque ele era negro ou sobre o que a mídia informou sobre eles.

A informação é que médicos recebem em torno de R$ 70 mensais em Cuba.
É mais ou menos isso que os médicos recebem por mês. Mas é que o custo de vida é bem menor do que no Brasil, e a situação econômica cubana é difícil. A remuneração é de acordo com a condição do país.

Você está pronta para enfrentar desafios? Trabalhar em áreas distantes, carentes?
Voltando para o Brasil, estou disposta a trabalhar em qualquer lugar. Nossa, já passei tanta dificuldade na minha vida, que trabalhar numa comunidade muito carente não vai ser nada complicado.

Como foi sua infância. Você sonhava ser médica?
Sempre pensei em estudar, em ser uma médica, mas, ao mesmo tempo, achava que não seria possível, que era algo muito distante da minha realidade. Nasci no Assentamento Georgina, em São Mateus, no Espírito Santo. Não dava para sonhar muito naquela situação. No Brasil, com certeza, seria muito difícil para mim fazer um curso de Medicina. Mesmo que eu passasse no vestibular, não teria como comprar livros, pagar moradia, me manter. Minha infância e adolescência foram muito pobres.

Além de acadêmica, sua formação envolve também orientação político-ideológica?
A gente, na convivência, acaba entendendo a ideologia cubana. Olha, essa é uma questão diária de quem está no país. Não há como não aprender. Você começa a compreender as coisas, a ver que há muita razão, que o que o governo prega está certo.

O que trará na “bagagem” para divulgar?
Acho que vai valer a pena contar para as pessoas o que considero positivo. Por exemplo: em Cuba não tem analfabeto, as pessoas têm direito à saúde – são atendidas quando precisam. E também têm direito de fazer uma faculdade.

Mas não há unanimidade do povo cubano em relação ao regime.
Todo ser humano é ambicioso, e em Cuba, embora a maioria compreenda o sistema, algumas pessoas não conseguem compreender. Querem sair, trabalhar em outros países.

Você é ambiciosa? Quais são seus desejos?
Não me acho ambiciosa. Meu sonho, além de trabalhar na minha profissão, é ter uma vida melhor do que eu tinha antes, no Brasil. Tenho vontade de ter uma casa melhor, garantir uma vida melhor para a minha família. Mas não tenho ambição de ter vários bens
Cláudia Feliz - A Gazeta

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ESQUIZOFRENIA DOMINANTE


 
Ao retornar de férias, voltamos a presenciar a predominância na sociedade mundial de comportamentos, ações e atitudes esquizofrênicas. A esquizofrenia caracteriza-se quando comportamentos abertamente desviantes se manifestam em um sistema. O que é válido para qualquer conjunto, seja ele um indivíduo, um país ou o mundo.

Na área internacional, persistem episódios dantescos, abrindo sérios precedentes, capazes de ameaçar todos os países. Virou moda o ataque dos modernos corsários a países detentores de matérias primas, em especial petróleo ou outros recursos naturais escassos nas nações agressoras e até mesmo daqueles passíveis de abrigar portos ou dutos de interesse estratégico. Primeiro o Iraque, sob o pretexto de possuir armas de destruição em massa, até agora não encontrados. Depois, a Líbia. Simultaneamente, Afeganistão e Paquistão.

Continua a agressão à Siria, realizada por hordas de mercenários estrangeiros, a soldo dos interesses de diferentes países, sob o pretexto de derrubada de um feroz ditador, Bashar Al-Assad, com o apoio de grupos locais de etnias diferentes daquelas que estão no poder. Ora, todos sabem que ele de fato não é o único ditador da região. De onde surgiram as “forças rebeldes”, com armamento e munição farta, em um regime dito tirânico? Recursos da Líbia, então país soberano, aplicados nas nações mais ricas, foram confiscados e sua utilização transferida para os “rebeldes”. E as graves consequências da queda do ditador Kadhafi estão provocando calafrios na comunidade internacional, com o fortalecimento da Al-Qaeda. Amanhã poderá ser qualquer outro país, inclusive o Brasil.

No campo econômico persiste o impensável. Os resultados das eleições na Itália levam ao caos o país, bem como afetam toda a União Européia. Um candidato de protesto obtém a terceira maior votação. É a previsível reação irada da massa da população atingida por duras medidas de contenção, as quais afetam diretamente o Estado de bem-estar Social tão duramente alcançado ao longo do tempo.

A indignação se alastra por toda a Europa, pois direitos adquiridos estão sendo atingidos. Até aposentadorias e pensões, além, é óbvio, da eliminação de oportunidades de trabalho. As taxas de desemprego atingem valores absurdos principalmente nos mais jovens. Enquanto isto os “donos do mundo” e seus agentes permanecem acumulando riquezas imorais. Bilhões de euros e dólares são “doados” aos grandes e verdadeiros responsáveis pela crise mundial. Será que os detentores do poder político ainda não tiveram a sensibilidade de perceber que estão criando as condições para uma revolta sem precedentes em seus respectivos países? Até quando o combalido dólar persistirá como moeda-padrão no mundo? Que venha o bancor de Keynes!

Uma contundente denúncia sobre o insidioso papel desestabilizador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), cujos recursos para fundação da entidade, em 1948, provieram da Fundação John D. Rockefeller, partiu do cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano (hoje papa Bento XVI). Em uma entrevista à Folha de S. Paulo de 10 de junho de 1997, ele afirmou: "Grande parte dos bispos católicos da América Latina se lamentam comigo do fato de que o Conselho Ecumênico de Igrejas [como o CMI também é conhecido] tem dado grande ajuda a movimentos de subversão, ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho."

No Brasil, essa campanha de subversão permanente transcende a frente dos direitos humanos. De fato, o CMI tem financiado e promovido diversas iniciativas contra o desenvolvimento e a soberania do País, com ênfase nas questões agrárias, ambientais e indigenistas, além de ser um dos principais promotores das campanhas de desarmamento civil. Entre as organizações não-governamentais (ONGs) que recebem o seu apoio direto, destacam-se o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Via Campesina, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e Instituto Socioambiental (ISA). Praticamente cada grande projeto de infraestrutura e logística implementado no País, nas últimas décadas, tem se defrontado direta ou indiretamente com uma ação do CMI.

Em nosso país, não existem recursos para aplicação na infra-estrutura econômico-social (saúde, educação, segurança, energia, transportes, comunicações, ciência e tecnologia), mas eles aparecem milagrosamente para obras ou empreendimentos faraônicos como Olimpíadas, Copa do Mundo, “trem-bala” (no mínimo, 60 bilhões de reais) etc. Parece que as necessidades coletivas e básicas do povo brasileiro já foram atendidas e agora é hora do circo. A corrupção alcança patamares de pandemia. É difícil achar um órgão, nas três esferas de administração, capaz de passar incólume por uma devassa.

A União possui mais de 20.000 cargos de nomeação política para manter a “coalizão presidencialista”, fora os demais atrativos, como os 38 ministérios. Imaginem o número adicional de cargos de governadores, congressistas, prefeitos e suas respectivas e inúmeras assessorias. Enquanto isto a presidente Dilma tem a coragem de vetar o aumento real já acertado para os aposentados com valores acima de um salário mínimo. É o paroxismo da crueldade e da prepotência. Até quando?

Um artigo do Prof. Marcos Coimbra

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

VENENO CASEIRO



O tempo é o senhor da razão. E Lula há de perceber isso, pois o relógio na para. Informado pelo trem-pagador Paulo Okamotto sobre a invasão do instituto que leva o seu nome, por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, Lula se limitou a dizer estar chateado, pois foi obrigado a mudar a agende, disse o presidente do órgão. “Relatei o movimento e ele ficou chateado porque o pessoal invadiu e ele teve de mudar a agenda, mas faz parte”, disse Okamotto.

De acordo com Paulo Okamotto, que é presidente do instituto, Lula iria ao escritório nesta quarta-feira (23), mas decidiu viajar para local ignorado. Okamotto aproveitou para dizer que o grupo tem o apoio do ex-metalúrgico, mas que ele [Okamotto] discorda do método dos invasores. “Eles têm a solidariedade do presidente Lula para resolver o problema do assentamento e de todos nós. O que eu não posso concordar é com os métodos que eles estão usando. Eu acho que é inadequado, não pediram sequer uma audiência. Nunca pediam apoio”, disse.

Homem de confiança do ex-presidente, Okamotto disse que tudo o que o instituto poderia para os invasores, além de oferecer “café e água” já foi providenciado. “Mais do que isso é dizer que o movimento deles está certo, mas que a forma não me parece muito correta”, completou.

O interessante nessa história, em que Lula e seus compadres sentem na pele a sandice de tudo o que eles próprios durante décadas pregaram a e apoiaram, é que esse tipo de vandalismo só á válido na propriedade alheia. Quando o alvo é alguma propriedade petista o caso é considerado absurdo.

Quando o MST invadiu e destruiu uma fazenda de Fernando Henrique Cardoso, no interior de Minas Gerais, com os integrantes acabando com tudo o que tinha na casa-sede, o PT não apenas apoiou a invasão, como riu da situação do então presidente, que mais tarde vendeu a propriedade.

A mesma postura, a de desfaçatez, teve o então presidente Lula por ocasião da invasão e destruição da Câmara dos Deputados, em junho de 2006, ação coordenada pelo petista Bruno Maranhão, que depois do episódio continuou integrando a cúpula do PT e sendo recebido no Palácio do Planalto.

Lula não deveria se chatear com a ação dos companheiros de badernas, pois não há notícia no mundo que um corrupto de quadro costado precise de um instituto para propagar suas ideias e modus operandi. Que os sem-terra fiquem onde estão, pois veneno caseiro ninguém gosta de provar

Fonte: Ucho.Info

sábado, 18 de agosto de 2012

MST AFRONTA A PRESIDENTE EM MACEIÓ

Militantes do MST que apoiavam protesto de professores universitários quebram carros e entram em confronto com desembargador de Alagoas Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que iam se juntar a um protesto de servidores em greve, entraram em confronto ontem com a polícia e depredaram quatro carros, em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió (AL), onde a presidente Dilma Rousseff estava para inaugurar uma fábrica da Braskem.

Irritado com as agressões, o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), desembargador Sebastião Costa Filho, tomou o porrete de um manifestante e o ameaçou. A confusão ocorreu na rodovia federal que dá acesso ao município de Marechal Deodoro. Impedidos de se aproximarem de onde estava a presidente, os sem-terra fecharam a BR-314 com galhos e pedaços de madeira.

Quando o carro da presidência do TJ foi interceptado, um segurança desceu do automóvel e os manifestantes tentaram agredi-lo com um porrete. Em seguida, danificaram a traseira do carro oficial. O desembargador, então, saiu do veículo e tomou o pedaço de pau de um dos sem-terra. A polícia lançou bombas de efeito moral para dispersá-los. Enquanto isso, cerca de cem servidores em greve protestavam próximo ao local. Três carros oficiais - um do TJ e dois de secretarias estaduais - foram danificados, além de um veículo de "O Jornal", empresa com sede em Maceió.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

CARTILHA SECRETA DO MST.

Cartilha secreta do MST ensina como roubar, fraudar cadastros do governo e até fabricar bombas e trincheiras – está tudo na cartilha secreta do MST apreendida pela polícia – Revista Veja – De Otávio Cabral

A fazenda Estância do Céu era uma típica propriedade. dos pampas gaúchos. Localizada em São Gabriel, a 320 quilômetros de Porto Alegre, seus 5 000 hectares eram ocupados por 10 000 bois e 6 000 carneiros que pastavam entre plantações de arroz e soja. O cenário, de tão bucólico, parecia um cartão-postal.

Tudo mudou na fria e ensolarada manhã do dia 14 de abril passado. Por volta das 7 horas, 800 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST, invadiram a propriedade aos gritos. "Nós ganhamos. Ganhamos dos porcos. A fazenda é nossa." Armados com foices, facões, estilingues, bombas, rojões, lanças, machados, paus e escudos, os sem-terra transformaram a Estância do Céu em um inferno. Alimentos e produtos agrícolas foram saqueados. As telhas da sede da fazenda foram roubadas. Os sem-terra picharam paredes, arrancaram portas e janelas e espalharam fezes pelo chão. Bombas caseiras foram escondidas em trincheiras. Animais de estimação, abatidos a golpes de lança, foram jogados em poços de água potável. Quatro dias depois, quando a polícia finalmente conseguiu retirar os sem-terra da fazenda, só sobravam ruínas. A BARBÁRIE, EMBORA NÃO SEJA EXATAMENTE UMA NOVIDADE NA TRAJETÓRIA DO MST, É UM RETRATO MUITO ATUAL DO MOVIMENTO, QUE FESTEJOU SEU ANIVERSÁRIO DE 25 ANOS NA SEMANA PASSADA.

Suas ações recentes, repletas de explosão e fúria, já deixaram evidente que a organização não é mais o agrupamento romântico que invadia fazendas apenas para pressionar governos a repartir a terra. Agora, documentos internos do MST, apreendidos por autoridades gaúchas nos últimos seis anos e obtidos por VEJA, afastam definitivamente a hipótese de a selvageria ser obra apenas daquele tipo de catarse que, às vezes, animaliza as turbas. O modo de agir do MST, muito parecido com o de grupos terroristas, é uma estratégia. A papelada – cadernos, agendas e textos esparsos que somam mais de 400 páginas – é uma mistura de diário e manual da guerrilha. Parece até uma versão rural, porém rudimentar, do texto O Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito por Carlos Marighella e bússola para os grupos que combateram o regime militar (1964-1985).

Os documentos explicam por que as ações criminosas do movimento seguem sempre um mesmo padrão. O registro mais revelador sobre a face guerrilheira do MST é formado por quatro cadernos apreendidos pela polícia com os invasores da Estância do Céu em maio passado. As 69 páginas, todas manuscritas, revelam uma rotina militarizada – e bandida. "Muita arma no acampamento", escreveu Adriana Cavalheiro, gaúcha de cerca de 40 anos, uma das líderes da invasão, ligada aos dirigentes do MST Mozart Dietrich e Edson Borba. Em outro trecho, em forma de manual, o texto orienta os militantes sobre como agir diante da chegada da polícia. "Mais pedra, ferros nas trincheiras (...) Zinco como escudo (...) Bombas tem um pessoal que é preparado. Manter a linha, o controle de horas e 800 ml", anotou a militante, descrevendo a fórmula das bombas artesanais, produzidas com garrafas de plástico e líquido inflamável. O manual orienta os militantes a consumir o que é roubado para evitar a prisão em flagrante.

Também dá instruções sobre como fraudar o cadastro do governo para receber dinheiro público. Há até dicas sobre políticos que devem ser acionados em caso de emergência. Basta chamar o deputado federal Adão Pretto e o ex-deputado estadual Frei Sérgio. Ganha um barraco de lona preta quem souber o partido da dupla. Em seus capítulos não contemplados pelo Código Penal, o manual expõe uma organização claramente assentada sobre um tripé leninista, com doutrinação política, centralismo duro e vida clandestina. Além de teorias esquerdistas, repletas de homenagens a Che Guevara e Zumbi dos Palmares, há relatos de espionagem e tribunais de disciplina. Uma militante, que precisou de "licença" de um mês para fazer uma cirurgia, só foi autorizada a realizar o tratamento com a condição de que ele fosse feito num único dia. Brigas, investigações internas e punições também explicitam o rígido e desumano controle exercido sobre suas fileiras.

"Assim como nas favelas controladas pelo narcotráfico, o MST atua como polícia e juiz ao impor e fiscalizar seu código de conduta", afirma o filósofo Denis Rosenfield. Exagero? Talvez não. Dos 800 invasores que depredaram a fazenda Estância do Céu, por exemplo, 673 já foram identificados. Nada menos que 168 tinham passagem pela polícia. Havia antecedentes de furto, roubo e até estupro. "O MST é formado por alguns desvalidos, vários aproveitadores e muitos bandidos", diz o promotor Gilberto Thums, do Ministério Público gaúcho. "Eles usam táticas de guerrilha rural para tomar territórios escolhidos pelos líderes." Embora raramente sejam expostos à luz, manuais de guerrilha são lidos como best-sellers nos acampamentos.

Também no Rio Grande do Sul, berço e laboratório do MST, a polícia apreendeu três documentos que registram o lastro teórico de sua configuração de guerra. O mais recente, apreendido em julho passado, orienta os militantes a "se engajar na derrubada de inimigos estratégicos". Os inimigos, claro, não se resumem aos gatinhos das fazendas ocupadas pelo MST. O objetivo é a "derrota da burguesia", o "controle do estado" e a "implantação do socialismo". O documento lista exemplos de como "interromper as comunicações do inimigo" e "incendiar as proximidades para tornar o ambiente irrespirável". Pode não ser obra do acaso. Há dois anos, um membro das Farc foi descoberto pela polícia em meio aos sem-terra gaúchos. A combinação entre teoria e prática deixa poucas dúvidas sobre os propósitos do MST. O movimento, que seduziu a intelectualidade nos anos 80 e caiu nas graças do povão na década seguinte, está marchando para a guerrilha rural. Diz o filósofo Roberto Romano:

"O MST está se filiando à tradição leninista de tomada violenta do poder por meio de uma organização centralizada e autoritária". A estratégia da guerrilha é um sucesso recente nos pampas graças a sua eficácia. As invasões e os acampamentos têm funcionado em muitos casos. Em novembro passado, após cinco anos de guerra com o MST, o fazendeiro Alfredo Southall resolveu vender a Estância do Céu ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Cansei da batalha. Joguei a toalha", desabafa. Suas terras serão transformadas em um assentamento para 600 famílias.

O fazendeiro gaúcho Paulo Guerra teve sua fazenda invadida seis vezes desde 2004. Os invasores destruíram uma usina hidrelétrica e 300 quilômetros de cercas. Também queimaram dois caminhões, dois tratores e onze casas, além de abaterem 300 bois. "Minha família se dedica à fazenda há 100 anos. Podemos perder tudo, mas não vamos entregar nosso patrimônio ao MST", diz. Nos últimos dois anos, mais de 600 processos já foram abertos contra militantes do movimento. Uma ação judicial pede que o MST seja colocado na ilegalidade. Enquanto ela não é julgada, porém, os promotores têm conseguido impedir seus integrantes de circular em algumas regiões. "Não se trata de remover acampamentos. A intenção é desmontar bases usadas para cometer reiterados atos criminosos", justifica o promotor Luis Felipe Tesheiner.

O MST passa atualmente por uma curiosa transmutação política. Desde a chegada ao poder de Lula e do PT, aliados históricos do movimento, a sigla abrandou os ataques ao governo federal. A trégua, que beneficia a ambos, permitiu que os sem-terra apadrinhassem vinte dos trinta superintendentes regionais do Incra. É um comportamento muito diferente de quando o MST liderou as manifestações "Fora, FHC" e invadiu a fazenda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002. O terrorismo agora é praticado preferencialmente no quintal de governadores de oposição a Lula, como a gaúcha Yeda Crusius e o paulista José Serra. A reputação do MST acompanha sua guinada violenta. Dez anos atrás, a maioria dos brasileiros simpatizava com a sigla. Agora, a selvageria, aliada à extraordinária mobilidade que levou 14 milhões de pessoas a ascender socialmente nos últimos anos, mudou a imagem do movimento. Pesquisa do Ibope realizada no ano passado mostra que metade dos entrevistados é contra os sem-terra. O MST, hoje, é visto como sinônimo de violência. "As pessoas descobriram que é possível melhorar de vida sem que para isso seja necessário fazer uma revolução", diz o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro. Às vezes é preciso tempo para enxergar o óbvio.

Roberto Prado

domingo, 10 de julho de 2011

O MST INTERPELA A PRESIDENTE.

"Dilma, estamos em junho e até agora os diretores do Incra não foram nomeados, ou seja: a reforma está parada. Poderia nos informar o que se passa?" É com essa sem-cerimônia, para dizer o mínimo quando se trata de alguém se dirigindo publicamente à presidente da República, que o porta-voz da coordenação nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Paulo Rodrigues, postou dias atrás mensagem no Twitter cobrando de Dilma Rousseff as nomeações que faltam para preencher 24 das 30 superintendências do Incra que aguardam titulares desde a posse do novo governo. E a insatisfação do MST com o Palácio do Planalto por conta do "descaso" com a reforma agrária parece estar na iminência de passar para estágio mais agressivo, na forma de ruidosas manifestações de protesto.

Muito trabalho pela frente, portanto, para Gilberto Carvalho, assessor presidencial que se desincumbe das funções de interlocutor dos movimentos sociais, categoria da qual o MST ainda se julga integrante, embora se dedique à prática de transgressões da lei, entre as quais o desacato às autoridades públicas é a mais amena.

Um dos maiores problemas nos quais o governo Dilma anda tropeçando é a dificuldade de conciliar, por um lado, a intenção de preencher os cargos da administração federal com quadros técnicos competentes e, por outro, a necessidade de saciar o apetite de seu próprio partido e da base aliada por nomeações políticas. Geralmente, os superintendentes do Incra são nomeados por indicação das forças políticas locais aliadas do governo, com o aval de líderes regionais de movimentos ligados à reforma agrária, como o MST e a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Mas nesses casos, como mostrou o repórter Roldão Arruda (Estado, 4/7), o critério de nomeações políticas tem sido especialmente desastroso, de acordo com análise conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra levada à Presidência da República nos primeiros dias do atual governo. Por essa razão, o governo decidiu privilegiar o critério técnico na escolha dos superintendentes. Foi o que ocorreu no caso dos seis superintendentes até agora nomeados, provocando reações negativas no PT e na base aliada.

A verdade é que a reforma agrária colocada em termos ideológicos de incompatibilidade entre o agronegócio e a agricultura familiar, como anacronicamente pleiteiam o MST e a CPT, é uma bandeira há muito abandonada pelo próprio PT. "A reforma não está no horizonte do novo governo", bradou em março último Antonio Canuto, membro da coordenação nacional da CPT. De fato, a administração federal está preocupada em viabilizar o que chama de "inclusão produtiva" dos habitantes da área rural, em vez de apenas lhes garantir, com alarde propagandístico, mas com escassos efeitos sociais e econômicos, a condição de assentados em áreas desapropriadas. É o que deixa claro o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, em entrevista ao Estado publicada no mesmo dia em que foram veiculadas as manifestações desaforadas do porta-voz do MST.

"Mudou muita coisa", explicou o ministro, rebatendo as acusações de que o atual governo deu as costas para o homem do campo: "É um outro Brasil. (...) Dos 28 milhões de pessoas que saíram da extrema pobreza no País e ingressaram na chamada classe média C, um grupo de 4,8 milhões está na área rural, de acordo com os números oficiais. Desses 4,8 milhões, 60% tiveram incremento da renda (proveniente do) trabalho. (...) Como? Utilizando programas de melhoria da produção, de comercialização, de apoio à agricultura familiar. Há uma nova dinâmica de mercado, uma nova dinâmica na produção de alimentos. (...) Essa é a nova realidade objetiva e nós temos de fazer a gestão pública de acordo com ela". Ou seja, o esvaziamento do MST aumenta na medida em que se aperfeiçoa um modelo agrário em que o agronegócio se incumbe de captar divisas para o País e a agricultura familiar - que pouco tem a ver com o MST - de produzir cerca de 70% dos alimentos que os brasileiros consomem. É isso o que se passa.

Fonte: O Estado de São Paulo

terça-feira, 28 de junho de 2011

BANDIDAGEM AGRÁRIA.

Conheci o Zé Rainha em 1995. Parecia um líder verdadeiro, expoente da infantaria do MST. Tempos idealistas. Depois começou sua degradação moral. Agora, preso por corrupção, revela o lado obscuro da reforma agrária brasileira.

Alto, magro, parecido com Antônio Conselheiro, messiânico que comandou a resistência de Canudos, Rainha procurou-me no Incra para ajudá-lo a implantar um polo agroindustrial nas terras do Pontal do Paranapanema paulista. Ousado, o projeto fazia sentido. Financiamento de R$ 3,8 milhões atenderia 1.600 famílias assentadas na Gleba XV, em Teodoro Sampaio (SP).

Assim nasceu a Cooperativa de Comercialização e Prestação de Serviços (Cocamp). Além das instalações físicas, novos recursos permitiram ainda a compra de 42 tratores e vários caminhões, frota com a qual o líder barbudo desfilou pelas ruas da cidade cantando sua glória. Depois vieram o laticínio, as balanças e dois enormes silos de cereais. Tudo somado, R$ 8,5 milhões irrigaram essa boa ideia da reforma agrária cooperativada.

Passou um tempo. Em 1997, novamente recebi Zé Rainha em meu gabinete, agora na Secretaria de Agricultura paulista. Voluptuoso, demandava mais recursos, do governo do Estado, para sua obra. Propunha arrematar uma fecularia de mandioca perto de Presidente Prudente. Nesse momento comecei a desconfiar do seu caráter.

Primeiro, porque sabia que a cooperativa mal engatinhava. Acusações sobre sumidouro de recursos surgiam entre os assentados. Colocar mais dinheiro lá seria temerário. Segundo, sua conversa beirava uma negociação esdrúxula: se o financiamento fosse concedido, ele daria uma maneirada nas invasões de terras. Senão iria radicalizar o conflito contra os proprietários rurais. Chantagem pura.

Quem já negociou conflito agrário sabe que assim opera a pragmática política do MST. A questão, todavia, não era apenas política, mas envolvia dinheiro público. Resumo da história: jamais vingou aquele projeto agroindustrial. Os tratores desapareceram, as máquinas industriais nunca funcionaram. A anunciada redenção da reforma agrária virou um elefante branco. Sumiu a dinheirama.

Fotos e relatos obtidos dos próprios assentados, que desgraçadamente se tornaram solidários nas dívidas contraídas pelo delirante líder, foram publicadas em meu livro O Carma da Terra no Brasil (2004). Nele mostrei que a gula do Zé Rainha não era uma exceção. Expus também o projeto da Fazenda Rio Branco, em Parauapebas (PA), outro vergonhoso fracasso. Triste mistura de incompetência e malandragem na reforma agrária.

A dita esquerda recebeu meus escritos com desdém semelhante ao externado por Gilberto Carvalho, ministro com assento no Palácio do Planalto. Ele lamentou a prisão do Zé Rainha, dizendo que ela "tumultua o processo da reforma agrária" e atrapalha o relacionamento do governo com os movimentos sociais. Misturou alhos com bugalhos.

O descaminho da reforma agrária brasileira começou no início da década de 1990, quando o MST optou por invadir propriedades rurais. Foices e facões forçavam a desapropriação de fazendas pelo Incra. A novata entidade buscava com sua beligerância assumir o protagonismo da luta camponesa no País, até então entregue à velha Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Com tradição comunista, esta se acomodara nos meandros do poder.

Apoiado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo PT, o MST avançou ferozmente na luta pela terra. Militarmente organizados, fartos em recursos, os invasores ganharam a mídia e encantaram a opinião pública. O inegável sucesso de sua estratégia política, porém, gerou o imponderável: as quadrilhas rurais.

Os neorrevolucionários abriram brechas para que, em vários cantos do País, bandoleiros disfarçados de sem-terra partissem para saquear e depredar fazendas. Roubo de gado, tratores e arames de cerca, fogo, moradores feitos reféns, barbaridades escondidas sob o mantra da justiça social. Verdadeira bandidagem.

O MST, de início, aproveitou-se dessa brutalidade para expandir os seus domínios, especialmente no Pará. Imiscuiu-se com essa criminalidade alimentada pela miséria e estimulada pelo caos fundiário. Mordeu, porém, do próprio veneno: gerou internamente a beligerância.

Nesse caldo de cultura que alimenta a violência rural, Zé Rainha projetou-se.

O passado condena. Fugido de Pedro Canário (ES), onde enfrentava a Justiça por antigo crime de assassinato, o carismático Zé Rainha foi útil ao MST no Pontal do Paranapanema. Brilhou na televisão. Até romper com o comando central do movimento, partindo para sua carreira solo. Prostituiu-se, acabou proscrito.

Os infames vos enganaram, bradou Demóstenes, recriminando os combalidos atenienses quando estes, equivocadamente, socorreram Plutarco nas guerras da antiga Grécia. Milhares de pessoas esperançosas, no Pontal do Paranapanema como alhures, seguiram o discurso fácil e fantasioso da terra prometida, como se entrassem na fila do passaporte para a felicidade.

Zé Rainha, além de corrupto, comandou a perniciosa fábrica de sem-terra montada País afora pelo MST e seus congêneres. Nela boias-frias e desempregados urbanos se misturam com ambulantes, domésticas, tarefeiros, prostitutas, pessoas de bem e oportunistas, todos interessados no lote dadivoso da reforma agrária. Basta montar um barraco na beira da estrada e recolher um pedágio mensal, espécie de taxa da ilusão. Até trombar com a dura realidade.

As utopias movem o mundo. As farsas, porém, desgraçam a História. Executar um processo de reforma agrária e criar novos agricultores exige planejamento, capacitação, idealismo. Nenhum desses elementos mora na cadeia onde dorme Zé Rainha.

Xico Graziano - O Estado de S.Paulo

sábado, 25 de junho de 2011

NOVA PRISÃO DE JOSÉ RAINHA É DECRETADA.

Lider do MST é acusado de desviar verbas destinadas a assentamentos da reforma agrária no Pontal do Paranapanema

O líder dissidente do Movimento dos Sem-Terra (MST) José Rainha Júnior teve a prisão preventiva decretada ontem pela 5ª Vara Criminal da Justiça Federal de Presidente Prudente. Rainha, que já estava em prisão provisória desde o dia 16, é acusado de desviar verbas destinadas a assentamentos da reforma agrária no Pontal do Paranapanema. Além dele, também foi atingido pela decretação da preventiva um de seus principais auxiliares, Claudemir Silva Novaes.

De acordo com a decisão, eles devem ficar presos até o final das investigações. As outras sete pessoas flagradas pela Operação Desfalque, da Polícia Federal, que investiga os desvios, serão libertadas, entre elas o irmão do líder, o advogado Roberto Rainha. Advogados da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos devem entrar com um novo habeas corpus para tentar a libertação de Rainha. (Agência Estado)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O ASSASSINADO ERA ASSASSINO - E IMPUNE.

Gilberto Carvalho e Maria do Rosário precisam parar de desfilar seus cadáveres com pedigree. O que eles dizem sobre os 50 mil cadáveres anônimos?

Emparedado por um ministro milionário e pobre em explicações, por uma Rainha Muda que repudia a política, por um Congresso inquieto, por um ex-presidente buliçoso, pela inflação renitente e pela virtual paralisia da administração, o governo está em busca de “causas”. Se preciso, sairá pelas ruas carregando cadáveres sobre a cabeça para tentar conjurar inimigos inventados no calor da hora. Foi o que fizeram Gilberto Carvalho, secretário-Geral da Presidência, e Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos. Divulgaram uma nota conjunta lamentando a morte, em Rondônia, de Adelino Ramos — ex-líder do MST, presidente do Movimento Camponeses Corumbiara e da Associação dos Camponeses do Amazonas — e do casal de “ativistas ambientais” José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, no Pará.

Diz a nota:
“O assassinato de Adelino Ramos merece o nosso total repúdio e indignação. Há três dias o Brasil se chocou com a execução de duas lideranças em circunstâncias semelhantes, no Pará. Hoje, mais uma morte provavelmente provocada pela perseguição aos movimentos sociais. Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato”.

Que diabo de cristão (ooops!) é esse Carvalho? Sim, eu também lastimo esses fatos. Eu levo a sério a máxima de que a morte de qualquer homem me diminui. Eu sou, inclusive, um militante radical contra a pena de morte. A vida, mesmo a do pior facínora, jamais pode ser tirada pelo estado e por qualquer outro a não ser em legítima defesa. Eu não transijo nisso. Por isso causa-me certo asco a nota dos dois ministros, seu oportunismo tosco. Fica visível, no texto, que o que enche os companheiros de indignação é a suposição de que sejam ocorrências provocadas “pela perseguição aos movimentos sociais”. Daí, então, concluem: “Essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato”.

Entendi tudo muito bem! O que os deixa especialmente chocados não são as mortes em si, não, mas a vinculação política das vítimas. São mortos de respeito. São mortos de pedigree ideológico. Os direitos humanos no Brasil são, sim, um valor, mas na sua vertente ideologizada. Nem todos, descobrimos, são humanos igualmente. É por isso que este é o país que já torrou mais de R$ 4 bilhões indenizando vítimas — e, sobretudo, supostas vítimas — com o Bolsa Ditadura, mas permite que a tortura corra solta nas cadeias contra presos comuns. Direitos humanos existem para aqueles que foram “humanizados” pela militância política, pela “luta”, pela “causa”, pela ideologia!

São assassinados por ano, no país, mais de 50 mil brasileiros anônimos. No dia em que Adelino morreu, dada a média, outras 136 pessoas se foram com ele. Não há guerra civil — na Líbia, no Iêmen ou no Iraque — que mate tanto assim. Não sou ingênuo e repudio a demagogia. Não espero, evidentemente, que os dois valentes emitam 137 notas de protesto por dia. O que se espera do governo que representam, que caminha para a segunda metade do nono ano, é uma política pública de combate aos homicídios, que baixe esse número escandaloso. Inexiste. A prática estúpida e demagógica em curso se limita a recolher garrucha enferrujada.

Sim, o governo tem de mandar investigar, tem de botar na cadeia os assassinos dos três, tem de se indignar, mas não porque haveria uma escalada contra os ditos movimentos sociais, o que, como se verá abaixo, pode não ser exatamente verdade. Essa nota é indecente. Trata-se de uma ideologização descabida do episódio quando se fala em nome do estado brasileiro.

Pode matar, mas a pessoa certa!

Reportagem de Carlos Mendes no Estadão Online (ver abaixo) informa que o casal de “ativistas ambientais” José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, assassinado no Pará, estava em conflito com os próprios assentados. Parte deles defendia os negócios com os madeireiros da região. Leiam isto:

“(…) um agricultor conhecido por Pelado não aceitava a liderança do casal e dizia abertamente na comunidade que não gostava do ambientalista. Em agosto de 2009, José Cláudio e o irmão, Claudemir, foram armados tomar satisfações com Pelado sobre a posse de um lote de terra no assentamento. Durante a discussão, Claudemir atirou e matou Pelado. A polícia de Nova Ipixuna não apurou o caso na época. Por pressão de familiares de Pelado, um inquérito policial só foi aberto em dezembro de 2010.”

Vocês leram tudo direitinho. Aquele extrativista pacifista agora assassinado resolvia suas pendenga de arma na mão, levando junto o irmão como capanga. Na briga por causa de um lote, o tal Pelado foi assassinado. A polícia da então governadora Ana Júlia Carepa, do PT, decidiu não apurar o caso. Abriu um inquérito mais de um ano depois… E por quê? O morto de 2009 estava do lado do “mal”, e os mortos de agora estão do lado do “bem”. O errado não é matar, mas matar “companheiros”. Como há madeireiros por ali — e também em Rondônia —, e a maioria não é mesmo flor que se cheire, então os culpados de sempre já estão dados. E ninguém vai querer apurar os métodos de José Cláudio ou de Adelino para exercer a sua liderança. Num caso, ao menos, fica claro: era com revólver na cinta. Não! Não estou justificando nada! Apenas trabalho com a hipótese de que, se o assassino Claudemir estivesse na cadeia, talvez seu irmão e sua cunhada continuassem vivos. Como dizem Gilberto Carvalho e Maria do Rosário, “essas práticas não podem ser rotina em nosso país e precisam de um basta imediato”.

Os deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Dr. Aluizio (PV-RJ) apresentaram requerimento para acompanhar as investigações sobre a morte do casal. Esperam que incluam Pelado nas suas preocupações — ao menos disfarça a vocação da política papa-defunto.

Não é de hoje
Não é de hoje que essa gente é assim, não! No dia 15 de fevereiro de 2005, ainda no site Primeira Leitura — este blog publicou o primeiro post no dia 24 de junho de 2006 —, escrevi o texto Silva, um morto sem sepultura. A missionária Dorothy Stang havia morrido fazia três dias, no dia 12, e eu afirmei o óbvio: que seus assassinos fossem em cana! Mas lembrei a história de Luiz Pereira da Silva, um policial torturado e morto num assentamento do MST na cidade de Quipapá, em Pernambuco. Um colega seu também foi torturado, mas sobreviveu. Silva morreu 10 dias antes de Dorothy.

Não se derramou uma lágrima pública por Luiz Pereira. A Pastoral da Terra não mandou rezar uma missa em memória de Luiz Pereira. A imprensa não se interessou em saber quem era o assassino de Luiz Pereira. Mulher e filhos de Luiz Pereira ficaram entregues à própria sorte. Luiz Pereira era um morto sem pedigree militante, um morto sem importância, apenas um policial preto de Pernambuco. Escrevi então:

Luiz Pereira da Silva é um morto sem sepultura; Luiz Pereira da Silva é um morto de quinta categoria; Luiz Pereira da Silva confunde as afinidades eletivas dos demagogos brasileiros; Luiz Pereira da Silva pertence àquela estranha categoria de homens que, por mais que sofram, jamais vão se tornar mártires de coisa nenhuma; Luiz Pereira da Silva era pobre demais, desimportante demais, vulgar demais até para ser oferecido em holocausto no altar de fantasmagorias de dom Balduíno; Luiz Pereira da Silva não serve como cordeiro do Deus justiceiro do MST.

Omite-se o governo — e, portanto, estimula a violência no campo — quando permite que, ao arrepio de qualquer controle ou acompanhamento responsável, a questão fundiária se transforme em objeto de disputas de organizações não-governamentais e grupos de pressão que põem seus preconceitos e idiossincrasias acima das necessidades econômicas das comunidades nas quais atuam, elegendo, por critérios que lhes são próprios e alheios a qualquer estratégia pública, os perdedores e os vencedores, satanizando uns, incensando outros, fazendo de uns as bestas do apocalipse e, de outros, os anjos da redenção.

A propósito do caso Dorothy: pouca gente sabe ou se lembra que Adalberto Xavier Leal, funcionário de um dos então suspeitos de terem ordenado a morte da freira, também foi assassinado em represália. O barracão em que morava foi invadido por oito homens, e ele foi executado na frente da mulher e de cinco filhos. O que aconteceu com seus assassinos? Quais assassinos? O que o mundo disse a respeito?

Ele era outro morto sem pedigree, por quem Gilberto Carvalho e Maria do Rosário não emitem notas nem derramam lágrimas militantes. Luiz Pereira da Silva, Pelado e Adalberto não tiveram tempo de aprender o seguinte: vivendo ou morrendo, é preciso estar “do lado certo”. Não me peçam para ter respeito por esse tipo de exploração barata da morte.

Por Reinaldo Azevedo

sábado, 30 de abril de 2011

ABRIL VERMELHO, INVASÕES E MORDOMIAS.

Onoticiário nacional nos dá conta de que, mais uma vez, os assentamentos do Incra surgem como inimigos de conservação da Floresta Amazônica. Relatório preliminar do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Comissão Econômica para a América latina e o Caribe (Cepal) sobre o plano de combate ao desmatamento da Amazônia põe esses assentamentos como um dos principais problemas da estratégia do governo para barrar a destruição da floresta.


Promove-se no país, desde que Sarney assumiu o poder, indevidamente, com a morte de Tancredo Neves, a mais indecente reforma agrária. O que se realiza, de verdade, no Brasil é uma inconsequente retalhação do território nacional, com gente da pior espécie, que nunca trabalhou, jamais plantou um pé de quiabo, não por falta de semente ou terra, mas por preguiça, incapacidade para trabalhar a terra, sem saber como plantar.

Existem uns raros assentamentos que frutificaram, porque foram dispensadas terras e colonos que foram acostumados ao trabalho árduo. Mas esses assentamentos formam um verdadeiro oásis no meio do deserto de aproveitadores inescrupulosos, invasores criminosos de terra que querem fazer negócio com aquilo que recebem. Jamais plantarão qualquer coisa porque são oportunistas, despreparados, treinados para invadir.

Não existe no mundo um processo tão ordinário, tão viciado, tão sujo, de se desapropriar terra para dar a verdadeiros marginais, que jamais produzirão algo para seu sustento. Não é fácil trabalhar a terra. Não há dinheiro que chegue para pagar, honrar todas as obrigações fiscais impostas pela legislação, principalmente para quem tem trabalhadores rurais, que paga corretamente salários e FGTS, e cumpre com todas as normas trabalhistas do país que mais cobra impostos no mundo.

Acho que as chamadas terras improdutivas, que estão para especulação imobiliária, devam servir para desapropriação, dentro do critério do exame sério de um zoneamento agrícola para ver o que pode ser produzido ali. Se o país não tem um zoneamento agrícola, para o financiamento da produção de gêneros essenciais, como distribuir terra a quem não sabe nem ao menos o que pode plantar?

O que na realidade essa gente esperta, que faz invasões, sob o comando de notórios subversivos de esquerda, quer é tomar de assalto o poder. São uns doentes mentais, inconsequentes. Como será possível inverter a paixão do povo brasileiro por liberdade, carnaval e futebol?

Cerca de 3 mil integrantes do MST ocuparam dia 11 último as dependências externas da Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia, como parte dos protestos do "Abril Vermelho". Como o MST tem bom diálogo com o governo baiano, atendeu o pedido dos invasores, distribui carne para eles e instalou 32 banheiros químicos na área. "Não achamos nada demais, é até uma obrigação do Estado fornecer carne para alimentação dos trabalhadores", disse o coordenador estadual do MST, Márcio Matos. Voz da inconsequência...

Não tem jeito! Estamos vivendo num país de inconsequentes, onde quem trabalha, luta para ter suas terras, está sujeito a esse bando de invasores, sem um mínimo de escrúpulos, que pode tudo!

Gutman Uchôa de Mendonça

terça-feira, 19 de abril de 2011

O FESTEJADO ABRIL VERMELHO.

Com pesar, a cúpula do MST teve suas invasões previstas para abril no seu calendário anual de perturbação da lei e da ordem, prejudicadas pelo tresloucado de Realengo.


Infelizmente, para os invasores contumazes, a bárbara matança atraiu a atenção de gregos e troianos. Ou seja, à parcela indignada da sociedade juntaram - se os verborrágicos habituais, e o ABRIL VERMELHO, praticamente, está passando em brancas nuvens, apesar da invasão (o politicamente correto é ocupação) de mais de 70 fazendas, 13 sedes do INCRA (território amigo - deve ser para confraternizações) em 17 estados do País, o que nos dá uma pálida idéia da grandeza da impunidade.

A mídia pouco divulga, mas como dizem os admiradores das FARCs, nem tudo está perdido.

A impoluta agremiação realizou seus exercícios de mobilização mensal com excelentes resultados. Os meios de transportes foram convocados, a tropa estava a postos para os embarques e desembarques, os suprimentos estocados, e os discursos e as motivações ensaiadas à exaustão, e as autoridades estavam alertadas para os apoios habituais, tudo na mais perfeita ordem.

Alguns soldados da liberdade faltaram. Dizem que o bolsa - família, óbolo gratuito, tem retirado a empolgação de diversos revolucionários, que preferem a sombra e água fresca da esmola do governo, do que sair por aí para dormir em barraca e beber cerveja quente.

Contudo, para as atividades na Bahia, graças às benesses do governador reeleito, pródigo em promover arruaças, e sempre sequioso de votos, a concentração foi um justo piquenique para os incansáveis invasores das terras alheias.

A tertúlia baiana durou dias. As churrascadas também. O governo baiano sabe como cativar o homem do campo.

Só não sabe quem paga a conta.

O sucesso baiano foi tanto, declaram os lideres revolucionários, que o seu efetivo deverá ser duplicado.

Em maio, outro governo simpático será contatado, em junho mais outro e assim, por diante.

Pensando em longo prazo, a liderança investe no futuro, por isso, as crianças entre 7 e 14 anos são doutrinadas nas 1.800 escolas instaladas em acampamentos e assentamentos do MST, onde aprendem a defender o socialismo e a "desenvolver a consciência revolucionária".

No início, serão empregadas na linha de frente, junto com as mulheres, depois, quem sabe, devidamente, armados de foice e martelo, serão capazes de atos mais proveitosos para a glória da OG (Organização Governamental).

Considerando - se o apoio financeiro do governo federal, a omissão dos órgãos policiais e a falta de medidas judiciais contra os revolucionários, a liderança do MST mal pode esconder seu regozijo.

É patente que um ABRIL VERMELHO não é o suficiente para manter o País em polvorosa. Como o prejuízo é de um bando de fazendeiros, a sociedade nem dá bola. Por isso, o Grão - Vizir da sacanagem, o dileto palestrante da Escola Superior de Guerra (ESG), o fora de série Stédile, já alertou que cogita institucionalizar o MAIO SANGUINOLENTO, o JUNHO REPUGNANTE, o JULHO MEDONHO, o AGOSTO IGNÓBIL, o SETEMBRO ASQUEROSO, o OUTUBRO NOJENTO, o NOVEMBRO INSUPORTÁVEL, o DEZEMBRO MASSACRANTE, o JANEIRO INFERNAL e o FEVEREIRO TRUCULENTO, com pausa em março para os folguedos do rei Momo.

Nunca na história desse País, tantos, descaradamente, pintaram e bordaram tanto, impunemente, nas barbas das “otoridades”.


Valmir Fonseca Azevedo Pereira - http://bit.ly/hBOC7G










terça-feira, 22 de março de 2011

MST INVADE FAZENDA EM SÃO BORJA (RS) E DESAFIA TASSO.

Integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) invadiram ontem uma fazenda produtiva, onde são mantidas mil cabeças de gado, em São Borja, a 600 quilômetros de Porto Alegre. A área invadida é alvo de uma disputa na Justiça desde 2001, quando o então governador, Olívio Dutra, pagou R$1,45 milhão pela área de 1,2 mil hectares. Mas o proprietário questionou o valor e não entregou a terra. Em 2008, o Judiciário decidiu que o governo estadual tem direito à área e concluiu que o pagamento deveria ser de R$3,8 milhões. O R$1,9 milhão restante ainda não foi repassado ao proprietário.


- Na verdade estamos em dúvida se o primeiro pagamento foi efetivado. Houve um depósito, em seguida um estorno e, depois, um novo empenho ao longo desses anos todos. A Procuradoria do Governo do estado está buscando a documentação - afirmou o secretário estadual de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi

segunda-feira, 14 de março de 2011

VEJAM, MAIS UMA AGRESSÃO DO MST.

Enquanto o Governo gasta (nosso imposto) milhões para salvar algumas tartarugas no litoral ( Projeto TAMAR), o INCRA permite que o MST acabe com milhões de ovos.




VEJAM O QUE ACONTECE NA MARGEM ESQUERDA DO RIO SOLIMÕES A BEIRA DE UM ASSENTAMENTO DO MST.

ESTA DEVE SER A IDEIA DE PRODUTIVIDADE DO "MOVIMENTO."

AS TARTARUGAS PRODUZEM, ELES ROUBAM E VENDEM OS OVOS.

DEVE SER A PISICULTURA AUTOSUSTENTAVEL DO INCRA...

MAIS UM POUCO, ADEUS TARTARUGAS!
 















ROUBAM OS OVOS DAS TARTARUGAS,  PARA VENDER. É PRECISO DENUNCIAR, O PLANETA AGRADECE.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

MST, A IMAGEM DO ATRASO.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) ocupou no último dia 10 as sedes de quatro prefeituras no Sul da Bahia - Prado, Mucuri, Itabela e Itamaraju - e ameaçou invadir, nos dias seguintes, outras 50 na mesma região. Menos de 48 horas depois, suas lideranças anunciaram que os prédios estavam sendo desocupados em função do "êxito total" nas negociações com as administrações municipais e desmentiram novas invasões. Ao mesmo tempo, anunciava-se que o movimento dito social planeja uma série de invasões de propriedades rurais e de repartições públicas em todo o País - um "janeiro quente" destinado a testar o comportamento do governo Dilma. Nenhuma novidade. Com a imagem desgastada junto à opinião pública e sua credibilidade comprometida em todos os níveis do poder público, parece não restar ao MST senão o jogo de cena, como recurso para demonstrar que está vivo e continuar fazendo jus aos enormes privilégios e benesses que conquistou ao longo dos oito anos do governo lulista.


O MST foi criado em 1984, em pleno processo de redemocratização do País, por iniciativa de sindicatos de trabalhadores rurais, organizações sociais voltadas para os problemas do campo e, especialmente, a Comissão Pastoral da Terra, então vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, mas que adquiriu autonomia, na medida em que se abriu para fiéis de outros credos cristãos e, mais importante do que isso, passou a ser dominada pelo pensamento marxista e pelos sectários da Teologia da Libertação. Num país marcado por forte desigualdade social, o MST nasceu inspirado pela ideia generosa de criar condições para que o homem do campo possa se integrar na economia agrícola, como produtor em seu pedaço de chão. Consequentemente, a grande bandeira içada pelo movimento foi a da reforma agrária.

Mas o sectarismo ideológico acabou transformando os assentamentos rurais que o MST controla em todo o País, todos fortemente dependentes de financiamento governamental, numa tentativa anacrônica de preservar uma estrutura de produção de subsistência. Uma ideia que bate de frente com as exigências da economia globalizada, que estimulam o aprimoramento tecnológico e de gestão do agronegócio. Até o governo do presidente Lula se deu conta do furo n"água que representa a concepção de reforma agrária do MST. Mas esse mesmo governo, se, por um lado, estimulava o agronegócio (responsável por mais de um terço do PIB brasileiro), por outro, bajulava as lideranças "progressistas" do MST, incluindo seus quadros no aparelhamento da máquina federal, especialmente nas áreas do Desenvolvimento Agrário e do Incra, e abria generosamente os cofres públicos para atender às demandas dos assentamentos. Isso possibilitou, por exemplo, o desenvolvimento de uma ampla atividade educacional nos domínios do MST, sujeitando milhares de crianças e adultos à doutrinação marxistoide e à incitação da luta de classes.

E há que se registrar ainda o fato de que os assentamentos do MST são frequentemente denunciados como palco de graves irregularidades, como a comercialização de lotes - o que a lei proíbe - por parte de pessoas que se habilitam à propriedade de um pedaço de terra apenas para daí extrair vantagens pecuniárias. Golpistas, enfim.

A liderança do MST costuma acusar a imprensa de, na defesa dos interesses das "elites dominantes", promover campanhas sistemáticas de desmoralização do movimento, com o objetivo de comprometê-lo com a opinião pública. O que já comprometeu irreversivelmente a imagem do MST são as reiteradas agressões ao estado de direito, o deliberado desrespeito ao direito de propriedade, a constante incitação à violência, a ostensiva manipulação da ignorância e da desesperança. Em resumo, seu menosprezo à consciência cívica dos brasileiros. Depois de quase 30 anos, no momento em que o Brasil parece disposto a caminhar mais celeremente para a frente, o MST revela-se a imagem perfeita e acabada do atraso.


Fonte: O Estado de São Paulo

sábado, 15 de janeiro de 2011

MST INVADE 12 FAZENDAS EM SÃO PAULO.

Acampamento está sendo montado na região do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista


Na madrugada deste sábado, a ala liderada por José Rainha Júnior - do Movimento dos Sem-Terra (MST) - invadiu pelo menos 12 fazendas na região do Pontal do Paranapanema e Alta Paulista, no oeste do Estado de São Paulo.

O grupo está montando um grande acampamento em Teodoro Sampaio, no centro de uma área de 92,6 mil hectares de terras que seriam devolutas. Rainha diz que mobilizou pelo menos 4 mil militantes do MST, Mast e outros movimentos. Outras invasões estão ocorrendo na região de Araçatuba.

Fonte: Joven Pan online - http://bit.ly/hjfkl6

Comento: Enquanto todo o País está voltado para as enchentes de São Paulo e a tragédia da região serrana, o Sr. José Rainha Jr e seu bando invadem fazendas numa área já de grande conflito. E estamos apenas no inicio do governo Dilma Roussef, vamos ficar de olho de como o MST será tratado, como parceiro ou como um bando de foras da lei?

domingo, 7 de novembro de 2010

CONGRESSO NACIONAL, CIRCO OU ...

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 6 de novembro de 2010.


“O Congresso Nacional é um local que:

se gradear vira zoológico,

se murar vira presídio,

se colocar uma lona em cima vira circo,

se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo

e se der descarga não sobra ninguém.”

(Anônimo)


- Medalha Mérito Legislativo

No dia 1º de dezembro de 2010 a Câmara dos Deputados concederá a Medalha Mérito Legislativo a personalidades, autoridades, instituições ou entidades, campanhas, programas ou movimentos de cunho social, civis ou militares, nacionais ou estrangeiros que tenham prestado serviços relevantes ao Poder Legislativo ou ao Brasil. Em 2010, será agraciado, pasmem, o quadrilheiro João Pedro Stedile – Fundador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST.

- Legisativo - Vergonha Nacional

Anônimo

(...) Que os trabalhos do MST tiveram repercussão, em seus 26 anos de vida, não há dúvidas - quem esqueceria as muitas edições do “abril vermelho”, as destruições de laranjais e equipamentos da fazenda Cutrale, as invasões do INCRA etc. Já quanto a terem recebido a “admiração do povo brasileiro” e terem “colaborado com o desenvolvimento do Brasil”, parece-me que nossos “representantes” se equivocam. De qualquer forma, cabe cumprimentar João Pedro Stedile, que, como se pode verificar na relação de agraciados no mesmo site, ombreará agora com brasileiros não menos ilustres, como Bibi Ferreira, Carlos Drummond de Andrade, Aloísio Campos da Paz, Zilda Arns e tantos outros. Como cidadão brasileiro, detentor de parcela do poder delegado ao Congresso Nacional, e particularmente aos Deputados que propuseram essa honraria, todos nossos mandatários, espero que venham a público explicar circunstanciadamente os porquês dessa inusitada honraria, financiada com o dinheiro dos contribuintes

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

INTEGRANTES DO MST AGRIDEM PREFEITO.

Wagner Carvalho


Direto de Bauru

Integrantes do Movimento Sem Terra (MST) agrediram o prefeito de Borebi (SP), Antonio Carlos Vaca (PSDB), 64 anos, no início da madrugada desta segunda-feira. Ele foi socorrido a um hospital de Bauru e seu estado de saúde é estável.

O grupo comemorava a vitória de Dilma Rousseff (PT) na eleição para a Presidência da República. O dirigente do MST Paulo Bernardo disse à polícia que o prefeito, ao tentar conter a comemoração, teria agredido primeiro os integrantes do movimento, que partiram para o revide. Já familiares do político e testemunhas afirmaram que Vaca tentou impedir que os integrantes retirassem as faixas de apoio ao candidato derrotado na disputa, José Serra (PSDB), que ele havia colocado na porta de sua casa.

Uma testemunha disse que, enquanto falava com os integrantes do MST, Vaca recebeu uma voadora nas costas e caiu com a cabeça no asfalto. Inconsciente, o prefeito foi levado para atendimento médico em Bauru com traumatismo craniano, passou por uma cirurgia de emergência e continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed Bauru.

A delegacia responsável pelo caso é a da cidade vizinha de Agudos. Os agressores foram identificados mas, como não houve flagrante, eles não foram presos devido ao período eleitoral.

Em 2009, Borebi foi o palco da invasão do MST à fazenda Santo Henrique, pertencente à empresa Cutrale. Na ocasião, centenas de pés de laranja foram derrubados por tratores pelos integrantes do movimento. Imóveis e maquinários da fazenda invadida também foram destruídos.

Fonte: http://bit.ly/aXmACC

sábado, 17 de abril de 2010

SURREALISMO: DILMA NEGA QUE CONFLITOS NO CAMPO TENHAM AUMENTADO.

A pré-candidata do PT à presidência da república, Dilma Rousseff, disse há pouco que não concorda que os conflitos agrários tenham aumentado no país durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme os jornais de hoje divulgaram. “Os dados não apontam nesse sentido”, afirmou Dilma, passando a discorrer sobre os programas que o governo federal desenvolveu nos últimos anos.




“O governo Lula encaminhou as condições para a agência ter paz no campo”, ressaltou. A seguir Dilma, que disse que o governo assentou quase 600 mil famílias, elevou os financiamentos do Programa Nacional da Agricultura Familiar de R$2 bilhões, no início, para 15bilhões na safra de 2009. Também citou o Mais Alimentos que financiam tratores para a agricultura familiar e, ainda, Luz para Todos, que leva energia elétrica ao campo.



“Isso permite afirmar que nós construímos as condições para encaminhar a paz no campo”, reiterou. “Mas sabemos que os movimentos sociais funcionam pela cabeça deles; nós estamos criando as condições para os movimentos sociais como o dos Sem Terra tenham suas reivindicações históricas atendidas”. Dilma está em Caxias do Sul onde fala neste momento numa reunião-almoço promovida pela Câmara de Indústria e Comércio do município.



Comento

Dilma está negando dados levantados por seus próprios aliados. Dados que são, de resto, incontestáveis. A única diferença entre a candidata do PT e seus aliados do MST é que ela sabe que esse dado não é necessariamente bom para a sua campanha, e eles consideram que o aumento de invasões — que aquele senhor chama “conflitividade” — é uma maravilha da democracia.



A fala de Dilma também revela um estranho modo de pensar. Segundo ela, não houve aumento de invasões porque 600 mil famílias foram assentadas no governo Lula. Ainda que o número seja real, o que uma coisa tem a ver com a outra? TEM, MAS NÃO COMO ELA DIZ.



Os assentamentos feitos nos governos FHC e Lula deveriam, claro, ter feito diminuir o número de conflitos no campo. Mas eles aumentaram. O que é, aparentemente, uma contradição revela mais do que dados coordenados por adição: trata-se de uma relação de causa e efeito. Quanto mais se cede às chantagens do MST, mais o MST invade, depreda, aterroriza.



A razão é simples. O MST é um movimento de inspiração maoísta, com laivos da Escatologia da Libertação. Esses dois horrores ideológicos somados não podem dar em boa coisa. E não dão.



O MST não fará a pretendida revolução socialista, claro. Mas vai fazer de tudo para continuar a ser um aparelho financiado com o nosso dinheiro