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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

JOSÉ EDUARDO CARDOZO DIZ QUE NÃO É O ENGAVETADOR, E O ROSEGATE?


jose_eduardo_21Dupla face – O rompante de valentia de José Eduardo Martins Cardozo, ministro da Justiça, durou pouco. E o tempo extra se deveu a um ordem da presidente Dilma Rousseff, que exigiu que seu assessor reagisse às ruidosas e procedentes críticas do PSDB, alvo de uma grosseira fraude em documento sobre suposto cartel formado pela Siemens para fornecer material metroferroviário ao Metrô de São Paulo e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
Nesta terça-feira (3), ao participar, na condição de convidado, da audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre a atuação da Polícia Federal e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nas investigações sobre o tema, Cardozo mais uma vez negou o uso político de ambos os órgãos e disse que cabe a ele prezar pela “isenção”.
“São órgãos republicanos, independentemente do partido que dirija e cabe ao ministro da Justiça zelar para que isso ocorra”, disse o petista. “O ministro da Justiça não pode ser engavetador de denúncias. Não esperem de mim um comportamento juridicamente repreensível”, completou José Eduardo.
Na última semana, quando a polêmica possivelmente alcançou seu ápice, a oposição chegou a pedir a demissão do ministro, que foi acusado de usar o cargo para atacar políticos tucanos e desviar o foco das prisões dos condenados no processo do Mensalão do PT. A reação oposicionista ocorreu após o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar o conteúdo de um relatório escrito pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, que no texto afirma ter provas de caixa 2 do PSDB e do DEM e cita propina ao chefe da Casa Civil do governador Geraldo Alckmin, o tucano Edson Aparecido.
Durante a audiência no Senado, José Eduardo Cardozo disse que o comando da investigação é da Polícia Federal. A declaração foi uma resposta ao senador Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB e que na última semana disse que Cardozo não tinha “condições de liderar as investigações”.
O caso é tão escandaloso, que reprisá-lo chega a ser nauseante. O ex-diretor da Siemens garantiu que o documento, sem qualquer assinatura, não é de sua autoria, ao mesmo tempo em que negou as acusações contra políticos tucanos. Fato é que a denúncia em questão avançou e nas reticências surgiu a informação de que Rheinheimer teria pedido ajuda a Cardozo para conseguir um cargo na direção da mineradora Vale.
Considerando que o ministro da Justiça não pode ser “engavetador de denúncias”, José Eduardo Cardozo deveria estender essa fumaça de patriotismo e moralidade ao caso de Rosemary Noronha, a Marquesa de Garanhuns, que na próxima semana completa um ano sem que até agora a Polícia Federal tenha conseguido avançar na investigação do que pode ser o maior escândalo da era Lula.
O ex-presidente e agora lobista de empreiteira atuou escandalosamente nos bastidores para que sua amante – a afirmação é da própria Rose – não fosse alvejada pelas garras da Justiça, com medo de que a verdade de um governo corrupto viesse à tona.
Rose, que usava o nome de Lula para vender vantagens e praticar tráfico de influência a partir do escritório da Presidência, em São Paulo, voltou a morar no confortável apartamento localizado na Rua Treze de Maio, na região central da capital paulista. O que mostra que alguém impediu o trabalho de investigação da Polícia Federal.
Fonte: Ucho.Info

domingo, 3 de fevereiro de 2013

LULA, O FUGITIVO DA IMPRENSA



Mal contado – Desde que seu nome foi envolvido em escândalos de corrupção, o que não é novidade, Luiz Inácio da Silva é um fugitivo da imprensa. Lula, que já declarou que odeia ler, não pode ouvir falar em jornalista. Até porque, dez entre dez profissionais da imprensa aguardam uma explicação do ex-presidente sobre as denúncias de Marcos Valério acerca do seu envolvimento no Mensalão do PT e escândalo de Rosemary Noronha, sua namorada, que foi flagrada pela Polícia Federal, na Operação Porto Seguro, como membro da quadrilha dos pareceres.

Desde que os escândalos vieram à tona, Lula tem intercalado viagens internacionais como sumiços de encomenda. Depois de refugiar-se no final do ano na casa de praia de um amigo, Lula voltou à cena política, mas não falou com a imprensa. Para continuar a fuga, o ex-metalúrgico arrumou uma viagem a Cuba, onde, segundo sua assessoria, faria uma vista ao moribundo Hugo Chávez, seu companheiro no esquerdismo barato que sopra na América Latina.

Em Havana, onde cumpriu o obrigatório beija-mão local, Lula visitou o ditador Fidel Castro, reuniu-se com o presidente Raúl Castro – que é igual ou pior que o irmão, participou de cerimônia oficial em homenagem a Jose Martí, discursou na Assembleia local, onde fez críticas aos Estados Unidos, e ouviu dizer que o tiranete venezuelano se recupera bem.

Ora, Lula viaja a Cuba para visitar Hugo Chávez e lá só consegue ouvir dizer que o camarada venezuelano está se recuperando? Há algo estranho nessa história que já se transformou em enredo de filme de terror, a ponto de fazer inveja ao Zé do Caixão. Que Lula queira continuar em fuga é compreensível, porque explicar o inexplicável é complicado, mas melhor seria ter combinado a mentira.

O fato de mais um político ir a Cuba para visitar Chávez e voltar sem vê-lo reforça as especulações de que caudilho bolivariano já mudou de lado há algumas semanas, como noticiou o ucho.info com base em informações de integrantes do serviço secreto de alguns países e ex-agentes da CIA. Chávez está morto e os sucessores esperam o momento para emplacar o último capítulo da farsa, que é dar posse ao cadáver, evitando assim a convocação de nova eleição na Venezuela

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A DEPRESSÃO DE ROSE

Rose está cada vez mais deprimida e desesperada. Terá de comparecer a juízo periodicamente, e a imprensa a qualquer momento poderá encontrá-la. O comando do PT e a direção do Instituto Lula não sabem mais o que fazer. Como se diz no linguajar jurídico, estão mantendo “em local incerto e não sabido” a ex-chefe de gabinete da Presidência Rosemary Noronha, mas juíza federal Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu proibir que a Rose deixe a cidade de São Paulo sem permissão judicial.

Isso significa que a ex-assessora dos presidentes Lula e Dilma deve comparecer a juízo periodicamente, não pode deixar a cidade sem autorização, não pode exercer função pública e estará submetida a pagamento de fiança no caso de faltar a qualquer uma dessas obrigações.

Como se sabe, Rosemary é investigada por formação de quadrilha, corrupção passiva, falsidade ideológica e tráfico de influência. Era destacada integrante do esquema criminoso liderado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira que produzia pareceres do setor público para atender a interesses privados, conforme ficou revelado na Operação Porto Seguro, desencadeada pela Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Como conseqüência da Operação Porto Seguro, veio a público o relacionamento íntimo de Rose com o ex-presidente Lula, iniciado na década de 90. A imprensa levantou que Lula empregou o ex-marido, o atual e uma filha de Rose, criou para ela o cargo de chefe de gabinete em São Paulo e se fez acompanhar da assessora em 24 viagens internacionais no período de menos de três anos, com visita a 32 países.

DEPRESSÃO PROFUNDA
Em função do escândalo, a presidente Dilma Rousseff imediatamente demitiu Rose e a família inteira. Lula estava em viagem ao exterior e desde então passou a evitar a imprensa.

No Brasil, as providências foram tomadas pelo comando do PT e pela direção do Instituto Lula, que tiraram Rose de casa e evitam que ela tenha contatos externos, para evitar que faça declarações à imprensa. E foram escalados três advogados para defender a ex-chefe do gabinete, sob coordenação do ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos.

O resultado dessa situação é que Rose, que tem temperamento instável e explosivo, entrou em profunda depressão e está sob cuidados médicos. A obrigatoriedade dela comparecer periodicamente a juízo é um problema gravíssimo para o PT e o Instituto Lula, porque a imprensa pode começar a fazer plantão diante da 5ª Vara Criminal de São Paulo.

E se Rose desobedecer à ordem judicial e não comparecer em juízo, poderá ter sua prisão preventiva decretada.

Carlos Newton

sábado, 1 de dezembro de 2012

DEPOIS DO MENSALÃO, O CASO ROSE

Radanezi Amorim
Ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, "Rose" foi assessora de Dirceu por quase 12 anos

Em poucos dias, o “caso Rosemary Noronha” tirou do foco o histórico julgamento do mensalão e, desde então, não param de vir à tona fatos de arrepiar. Ironicamente, as denúncias chamuscaram por tabela o ex-ministro José Dirceu, personagem central no esquema sentenciado no Supremo.
Ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, “Rose” foi assessora de Dirceu por quase 12 anos. Chegou a ligar para ele pedindo ajuda durante as buscas da Polícia Federal na Operação Porto Seguro em seu apartamento. E ele seria citado pelas iniciais “JD” em e-mails trocados entre Rose e integrantes do esquema.

Contudo, desta vez até o ex-presidente Lula aparece em situação complicada. Não só porque a ex-chefe de gabinete o acompanhava em viagens ao exterior. Mas, principalmente, porque ela parecia se valer das relações com Lula para emplacar parentes e amigos em cargos de peso na administração federal.

Foi o que indicou, por exemplo, a troca de e-mails entre Rose e Lula, obtidos pela Polícia Federal nas investigações. As mensagens foram divulgadas nos últimos dias.

Até agora o ex-presidente evita se explicar sobre o caso. Questionado por repórteres, num evento na quinta-feira, ele nada falou sobre Rose ou sobre a operação da PF. E a declaração de que foi “apunhalado pelas costas”, atribuída a ele por aliados, soa quase como piada: remete ao que ele próprio disse em 2005, no auge do mensalão.

E o fato é que surgem cada vez mais pontos de sombra. Começam a sobrar cacos para todo o lado, como o fato surpreendente de o Senado ter aprovado um dos nomes indicados por Rose para a Agência Nacional de Águas (ANA), depois de já tê-lo rejeitado por duas vezes.
A ex-chefe de gabinete demonstra ter sido investida de um poder muito além do que sua função, como se tivesse sempre o aparo de “superiores” a ela.

De todo modo, as denúncias envolvendo Rose são o ponto mais visível de um grande esquema de corrupção entranhado em órgãos federais, por meio do aparelhamento operado no poder público por “camaradas” e “companheiros”.

É mais um caso da falta de limites entre o público e o privado, com a máquina estatal sendo usada em proveito próprio, como se pertencesse ao grupo que está no poder.
Diante do que tem sido revelado, é provável que o “caso Rose” ainda dê muito o que falar, com novos escândalos vindo à tona. Sobretudo porque os estilhaços podem atingir figuras pilhadas em outros “malfeitos”, como Dirceu, Valdemar Costa Neto. Sem contar o risco eventual de arranhões a Lula. De qualquer forma, o atual governo volta ter a imagem arranhada pela “herança maldita” do que o antecedeu.

Cena política
Diante da constatação de que Rosemary Noronha, a Rose, emplacou nomeações na Anac, na ANA e na Brasilprev, previdência privada ligada ao Banco do Brasil, uma malvada raposa política soltou esta ontem: “Esse esquema já está virando uma falência múltipla de órgãos e atingindo o coração do governo!”. É muita maldade da exagerada raposa...