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domingo, 21 de abril de 2013

LULA E ROSEMARY: SILÊNCIO CADA VEZ MAIS REVELADOR

Ex-presidente fez 27 pronunciamentos em 148 dias - mas nada sobre Rose

Gabriel Castro e Marcela Mattos, de Brasília
Rosemary Nóvoa de Noronha e Lula
Rosemary Nóvoa de Noronha e Lula (AE e Reuters)

Nos oito anos que passou no Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre teve como característica o hábito de falar constantemente e sobre tudo. Em tempos de crise, chegou a ser aconselhado por assessores diretos e marqueteiros a manter relativa distância dos microfones.

Mas, quase nunca, a recomendação foi seguida. É quase unânime a avaliação de aliados que convivem com Lula há décadas que o silêncio nunca lhe agradou, ainda que o tema seja dos mais espinhosos, como o mensalão, que quase lhe custou o mandato. Porém, há cinco meses, um assunto é proibido ao redor do ex-presidente: Rosemary Noronha.

A edição de VEJA desta semana detalha a atuação de Rosemary, ou Rose, como era conhecida, nas entranhas do poder. A mulher que chefiava o escritório da Presidência da República em São Paulo e acompanhava Lula em viagens internacionais usava a proximidade com o petista para negociar favores.

Na época do estouro da Operação Porto Seguro, a Polícia Federal desmontou uma quadrilha que traficava influência nos altos escalões do governo federal. Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), comandava o grupo.

Rosemary Noronha deve a Lula sua ascensão no poder público. Intimamente ligada ao petista, ela tinha privilégios e integrou, diversas vezes, comitivas presidenciais no exterior. Apesar da grande expectativa a respeito do que o petista teria a dizer sobre o episódio, Lula silenciou desde a operação Porto Seguro, deflagrada em 23 de novembro. Foram 27 pronunciamentos, entre discursos e entrevistas. Mas, em 148 dias, nada explicou sobre as graves acusações envolvendo a mulher que era sua amiga íntima e que foi indicada por ele para chefiar o escritório da Presidência em São Paulo.
Nesse período, Lula deu ordens a secretários do prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), despachou com ministros do governo Dilma Rousseff, recebeu prêmios, deu palestras, se reuniu com líderes mundiais, prestou consultoria a empresas brasileiras. Sobre Rose, uma frase discreta, a contragosto, quando questionado se tinha sido surpreendido pelas revelações da Polícia Federal: "Não fiquei surpreso, não".

Lula avalia que não tem nada a ganhar comentando o episódio. Ele afirma, reservadamente, que o silêncio evita que o caso seja associado a ele e contribui para que o escândalo perca força no noticiário.

A postura revela o quanto o ex-presidente se sente desconfortável com a revelação de que a antessala do poder era usada para negociações escusas. Mesmo titubeante, Lula não evitou tecer comentários sobre outros escândalos, como o mensalão, o dossiê dos aloprados ou a morte do prefeito Celso Daniel, um fantasma que assombra o PT. Mas, a cada nova revelação sobre as andanças de Rose, pode se supor o que Lula tanto teme.

Fonte: Revista Veja

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A DEPRESSÃO DE ROSE

Rose está cada vez mais deprimida e desesperada. Terá de comparecer a juízo periodicamente, e a imprensa a qualquer momento poderá encontrá-la. O comando do PT e a direção do Instituto Lula não sabem mais o que fazer. Como se diz no linguajar jurídico, estão mantendo “em local incerto e não sabido” a ex-chefe de gabinete da Presidência Rosemary Noronha, mas juíza federal Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Vara Criminal de São Paulo, decidiu proibir que a Rose deixe a cidade de São Paulo sem permissão judicial.

Isso significa que a ex-assessora dos presidentes Lula e Dilma deve comparecer a juízo periodicamente, não pode deixar a cidade sem autorização, não pode exercer função pública e estará submetida a pagamento de fiança no caso de faltar a qualquer uma dessas obrigações.

Como se sabe, Rosemary é investigada por formação de quadrilha, corrupção passiva, falsidade ideológica e tráfico de influência. Era destacada integrante do esquema criminoso liderado pelo ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira que produzia pareceres do setor público para atender a interesses privados, conforme ficou revelado na Operação Porto Seguro, desencadeada pela Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Como conseqüência da Operação Porto Seguro, veio a público o relacionamento íntimo de Rose com o ex-presidente Lula, iniciado na década de 90. A imprensa levantou que Lula empregou o ex-marido, o atual e uma filha de Rose, criou para ela o cargo de chefe de gabinete em São Paulo e se fez acompanhar da assessora em 24 viagens internacionais no período de menos de três anos, com visita a 32 países.

DEPRESSÃO PROFUNDA
Em função do escândalo, a presidente Dilma Rousseff imediatamente demitiu Rose e a família inteira. Lula estava em viagem ao exterior e desde então passou a evitar a imprensa.

No Brasil, as providências foram tomadas pelo comando do PT e pela direção do Instituto Lula, que tiraram Rose de casa e evitam que ela tenha contatos externos, para evitar que faça declarações à imprensa. E foram escalados três advogados para defender a ex-chefe do gabinete, sob coordenação do ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos.

O resultado dessa situação é que Rose, que tem temperamento instável e explosivo, entrou em profunda depressão e está sob cuidados médicos. A obrigatoriedade dela comparecer periodicamente a juízo é um problema gravíssimo para o PT e o Instituto Lula, porque a imprensa pode começar a fazer plantão diante da 5ª Vara Criminal de São Paulo.

E se Rose desobedecer à ordem judicial e não comparecer em juízo, poderá ter sua prisão preventiva decretada.

Carlos Newton

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

LULA VIVE NOVO INFERNO ASTRAL


As acusações não partiram de nenhum "mequetrefe", mas do próprio operador do mensalão, condenado por isso mesmo a 40 anos de prisão

Já encrencado com o "Caso Rosemary Noronha", o ex-presidente Lula sofre agora um golpe ainda mais duro, sendo acusado de comandar o esquema do mensalão em seu governo. As acusações não partiram de nenhum "mequetrefe", mas do próprio operador do mensalão, condenado por isso mesmo a 40 anos de prisão.
Desde que deixou o poder, esse é o momento mais crítico do ex-presidente. Sua reputação está sendo colocada a toda prova. Por mais que o empresário Marcos Valério seja condenado ou um "canalha", como disse Roberto Jefferson, as acusações são graves demais para passarem em branco.

Não é à toa que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, e o Ministério Público Federal defendem abertura de investigação para apurar o possível envolvimento de Lula nas denúncias.

Como visto nas páginas anteriores, entre várias acusações, Valério disse que Lula deu o "ok" para os empréstimos que serviram para pagar o mensalão, e também teve despesas pessoais pagas pelo dinheiro usado no esquema. O empresário atingiu outros petistas, como José Dirceu e Antonio Palocci, citou ainda um encontro com Lula no Palácio do Planalto, e chegou a dizer que foi ameaçado de morte.

Pelas declarações que deu no depoimento e pelas informações que parece ter, Valério se tornou definitivamente homem-bomba da República. É cedo para dizer o alcance do que veio à tona, mas está claro que Lula e PT vivem seu pior momento.

Maior estrela do partido e com status de mito, Lula nunca foi alvo de uma investigação mais consistente. Agora isso pode ocorrer. O momento é grave: o ex-presidente e seu partido são alvos de dois escândalos simultâneos. E essa onda negativa acaba tendo repercussão no governo Dilma, que continua o projeto do anterior.

Curiosamente, o PT chegou ao poder fazendo campanhas eficientes em defesa da ética na política. Quando Lula foi eleito presidente pela primeira vez, em 2002, a campanha nacional do partido era "Xô corrupção", que dizia: "Se a gente não acabar com eles, eles vão acabar com o Brasil".

Agora o partido termina seu décimo ano comandando o país com o pilar da ética danificado, querendo regulamentar a imprensa, atacando STF e com seu maior líder envolto em suspeitas. Ontem, Lula só disse que as acusações de Valério são "mentira". Mas a declaração parece ter convencido tanto quanto àquelas sobre ter sido apunhalado ou traído. O momento atual faz lembrar mais uma vez a famosa frase de Nelson Rodrigues sobre Brasília, nos anos 70: "Todos são inocentes e todos são cúmplices"

Radanezi Amorim

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A AMÁSIA LOBISTA

Nunca escondi que não gosto do Lula. Nunca dei apoio a esse camarada, mesmo quando foi contra o Collor. Aquela eleição era a escolha de Sofia: se perder o burro pega, se ganhar o sem-vergonha come. Contudo, depois de tantas coisas ditas contra o nosso sindicalista presidente, vou tentar fazer uma defesa dele levando em conta seu histórico político.

Lula nasceu nos sindicatos de metalúrgicos de São Paulo. Quem conhece sindicatos e seus meandros sabe que ali vale tudo, qualquer coisa para se conseguir o objetivo. Para exemplificar, vamos citar um fato escrito por Gabeira, quando de seu tempo de militante de esquerda. Lembro que ele foi uma das cabeças no planejamento do sequestro do embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick, e hoje é filiado ao Partido Verde. Conta em seu livro Que é isso, Companheiro? que em certa assembleia para deflagração de greve, a qual estava dividida, um indivíduo pediu a palavra e disse que com aquele salário não dava para colocar seus filhos (acho que cinco, não lembro) na escola. Foi o ponto decisivo para mudar a opinião de muita gente e a assembleia deflagrou o movimento. Anos depois ele o encontrou casualmente e reconheceu o orador. Perguntou pelos filhos.

- “Nunca tive filhos, aquela declaração era necessária ou seríamos derrotados.”
Sindicatos forjam provas, mostram fotografias de evidências plantadas por seus membros, até falsificam documentos para levar à Injustiça do Trabalho, uma das vergonhas nacionais. Não é de se admirar que o governo Lula tenha enveredado por caminhos tortuosos. É da cultura de sindicalistas, nem consideram que forjar provas seja errado.

Lula tem uma grande fraqueza que é sua vaidade. Sendo pessoa de baixa formação escolar, tendo lido pouca coisa, acho que nem mesmo Exupéry (e se leu não entendeu nada), costuma se posicionar por intuição, coisa que faz excepcionalmente bem. Sua fraqueza reside no fato de que ele pensa que realmente entende do que fala. As coisas se tornam piores após saborear uma branquinha maldita. Quando o nível de sangue na corrente alcoólica cai a valores críticos sai a dizer bobagens. Quem nunca viu suas hilariantes locuções que confira uma delas (esta é curta) no endereço
http://www.youtube.com/watch?v=yc8yMDibIjo

A mistura de álcool com manifestações em solenidades era particularmente risível e havia grande preocupação de se evitar que ocorresse. A tal ponto, que ele necessitava de guarda-costas e guarda-copos. Ô Lula, se beber não discurse.

Lula é um compulsivo mentiroso, o que faz friamente. Mas em alguns momentos solta a verdade de maneira apropriada e contundente. Na campanha contra Collor, que se auto intitulava caçador de marajás, chamou-o de caçador de maracujá. Melhor foi no congresso que disse: são 300 picaretas. Era a mais pura verdade, tanto que foi fácil comprar sua base aliada.

E sua assessoria foi sábia quando o afastou do mandato de deputado federal. Como sua oratória é ruim, como não consegue argumentar com profundidade, se ele permanecesse na câmara de deputados seria desgastado pelo dia-a-dia, pelos seus pronunciamentos. Ainda mais depois da happy hour. Um burro calado é sempre um sábio.

Francamente, a escolha de Lula para eterno candidato foi erro do PT, havia e há muita gente melhor do que ele para tocar o Brasil em nome desse grandioso partido. O problema foi misturar a ideologia marxista de o povo no poder com a imagem que considero que o próprio PT tenha do que seja povo: pessoas ignorantes. O objetivo era colocar uma pessoa típica do povão no governo. Perdemos no nosso combalido país uma excelente oportunidade de mudança política, de renascimento dos valores republicanos, recaímos no informal, na troca rasteira de favores, na exaltação da clandestinidade. Na compra de votos.

Tudo isso que está dito acima é de conhecimento público e denunciado na imprensa em geral. Mas há alguma coisa que me incomoda nesse denuncismo que assola o país, do tipo ligue para ... e denuncie se seu vizinho cortou um galho do garapuvu, se o filho dele fuma maconha, se a filha dele está dando para o traficante Zeca do Pó Branco. Esta atitude é a mesma que foi adotada na Alemanha quando os nazistas tomaram o poder. É a mesma dos regimes comunistas que fizeram tanto mal quanto os nazistas, quanto os fascistas. O sinônimo para a palavra denúncia é delação. Experimente falar a mesma frase com o sinônimo. Veja como fica feia.

Não concordo, em princípio, com a divulgação do relacionamento extraconjugal do Lula com a Rosemary. Ninguém tem nada a ver com isso, exceto os envolvidos no polígono amoroso. Por enquanto é só um triângulo envolvendo os dois e a Marisa, mas pode haver mais gente, é muito provável que a lobista trocasse sua perseguida por outros favores políticos. Creio que não seria por princípios morais que ela se recusaria a essa entrega, de braços e pernas abertas, ao antigo ofício. E parece que foi muito bem paga, às vezes não era em dinheiro, dizem que fez trinta viagens no Aero Lula sem ter qualquer função oficial. Agora podemos compreender o motivo de ele ter encomendado tão rebuscada aeronave; sendo tão grande, nos passeios presidenciais além-fronteiras sem a primeira dama, a comida de bordo seria sempre uma carne mais fresca do que a da Marisa. Nada como uma franga menos velha do que a galinha oficial para dar energia ao presidente.

Pular a cerca, sempre digo, é o verdadeiro esporte nacional. Pode-se trair por pensamentos, palavras ou alcovas, quem nunca percebeu que tem, ou teve, uma dessas virtudes na vida que atire a primeira pedra. Há gente que não pratica por princípios morais ou éticos, por respeito à família, mas o gosto do pulo muitas vezes reside no escondidinho, na brincadeira de fazer perigosamente. Li que a Rosemary entrava no apartamento do Lula, quando em viagem, encolhida dentro de um carrinho de chá. Bem que o Roberto Carlos já cantava as virtudes de mulher pequena.

O leitor poderia reclamar que eu disse que ninguém tem nada com isso, mas que eu estou instigando, fofocando o relacionamento extraconjugal do nosso estadista inculto. De fato é verdade, contudo o que me incomoda nisso tudo é que eu ajudei a pagar essa conta. Pouco me importa que o Lula coma quem quiser, desde que gaste de seu salário, não de seu salafrário aproveitamento do cargo. É aí que reside o escândalo, parece que ela oferecia carinhos vaginais ao presidente em troca de seu prestígio em indicações de cargos, que por sua vez a remuneravam. É o velho esquema de corrupção, oferece-se uma mulher paga por terceiros. E pergunto: que vantagens econômicas tinham tais cargos para reembolsar a messalina (ou messalulina)? Salário? Acho que não seria suficiente para pagamentos de vulto.

A capa da revista Veja cita que o nosso ex-presidente nunca sabia de nada. Bem, eu acho que sabia, desde o mensalão, mas dou-lhe o benefício da dúvida. Só que aqui, nem a Marisa Letícia pode alegar que não sabia. O Lula pode ser burro, mas ela é esposa. Esposas sempre sabem. A maior parte sabiamente finge que não vê.

Fazem como certos presidentes.

E eu não consegui defender o Lula. Ainda bem que não sou advogado.

Moacir Carqueja

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ESTRAGO QUE "MADAME" FEZ EM NOME DE LULA

Na entrevista coletiva em que foi apresentado como técnico da seleção nacional, Luiz Felipe Scolari fez uma brincadeira sobre a pressão sofrida por qualquer ocupante de seu novo emprego. "Se não quer pressão, é melhor não jogar na seleção, vão trabalhar no Banco do Brasil", disse ao completar a declaração de que ganhar a Copa de 2014 é uma obrigação. Bastou isso para que o mundo desabasse sobre sua cabeça. Apesar de ser esta notoriamente dura, seu dono, o autor da graçola, submetido a críticas de sindicatos de bancários e diretores e funcionários do BB, terminou pedindo desculpas em público.



O autor destas linhas é do tempo em que passar no concurso para o Banco do Brasil era quase como ganhar na loteria da Caixa Econômica Federal. Perceba que a sorte neste país está sempre sob chancela estatal. Emprego estável garantido, prestígio social e, como insinuou Felipão, vida mansa. Hoje já não se pode dizer o mesmo, mas também não é uma ocupação de que alguém venha a arrepender-se algum dia, principalmente diante das vicissitudes da economia, que às vezes provocam dores de cabeça nos assalariados da iniciativa privada, mas nunca prejudicam as evidentes vantagens de quem vive sob os auspícios da viúva.

De pouco adiantou o currículo do técnico, o último a dirigir uma seleção brasileira campeã do mundo, em 2002, na Ásia: ele teve de ajoelhar no milho e se penitenciar perante a corporação. Logo depois de seu triunfo, a gestão federal do Partido dos Trabalhadores (PT) empreendeu um esquema de compra de votos de bancadas aliadas para apoiar projetos no Congresso Nacional. E parte do dinheiro que usou foi surrupiado dos cofres do banco cuja honra foi agora defendida com tanto denodo por seus funcionários. O então diretor de Marketing nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Henrique Pizzolato, mandou depositar R$ 73,9 milhões nas contas das agências publicitárias mineiras DNA, Graffiti e SMPB, que os repassaram em forma de propina a partidos e políticos da base.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão, o ex-funcionário de carreira e petista da linha de frente terá de amargar pelo menos 2 anos e 1 mês numa cela e pagar R$ 1,3 milhão de multa. É muito dinheiro, mas praticamente nada comparado com o total que se sabe que foi furtado. O companheiro pisoteou e jogou no lixo a credibilidade de uma instituição financeira com mais de 200 anos de existência e excelente reputação no mercado financeiro mundial. Seus colegas e correligionários, entretanto, preferiram execrar a Justiça pela sentença que condenou o ladrão à merecida prisão e reclamar do técnico da seleção pela piada, que nem é das mais pesadas.

Tão zelosa em negar os próprios privilégios, a corporação do BB nunca se mostrou particularmente interessada em salvaguardar a boa imagem dela. Ao desbaratar a quadrilha dos "bebês da Rosemary", os irmãos Vieira, que compraram as graças da ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha, a Polícia Federal (PF) comprovou isso. Pois constatou que essa senhora, acusada de desvio de conduta na Operação Porto Seguro, conseguiu que Luiz Carlos Silva, presidente da empresa Cobra, braço tecnológico do BB, contratasse a New Talent, de João Vasconcelos, marido da moça, e seu genro, Carlos Alexandre Damasco Torres. Assinado em maio de 2010, quando o vice-presidente de tecnologia do BB era José Luiz Salinas, o contrato levou em conta um atestado de capacidade técnica que os agentes federais presumem ser falso. Genuína mesmo era a ligação de Salinas com José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula, como Pizzolato condenado (por corrupção ativa e formação de quadrilha), e com o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini, que o apadrinharam para o cargo. Salinas, hoje na Ásia, era também frequentador habitual do gabinete de "madame Rosemary".

Ainda há tempo para a corporação do BB protestar contra a malsinada influência em créditos evidentemente desastrosos, que também comprometem a credibilidade do banco público, mas nem a Velhinha de Taubaté acredita nessa hipótese. Pois os indignados com a gracinha do sisudo Felipão nunca vieram a público reclamar do aparelhamento promovido pelo PT dos bancários Berzoini e Luiz Gushiken na antes respeitável instituição financeira. Ao contrário, todos neste momento estão empenhados em encontrar uma desculpa qualquer, similar à do caixa 2 de campanha, com a qual tentaram desacreditar o julgamento do mensalão.

Enquanto isso, dirigentes do PT, falsos ingênuos e blogueiros ditos progressistas fazem de tudo para desmoralizar pelo menos um dos responsáveis pela condenação dos companheiros Dirceu e José Genoino. A bola da vez não é o ex-presidente do STF Carlos Ayres de Brito nem o atual chefe máximo do Judiciário e relator do julgamento, Joaquim Barbosa, mas Luiz Fux.

O ministro está sendo acusado à boca pequena, como é comum no gulag de intrigas do PT, de ter-se comprometido a absolver os mensaleiros em troca da vaga no Supremo. A calúnia não se apoia em documentos nem na lógica e padece de um defeito de origem: quem mereceria recriminação, um jurista que aceita chegar ao topo da carreira renegando a independência e a honra de julgador ou um estadista que seja capaz de exigir dele tal promessa? A pergunta nem merece resposta, tão implausível é a injúria.

Mas há outras duas que não podem ser caladas. Qual a pior hipótese: a de uma secretária de luxo ter poderes para nomear e promover usando o santo nome do ex-presidente Lula em vão, sendo sempre atendida, ou a de este avalizar seus pedidos? Seria pior para a República o advogado-geral da União fazer tráfico de influência ou ele nunca ter percebido a quadrilha operando no gabinete ao lado, de um amigo que promoveu?

Pelo visto, o mensalão é pinto comparado com o estrago feito pela madame em nome de Lula.

José Nêumanne

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

LULA E ROSE - INTIMOS NO PÚBLICO E NO PRIVADO

Jornal decide contar ao leitor o que jornalistas e governo sabiam há muito: Lula e Rosemary, no centro do novo escândalo, eram amantes desde 1993
Um homem público ter uma amante é ou não assunto relevante? Nos EUA, basta para liquidar uma carreira política, como estamos cansados de saber. Foi um caso extraconjugal que derrubou o todo-poderoso da CIA e quase herói nacional David Petraeus.

Desde quando estourou o mais recente escândalo da República, todos os jornalistas que cobrem política e toda Brasília sabiam que Rosemary Nóvoa Noronha tinha sido — se ainda é, não sei — amante de Lula. Assim define a palavra o Dicionário Houaiss: “Amante é a pessoa que tem com outra relações sexuais mais ou menos estáveis, mas não formalizadas pelo casamento; amásio, amásia”.

Embora a relação fosse conhecida, a imprensa brasileira se manteve longe do caso. Quando, no entanto, fica evidente que a pessoa em questão se imiscui em assuntos da República em razão dessa proximidade e está envolvida com a nomeação de um diretor de uma agência reguladora apontado pela PF como chefe de quadrilha, aí o assunto deixa de ser “pessoal” para se tornar uma questão de interesse público.

O caso, com todos os seus lances patéticos e sórdidos, evidencia a gigantesca dificuldade que Lula sempre teve e tem de distinguir as questões pessoais das de Estado. Como se considera uma espécie de demiurgo, de ungido, de super-homem, não reconhece como legítimos os limites da ética, do decoro e das leis.

Outro dia me enviaram um texto oriundo de um desses lixões da Internet em que o sujeito me acusava de “insinuar”, de maneira que seria espúria, uma relação amorosa entre Rose e Lula. Ohhh!!! Não só isso: ao fazê-lo, eu estaria, imaginem vocês!, desrespeitando Marisa Letícia, a mulher com quem o ex-presidente é casado. Como se vê, respeitoso era levar Rose nas viagens a que a primeira-dama não ia e o contrário.

Mas isso é lá com eles. A Rose que interessa ao Brasil é a que se meteu em algumas traficâncias em razão da intimidade que mantinha com “o PR”. Lula foi o presidente legítimo do Brasil por oito anos. A sua legitimidade para nos governar não lhe dava licença para essas lambanças. Segue trecho da reportagem da Folha. Volto para encerrar.
*
A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã. O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.

À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido. Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido. Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital. Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”. Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial. Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.
(…)
Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

Encerro
Como se vê, Lula considera Rosemary um “assunto particular”, o que soa como confissão. Só que ela era chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo. O Brasil pagava o salário do “assunto particular” do Apedeuta. Ainda assim, ela poderia ter sido uma funcionária exemplar. Não parece o caso…

É um modo de ver a República. O mesmo Lula que classifica a chefe de gabinete da Presidência em São Paulo de “assunto particular” não distingue a linha que separa o interesse público de seus impulsos privados.

PS – Não deixem que a sordidez da história contamine os comentários. Há sempre o risco de se ultrapassar a linha do decoro em temas assim. Façam o que Lula não fez.
 

Por Reinaldo Azevedo

TUDO JUNTO E MISTURADO


Dos fatos ocorridos nos últimos dias, podemos selecionar vários que retratam à perfeição nossos tempos que, na definição de Eduardo Portella, são de “baixa modernidade”. Mas dois deles são exemplares, não apenas pelos protagonistas, mas pela maneira ligeira com que assuntos de Estado são tratados. Não por acaso, o modo petista de governar está na origem dos dois acontecimentos.
Pela ordem de precedência (pelo menos política) vamos tratar primeiro do caso envolvendo a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, apanhada por uma ação da Polícia Federal em diversas falcatruas, com ramificações em vários órgãos do governo e em agências reguladoras.

Rosemary viajava na comitiva presidencial sempre que a primeira-dama Dona Marisa não estava, todo mundo a conhecia como “a namorada” do Lula. Com esse título, Rosemary nomeava e demitia, era pistolão de primeiríssima até mesmo para ministros e autoridades dos diversos escalões da República.
E o que fazem os petistas diante dos fatos que vão se desenrolando dia após dia no que chamam de mídia? Partem para o ataque, acusando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de também ter tido amantes, e até mesmo filho fora do casamento (que acabou provando-se não ser seu).
A “mídia” brasileira sempre tratou com discrição esse tipo de coisa, e estaria fugindo à regra somente por que se trata de Lula. Nada mais mentiroso. O que difere o caso de agora dos anteriores é que Rosemary ocupava um cargo público e nomeava pessoas para órgãos do governo. A corrupção que vai sendo revelada é apenas consequência dessa atrofia.
Outro caso: como decorrência do julgamento do mensalão, onde, como se sabe, figuras graúdas do PT foram condenadas até mesmo à prisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux vem sendo acusado de traição e estaria na lista de prioridades para vingança dos militantes petistas.
Tudo por que teria prometido, ou deixado subtendido, em diversos encontros com figuras de proa do governo, como o ainda todo poderoso José Dirceu, e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, ambos já então réus do mensalão, que poderiam contar com seu voto no julgamento. Como Fux não entregou o que presumidamente prometera, pois acompanhou o voto do relator Joaquim Barbosa em praticamente todos os casos, estaria no index petista.
A primeira observação a fazer é que, a ser verdade, o governo petista estaria trocando a nomeação para o STF pela garantia de impunidade, o que não é uma prática possível de ser assumida publicamente, mas explica a ira de quem o nomeou com essa cabeça torta.
O que fez Fux, fustigado pelos ataques anônimos? Dispôs-se a dar uma entrevista a Monica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, para contar sua versão dos acontecimentos e esvaziar possíveis retaliações, até mesmo a divulgação de gravação de uma das conversas em que supostamente vendera sua alma pela nomeação.
A entrevista de Fux pode ter esvaziado um golpe traiçoeiro, mas deixou um cheiro de podre no ar, é desastrosa para ele e para O STF. O ministro não apenas confirmou que teve diversos encontros com pessoas importantes no PT e no seu entorno, como Delfim Neto, como contou episódios que não são nada abonadores e podem indicar que trocou seus votos pela indicação ao Supremo.
A aproximação com o então ministro da Fazenda Antonio Palocci deu-se depois que Fux votou a favor do governo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma disputa sobre IPI que proporcionou uma economia de 20 bilhões de dólares. “Você poupar 20 bilhões de dólares para o governo, o governo vai achar você o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para ele.”, conta Fux candidamente.
Quanto ao apoio de João Pedro Stédile, do MST, ele conta que fez uma mesa de conciliação no STJ entre o proprietário e os sem-terra de um terreno invadido e depois pediu a ele para mandar um fax ao Planalto recomendando-o. Diz-se que o então presidente Lula recusou-se a nomeá-lo com um argumento que tem lá sua lógica: “Como posso nomear um juiz que é apoiado tanto pelo Delfim como pelo Stédile?”.
Os dois casos mostram bem o estado geral das coisas no Brasil, onde a mistura do público com o privado sempre foi o calcanhar de Aquiles de nosso sistema democrático. Passamos por um retrocesso, voltando a práticas que pareciam superadas e de exacerbação do patrimonialismo justamente com o PT, que chegou ao Poder supostamente para alterar a maneira de fazer política no país.

Merval Pereira

domingo, 2 de dezembro de 2012

ÚLTIMO A SABER DA OPERAÇÃO PORTO SEGURO, CARDOZO ESTEVE POR UM FIO

Supreendida pela investigação da Polícia Federal, Dilma ficou irritada e pensou em demitir seu ministro da Justiça. VEJA desta semana traz a história completa de Rosemary Noronha e de como ela se tornou íntima de Lula e de José Dirceu

CADÊ O MINISTRO? - Ao não conseguir falar com Cardozo, da Justiça, Dilma cogitou demiti-lo
CADÊ O MINISTRO? - Ao não conseguir falar com Cardozo, da Justiça, Dilma cogitou demiti-lo  (Ailton de Freitas/ Agência O Globo)
A presidente Dilma Rousseff soube da Operação Porto Seguro pouco depois das 8 da manhã de sexta-feira por um telefonema de Luís Inácio Adams, advogado-geral da União. Adams havia sido acordado momentos antes por seu número 2, José Weber Holanda, um dos investigados. Dilma pediu para localizar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, mas ele não atendia aos telefonemas. Já irritada, a presidente só conseguiu falar com o ministro duas horas depois, quando soube que ele não tinha conhecimento de nada.
A operação pegou Cardozo e o chefe da Polícia Federal, Leandro Daiello, de surpresa, já que foi feita pela superintendência da Polícia Federal de São Paulo, sem comunicação a Brasília. Três dias depois, Cardozo não conseguia dizer à chefe com segurança se havia ou não escutas telefônicas envolvendo Rosemary e o ex-presidente Lula, como chegou a ser noticiado. Só na manhã de terça-feira o ministro confirmou que não houve quebra de sigilo nas comunicações de Rose. Dilma fez duras críticas à atuação do ministro. Chegou a pensar em demiti-lo - desistiu por temer passar a imagem de que não aceita que a PF investigue seu governo.
Por mais incômoda que possa ter sido para Lula e para setores do governo, a operação foi conduzida dentro das normas da PF. Uma mudança na estrutura da autarquia feita na gestão de Tarso Genro (2007-2010) descentralizou as grandes operações. As superintendências regionais ganharam competência para promover ações sem avisar Brasília. Sob Márcio Thomaz Bastos (2003-2007), os trabalhos eram centralizados. O então diretor do órgão, Paulo Lacerda, tinha um responsável pela inteligência e um pela atuação. As ações deviam ser autorizadas por um dos dois e sempre saíam de Brasília - o governo era avisado na véspera. De início, a descentralização foi considerada positiva. Mas ela veio acompanhada de uma restrição orçamentária que praticamente engessou a PF. No governo, a Operação Porto Seguro foi interpretada como um “recado” da PF paulista, que não gosta do gaúcho Daiello (considerado um interventor e criticado pela rigidez com que comandou a superintendência paulista entre 2008 e 2010) nem de Cardozo (que deixou a segurança da Olimpíada e da Copa para as Forças Armadas). Questionado por emissários do governo, o superintendente da PF em São Paulo, Roberto Troncon, negou que a operação tenha tido motivação política.     
Quem é a mulher que sabe demais
Reportagem de VEJA desta semana mostra que, quando conheceu Lula e José Dirceu, nos anos 80, Rosemary Nóvoa de Noronha era uma morena de cabelos longos e contornos voluptuosos que, trabalhando como bancária, passou a frequentar o sindicato da categoria em São Paulo. Ex-colegas daquele tempo lembram que ela chegou a participar de plenárias e discussões partidárias, mas nunca se destacou como dirigente de expressão. Fazia mais sucesso nas festas que aconteciam nas quadras do sindicato, que ficava ao lado da sede nacional do PT, no centro da cidade. A proximidade entre as categoria e o partido contribuiu para que ela logo chamasse a atenção de próceres petistas, como o então deputado José Dirceu, de quem se aproximou. Ele a contratou como secretária logo depois. Meses mais tarde, Rose conheceu Lula, então candidato derrotado duas vezes em disputas à Presidência. A partir daí, embora oficialmente continuasse a trabalhar para Dirceu, passou a cuidar da agenda de Lula e a pagar suas contas. A proximidade entre os dois cresceu ao longo dos anos. Quando Lula chegou ao poder, criou um escritório para a Presidência da República em São Paulo, na esquina da avenida Paulista com a rua Augusta, e Rose foi imediatamente encaixada na lista de funcionários. Foi ela a responsável pela reforma do escritório e sua decoração, que inclui um grande mural do petista vestido com a camisa do Corinthians e chutando uma bola. Sobre os sofás, almofadas revestidas com reproduções de fotos do ex-presidente. Logo após a reforma, Rose foi promovida a chefe do escritório. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

LAMA NO VENTILADOR



A preocupação do Palácio do Planalto com os desdobramentos da Operação Porto Seguro é tamanha, que até o secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, foi escalado para falar sobre o tema, em uma tentativa de reduzir o estrago.

Amigo e ex-chefe de gabinete de Luiz Inácio da Silva, o ministro Gilberto Carvalho afirmou nesta sexta-feira (30) que os e-mails que estão em poder da Polícia Federal não complicam em nada a vida do ex-presidente. “Não tem nenhuma complicação para o presidente Lula”, disse Gilberto Carvalho.

Que negou ter avisado o ex-presidente sobre a operação policial.
As mensagens analisadas pela PF mostram que a ex-assessora Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo, acionou o ex-presidente Lula para conseguir cargos para aliados e para a própria filha, Michelle Noronha.

A questão não está nos e-mails, mas nos 122 telefonemas entre Lula e Rosemary Nóvoa de Noronha, cujo conteúdo, segundo quem teve acesso ao material, é explosivo e deixará o petista e situação constrangedora quando revelado.

Lula tem o dever moral de vir a público e explicar seu envolvimento no escândalo de corrupção, ao invés de evitar diuturnamente a imprensa, o que configura confissão de culpa.

Fosse um inocente nesse imbróglio, Lula não teria telefonado para líderes da oposição pedindo um voto de confiança, evitando assim a criação a CPI da Rosemary

Fonte: Ucho.Info

VERGONHA ZERO



 O governo federal agiu com rapidez no escândalo revelado pela Operação Porto Seguro e conseguiu excluir do inquérito os 122 telefonemas entre Luiz Inácio da Silva e sua mais que íntima assessora Rosemary Nóvoa de Noronha.

Por ordem superior, a Polícia Federal decidiu coloca o material de lado, o que irritou sobremaneira os policiais que participaram da operação. De acordo com o que informou o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, à presidente Dilma Rousseff, o sigilo telefônico de Rosemary não foi violado.

Cardozo e Dilma por certo acreditam que o Brasil é um enorme picadeiro e apostam na teoria de que os brasileiros que pensam engolirão mais uma manobra criminosa do governo mais corrupto de toda a história nacional.

Por mais inexperiente que seja, um policial jamais começaria uma investigação desse porte sem monitorar os telefonemas dos suspeitos. De acordo com o que apurou o ucho.info, o conteúdo dos tais telefonemas é explosivo e não envolvem apenas negócios escusos, mas assuntos íntimos e pessoais.

Como antecipamos na edição de quinta-feira (29), a Polícia Federal precisa investigar se Rosemary, por ter sido detentora de passaporte diplomático durante a era Lula, fez uso da chamada “mala diplomática”, que de acordo com a Convenção de Viena, de 1961, não pode ser aberta ou retida por autoridades estrangeiras. Eis o ponto crítico e mais complexo do imbróglio que foi arquitetado no escritório da Presidência em São Paulo.

Fonte: Ucho.Info

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

MADAME PIDONA

Em 20 de outubro de 2009, a coluna publicou o cordel “Um PAC com a Dilma”, de Miguezim de Princesa. Passados três anos, nosso poeta popular continua em ótima forma: divididos em dez estrofes, os versos de “Madame Pidona” traçam o perfil e resumem o estilo de Rosemary Noronha, a Marquesa de Santos de Dom Pedro III.
O Brasil Maravilha que Lula inventou tornou-se uma capitania saqueada por quadrilhas federais protegidas por governantes de quinta categoria, que se mantêm no poder graças ao apoio de incontáveis vigaristas e da imensidão de cretinos fundamentais prontos para retribuir com o voto a esmola que garante a vida não-vivida. Os idiotas precisam de educação. A bandidagem precisa de cadeia.
O julgamento do mensalão mostrou que as coisas estão mudando. Enquanto a merecida punição não vem, meliantes apadrinhados por Lula e protegidos por Dilma Rousseff devem ser castigados com o sarcasmo, o deboche, o desprezo e a repulsa dos brasileiros decentes. Os versos do cordelista paraibano, por exemplo, doem mais que uma noite na cela. (AN)
MADAME PIDONA
(Miguezim de Princeza)
I
Que madame mais pidona:
Pedia sapato e bebida,
Brinco, anel e trancilim,
Colírio e furosemida,
Pedia até cirurgia
Pra enfeitar a “perseguida”.
II
No dia que ia almoçar
No rodízio de espeto,
Comia picanha, javali,
Coelho, sushi e galeto,
Depois indicava o besta
Para pagar o boleto.
III
Chefiando o gabinete
Da ilustre presidente,
Madame não se cansava
De tanto pedir presente
E, quando via um pacote,
Ela arreganhava os dentes.
IV
No Air Force Fifty One,
Pra cima e pra baixo andava,
Curruchiando com os homens
A quem demais agradava,
Enchia a bolsa de tudo
E ninguém a revistava.
V
O segredo de agradar
Tanto senhor afamado
É que ela todo ano
Reunia o apurado
Para cuidar de um lugar
Por demais apreciado.
VI
Depois de tudo cuidado,
Botava pra derreter,
Fazia o maior salseiro
Na hora do vamos-ver,
Inda pedia ao freguês
Para dar o parecer.
VII
Tinha parecer de cem,
De trezentos e de 1 milhão.
Quando ela estava inspirada,
Deitava touro no chão
E elogiava o besta:
“Cabra do parecerzão!”
VIII
De tanto queimar em brasa,
Formaram uma comissão
Para diminuir um pouco
Toda aquela comichão:
Chamaram um homem das águas,
Outro da aviação.
IX
Para completar o time
Do ar, da água e do chão
E o parecer completo
Render uma boa comissão,
Chamaram um advogado
Que já tinha parte com o cão.
X
Madame era tão pidona
Que chegou a encomendar
A Miguezim de Princesa
Um verso a lhe elogiar,
Mas o poeta, cabreiro,
Respondeu-lhe bem ligeiro:
“Deus me livre de ir lá!”.