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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

DOS QUE TANTO AMAM ODIAR A IMPRENSA

Primeiro, eles acusavam a imprensa de ser um "partido de oposição" e pouca gente se incomodou. A acusação era tão absurda que não poderia colar. Numa sociedade democrática, relativamente estável e minimamente livre, os jornais vão bem quando são capazes de fiscalizar, vigiar e criticar o poder. O protocolo é esse. A normalidade é essa. Logo, o bom jornalismo pende mais para a oposição do que para a situação; a imprensa que se recusa a ser vista como situacionista nunca deveria ser atacada. Enfrentar e tentar desmontar a retórica do poder, irritando as autoridades, é um mérito jornalístico. Sendo assim, quando eles, que se julgavam aguerridos defensores do governo Lula, brandiam a tese de que a imprensa era um "partido de oposição", parecia simplesmente que os jornalistas estavam cumprindo o seu dever - e que os apoiadores do poder estavam simplesmente passando recibo. Não havia com o que se preocupar.
Depois, as autoridades subiram o tom. Falavam com agressividade, com rancor. A expressão "partido de oposição" virou um xingamento. Outra vez, quase ninguém de fora da base de apoio ao governo levou a sério. Afinal, os jornais, as revistas e as emissoras de rádio e televisão não se articulavam nos moldes de um partido: não seguiam um comando centralizado, não se submetiam a uma disciplina tipicamente partidária, não tinham renunciado à função de informar para abraçar o proselitismo panfletário. Portanto, acreditava-se, o xingamento podia ser renitente, mas continuava sendo absurdo.
Se os meios de comunicação tivessem passado a operar como partido unificado, com o intento de sabotar a administração pública, o que nós teríamos no Brasil seria um abalo semelhante ao que se viu na Venezuela em 2002. Ali, houve um conluio escandalosamente golpista dos meios de comunicação que, por meio de informações falsificadas, tentou derrubar o presidente Hugo Chávez, eleito democraticamente havia pouco tempo. Por fortuna, a quartelada mediática malogrou ridiculamente. Por escassez de virtú, Chávez passaria todo(s) o(s) seu(s) governo (s) se vingando das emissoras que atentaram contra ele.
No Brasil, não tivemos nada parecido. Nossa imprensa, convenhamos, é preponderantemente de direita e, muitas vezes, apresenta falhas de caráter, algumas inomináveis, mas nunca se perfilou com a organicidade de um partido político. Por todos os motivos, a acusação continuava sem pé nem cabeça.
Mas o fato é que começou a colar e o cenário começou a ficar esquisito. Agora, as inspirações até então submersas daquela campanha anti-imprensa afloram com mais nitidez. Era um recurso para dar tônus à disposição dos cabos eleitorais (de muitos níveis), para inflar o ânimo dos militantes de baixo e para inflar o ego dos militantes de cima. Agora, chegamos ao ponto de dizerem que os repórteres deram de ombros para a cocaína encontrada no helicóptero da família do senador Zezé Per-rella (PDT-MG) porque ele, embora esteja filiado a um partido da base governista, teria lá suas inclinações consideradas pouco fiéis. Difícil saber. As mesmas vozes acusam os mesmos repórteres de terem exagerado na cobertura do julgamento do mensalão. Na falta de uma oposição de verdade que pudesse servir de vilã cruel, na falta de um satanás mais ameaçador para odiar (a "herança maldita" de FHC não funciona mais como antagonista imaginária), querem fazer valer essa ficção ufanista de que o País vai às mil maravilhas, só o que atrapalha a felicidade geral é esse maldito partidarismo da imprensa. A tese pode ser doidona, mas está funcionando. Alguns quase festejam: ""Viva! Achamos um inimigo para combater! Vamos derrotar os editores de política deste país!".
Deu-se, então, um fenômeno estranhíssimo: as forças instaladas no governo, como que enfadadas do ofício de governar, começaram a fazer oposição à imprensa. Dilma Rousseff jamais embarcou na cantilena, o que deve ser reconhecido e elogiado, mas está cercada de profetas que veem em cada redator, em cada fotojornalista, uma ameaça ao equilíbrio institucional.
A oratória petista depende de ter um antagonista imaginário. Sem isso, parece que não para mais de pé. Sim, temos aí um traço de discurso autoritário. Em todo regime autoritário ou totalitário, a figura mais essencial é a do inimigo. Para os nazistas, esse inimigo estruturante foram os judeus. Para o chavismo, foi o imperialismo, encarnado por Bush, que teria cheiro de enxofre. E mesmo Bush só conseguiu salvar seu mandato do fiasco porque lhe caiu no colo o inimigo chamado terrorismo. É claro que não se pode dizer que o PT atualmente se reduza a um
discurso tropegamente autoritário, mas as feições autoritárias e fanatizantes desse discurso vão ganhando densidade a cada dia. Não obstante, está assentado em bases fictícias, completamente fictícias.
Vale frisar este ponto: sem um inimigo para chamar de seu, esse tipo de ossatura ideológica se liquefaz. O que seria dos punhos cerrados dando soquinhos no ar sem o auxílio luxuoso do inimigo imaginário? O que seria dos sonhos de martírio em nome da causa? O que seria das fantasias heróicas e do projeto ambicioso de virar estátua de bronze em praça pública?
Foi aí que a imprensa entrou no credo. Na falta de outra instituição disposta a não se dobrar ao poder, disposta a desconstruir os cenários grandiloqüentes armados pelas autoridades, eles encontraram na imprensa a sua razão de viver e de guerrear. Só assim, só com seu inimigo imaginário bem definido, esse discurso encontra seu ponto de equilíbrio: ficar no poder e ao mesmo tempo acreditar - e fazer acreditar - que está na oposição, que combate um mal maior. Seus adeptos, que imaginam odiar a imprensa sem se dar conta de que a temem, agarram-se à luta com sofreguidão. Estão em ponto de bala para o ano eleitoral de 2014.
Mesmo assim, feliz ano-novo.
Eugênio Bucci - O Estado de São Paulo

domingo, 3 de novembro de 2013

AMANHÃ, SEREMOS UMA ARGENTINA?

Por Ciro Bondesan dos Santos*
(Amanhã, seremos uma Argentina?)
Diz-se que o estudo da historia serve para sabermos o que aconteceu para entendermos o presente e para planejarmos o futuro. Assim, não precisamos ir longe, e basta estudar apenas os primeiros anos deste século.
Hoje, o pais mais estável do mundo é a Alemanha. Por que?
O PT de lá (a esquerda), após fazer uma analise criteriosa da economia mundial, revelou que seus pares do Ocidente estavam se "dobrando" à China e aos produtos chineses, e que a sua Alemanha também ia se tornando um pais inviável e com muito desemprego, só ultrapassada, na Europa, pela Polônia e Eslováquia.
Assim, algo tinha que ser feito imediatamente.
Em 2003, o governo Gerhard Schröder adotou, em pleno acordo com sindicatos, as empresas e o governo, a medida de decretar o congelamento do salário no país. Tal pacote foi chamado de NULLRUNDE e culminou com a Agenda 2010 de Angela Merkel, na qual ela (de 'direita') adotava a carga semanal de horas trabalhadas, facilitando contratações, e aprovou uma reforma previdenciária na qual, hoje, o alemão só se aposenta com 67 anos de idade, além de ser removida uma série de feriados.
Com estas medidas sendo mantidas e efetivamente estarem em vigor até hoje nem precisou esperar os 10 anos calculados para que a Alemanha atingisse o que é hoje. Ou seja, a esquerda começou o 'serviço sujo' que a direita continuou.
Aqui, no Brasil, a direita fez o serviço difícil e a esquerda (até a saída de Antônio Palocci em 2006) continuou. Infelizmente, após a saída de Palocci, o populismo do tipo peronista, que desgraça a Argentina, começou a tomar corpo.
Dessa forma, visando o continuísmo no poder (do tipo do que ocorreu no México e que durou quase 70 anos, o chamado PRIismo), o Brasil está numa encruzilhada: ou seus políticos assumem uma atitude de amor a Pátria ou, então, de amor ao Poder, conformando-se, em troca disso, seguirem com o país sem crescimento, sem justiça, sem saúde, sem transporte, sem segurança pública, com apagões recordes a serem batidos ou não, com aumento vertiginoso da criminalidade, de mortes no transito (1º lugar no mundo), do favorecimento a cada município com incentivos governamentais e de leis que os estimulem a ter, cada um, a sua própria Cracolândia. Também será incentivada a construção de penitenciárias municipais de modo que cada município tenha o seu próprio "depósito de presos", uma vez que a simples cadeia não comporta a quantidade de foras da lei.
Outra coisa, vemos a retomada de crescimento nos USA (resultado de uma lida árdua de aumento de tecnologia na matriz energética, com o gás americano custando US$ 3,50 o m3, enquanto o europeu sai entre 10 a 12 dólares e o nosso, para que possamos manter o nosso grande amigo Evo Morales – que nos respeita muito –, nas mãos da estatal PETROBRÁS custará ao otário do consumidor tupiniquim a merreca US$ 18,00 o m3, fato esse que já fez com que o motorista brasileiro praticamente parasse de usar GNV.
A União Europeia investe maciçamente em energia renovável (eólica na Europa, atômica na Inglaterra, bioenergia, etc.).
Será que, assim, quando o 'Pré-Sial' estiver produzindo, o petróleo custará mais ou menos 80 dólares o barril, ou seja, haverá realmente rentabilidade ou não no 'Pré-Sial'?
Toda a população e o Governo se rejubilaram, mas será que estão certos? Se, no século passado, se dizia que mexer no petróleo do Oriente era coisa que os USA não deixariam, hoje, os americanos não fazem mais o mesmo esforço e nenhuma empresa americana foi a leilão. Mas, há indícios de que algo não vai bem.
Enfim, todos dizem que o que acontece na Argentina, hoje, vai acontecer aqui amanhã. Mascararam os balanços, fraudam as estatísticas, e aqui estamos a começar a esconder a inflação real, estamos a vê-la de avolumando firme, uma vez que o que está a segurar o "DRAGÃO INFLACIONÁRIO são os preços manejados pelo governo, (energia, água, etc., todos inflados de impostos) com uma inflação mantida, assim, em torno de 3% ao passo que os preços livres sofrem aumentos que variam entre 8 e 19%, dando um índice médio entre 5 e 6 %.
Pergunta-se então, quando esses preços forem soltos desse controle estatal, como a gasolina e o diesel, para onde iremos todos nós? A Petrobrás esta à beira da falência e as nossas leis (vindas de um Congresso que não trabalha com a cabeça, mas com o bolso dos congressistas, dificultando a vida de um brasileiro que não pode ser julgado sem ter milhares de provas concretas, a ver o dinheiro sumir criminalmente levado por pessoas inteligentíssimas que não deixam rastros e, como não deixam provas, in dúbia pro réu, acaba por prejudicar toda a sociedade.
Mas que o dinheiro tem sumido, lá isso tem, e aos borbotões. Assim, se uma pessoa incendeia um ônibus, é condenada, cumpre uma parte pequena da pena e é solto "em regime semiaberto", um eufemismo para a impunidade. Nem pensar em fazê-lo pagar o prejuízo que causou ou, muito menos, devolver ao erário o dinheiro surrupiado ao povo pagador de impostos.
Na Europa, o meliante de "colarinho branco", que não rouba para comer, mas para enriquecer de modo fraudulento e covarde, é obrigado a ressarcir o prejuízo durante anos de trabalho e reeducação, pagando principalmente ao governo. Na China, se o réu é fuzilado, a família tem que pagar até a bala que o matou.
A Justiça é lenta e, assim sendo, dá enorme prejuízo a todos, à sociedade e até ao réu. Apreendem-se carros irregulares e roubados e estes são deixados nos pátios até virarem sucatas inúteis corroídas pela ferrugem.
A Transbrasil foi à falência e, ao invés de se julgar logo o seu processo, digamos, em no máximo um ano, apreenderam no Aeroporto de Brasília uma série de seus aviões B-767, que valiam de 20 a 40 milhões de reais cada, se leiloados, o que dariam para pagar os funcionários e os impostos devidos pela empresa falida. Mas, como o processo de falência dessa empresa só foi julgado 13 anos depois e estes aviões viraram sucatas, o que se pode apurar da venda deles, mal chegou a 140 mil reais cada.
Perdeu-se, destarte, muito dinheiro lesando todos os interessados na distribuição da justiça. Será que é essa mesma justiça que finge ser justa ou serão as nossas leis que são ineficientes demais?
Não é à toa que, no exterior, tendo em vista que o nosso comércio exterior é 30 a 40 % feito com a União Europeia e com os USA, nosso governo considere, no entanto, Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina, Irã, etc., como nossos 'melhores amigos', mesmo que os citados não nos tragam lucro algum e somente 'despesas'... As melhores piadas são sempre feitas a partir de absurdos como esses.
Quantos anos a Venezuela levou para tornar-se uma espécie de Cuba ampliada?
Quantos anos a Bolívia e a Argentina levaram para virarem nações como a Venezuela? E então, quantos anos levará o Brasil para se tornar uma Argentina?
O PT e os sindicatos abreviarão ao máximo este período ou serão minimamente patriotas para impedir que tal retrocesso ocorra?
*Ex-professor da USP – Engenheiro e economista

sábado, 28 de setembro de 2013

DIZE-ME COM QUEM ANDAS...


Gen Div Clovis Purper Bandeira
    Na crista da mais recente onda diversionista orquestrada pelo governo petista, com a finalidade de desviar a atenção dos cidadãos dos graves problemas que vive a nação, acenando com um inimigo externo que ameaça nossa soberania – no caso, os EUA e sua NSA – a cada dia temos na imprensa “equivocada” mais uma pílula sobre o vazamento de informações e a procura de conhecimentos sobre nossa vida política e econômica por parte dos “gringos”.
O fato de só ter aparecido, até agora, a Petrobrás como alvo econômico da bisbilhotice eletrônica apenas demonstra que poucas empresas brasileiras atingem um nível de importância que cause real atenção mundial por seus assuntos. Ou que há mais matéria guardada, a ser divulgada a conta-gotas, para fazer a crise durar bastante.
Enquanto isso, arrefecem os protestos quanto aos problemas que realmente afetam a vida dos brasileiros, motores das manifestações espontâneas de junho – nada a ver com as arruaças atuais montadas pela extrema esquerda, pelos anarquistas classe média Black Blocs e por marginais comuns – em que se exigiam melhor transporte, saúde, educação, gestão pública e honestidade.
    O governo se diz surpreso e indignado pela busca de informes por parte dos americanos que, como potência que são, procuram todo tipo de informação que lhes possa ser útil. Assim, aliás, procede qualquer país, dentro dos limites de seu poder nacional.
    O governo brasileiro não sabia disso? De onde vinham as informações a respeito do tráfico de drogas e armas que abasteciam nossa Polícia Federal? E as outras informações trocadas no interior da comunidade de inteligência americana, da qual o Brasil participa e se beneficia? Não, o mundo da inteligência não começou hoje, sempre existiu e sempre existirá. É claro que nossos governantes tinham conhecimento da existência de um grande e poderoso esquema de coleta de dados sobre todos, apoiado por tecnologia de ponta, em favor das grandes potências.
    Só o governo brasileiro não sabia que a NSA é o maior centro mundial de  SIGINT, isto é, inteligência obtida a partir de sinais, incluindo interceptação e criptoanálise? Também é o principal órgão estadunidense dedicado a proteger informações sujeitas a SIGINT, sendo, dessa forma, o maior núcleo mundial de conhecimento em criptologia. Foi criada no início da Guerra Fria, em 1952, e foi se adaptando às mudanças do mundo.
      Sim, meus compatriotas: após a 2ª Guerra Mundial, houve uma Guerra Fria, que opôs democratas e comunistas e que só acabou com o desaparecimento da URSS.
Novamente sim, meus amigos: o comunismo acabou em todo mundo, menos em Cuba, Coreia do Norte e alguns países sul-americanos, dentre os quais desponta o Brasil. Quase cem anos depois da falecida e fracassada Revolução Comunista na Rússia, estamos criando nossos sovietes, mencheviques e bolcheviques, para reinventar o que não deu certo no mundo inteiro e reescrever a história. Parece que estamos fadados a andar sempre em círculos, incapazes de romper tal inércia e mover-nos para frente.
Numa das imagens apresentadas nos jornais e na TV, principalmente na mídia  “equivocada”, como alvos da espionagem americana, aparecem o Brasil e mais alguns países vacilantes, sob o título: países amigos, neutros ou inimigos.
Novo arrepio de indignação: como podemos ser considerados inimigos? Nós, que sempre fomos tão democratas?
Observem o rumo de nossa política interna, sob um governo paquidérmico, incapaz e corrupto, cada vez interferindo mais no livre arbítrio e nas demais liberdades individuais do povo, aparelhando os órgãos do estado com companheiros e sindicalistas despreparados, controlando as atividades empresariais por meio de empréstimos generosos aos escolhidos e pela crescente carga tributária e ingerência no mercado de trabalho já engessado, apoiado por ONGs e “movimentos sociais” espúrios e, muitas vezes, criminosos. Isso é ser democrata?
Vejam como a política externa dúbia dos nossos últimos governos causa dúvidas sobre o real alinhamento internacional brasileiro, já admitindo que possa vir a ser inimigo do país que simboliza a democracia e o liberalismo em seu grau máximo.
Por quê?
Ora, basta ver os votos brasileiros nos foros internacionais, sempre contrários à posição defendida pelos EUA e aliados, mesmo em prejuízo de nossos reais interesses, desde que marquem a ideia de antiamericanismo.
Quem têm sido os amigos de fé, irmãos e camaradas do Brasil nos últimos anos? Os irmãos Castro, Cristina Kirchner, Nicolas Maduro – herdeiro bolivariano de Hugo Chávez – Evo Morales, Mahmud Amajinehad, Muammar al-Kadafi, o insano e divino imperador norte-coreano Kim Jong-um, além de uma plêiade de ditadores africanos cujas dívidas para conosco foram perdoadas... Isso é ser democrata?
Se os caros leitores tivessem um amigo assim, também não se precaveriam, colecionando dados de inteligência sobre ele?
Percebem em que barco, em que águas e em que companhia estamos navegando?
Não há, portanto, motivo algum para surpresa.
Dize-me com quem andas e te direi quem és, ensina o velho ditado.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

NOVO PROGRAMA DA DILMA, VEM AÍ O "MAIS MILITAR"

Uma sociedade corrompida não formaliza uma Nação Livre! 

 “Libertas quae sera tamen”
 

“Que o mundo pereça, mas faça-se Justiça!”

CUBA! VEM AI CONVÊNIO “MAIS MILITAR.”
 Sarides Freitas
 
Por opção ideológica, tão logo assumiu o governo em 2003, os comunistas planejaram, e desde então está em execução, uma estratégia de desmonte, sucateamento e desmoralização das Forças Armadas; arquiinimigas da ideologia comunizante dos mandatários do País, desde então. Faz parte do pacote, reduzir o salário dos militares à condição de indigente, incompatível com a dignidade e a responsabilidade.
 
Em total desrespeito á Lei 10.331, de 18 de dezembro de 2001, que regulamenta o art; 37, inciso X da Constituição Federal, este governo comunista não concede revisão nos soldos dos militares das Forças Armadas, à luz da Constituição Federal, desde janeiro de 2003, portanto, há dez longos anos. O que acarretou uma perda inflacionária de 135%. Com tamanho achatamento dos soldos a evasão de militares altamente qualificados tem se multiplicado ano, após ano. Esta evasão faz parte, como já mencionado, do plano de desmonte das Forças Armadas. Com esta covarde conduta de depreciar a remuneração do militar, a meta é afastar novos vocacionados.
 
Quando isto ficar patente, e o mínimo necessário para preenchimento das vagas nas Unidades Militares for insuficiente, será a hora de golpear de morte as Forças Armadas...
 
Tal qual sacaram das entranhas comunizante o convênio com Cuba: “MAIS MÉDICO”, será empurrado goela abaixo dos já adestrados comandantes, o convênio também com Cuba:“MAIS MILITAR”.
 

Ai é só hastear a bandeira com foice e martelo e entoar “A INTERNACIONAL COMUNISTA!”


Ah! Restará a todos a gratificante missão de gritar sempre:

Viva Castro! Viva Che!

Isto... Ou 
“EL PAREDON!”


 General!

Armas ensarilhadas se enferrujam e emperram a Liberdade...

1935 - Intentona Comunista. DERROTADA!

1964 - Contra Revolução

            - Dito popular (um é pouco, dois é bom, três é demais...)

2013 - ? ? ?

É graças aos soldados e não aos políticos que a Democracia se eterniza...

Tergiversação: conduta permanente dos descompromissados com a honra. (Sarides Freitas)
 
 
 
 
   “Nada se mostra mais lesivo, para efeito de se destacar o caráter altamente negativo, do que a presença na condução do Estado de altos dirigentes integrantes de quadrilha, formada e constituída para corromper o poder e submeter a vontade hegemônica de grupos neles encastelados a qualquer custo”. Celso de Melo (Mensalão)
 
Sarides Ferreira de Freitas abonari 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

OVERDOSE DO PETISMO













Raras vezes se viu tamanha barafunda num “mar de rosas”. Dilma Rousseff já cumpriu dois terços de seu mandato acumulando trapalhadas e fracassos. Demorou duas décadas mas, finalmente, o PT está alcançando seu objetivo de 1994 – acabar com o Plano Real. O sonho dourado das esquerdas nos anos 90, o fim do programa que deu estabilidade à moeda nacional, aquilo que Lula tentou, mas não conseguiu em seus oito anos, Dilma está realizando em menos de quatro, à base de trombada na cristaleira. O petismo espatifou a Economia e tudo mais à sua volta. Nem despejando bilhões no mercado, o Banco Central consegue conter a evasão das verdinhas ianques, que se retiram do país como os ratos abandonavam o Titanic nas impressionantes cenas do filme de James Cameron.
Há poucos meses, quando o PT festejava em São Paulo seus dez anos no governo da União, o tom ufanista dos discursos mostrava que o partido chegara à overdose de poder. “Pode juntar quem quiser”, bravateou Lula, convicto de nova vitória do partido em 2014. “Qualquer coisa que eles tentarem fazer nós fazemos mais e melhor”, prosseguiu o eufórico ex-presidente, nariz enfiado no pote do poder. Seguiu-lhe a arrevesada sucessora, tratando de mostrar serviço. Arrombou a ostra onde oculta sua sabedoria e extraiu esta pérola: “Não tenho medo de comparações, inclusive sobre corrupção”… Isso tem outro nome, claro. Mas é, também, overdose de poder. Poder sobre a própria imagem, sobre a sociedade, poder sobre os demais poderes, poder sobre a mídia, poder agregado, ano após ano, em sequências exponenciais perante auditórios interesseiros.
Quatro meses depois, foi a vez de o povo evidenciar que também ele tivera sua overdose de petismo. E saiu às ruas para pacíficas e civilizadas demonstrações de inconformidade. O povo deu uma olhada no próprio país e percebeu que, por trás da publicidade, dos cenários, das montagens, das invenções e versões, tudo – simplesmente tudo! – vai muito mal. Depois de dois PACs lançados às urtigas, que não valiam a tinta e o papel gastos para redigi-los, a economia arqueja sobre uma infraestrutura carente de tudo que importa – energia, rodovias, ferrovias, armazenagem, portos. Quanto mais PAC, menos PIB. O Rio São Francisco continua no mesmo lugar, levando, dolente, suas águas para o mar de Alagoas. Nas refinarias projetadas, nada se avoluma com maior rapidez do que o preço inicialmente previsto. Aqui no Rio Grande do Sul, de onde escrevo, as ditas “obra da Copa” ficarão para depois da Copa. O prometido, jurado e sacramentado metrô de Porto Alegre ainda é um risco no papel, em eterna discussão. E a duplicação da travessia do Guaíba resume-se a um trabalho de computação gráfica.
A Educação brasileira é a penúltima entre 40 países estudados pela Economist Intelligence Unit. A Saúde beira à perfeição. Sim, é um perfeitíssimo pandemônio! Nós, os cidadãos, reconhecemos que houve uma inversão nos extratos sociais. Mudamo-nos para o submundo, para a zona de perigo, onde não existe a proteção da lei, onde padecemos nossa desdita sob a implacável violência do andar de cima. Ali, no andar de cima, é tudo ao contrário e o mundo do crime opera ao resguardo do imenso guarda-chuva gentilmente proporcionado pelo aparelho de Estado e suas leis. É isso que se chama, aqui, de Segurança Pública. Tudo por obra e graça do petismo que chegou à overdose de si mesmo e perdeu os próprios controles.
Percival Puggina _ Ucho.Info

sexta-feira, 31 de maio de 2013

PARAGUAI REJEITA OS MÉDICOS CUBANOS QUE DILMA QUER IMPORTAR



Verdade nua – O plano do governo de Dilma Rousseff de “importar” seis mil médicos cubanos, que na verdade são agentes do regime castrista escondidos atrás de um diploma, tem tudo para desmoronar, desde que a sociedade e a oposição sejam vigilantes e firmes.

No vizinho Paraguai, o reitor da Faculdade Nacional de Medicina, Aníbal Filartiga, afirmou, na última segunda-feira (27), que “médicos cubanos tem têm habilidades e conhecimentos de uma licenciatura em Enfermagem”.

As autoridades paraguaias consideram que os médicos formados na ilha caribenha não têm conhecimento para o exercício da medicina no país sul-americano. Tal conclusão surgiu após uma comparação entre os currículos dos médicos cubanos e paraguaios. Essa constatação é uma pedra no caminho para a validação automática dos diplomas dos médicos no Brasil.

Sempre genuflexo às ordens de Havana, de onde partem os ditames do comunismo latino-americano, o Palácio do Planalto laçou essa invencionice como parte do projeto totalitarista de poder, que avança a passos largos e que em breve pode transformar o Brasil em uma ditadura de esquerda.

Os supostos médicos cubanos, que atuariam em regiões remotas do Brasil, implantariam, a partir do campo, por células de resistência a uma eventual revolta ao golpe que o PT esculpindo ao longo dos últimos dez anos. Não custa lembrar que, ao lado de Irã, Síria e Sudão, Cuba é um dos quatro maiores patrocinadores do terrorismo.

Só mesmo um inocente para acreditar que no Brasil, onde sobram médicos e faltam condições de trabalho, esses mágicos de Havana são capazes de produzir milagres na saúde pública verde-loura.

Fonte: ucho.info

domingo, 5 de maio de 2013

A ESQUIZOFRENIA DO PT

João Bosco Rabello - O Estado de S.Paulo

Mesmo se excluindo de qualquer responsabilidade no processo, como se com ele não guardasse qualquer vínculo, o ex-presidente Lula acerta no diagnóstico de esquizofrenia que aplica ao PT após uma década no poder. Há dois PTs, diz ele no livro 10 anos de Governos Pós-Neoliberais no Brasil: Lula e Dilma, em que prega o resgate dos valores originais da legenda.

Em que pese o esforço para dar naturalidade histórica aos erros do partido, a síntese recém-conhecida do livro, feita pelo seu protagonista, não esconde o tratamento de debate interno dado aos crimes cometidos contra o Estado, cujas consequências o PT "eleitoreiro" recusa, numa resistência que tem seu ápice na investida de sua bancada parlamentar contra o Supremo Tribunal Federal.
O outro PT, definido por Lula como "da base", que ele remete aos anos 1980, se ainda existe como afirma o ex-presidente, é invisível ou em grande parte já não é mais PT, como atestam as defecções de grandes nomes irreversivelmente ligados à sua fundação.

O PT visível, institucionalizado, com representação congressual, que governa o País há 10 anos, insiste na defesa dos erros que Lula candidamente atribui ao processo eleitoral (de novo o caixa dois). Esses erros foram cometidos pós-eleição, já no governo, do qual dispôs como quis para um projeto hegemônico de poder , frustrado pelo Ministério Público, não por acaso alvo da mesma ira devotada ao STF.

A reação ao julgamento do mensalão, em pleno curso, nega sinceridade à proposta revisionista do ex-presidente, fazendo do livro uma obra de ocasião, complementar ao método de guerrilha deflagrado contra a independência do Poder Judiciário.

Esse enredo terá seu curso retomado na próxima terça-feira, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) promoverá um desagravo ao que seu presidente Décio Lima (PT-SC) considerou desfaçatez, ou seja, o papel de bombeiros exercido pelos dirigentes do PMDB junto ao STF.

O que estabelece, desde já, um desafio ao PMDB, cuja bancada sinalizou, com o silêncio de muitos e a reclamação de poucos , sua divergência com a cúpula. Com um terço de seus parlamentares na Justiça, o Congresso é tentado a pegar carona na reação dos mensaleiros.

O experiente senador Esperidião Amin (SC) vocaliza essa crítica à cúpula, ao recusar ao presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), autoridade para ir ao STF em nome do partido. "No mínimo, os líderes tinham que falar", diz ele, que defende o debate da emenda petista contra o Supremo.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

SUMIDO, TESOUREIRO DA CAMPANHA DE DILMA É INTIMADO À REVELIA

Depois de quase dois anos de sucessivas e inúteis tentativas de intimar o bancário João Vaccari Neto, tesoureiro da campanha presidencial de Dilma Rousseff e secretário de Finanças do PT, a Justiça de São Paulo decidiu citá-lo por edital - na quarta feira (06), o Diário da Justiça Eletrônico publicou a chamada a Vaccari para que se manifeste na ação em que é réu por quadrilha estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, crimes que teria praticado quando exerceu a presidência da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop).

A citação é subscrita pela juíza Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa, da 5.ª Vara Criminal da Capital. A Justiça “faz saber a todos quantos o presente edital virem ou dele conhecimento tiverem, especialmente João Vaccari Neto, por infração aos artigos...”, diz o texto que transcreve a denúncia do Ministério Público, de outubro de 2010.


Além de Vaccari, outros quatro réus que “atualmente encontram-se em lugar incerto e não sabido”, foram citados por edital para apresentação de defesa escrita no prazo de dez dias. Os acusados poderão “arguir preliminares e alegar tudo o que interesse às suas defesas, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas”.

Os oficiais de Justiça foram a vários endereços em São Paulo e em Brasília, inclusive no PT, mas nada de Vaccari. O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende o secretário do PT, disse que ele não driblou a citação. “Não é que o oficial ficou dois anos atrás do Vaccari. A sede do partido fica em Brasília, o oficial foi lá e Vaccari estava fora. Foi citado por edital, algo absolutamente normal. Vamos apresentar resposta no prazo.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O DILEMA DA GERENTONA

Seria bom se fosse possível dizer que o governo da doutora Dilma tem tolerância zero com malfeitos. Há uma distância oceânica entre sua administração e a de Nosso Guia, mas tolerância zero é conversa fiada. Na segunda metade do mandato seu desafio será mostrar a diferença entre suas atitudes reativas e uma verdadeira política moralizadora do governo e da nação petista. Ou o PT acaba com seus esquemas ou esses esquemas acabam com o PT, produzindo uma sucessão presidencial demarcada pelo debate da corrupção. Essa poderá ser a derradeira e benfazeja contribuição dos companheiros à política nacional. Quem pensa que o moralismo produzirá um novo Fernando Collor, engana-se. Produzirá um Joaquim Barbosa, sem conexões com a plutocracia ou acordos com usineiros.

No caso das Bolsas Consultoria do ministro Fernando Pimentel (R$ 2 milhões ao longo de dois anos), o Planalto blindou-o e alterou composição da Comissão de Ética Pública da Presidência, que viria arquivar o caso com argumentos constrangedores.

A quadrilha dos irmãos Vieira, que tinha um pé na sala da chefe do escritório da Presidência em São Paulo, mostra que o Planalto protegeu os malfeitores atropelando os mecanismos de defesa do Estado.

O baiano Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, filiou-se ao PT de São Paulo em 2003, no primeiro ano de governo de Lula. No ano seguinte tentou ser vereador em Gavião Peixoto, mas não se elegeu. Em 2005 foi nomeado assessor especial de controle interno do Ministério da Educação. Em 2009 seu nome foi enviado ao Senado para ocupar uma vaga na diretoria da Agência Nacional de Águas. Foi rejeitado. A boa norma determinava que a indicação fosse esquecida. O Planalto empurrou-o goela abaixo.

A essa época Vieira já traficava interesses milionários do ex-senador Gilberto Miranda com o auditor Cyonil Borges, do TCU. Entrara também na rede de Rose Noronha. O nome da companheira aparecera numa lista de servidores que usavam cartões corporativos. Sua despesa, banal, fora de R$ 2.100, mas os comissários blindaram sua ida ao Congresso. Preferiram xeretar as despesas de Ruth Cardoso, para depois pedirem desculpas. Paulo Vieira tratava dos interesses das ilhas do ex-senador Gilberto Miranda, operando nas agências reguladoras e monitorando a boa vontade de burocratas, oferecendo-lhes "mel na chupeta".

Na operação de Vieira estava José Weber Holanda, o segundo homem da Advocacia-Geral da União. Ele estivera no INSS, deixando seis procedimentos administrativos no seu rastro. Em 2008 a Controladoria-Geral da União estranhara a acumulação patrimonial do doutor e pedira a quebra do seu sigilo bancário. A Justiça Federal de Brasília negou o pedido e o processo está parado.

Em 2011, no governo da doutora Dilma, Weber ganhou o baronato da AGU. Estranha situação, pois nessa época um advogado da instituição cuidava do prosseguimento de um processo contra ele, travado por um mandado de segurança. Em todos os episódios os mecanismos de defesa do Estado foram esterilizados pela ação dos comissários. Até onde essa proteção deu-lhes uma sensação de onipotência invulnerabilidade, só eles poderão dizer. Tomara que digam.

Não é esse o caso do ex-senador Gilberto Miranda. Ele ganhou a cadeira nos anos 90, com a mágica da suplência. Sua biografia tem abundantes referências à generosidade com que ajuda os amigos e ofende a Viúva. Seus Learjets eram uma espécie de taxi aéreo para notáveis de Brasília. Seu palacete francês no Jardim Europa valia US$ 4 milhões. Colecionou três Rolls Royces. Tinha interesses na Zona Franca de Manaus e nas obras físicas para a rede de radares na Amazônia. Isso para não falar nas grandes aduanas do país. Referia-se ao presidente José Sarney como "Sassá" e teve um irmão no gabinete de Collor. Conhece as costuras dos bolsos da política brasileira.

Lendo-se os grampos da Operação Porto Seguro vê-se quão perto do comissariado Gilberto Miranda operava. Houve tempo em que ele dizia que "sou muito rico, não preciso de dinheiro". Pelo visto, precisou e descobriu companheiros que também precisavam.

ELIO GASPARI
 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

TUDO JUNTO E MISTURADO


Dos fatos ocorridos nos últimos dias, podemos selecionar vários que retratam à perfeição nossos tempos que, na definição de Eduardo Portella, são de “baixa modernidade”. Mas dois deles são exemplares, não apenas pelos protagonistas, mas pela maneira ligeira com que assuntos de Estado são tratados. Não por acaso, o modo petista de governar está na origem dos dois acontecimentos.
Pela ordem de precedência (pelo menos política) vamos tratar primeiro do caso envolvendo a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, apanhada por uma ação da Polícia Federal em diversas falcatruas, com ramificações em vários órgãos do governo e em agências reguladoras.

Rosemary viajava na comitiva presidencial sempre que a primeira-dama Dona Marisa não estava, todo mundo a conhecia como “a namorada” do Lula. Com esse título, Rosemary nomeava e demitia, era pistolão de primeiríssima até mesmo para ministros e autoridades dos diversos escalões da República.
E o que fazem os petistas diante dos fatos que vão se desenrolando dia após dia no que chamam de mídia? Partem para o ataque, acusando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de também ter tido amantes, e até mesmo filho fora do casamento (que acabou provando-se não ser seu).
A “mídia” brasileira sempre tratou com discrição esse tipo de coisa, e estaria fugindo à regra somente por que se trata de Lula. Nada mais mentiroso. O que difere o caso de agora dos anteriores é que Rosemary ocupava um cargo público e nomeava pessoas para órgãos do governo. A corrupção que vai sendo revelada é apenas consequência dessa atrofia.
Outro caso: como decorrência do julgamento do mensalão, onde, como se sabe, figuras graúdas do PT foram condenadas até mesmo à prisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux vem sendo acusado de traição e estaria na lista de prioridades para vingança dos militantes petistas.
Tudo por que teria prometido, ou deixado subtendido, em diversos encontros com figuras de proa do governo, como o ainda todo poderoso José Dirceu, e o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, ambos já então réus do mensalão, que poderiam contar com seu voto no julgamento. Como Fux não entregou o que presumidamente prometera, pois acompanhou o voto do relator Joaquim Barbosa em praticamente todos os casos, estaria no index petista.
A primeira observação a fazer é que, a ser verdade, o governo petista estaria trocando a nomeação para o STF pela garantia de impunidade, o que não é uma prática possível de ser assumida publicamente, mas explica a ira de quem o nomeou com essa cabeça torta.
O que fez Fux, fustigado pelos ataques anônimos? Dispôs-se a dar uma entrevista a Monica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, para contar sua versão dos acontecimentos e esvaziar possíveis retaliações, até mesmo a divulgação de gravação de uma das conversas em que supostamente vendera sua alma pela nomeação.
A entrevista de Fux pode ter esvaziado um golpe traiçoeiro, mas deixou um cheiro de podre no ar, é desastrosa para ele e para O STF. O ministro não apenas confirmou que teve diversos encontros com pessoas importantes no PT e no seu entorno, como Delfim Neto, como contou episódios que não são nada abonadores e podem indicar que trocou seus votos pela indicação ao Supremo.
A aproximação com o então ministro da Fazenda Antonio Palocci deu-se depois que Fux votou a favor do governo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma disputa sobre IPI que proporcionou uma economia de 20 bilhões de dólares. “Você poupar 20 bilhões de dólares para o governo, o governo vai achar você o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para ele.”, conta Fux candidamente.
Quanto ao apoio de João Pedro Stédile, do MST, ele conta que fez uma mesa de conciliação no STJ entre o proprietário e os sem-terra de um terreno invadido e depois pediu a ele para mandar um fax ao Planalto recomendando-o. Diz-se que o então presidente Lula recusou-se a nomeá-lo com um argumento que tem lá sua lógica: “Como posso nomear um juiz que é apoiado tanto pelo Delfim como pelo Stédile?”.
Os dois casos mostram bem o estado geral das coisas no Brasil, onde a mistura do público com o privado sempre foi o calcanhar de Aquiles de nosso sistema democrático. Passamos por um retrocesso, voltando a práticas que pareciam superadas e de exacerbação do patrimonialismo justamente com o PT, que chegou ao Poder supostamente para alterar a maneira de fazer política no país.

Merval Pereira

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

VOCAÇÃO PARA CORRUPÇÃO



Sem conserto – Definitivamente o PT tem vocação para a corrupção ou, então, é um eficiente chamariz para a mais nociva e criminosa atividade do Estado. Nesta sexta-feira (23), a Polícia Federal deflagrou a Operação Porto Seguro, tendo como alvos A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado-geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, homem de confiança de Luís Inácio Adams, advogado-geral da União.

A PF realizou apreensões na sede da Presidência da República em São Paulo e no gabinete do número dois da AGU, localizado no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília. O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa inserida na máquina federal para a obtenção de pareceres técnicos fraudulentos em benefício de interesses privados.

Coordenada pela Superintendência de São Paulo, a Polícia Federal realizou busca e apreensões e seis órgãos públicos na capital dos brasileiros, onde apreendeu dezoito malotes de documentos. Entre os órgãos está a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado, em 2010, para integrar o colegiado do órgão pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva.

Acusado de ser uma dos principais operadores do esquema criminoso de compra de pareceres técnicos para negócios vultosos no governo, Vieira prestou depoimento e foi recolhido à carceragem da PF. O indicado por Lula foi preso em sua residência, em Brasília, minutos depois da 6 horas da manhã e não ofereceu qualquer resistência.

Os outros órgãos visados na operação policial são o Ministério da Educação (MEC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Quando o ucho.info afirma que o dano causado por Lula ao País exigirá dos brasileiros pelo menos meio século de esforço ininterrupto, a esquerda verde-loura torce o nariz. Como disse certa vez um conhecido profeta de botequim, “nunca antes na história deste país”.

Ucho Info

domingo, 26 de agosto de 2012

MEU AMIGO PETISTA


“Meu Amigo Petista”

 
Tenho um amigo petista (pessoa incrível e honestíssima), que escreveu sobre o relatório da OIT - Organização Internacional do Trabalho, mostrando que a pobreza no Brasil caiu 36% em 6 anos, e dizendo que deve ter gente mordendo os cotovelos de tanta raiva. Não resisti e respondo publicamente.

 
‘Rir com dente é fácil’.

 
Quero ver agora que o preço das commodities caiu, que o modelo de exploração de petróleo criado pela presidenta prova-se inviável, que a Petrobras não consegue mais segurar a inflação artificialmente baixa, que o pibinho petista não vai sequer chegar a 2%, que o Brasil começa a ser encarado como um país onde é difícil fazer negócio por tanta intervenção e achaques às empresas, que o prazo razoável de fazer as importantes reformas (previdenciária, tributária, fiscal, política…) já venceu, que não houve um mísero progresso nas variáveis que impactam o aumento da produtividade e da competitividade (infraestrutura, educação, ciência e tecnologia), que todos os esforços foram direcionados à anabolização dos números no curto prazo em detrimento da poupança e do investimento no longo, que os sete (eu disse SETE) pacotes lançados nos últimos meses para tentar ressuscitar o paciente moribundo mostraram-se tão patéticos quanto as pessoas que os maquinaram, que as famílias estão endividadas até o talo de tanto estímulo ao consumo, que a arrecadação já dá demonstração de queda (mesmo com o aumento das alíquotas, o que representa perda real em base tributável — ou atividade econômica)…

 
Eu poderia continuar por mais uma semana elencando a sequência de burradas dos governos petistas. E olha que eu nem entrei no mérito moral — aí, é “capivara” mesmo, ficha policial!

Com economia aquecida e uma carga tributária boçal (em ambos sentido: quantidade e qualidade), é fácil ter muito dinheiro para gastar. Distribuir aos pobres parece coisa de gente de bom coração. Renda na mão de pobre vira consumo e consumo conta para o PIB. E, na mão de petista, vira voto na certa.

Mas agora que o dinheiro vai começar a rarear, quero ver onde vai estar o coração dessa gente. Ou vão cravar mais fundo os dentes no setor produtivo da sociedade ou vão ter que escolher o que deixa de receber recursos. Tenho certeza de que o caixa 2 das campanhas eleitorais deles está garantido — até porque este parece ser (por mais surreal que possa parecer) o ÁLIBI dos 36 réus do mensalão.

O fato é que, 10 anos depois, o pobre brasileiro pode ter ficado momentaneamente menos pobre na carteira, mas não se tornou um milímetro mais capaz de enfrentar os desafios do mundo moderno em que o país compete. Basta ver que os analfabetos funcionais das faculdades de gesso do Luladdad chegam a 38% (é inacreditável, mas é verdade).

Acabada a farra da gastança, voltaremos para a mesma estaca em que estávamos antes. Um pouco piores, na verdade, graças aos retrocessos que representam os constantes ataques às instituições da sociedade (a Justiça, a liberdade de imprensa, a independência dos poderes, o que restava de honradez no Congresso, a política externa que deixou de servir à nação para se dobrar a um projeto particular de poder…) e às bases da economia de mercado tão sólidas que os petistas herdaram de seus antecessores mais capazes (a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa Escola — este, sim, carregava uma contrapartida que produzia um efeito positivo no longo prazo em vez de boçalizar a população com esmola–, a autonomia do Banco Central, a confiabilidade dos dados oficiais, o modelo de privatização, o ordenamento jurídico que atraiu o investidor estrangeiro, a estabilidade econômica e de regras, a não-intervenção nos mercados…).

Eu não mordo os cotovelos porque as pessoas estão menos pobres. Mordo de ver que o PT transformou em mais um vôo de galinha a maior oportunidade que o Brasil jamais teve de entrar definitivamente para a elite global. Mordo de ver que gente inteligente como você não consegue perceber a destruição do nosso futuro que está sendo promovida dia após dia por gente que só quer se locupletar e perpetuar seu poder sobre a máquina estatal — cada dia maior e mais nefasta para a economia e, por extensão, à sociedade. Mordo de ver que estamos abandonando as fontes que trouxeram riqueza para este país para nos alinharmos cada dia mais aos membros do Foro de São Paulo — do qual fazem parte o mais abominável ditador do século na América do Sul e o grupo narco-guerrilheiro que ele apóia no país vizinho. Mordo de ver que gente do bem ainda se alinha com os maiores bandidos que já ocuparam o poder central deste país. Mordo de pena. Mordo de tristeza. Mordo de desesperança.
 
Escrito pela Dra. Elizabeth Rondelli, Doutora em Ciências Sociais, professora aposentada das Universidades Federais do Rio de Janeiro e Juiz de Fora:

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

APÓS DURAS CRÍTICAS A FHC, PETISTAS ASSUMEM INCOMPETÊNCIA E SE RENDEM ÀS PRIVATIZAÇÕES



Só mesmo o tempo – Logo após se instalar no Palácio do Planalto, em janeiro de 2003, o messiânico Luiz Inácio da Silva lançou a tese da herança maldita, forma que encontrou para transferir a própria incompetência ao antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E se algum reconhecimento conquistou ao longo dos oito anos em que esteve presidente, Lula deve tal proeza a FHC, que deixou a economia brasileira em condições para que o País pudesse crescer.

Em 2006, temendo os efeitos do Mensalão do PT em seu projeto de reeleição, Lula ordenou à sua tropa de choque que usasse à exaustão a mentirosa teoria de que os tucanos, em caso de vitória na corrida presidencial daquele ano, privatizariam a Petrobras. Na eleição presidencial de 2010, o discurso foi idêntico, mas teve como plataforma de lançamento das falácias um livro que trata das privatizações realizadas na era FHC.

Durante anos a fio o Partido dos Trabalhadores criticou as privatizações patrocinadas pelo PSDB, o que tirou do Estado a responsabilidade de investir em áreas vitais para a economia do País, o que retiraria recursos de áreas também importantes e com mais carência de investimentos. Foram essas privatizações que permitiram que o Brasil avançasse economicamente, mas os petistas custam a admitir esse fato.

Sem ter como manter no ar a bolha de virtuosismo lançada por Lula, o governo do PT se vê obrigado a abrir mão do discurso tacanho e partir para as até então condenadas privatizações. Nesta quarta-feira (15), em solenidade no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff anunciou um plano para recuperar a infraestrutura do País por meio de investimentos da iniciativa privada. Batizado de PAC das Concessões, o plano, que contemplará setores de rodovias, ferrovias e portos, evidencia a incapacidade gerencial de um governo que se preocupa com a partidarização da máquina e a distribuição cada vez maior de esmolas sociais como forma de manter o curral eleitoral e assegurar um projeto totalitarista de poder.

Contudo, chama a atenção que até agora nenhum dos pretéritos críticos de Fernando Henrique Cardoso surgiu para condenar a decisão de Dilma Rousseff de entregar ao capital privado aquilo que em tese é de responsabilidade do Estado. Como disse certa vez o boquirroto Lula, “nunca antes na história deste país”.

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 14 de agosto de 2012

PTbras

Nunca antes na história deste país a mais importante empresa brasileira serviu tanto aos interesses do governo e de um partido. O petismo praticamente "privatizou" a Petrobras, colocando em segundo plano os interesses da empresa e do Brasil.

A Petrobras não cumpre metas de produção desde 2003 e, com isso, perdeu receita de R$ 50 bilhões. Os prejuízos com a importação de gasolina e diesel neste ano já somam R$ 2,9 bilhões, valor 239% superior ao do mesmo período de 2011 (R$ 648 milhões).

De quebra, os preços artificialmente baixos da gasolina vêm inviabilizando o etanol. As importações de gasolina aumentaram em 370% em relação ao mesmo período de 2011. Mas as incongruências não param aí: o custo da refinaria Abreu e Lima (Pernambuco) --projeto em "parceria" com a venezuelana PDVSA, que ainda não aportou nenhum recurso na obra-- multiplicou-se por dez, de US$ 2,3 bilhões para US$ 20,1 bilhões.

As refinarias Premium I e II (Maranhão e Ceará), previstas para 2013 e 2015, foram adiadas para 2017. Também em decorrência de atrasos crônicos, o Comperj mantém encaixotados equipamentos sofisticados à espera do porto e da estrada que dariam apoio logístico à obra e que não existem.
A Petrobras comprou uma refinaria em Pasadena (EUA) por US$ 1,18 bilhão, em duas etapas, quando a ex-sócia adquiriu o ativo por US$ 42,5 milhões sete anos atrás. Trata-se de uma valorização de 2.700%.

O navio-petroleiro João Cândido voltou ao estaleiro Atlântico Sul por erros de projeto e entrou em operação com dois anos de atraso. Há dúvidas sobre as demais encomendas, visto que o sócio detentor da tecnologia --a coreana Samsung Heavy Industries-- abandonou a parceria e não há substituto.

Desde o processo de capitalização em 2010, o comportamento das ações da Petrobras ficou abaixo do Ibovespa. Agora, a presidente da empresa, Graça Foster, parece estar disposta a enfrentar os malfeitos herdados pelo petismo do próprio petismo, em uma década de desapreço pela gestão profissional. No entanto uma gestão com os diagnósticos corretos não será capaz de inverter esse quadro de deterioração se não houver uma mudança de orientação do governo Dilma, que é o acionista controlador, em relação à Petrobras.

Garantir maior transparência dos atos e motivações que definem as decisões da empresa é uma das questões que se colocam. Outro bom começo seria combater o aparelhamento a que a companhia vem sendo submetida. Uma empresa estratégica e complexa como ela não pode funcionar como moeda de troca pelo apoio de partidos ao governismo.

O maior desafio é, portanto, acabar com a PTbras e trazer de volta para os brasileiros a Petrobras.

AÉCIO NEVES

domingo, 1 de julho de 2012

HIENAS E HIENAS

Como a presidente não lê livros, elegeu ‘gênero’ um dos seus termos de cabeceira, não apenas, por uma obediência rastejante à grande ONG, matreira, vulpina, mais conhecida por ONU, mas também por razões de equivalência de formas, de atitudes e de nível intelectual com os seus afins.

As palavras soltas que lhes cantam aos ouvidos repete-as como boneco de ventríloquo. Assim mesmo, como ela não gosta: ‘boneco’, no masculino. A explicação sobre o gênero é de Aristóteles e não contava o filósofo que a sua teoria, um dia, viesse a ser conspurcada pela idiossincrasia de uma governante, desprovida sequer de condições para a direção de um brechó, mas que tem nas mãos, para destroçá-lo, um gigantesco país, como o Brasil. Coisas do destino brincalhão ou guerrilheiro.

Aristóteles diz que a palavra ‘animal’, por ser ‘gênero’, abarca um maior número de seres do que o termo ‘homem’, sendo a qualificação do gênero mais ampla do que a da espécie. Este é um simplificado preâmbulo do pensamento clássico grego, mais do que sabido pelos que estudaram nas antigas escolas, porém, ignorado pelos que só estiveram em renomados centros revolucionários. Inicia-se, aqui, o raciocínio comparativo da desconchavada concepção de ‘gênero’ no dialeto var-palmarense e de seus seguidores, dentro da promíscua república brasileira.

Pela quantidade de irracionais que pululam no seu governo predador, depreende-se a razão da preferência por ‘gênero’, já que desconhece o significado da palavra ‘homem’ que, como espécie, não indica ‘sexo masculino’, mas todos os seres racionais. Só que estes estão fora do governo que foi assaltado, literalmente, pelas irracionais hienas vermelhas e outras congêneres que com elas convivem no mesmo grupo social das hyaenidae, espécies especiais da família petê crocuta crocuta.

É interessante salientar que as hienas das savanas africanas já nascem com olhos abertos e dentição completa. Com referência às da Capital da Corrupção e da Lesa-Soberania, já nasceram com eles fora das órbitas, para enxergar, de saída, o cofre da maternidade e a dentição precoce para abocanhar o que estivesse dentro dele.

Porém, a semelhança mais espetacular entre a espécie brasiliense e a africana, notadamente a hiena malhada, é que, em ambas, formam-se clãs dominados por fêmeas que, como líderes, têm a primazia de se alimentar em primeiro lugar. E como se alimentam! No caso do clã do Planalto Central, são vorazes esses eficientes predadores, o que significa constatar-se, a cada dia, a destruição do país, partindo criminosamente dos infantes e dos adolescentes, cujos resultados negativos já se fazem notar, de maneira acentuada.

O prognóstico que se faz é bastante desanimador, mas realista, de que um século seja pouco para a recuperação das instituições, isso se, por acaso, a Educação for elevada à prioridade absoluta. Isso se, por acaso, também, houver alguém probo e disposto a levar o país a seu grande destino, enfrentando, valentemente, as correntes de complexados inimigos, de recalcados lacaios a soldo do estrangeiro, para persuadirem a imprensa venal e o povo ignorante da incompetência dos cientistas, dos pesquisadores e dos tecnólogos brasileiros, em pôr o país no lugar em que, há muito, já devia ocupar.

Mantêm esses servos da xenofilia, a baixa estima dos núcleos imbecilizados da república; a descrença nos muitos intelectuais das linhas moderada e da direita que se deixam hipnotizar pela tática da repetição enfadonha; a acomodação de outros já moldados à fôrma governamental, enfim, cauterizam qualquer movimento de reação nacional de valorização da inteligência brasileira.

Como toda matéria-prima, são eles conduzidos por instituições alienígenas, reduzidos a defensores da cultura alheia e retornados ao país de origem (infelizmente), como produtos acabados de doutrinação da ‘nova ordem cultural’.

Como se vê, as hienas estão soltas, no centro da república e fora dele, estas a serviço de quem deseja intervir na soberania nacional e, independentes dos clãs a que pertencem, igualam-se, irmanam-se, identificam-se às outras eleitas pela caça ignara.

Eis o ‘gênero’ brasiliense em profícua atividade predatória.

Aileda de Mattos Oliveira

segunda-feira, 4 de junho de 2012

LULA E PT PREPARAM GOLPE DE ESTADO

BLOG DO ALUIZIO AMORIM

Na madrugada desta quarta-feira escrevi aqui no blog uma análise na em que alertei que Lula e o PT não postulam apenas adiar o julgamento do mensalão, mas desejam é obter o domínio total sobre o Poder Judiciário. Em outras palavras, o PT ESTÁ PREPARANDO UM GOLPE DE ESTADO!

A confirmação da minha análise está neste ótimo texto do jornalista Reinaldo Azevedo, postado agora à noite no seu blog em que denuncia uma armação do PT para obrigar o Ministro Gilmar Mendes a se declarar impedido de julgar o mensalão.

Se os demais ministros do Supremo Tribunal Federal, se o Congresso Nacional, os líderes da oposição e as Forças Armadas e a grande imprensa calarem o Brasil sofrerá um GOLPE DE ESTADO, porque as instituições democráticas estarão anuindo, por seus representantes, à hegemonia do PT.

Foi o que aconteceu na Venezuela, onde o chavismo irmão simamês do petismo, tem o domínio total sobre o aparelho estatal. A ocupação do Judiciário é o passo derradeiro para uma ditadura do Partido único, no caso o PT. Repito: está em curso um GOLPE DE ESTADO a ser consumado por Lula e seus sequazes:

Vejam o que informa Reinaldo Azevedo:

Está em curso, e não chega a ser exatamente uma novidade, uma operação de desestabilização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma ação ampla, que encontra eco até mesmo dentro do tribunal. O JEG não esconde o propósito, escancara-o em suas páginas financiadas com dinheiro público: querem que ele se declare impedido de participar do julgamento dos mensaleiros, na suposição — sem lastro na realidade! — de que estaria praticando prejulgamento. É uma falácia. Nada no histórico de votos do ministro no STF indica antipetismo militante. Ao co ntrário até: Mendes foi um dos que inocentaram — e deixei clara, então, a minha discordância — Palocci no caso da quebra do sigilo do caseiro, por exemplo. Por se tratar de questão de natureza criminal, entendeu que não poderia condenar sem a prova provada, a ordem explícita para que um subordinado executasse a tarefa. Como essa evidência documental não existia, optou, então, pela absolvição. A questão, claro!, tem mais meandros do que isso. Faço uma síntese.

E por que agora todo esse barulho em relação ao mensalão em particular? Medo do suposto preconceito anti-PT? Uma ova! Medo das evidências que estão nos autos, isso sim! Os petistas não fazem segredo de que têm os “seus ministros” — aqueles cujos votos dão como favas contadas. Não listo aqui porque poderia apenas estar dando curso a uma difamação. O fato é que eles não escondem de ninguém que consideram que QUATRO VOTOS ESTÃO GARANTIDOS.

Certos ou errados, os petistas avaliam que Mendes e Cezar Peluso votarão contra os mensaleiros. E acham que Ayres Britto pode seguir o mesmo caminho. Assim, Lula quer adiar o julgamento para 2013 porque estes dois últimos já não estariam na corte. Para inocentar a súcia, bastam 6 votos — no caso de o tribunal estar completo.

Ganhar de goleada
Lula pôs na cabeça que não basta vencer, não! Ele quer ganhar de goleada. Acha que uma vitória apertada, por um voto, deixaria no ar a suspeita de arranjo. Tem de ser um placar convincente. Um julgamento sem Peluso e Britto e com um Mendes impedido seria um sonho.

É esse o pano de fundo dessa baixaria. A canalha tenta desmoralizar Mendes, mas está, na prática, é desmoralizando todo o Supremo. A cada vez que petistas dão como líquido e certo o voto de ao menos quatro ministros, tratam o tribunal como se fosse mera extensão ou franja do partido, dando a entender que passou a existir um critério para integrar a corte. Não por acaso, os setores mais extremistas do petismo tratam Joaquim Barbosa e Peluso como traidores e Britto como um possível ingrato. Mendes, por óbvio, está no radar desde sempre porque indicado para o tribunal por FHC.

Trabalho sujo
Os setores da imprensa que não dividem espaço no lixão financiado do lulo-petismo que dão curso às críticas a Gilmar Mendes — indo além da notícia, censurando o seu ato de coragem — estão contribuindo, na prática, para desmoralizar o Supremo. Engrossam a corrente daqueles que querem fazer do tribunal um quintal do Executivo, a exemplo do que se vê na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia ou na Nicarágua, esses notáveis exemplos de cultura democrática. Do blog do Reinaldo Azevedo.

terça-feira, 29 de maio de 2012

COVARDIA EXPLICITA


(Foto: Divulgação - Editora Abril)
Em 26 de março passado, os setores amestrados da imprensa nacional noticiavam que o jornalista Policarpo Júnior, diretor de redação da revista Veja em Brasília, havia trocado duzentos telefonemas com o contraventor goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Sem qualquer escrúpulo, esses sempre genuflexos veículos de comunicação, alguns deles atrás de notoriedade a qualquer preço, insinuaram que Policarpo e a Veja renderam-se ao bicheiro goiano preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Foi o suficiente para que o PT e a base aliada cobrassem com vigor o depoimento do jornalista à CPI criada para investigar a teia de relacionamentos de Cachoeira. Afinal, execrar a revista Veja é o objetivo dos petistas.

Quase dois meses depois do início do massacre de Policarpo Júnior, os duzentos telefonemas transformaram-se em apenas dois. As conversas com Cachoeira, segundo relato de um delegado da Polícia Federal à CPI, foram protocolares, do tipo entre jornalista e sua fonte.

O ucho.info afirmou que as acusações contra Policarpo Júnior eram infundadas e que os telefonemas trocados com Carlinhos Cachoeira, neste caso a fonte, fizeram parte do exercício de um profissional de comunicação que se dedica ao jornalismo investigativo. Não há como trazer a público informações sem consultar as fontes, mesmo que estas estejam na alça de mira da Justiça ou da polícia. O jornalismo investigativo exige que o profissional em algum momento se envolva com tais pessoas, o que garante a veracidade da informação.

Nesse episódio, a reputação e a competência de Policarpo Júnior saem intactas, ao passo que o objetivo do Partido dos Trabalhadores em relação à CPI do Cachoeira fica evidente que era comprometer o julgamento do escândalo do mensalão e influenciar nas eleições municipais de outubro próximo, especialmente na da cidade de São Paulo, onde o candidato petista imposto por Lula continua empacado com irrisórios 3% de intenção de voto.

Essa prática do PT é conhecida e acionada quando a legenda se vê em dificuldades. Quando o ucho.info entrevistou os dois delegados federais – Antonio Carlos Rayol e Lorenzo Pompílio da Hora – responsáveis pela prisão do marqueteiro Duda Mendonça em uma rinha de galos no Rio de Janeiro, o editor deste site foi covardemente massacrado por petistas que acionaram jornalistas que sempre se dispõem a vilipendiar a honra alheia. Por ocasião da divulgação das gravações telefônicas do caso Celso Daniel, o que este noticioso fez com absoluta exclusividade, a situação foi pior, pois contou com ameaças de morte e intimidação de familiares.

Para um partido que passou duas décadas defendendo a democracia e frequentando redações com envelopes suspeitos, esse tipo de atitude é no mínimo condenável. É bom parar por aqui e deixar munição para a próxima batalha, pois o projeto de poder do PT faz dessa guerra um episódio quase sem fim. Como disse certa vez o estabanado Luiz Inácio da Silva, agora posando de vítima, “nunca antes na história deste país”.


Fonte: Ucho.Info