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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MP DE MINAS PEDE BLOQUEIO DE BENS DE FERNANDO PIMENTEL

Ministro é acusado de improbidade quando era prefeito de Belo Horizonte

BELO HORIZONTE - O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, provável candidato do PT ao governo de Minas, virou alvo de nova ação do Ministério Público de Minas Gerais por suspeitas na implantação do programa de vigilância Olho Vivo quando era prefeito de Belo Horizonte, em 2004. Dessa vez, o MP pediu à Justiça o bloqueio imediato dos bens do ministro e sua condenação por improbidade administrativa. 
Os seis promotores da capital querem que Pimentel e outros acusados devolvam R$ 8, 1 milhões aos cofres públicos. Um ex-procurador-geral de BH, dois ex-secretários municipais, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e um diretor da entidade também estão sendo acusados de dispensa de licitação, com danos ao Erário.
O MP afirma que a contratação da CDL, em janeiro de 2004, foi feita sem concorrência pelo sistema de inexigibilidade de licitação. Segundo a denúncia, a contratação recebeu o nome de “convênio” para dar “aparência de legalidade ao imbróglio Inicialmente, o contrato previa o repasse à entidade de R$ 14,7 milhões em parcelas, mas uma investigação suspendeu o repasse quando já tinham sido destinados R$ 4,4 milhões.
Segundo a ação, o dinheiro recebido pela entidade foi usado para quitar uma dívida tributária milionária com o município de Belo Horizonte, no valor de R$ 9,8 milhões. Além disso, a CDL recebeu no período R$ 4 milhões de empréstimo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais para “aplicar no ilegal ‘convênio”.  Em nota oficial, o Ministério do Desenvolvimento afirma que Pimentel “nega qualquer irregularidade de sua parte e da prefeitura por ocasião da implantação” do programa Olho Vivo.
Afirma que o convênio com a CDL foi assinado também pelo governo do estado e que o “pos- tenor repasse de verbas ocorreu em observância à 1egislação’  Também em nota, a CDL diz que “sempre se pautou por uma conduta lícita e que o Projeto Olho Vivo foi executado em cumprimento à legislação vigente’.

Ezequiel Fagundes - O Globo

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DE FERNANDO PIMENTEL



Para inglês ver – A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu investigar a conduta do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel (PT-MG), que entre 2009 e 2010 recebeu cerca de R$ 2 milhões por consultorias prestadas. A maior fonte pagadora do ministro foi a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). A decisão de investigar Pimentel teve como origem uma denúncia feita pelo PSDB.

A prestação de serviços de consultoria se deu no período em que Fernando Pimentel ainda não era ministro, mas há suspeitas de que ocorreu tráfico de influência, uma vez que o petista é ex-prefeito de Belo Horizonte e integrou o núcleo duro da campanha presidencial de Dilma Vana Rousseff.

O resultado das investigações deverá ser anunciado em meados de março, mas é preciso considerar que Fernando Pimentel é amigo de longa data da presidente da República. Acolher requerimento de um partido de oposição não é prática comum no Palácio do Planalto, o que permite acreditar que a iniciativa pode ser uma espécie de missa encomendada para sepultar a polêmica e deixar livre o caminho político para Pimentel.

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CRISE NO JUDICIÁRIO E FESTAS DE FIM DE ANO AJUDAM A ENTERRAR ESCÂNDALO PIMENTEL



Como planejado – Diferentemente do que ocorreu com ministros acusados de corrupção, tráfico de influência e outras irregularidades, que acabaram deixando o cargo após um período de desgaste, o petista Fernando Pimentel, titular do Desenvolvimento, continua com lugar garantido na Esplanada dos Ministérios. Pimentel é amigo de longa data de Dilma Rousseff, desde os tempos de combate à ditadura, e é o primeiro da cota da presidente que tem o nome envolvido em escândalo.

Dilma alega que Fernando Pimentel não tem obrigação de dar explicações sobre sua vida privada, mas o que está sendo deixado para trás é a ética quando o assunto é assumir um cargo público. O caso de Pimentel nos remete ao velho e secular ditado que diz que à mulher de César não basta ser honesta, mas é preciso parecer como tal.

A alegação de Dilma Rousseff de que a vida privada do seu colaborador não deve ser discutida e julgada na esfera oficial não convence, pois o também petista Antonio Palocci Filho, que comandava a Casa Civil até meses atrás, caiu pelo mesmo motivo que açoita Fernando Pimentel. Consultorias milionárias que permitiram evolução patrimonial meteórica e surpreendente dos acusados.

A diferença entre Palocci e Pimentel é que o primeiro não teve a seu favor as festas de final de ano e o racha do Judiciário, que servirão como anestésico da consciência popular. Enquanto os brasileiros abrem os presentes de Natal e escolhem a roupa para receber o novo ano, Dilma Rousseff participa do funeral do mais novo escândalo do seu governo. Como disse certa feita o boquirroto Luiz Inácio da Silva, “nunca antes na história deste país”.
Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DILMA ROUSSEF NÃO É PRESIDENTE DE UM PAÍS.

A declaração da “presidente” de que o caso Pimentel não tem nada a ver com seu governo, e que Palocci saiu porque quis, deixa claro que Dilma Rousseff não é presidente de um país no sentido que esta palavra traz no seu significado.

Uma democracia não se constrói com estelionatos eleitorais e nem com projetos de poder de aparelhamento total do poder público visando preservar os interesses de verdadeiras gangs que atuam nas relações públicas e privadas.

Trocar a bandeira do Brasil pela bandeira do PT no andar da carruagem da patifaria generalizada sem qualquer reação relevante da sociedade não terá qualquer problema, nem mesmo com as Forças Armadas que se comportam como se não estivessem nem mais aí para o que está acontecendo como o país.

O Brasil se encontra efetivamente em uma encruzilhada depois que os Tribunais Superiores passaram a tomar suas decisões com base em um relativismo legal a serviço de corruptos e prevaricadores, e a presidente da República declara publicamente, conforme o sentido de suas colocações, que aceita o relativismo moral como forma de conduzir o papel do Estado e o exercício do seu mandato.

A encruzilhada a que nos referimos é apenas teórica, pois a única saída seria a deposição pura e simples desse poder público invadido e controlado por uma máfia da corrupção a serviço do PT. Sabemos que essa saída é utópica, pois a ignorância, a covardia, a omissão ou a cumplicidade com a patifaria generalizada que a sociedade “organizada” demonstra claramente ter, nos tiram qualquer esperança desse único caminho alternativo.

A “liberdade de expressão que temos” somente existe porque nada do que escrevemos, mesmo que seja baseado em fatos reais e contundentes, é suficiente para movimentar uma sociedade subjugada por uma falência educacional e cultural absurdas com a cumplicidade de milhares de esclarecidos canalhas que trouxeram à tona seu DNA da prática do ilícito como forma de sobreviver e enriquecer durante a Fraude da Abertura Democrática, que continua em processo acelerado.

Na entrevista da presidente fica claro o seu papel de uma hipocrisia sem par: evitar a todo custo que os tapetes dos desgovernos de seu antecessor – que é quem efetivamente continua dando as cartas – sejam levantados, mas preparando o caminho de sua volta ao poder ou, na sua impossibilidade por questões de saúde, dela mesma ser reeleita em 2014.

Na prática já existe apenas um poder maior dominante no país nessa República de mentirinha em que vivemos que é o Poder Executivo. Isso não é democracia. Isso é uma descarada corruptocracia civil ditatorial fascista que controla milhões de vítimas da falência educacional e cultural com um leviano assistencialismo comprador de votos e milhares de esclarecidos canalhas com subornos morais, financeiros e corporativistas.

Os poderes Legislativo e Judiciário perderam totalmente o sentido republicano de seus papeis e se comportam por vontade própria, por cumplicidade, por omissão e pela influência peçonhenta de subornos financeiros por dentro e por fora, como subordinados às vontades do Poder Executivo.

O que lemos na entrevista da presidente foi um jogo de palavras para disfarçar que o Estado já está totalmente aparelhado pelo seu partido o PT, e sua base aliada. Isso não é democracia. Isso é um corporativismo de Estado que sempre coloca acima dos interesses da sociedade os interesses do submundo da corrupção, da prostituição da política e da prática ostensiva de prevaricação.

Falar em meritocracia em um poder público, empreguista declarado de milhares de militantes e meliantes filiados à base aliada da presidente, um poder público que carrega mais de 100 escândalos de corrupção nos últimos 12 anos – TODOS IMPUNES – é brincadeira de mau gosto.

O mais famoso dos roubos, o escândalo do Mensalão, que transformou o Poder Legislativo em lacaio e capacho do Poder Executivo, pela previsão de um “respeitado” magistrado do STF e “funcionário” do Poder Executivo, vai ter todos os crimes da gang dos 41 provavelmente prescritos até 2013. O motivo é muito claro e ninguém está sendo enganado: os mensaleiros não podem ser presos, pois o risco de seu chefe-mentor também ir para a cadeia não é pequeno: o ex-presidente Lula.

Não temos no país machos defensores dos códigos legais que sejam capazes de bancar essa “parada”. Todos têm medo de suas milícias irem para as ruas conforme histórica ameaça já expressa em comício.

Falar em meritocracia em um organograma estatal em que milhares de funcionários honestos e dignos são obrigados a serem comandados por canalhas da corrupção de todos os tipos é brincadeira de mau gosto. O resultado é que os tentáculos do espírito da corrupção somente livra a cara dos mais resistentes que ficam à margem do crescimento profissional dentro do poder público. Nas empresas privadas isso tem um nome: ou “dá ou desce”.

A diferença é que no mundo das empresas privadas, mesmo as que são subornadas pelo poder público, ganhando obras sem licitação ou ganhando licitações de forma corrupta, a incompetência, o jogo de poder sujo e a falta do espírito empreendedor, não somente levam a demissões, mas principalmente provocam falências ou dissolução. Mesmo assim no mundo privado quem rouba o patrão acaba pagando um preço caro mesmo que o patrão seja um canalha cúmplice do Covil de Bandidos.

O Estado nunca tem problemas de eficiência, pois quem paga a conta sempre sem serem consultados são milhões de idiotas e imbecis de contribuintes feitos de palhaços todos os dias no Circo do Retirante Pinóquio.

O comando do país naquilo que é essencial não está nas mãos da presidente eleita por um descarado estelionato eleitoral, mas nas mãos dos chefes das gangs da corrupção que transformaram o poder público em um covil de bandidos e o país em um Paraíso de Patifes.

Pergunto aos chefes de família: - Vocês ao saberem que os candidatos a casarem com seus filhos e filhas têm um passado rigorosamente imoral, com prática social fundamentada no ilícito, e absolutamente desabonadora diriam: não se preocupem o que vale é daqui para frente. Pois é, é assim que a presidente declara que conduz o país quando escolhe ou aceita indicações para os cargos mais importantes de seu desgoverno incluindo os ministros de estado.

Fala sério! Isso poderia ser presidente de algum país?

Por que será que nenhum jornalista questionou a presidente sobre a imoralidade de sua posição vis a vis o seu cargo e o seu papel perante a sociedade?

Geraldo Almendra

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PIMENTEL RECEBEU FORTUNA POR PALESTRAS-FANTASMAS



Pano quente – Há pouco mais de onze meses enfrentando uma enxurrada de denúncias de irregularidades cometidas por ministros e assessores, a presidente Dilma Vana Rousseff, diante de mais um escândalo, tenta minimizar o fato. E isso se deve porque Fernando Pimentel, acusado de tráfico de influência, ser seu companheiro de longa data e de militância política nos tempos da ditadura militar.

Para evitar que Pimentel aterrisse no Congresso Nacional para dar explicações sobre os R$ 2 milhões que recebeu por consultorias misteriosas, a presidente colocou em sentinela a tropa de choque palaciana que atua nas duas Casas congressuais (Senado Federal e Câmara dos Deputados). E o resultado saiu de acordo com o esperado, pois todas as tentativas de convocação do ministro do Desenvolvimento foram facilmente derrubadas. Até mesmo um convite para Fernando Pimentel falar sobre assuntos relacionados à pasta foi evitado, algo que contraria a tese defendida pela presidente Dilma, para quem todo ministro deve comparecer ao Congresso para esclarecer assuntos de governo.

A insistência dos palacianos para que nenhum convite ao ministro seja aprovado mostra que há muito mais confusão na seara do ex-prefeito de Belo Horizonte do que se imagina. Pimentel inicialmente se dispôs a prestar esclarecimentos, mas agora seu discurso é outro. Disse o ministro que já esclareceu os assuntos relacionados às consultorias prestadas. Acontece que agora surge a informação de que as palestras que Pimentel teria proferido em unidades regionais da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), ao custo de R$ 1 milhão, jamais aconteceram.
Dilma tem razão quando diz que a vida privada de um ministro não deve ser discutida no Congresso Nacional, mas manter na Esplanada dos Ministérios um colaborador que falta com a verdade compromete a credibilidade do governo, se é que isso de fato existe

Fonte: Ucho.Info

ÁLVARO DIAS PEDE EXPLICAÇÕES A PIMENTEL

 
foto: Agência Brasil
Senador Álvaro Dias
O senador Álvaro Dias (PR) alega que há a prática de tráfico de influência

Inconformado com a posição da presidente Dilma Rousseff e da base aliada do governo de dispensar o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, de prestar esclarecimentos ao Congresso sobre os R$ 2 milhões que recebeu como consultor, o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), recorreu a um novo procedimento: encaminhou 12 indagações a Pimentel, por intermédio de um requerimento, cujo seguimento depende do aval da Mesa Diretora do Senado.

Dias adotou a iniciativa dois depois de os senadores governistas rejeitarem o convite para que Pimentel participasse de uma audiência pública na Comissão de Fiscalização e Controle (CFC). O líder afirma que o requerimento dará ao ministro a segunda chance para se defender. "Há nitidamente a prática de tráfico de influência", alega. "Estamos dando a oportunidade para um ministro que está sendo duramente acusado de se defender".

Álvaro Dias faz 10 indagações a Fernando Pimentel relacionadas a sua atividade como um dos donos da AP-21 Consultoria e Projetos Ltda. O líder pede cópia dos programas de desoneração tributária e desenvolvimento que a empresa teria proposto à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e de outros recibos e documentos que comprovaria as afirmações de Pimentel sobre sua atividade de consultor.

Dias questiona ainda sobre as palestras que o ministro teria dado em dez unidades regionais da Federação e a respeito dos técnicos da entidade que teriam recebido suas orientações. O senador quer igualmente informações sobre outras empresas citadas como clientes da AP-21.

Outras perguntas se referem ao fato de Pimentel ter dito que fez contratos verbais, apesar do valor elevado, e se ele próprio não vê conflito de interesse na relação que mantém com as empresas, ditas clientes, e sobre as "garantias" de prestação dos serviços dadas por Pimentel.

Fonte: A Gazeta

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O DINHEIRO PÚBLICO PEDE EXPLICAÇÃO

A presidente Dilma Rousseff arrumou um jeito prático de reduzir a temperatura da crise envolvendo um de seus ministros mais próximos, Fernando Pimentel: acossado por suspeitas a respeito de estranhas consultorias prestadas a empresas, ele simplesmente não terá de dar explicações ao Congresso porque... a presidente acha as explicações desnecessárias.

Pimentel teria muito a explicar. É impressionante a facilidade encontrada por figuras proeminentes do PT para prestar rentáveis serviços de consultoria. Antes foi com Palloci. Agora, Pimentel recebeu centenas de milhares de reais apenas para conversar com empresários. Não fez relatórios, não elaborou planos, nem mesmo assinou um contrato. Só conversou. Obviamente a suspeita é de algum tipo de desvio no caminho de tantas cédulas. Mas o ministro se acha no direito de nada explicar. Curiosamente, ex-colegas seus se viram em situação parecida, recentemente, e não se negaram a responder às perguntas de deputados e senadores. É verdade: caíram pouco depois. Mas pelo menos tiveram a dignidade de mostrar o rosto...

O prefeito João Coser também decidiu falar para a Câmara hoje. Antecipou seu encontro com os vereadores. Fez bem. Espera-se, agora, dos vereadores o cumprimento do seu papel. Todos só têm a ganhar com a elucidação de casos envolvendo dinheiro público, como ocorre com as desapropriações de Vitória.
Fonte: A Gazeta

sábado, 10 de dezembro de 2011

DILMA IMITA LULA E MANDA PIMENTEL RESISTIR, SÓ QUE O LUPI CAIU!!!

Alvo de suspeita de tráfico de influência por consultorias a empresas com convênios com Prefeitura de BH, ministro é o primeiro da cota pessoal da presidente a sofrer desgaste após 7 demissões

Depois de demitir sete ministros em quase um ano de governo, a presidente Dilma Rousseff está disposta a manter o titular do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, alvo de suspeita de tráfico de influência nas atividades de consultoria exercidas por sua empresa, a P-21. "Resista!", ordenou a presidente ao ministro. "Tem gente que sobrevive. Eu sobrevivi."
 
Dilma determinou o contra-ataque na quinta-feira, ao lembrar que também foi duramente atacada por 45 dias, em 2009, quando era chefe da Casa Civil, mas provou a falsidade das informações. Na ocasião, uma ficha criminal inverídica - que chegou a ser publicada - dava conta de que o grupo de Dilma, militante de extrema-esquerda, teria participado de seis assaltos, entre 1968 e 1969. Na lista estavam roubos a bancos e o assalto ao cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, com cerca de US$ 2,4 milhões.

"Você bem sabe que eu nunca participei de ação armada nem dei um tiro", disse Dilma a Pimentel, segundo relato de auxiliares. Amiga de juventude de Pimentel, a presidente militou com ele no Comando de Libertação Nacional (Colina) e na Vanguarda Armada Revolucionária (VAR-Palmares (VAR-Palmares), durante a ditadura.

Agora, Pimentel é o primeiro ministro da cota pessoal de Dilma a cair em desgraça. Todos os outros ou foram herdados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou indicados por partidos aliados. Na prática, nem mesmo a ala majoritária do PT queria que ele fosse ministro.

Clientes da empresa de consultoria de Pimentel firmaram negócios com a Prefeitura de Belo Horizonte, comandada por ele de 2003 a 2008, gerando suspeitas.

Embora o governo esteja preocupado com a exposição de Pimentel, a recomendação é para que ele não baixe a guarda. O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou ontem que o Pimentel "tem respondido com firmeza a todas as questões". "O importante é que ele tem o nosso apoio. É uma pessoa de muito respeito." Nos bastidores do Planalto, o comentário é que as denúncias contra Pimentel partem de "fogo amigo" na seara petista, em Belo Horizonte. Há quem identifique vazamentos de dados da Secretaria de Finanças.

Fonte: O Estado de São Paulo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A LISTA DE PIMENTEL

Antonio Palocci caiu porque não quis ou não pode divulgar a lista de clientes de sua consultoria. Já a lista do ministro Fernando Pimentel é conhecida. E não é boa para ele. De certo modo, sua situação explica por que Palocci preferiu deixar a chefia da Casa Civil a revelar nomes de clientes, contratos e valores recebidos.

A lista de Pimentel inclui dois tipos de clientes: empresas que tinham contratos com a prefeitura de Belo Horizonte quando o hoje ministro era prefeito e que continuaram tendo depois, quando o ex-prefeito mantinha forte influência na administração municipal; e a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que, como toda entidade patronal, tem enorme interesse nas relações com os diversos níveis de governo.

Como Palocci, Pimentel também estava fora do governo quando prestou as consultorias. Mas, como Palocci, continuava na política e como integrante da cúpula do grupo político dominante no Brasil, o PT e seus aliados, com óbvia expectativa de voltar a algum governo muito brevemente.

Consultoria no Brasil de hoje é coisa séria. Não se trata de dar uma OC (Opinião Cinsera), como se brinca no meio. Há contratos nos quais se especificam assuntos, horas de trabalho, relatórios, documentos a serem apresentados e os nomes dos profissionais envolvidos. E depois há o acompanhamento: atas de reunião, participantes, textos e projetos apresentados. Para quê? Justamente para evitar a OC e a picaretagem. Por exemplo, para evitar que o presidente da companhia contrate um "laranja" para receber dinheiro e depois repassá-lo.

Pimentel diz que fez contratos informais, na base da confiança, e que não há relatórios porque praticou consultoria direta. Ou seja, foi lá e conversou com o pessoal.
É, pode ser, especialmente no caso de uma empresa privada pequena. Os sócios de uma nova empreiteira, por exemplo, podem querer saber como participariam de grandes obras públicas.
Contratam alguém do ramo, com experiência no setor público. Quem melhor que o ex-prefeito de uma cidade em obras?

Mas quanto valem essas conversas? Da empresa QA Consulting, a consultoria de Pimentel, a P-21, recebeu R$400 mil, em um ano e meio, sem especificar quantas conversas foram. Digamos que tenham sido 16, uma por mês. Dá R$25 mil por conversa, pagamento normal para um consultor de nível, como diz o pessoal do meio. Mas, como não há registro de quantas reuniões foram, a suspeita permanece, não é mesmo?

Qual suspeita? Uma conversa com alguém que sabe das coisas vale muito mais que uma simples consultoria. Uma conversa com alguém que tem acesso e influência sobre autoridades que decidem sobre gastos vale ainda muito mais. E se não houve conversa nenhuma?

É especulação, claro. Mas, como não há registro formal das consultorias, fica palavra contra suspeita.
O caso da FIEMG, que pagou R$1 milhão por nove meses de consultoria de Pimentel, é ainda mais grave. Foi uma consultoria cara sob qualquer padrão. Além disso, a Federação é uma entidade pública e que vive de dinheiro público, imposto recolhido na folha de pagamento. Obrigatoriamente, teria de prestar contas detalhadas desse contrato com o ex-prefeito. Mas não há nada: nem relatórios de reuniões, nem documentos produzidos pelo consultor, nem atas, nada.

Há apenas a palavra do então presidente da FIEMG, Robson Andrade, hoje presidente da Confederação Nacional da Indústria. Disse que foi uma consultoria sobre economia e sustentabilidade, que foi útil, e lembrou que entidades sindicais têm interesse em manter bom nível de relacionamento com os governos.

Certamente, mas qual tipo de relacionamento?

Resumo da ópera: Pimentel recebeu dinheiro de empresas privadas que tinham contratos com uma prefeitura que ele comandou e sobre a qual exercia influência. E de uma entidade patronal que praticamente confessa estar fazendo lobby. Tudo isso sem um papel, um documento, um relatório que formalize as consultorias.

Pimentel sustenta, entretanto, que a emissão de notas fiscais e o pagamento de impostos constituem a formalização da atividade profissional. Palocci dizia a mesma coisa. E não é verdade. Pimentel, como Palocci, não é acusado de sonegação de impostos. A suspeita, a desconfiança é outra: é de lobby, advocacia administrativa, recebimento de prêmios, dinheiro de campanha etc.

O ministro e as demais pessoas envolvidas dizem que são suspeitas indevidas, politicamente alimentadas e que não há prova de nada. De fato, não há também nenhuma prova de que as consultorias foram feitas.

Fonte: O Globo

CONSULTORIA: EMPRESA E PIMENTEL SE CONTRADIZEM

Pimentel confirma ter recebido dinheiro de empresa de bebidas, mas donos da firma negam

Hoje ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), recebeu, em 2009, R$130 mil da ETA Bebidas do Nordeste, empresa que produz o refresco de guaraná Guaraeta em Paulista, na Região Metropolitana de Recife. Segundo Pimentel, sua empresa P-21 Consultoria e Projetos Ltda, de Belo Horizonte, teria sido contratada para "elaborar um estudo de mercado para a empresa" pernambucana. Porém, os sócios da empresa de bebidas e o seu administrador na época negam terem contratado o serviço.

Em entrevistas ao GLOBO no fim de semana e na última segunda-feira, Pimentel mencionou três clientes de sua empresa - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Convap e QA Consulting - e omitiu a ETA Bebidas, na hora de somar os valores que recebeu até o fim de 2010. Os pagamentos da ETA a Pimentel foram feitos em duas parcelas, o primeiro de R$70 mil, em maio de 2009, e o segundo de R$60 mil, em julho do mesmo ano. Pimentel montou a consultoria logo depois de deixar a prefeitura, em 2009, e se desligou antes de virar ministro do governo Dilma.

- Ih, rapaz, esse negócio é muito estranho. É valor muito alto para o trabalho que a gente tinha. Tem alguma escusa, tentaram esconder alguma coisa - disse Roberto Ribeiro Dias, que participou do quadro societário da ETA até 2010.

Aparentemente o plano de negócios que o ministro informa ter desenvolvido não foi bem sucedido: desde então, as atividades da empresa foram diminuindo, até que a ETA fosse vendida ao pernambucano Ricardo Pontes, no início deste ano. O slogan da empresa, no Nordeste, é "Guareta, naturalmente porreta!". Hoje a ETA funciona num galpão numa rua discreta e sem saída, no município de Paulista, região Metropolitana de Recife, e está inoperante.

- Esses valores (pagos a Pimentel) não são compatíveis para o nosso negócio. O que a gente fazia de vez em quando era contrato de R$10 mil, R$15 mil para meninas fazerem propaganda em jogo do Sport com o Santa Cruz. A gente não tinha condições de fazer nada muito diferente disso - diz Ribeiro Dias.

Firma atuava só no Nordeste, diz sócio

O GLOBO localizou ontem outro sócio de Dias na empresa de bebidas, Eduardo Luis Bueno, que disse desconhecer a prestação dos serviços de consultoria.
- P-21? Fernando Pimentel? - perguntou, querendo saber o valor que teria sido pago para a empresa do ministro.

Ao ser informado que foram R$130 mil, Bueno respondeu:
- Difícil.
Bueno afirmou que a empresa funciona apenas no Nordeste e que levantaria informações sobre o assunto. Durante a tarde, novos contatos foram feitos com o empresário no escritório de sua outra empresa, a Unaprosil (que atua com produtos químicos), em São Paulo. Funcionários informaram que ele não estava no local e que não seria mais possível falar com ele.

Além da ETA, Bueno já foi sócio de uma empresa em Belo Horizonte, que funciona em uma pequena sala do Bairro Estoril, a Caraça Construções Ltda. Firma com amplo objeto social (construção de rodovias, aluguel de máquinas, aeronaves e comércio varejista), ela foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) por doação ilegal de R$361 mil a dez candidatos a deputado nas eleições de 2006, em Minas.

Os beneficiados foram três candidatos do PV, três do PP, um do PL, um do PSC e um do PSDB. A menor doação teria sido feita a um do PT: R$600 para o deputado federal Virgílio Guimarães. A empresa declarou rendimento igual a zero em 2005, por isso não teria condições de fazer as doações. Bueno se livrou de pagar multa de R$1,7 milhão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porque o Ministério Público Eleitoral teria apresentado o processo depois do prazo legal.

O GLOBO também localizou, por telefone, o terceiro sócio da ETA Bebidas, Adriano Magalhães da Silva, que entrou no lugar de Dias e ainda trabalha na sede da Unaprosil, no Rio.
- Olha, não sei de nada disso, quem respondia pelas ações da empresa era o administrador (por nós nomeado), o Leonardo. Só ele pode responder sobre essa história - disse o empresário, informando o número de Leonardo Coelho.

Ao ser questionado sobre a consultoria de Pimentel, Coelho mostrou surpresa:
- Não sei disso, mas foi o Adriano que pediu para você me ligar? Vou ver com ele essa história e te ligo em seguida - afirmou, sem retornar as ligações e deixando de atender o telefone durante toda a tarde de ontem.

O novo dono da empresa, Ricardo Pontes, disse que os antigos sócios nunca comentaram sobre uma eventual consultoria de Pimentel.
- Eles pretendiam vender chá aqui, mas o negócio não deu certo e eu não fiquei com a empresa deles, que é outra figura jurídica. Só posso responder pela minha parte - disse o empresário, que pretende usar a estrutura comprada para produzir sucos de uva, laranjas e frutas vermelhas em garrafas, que estão para chegar ao mercado.

A assessoria de Pimentel confirmou em nota que a P-21 recebeu os pagamentos da ETA. Depois, ao voltar a ser procurada pelo jornal para comentar o fato de os sócios da ETA terem negado o negócio, a assessoria do ministro não retornou mais.

Fonte: O Globo

OPERAÇÃO ABAFA LIVRA PIMENTEL. ATÉ QUANDO?



Como já era esperado, a base aliada do governo barrou a tentativa da oposição de convocar o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) para esclarecer as denúncias de tráfico de influência e outros quetais. O requerimento foi apresentado na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados, mas não prosperou por causa do rolo compressor palaciano.

Segundo informou a secretaria da Comissão, os parlamentares alegaram não existir assunto pertinente para análise do colegiado, ao mesmo tempo em que afirmaram que por enquanto não há denúncia formal contra o Pimentel.

Até prova em contrário nada há de ilegal na atividade empresarial de Fernando Pimentel no período em que não ocupava qualquer cargo público, mas a questão recai sobre as reticências dos contratos com a empresa de consultoria do agora ministro. A contratação de Pimentel se deu exclusivamente com foco no tráfico de influência, pois não se tem notícia de que o ex-prefeito de Belo Horizonte é um economista destacado e de renome internacional.
Em outro vértice da polêmica está a questão da ética pública, que nove entre dez autoridades insistem em ignorar. A palavra pública por si só nos remete ao outro vernáculo, a publicidade. E toda autoridade pública tem a obrigação de dar publicidade aos seus atos. Os seguidos escândalos que chacoalham a Esplanada dos Ministérios comprometem sobremaneira a credibilidade do governo de Dilma Rousseff, que desde a sua posse passou a maior parte do tempo demitindo ministros e driblando as reticências da crise.

Na tarde desta quarta-feira (7), o PSDB protocolou duas representações contra Fernando Pimentel. Uma na Comissão de Ética Pública da Presidência da República e a outra no Ministério Público Federal do Distrito Federal. À Comissão de Ética os tucanos requereram a abertura de processo administrativo para apurar a conduta do ministro “em razão da possível prática de ato atentatório contra os princípios éticos que norteiam as atividades dos órgãos superiores da Presidência da República e a quebra de decoro por parte do representado”.

Na Procuradoria o pedido é de abertura de inquérito civil para apurar suposta prática de improbidade consistente em enriquecimento ilícito decorrente de tráfico de influência por parte de Pimentel. Algo muito semelhante ao que derrubou o também petista Antonio Palocci Filho, ejetado da Casa Civil por conta de inexplicável e meteórica evolução patrimonial.

De acordo com a assessoria do PSDB, no documento entregue à Procuradoria, os líderes do partido na Câmara, Duarte Nogueira (SP), e no Senado, Alvaro Dias (PR), enfatizam a possibilidade de haver semelhança com o caso Palocci, que levou o Ministério Público Federal a decidir pela abertura de inquérito civil para apurar prática de improbidade administrativa por parte do ex-chefe da Casa Civil. Palocci pediu demissão após denúncia de que havia faturado R$ 20 milhões como consultor de empresas.

É importante mencionar que até agora todos os ministros demitidos por causa de irregularidades integravam o amaldiçoado espólio de Luiz Inácio da Silva, o messiânico Lula. Fernando Pimentel é o primeiro da cota da presidente Dilma a ser arremessado no olho do furacão, de onde não deve sair tão cedo

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FERNANDO PIMENTEL, O PRÓXIMO

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, é o novo alvo da oposição. Ao mesmo tempo em que tenta aprovar nesta quarta-feira, 7, convocação para que explique a atuação de sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, entre 2009 e 2010, o PSDB entra com representação na Comissão de Ética Pública da Presidência, para verificar se o petista infringiu o Código de Ética, e no Ministério Público do DF, sob suspeita de improbidade administrativa.
Na mesma linha, o PPS protocolou requerimento na mesa diretora da Câmara pedindo que Pimentel se explique sobre a denúncia, divulgada na terça-feira, 6, pelo jornal O Globo, de que sua empresa teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias, entre 2009 e 2010. A reportagem sugere tráfico de influência da consultoria do ministro em licitações da prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

"O ministro deve muitas explicações. É preciso esclarecer em que circunstâncias ocorreram estas consultorias, já que Pimentel se preparava para ser importante coordenador da campanha da então candidata Dilma Rousseff", afirmou o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), vê semelhanças entre o caso de Pimentel e do ex-ministro Antonio Palocci (PT), que deixou o governo em junho, após a divulgação de que seu patrimônio aumentou em cerca de 20 vezes. PSDB, PPS e DEM querem aprovar hoje, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a convocação de Pimentel. "Vamos tentar incluir o requerimento na pauta", disse o líder Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

Solidário. Em Belo Horizonte, o prefeito Marcio Lacerda (PSB) saiu em defesa de Pimentel, que o antecedeu no cargo e foi um de seus padrinhos políticos.

O prefeito disse não ter ainda conversado com o ministro sobre o caso, mas ressaltou a "presunção da inocência" e alertou que "meias verdades são mais perigosas que meias mentiras".

Segundo Lacerda, as licitações vencidas pelo consórcio formado com participação da Convap para a realização de obras para a Copa do Mundo de 2014 estão "acima de qualquer suspeita". Essas licitações do PAC da Copa, avisou, têm fiscalização da Caixa Econômica e dos Tribunais de Contas do Estado e da União. "São transparentes", afirmou Lacerda.

Fonte: O Estado de São Paulo

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

FERNANDO PIMENTEL DEVERÁ ROMPER O ANO DESEMPREGADO



Bola da vez – Quando algum escândalo de corrupção estourava em sua seara, o então presidente Luiz Inácio da Silva alegava desconhecimento. Foi assim nos oito anos em que o ex-metalúrgico ocupou o Palácio do Planalto, período em que esculpiu com cinzel esquerdista a mais amaldiçoada herança política deixada a um sucessor. O que não significa que a presidente Dilma Rousseff, à época próxima colaboradora de Lula, desconhecesse a extensão e a nocividade da maldição.

Com sete ministros demitidos em onze meses de governo, sendo seis deles por causa de irregularidades ou envolvimento em casos de corrupção, Dilma, que ainda avalia os efeitos colaterais da demissão do pedetista Carlos Lupi, agora terá de enfrentar as denúncias que flanam na órbita do amigo e companheiro Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Acusado de ter recebido R$ 2 milhões através da empresa P-21 Consultoria e Projetos, de sua propriedade, Pimentel está fadado a seguir a mesma trilha dos que foram ejetados da Esplanada dos Ministérios. De acordo com reportagem publicada na edição do último sábado (3) do jornal “O Globo”, os principais clientes de Pimentel foram a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e o grupo da construtora mineira Convap. A primeira pagou, em 2009, R$ 1 milhão por nove meses de consultoria do agora ministro, enquanto a segunda engordou o cofre de Pimentel, em 2010, com R$ 514 mil.

Dirigentes da Fiemg negam a prestação de serviço pelo ministro. A Convap, por sua vez, assinou com a prefeitura de Belo Horizonte, administrada pelo do sucessor de Pimentel, Márcio Lacerda, dois contratos que somam R$ 95,3 milhões.

Fernando Pimentel foi contratado por outra empresa do grupo, a holding Vitória Engenharia, atual Mineração Vitória Ltda. Meses após quitar a última parcela da consultoria, a Convap foi escolhida, na época de Márcio Lacerda, para executar as obras de implantação do sistema BRT (Ônibus de Trânsito Rápido, em inglês), com vistas à Copa de 2014, e da Via 210.

O grupo de Pimentel, homem de confiança de Dilma Rousseff, continua controlando a Secretaria Municipal de Obras e Infraestutura de Belo Horizonte. O diretor-presidente da Convap, Flávio de Lima Vieira, não quis dar declarações sobre o serviço prestado.

Atual presidente da Fiemg, Olavo Machado informou que o pagamento se refere a “análise, avaliação e aconselhamento sobre aspectos da economia local e mundial”, “discussões socioeconômicas com base em experiência técnica, universitária e administrativa” e “dimensionamento de mercados pra empresas, aspectos de meio ambiente e sustentabilidade”.

Fernando Pimentel, por meio de assessores ministeriais, informou que interrompeu as consultorias no final de 2010, antes de assumir a pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A P-21 teria encerrado a prestação de serviços em novembro de 2010.

Encontro com Dilma

No domingo (4), Dilma Rousseff decidiu que Pimentel precisa se explicar com urgência sobre o tráfico de influência em licitações da prefeitura de Belo Horizonte e a não prestaçãoos serviços pagos pela Fiemg. No contraponto, o ministro afirmou que “não feriu nenhum preceito ético e moral e está perplexo com tamanho espaço para um assunto privado”.

No caso de ser chamado para se explicar no Congresso, o ministro já tem um discurso preparado. Alegará que “é mordaz” qualquer tese de tráfico de influência no governo Dilma, uma vez que à época da prestação dos serviços ele não sabia que a petista seria eleita. Mesmo assim, é sabido que Dilma e Pimentel são amigos de longa data, desde os plúmbeos anos brasileiros, além de integrarem a cúpula do Partido dos Trabalhadores. Como se não bastasse a nova lufada de mentiras que sopra sobre a Esplanada dos Ministérios, Fernando Pimental participou ativamente da campanha de Dilma Rousseff.

Se Dilma adotar o mesmo conceito de análise dispensado a Antonio Palocci Filho, acusado de tráfico de influência e evolução meteórica do patrimônio, Pimentel tem tudo para ser o oitavo ministro a cair. Resta saber se a oposição terá tempo para sangrar Pimentel e se o Conselho de Ética Pública da Presidência exibirá a mesma tenacidade que marcou a recomendação para que a presidente demitisse Carlos Lupi.

Fonte: Ucho.Info

domingo, 4 de dezembro de 2011

FERNANDO PIMENTEL PODE SER O PRÓXIMO

Para tentar evitar que a crise política chegue também ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a presidente Dilma Rousseff ordenou hoje que o ministro Fernando Pimentel voltasse a Brasília e detalhasse sua atuação como consultor entre 2009 e 2010. Reportagem publicada ontem pelo jornal O Globo sugere tráfico de influência em licitações da prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A pedido da presidente, Pimentel compareceu a seu gabinete ainda ontem para informar sobre o trabalho da sua empresa, a P-21 Consultoria, e os contratos assinados nos últimos dois anos, período em que ficou afastado de cargos públicos. Pimentel deixou a prefeitura de Belo Horizonte no final de 2008 e assumiu o MDIC no início deste ano, com a eleição de Dilma.

"A presidente Dilma pediu que eu agisse com transparência e normalidade porque eu não tenho nada a esconder", disse o ministro. "Não feri nenhum preceito ético ou moral. Estou perplexo com tamanho espaço para um assunto privado", afirmou.

Se atingido, Pimentel seria o primeiro ministro da cota da presidente chamuscado pelas denúncias. Os demais ministros denunciados por corrupção foram herdados da gestão Lula ou impostos pelos partidos da base aliada. Pimentel disse que nos dois anos em que a consultoria funcionou prestou serviço a três empresas. Os contratos, juntos, somaram quase R$ 1,9 milhão. O ministro garante que sua atuação foi apenas na área privada.

"Eu conheço todas as empresas de Minas Gerais. Esta é a vantagem de eu ter ficado 16 anos na prefeitura de Belo Horizonte", argumentou. Antes de ser prefeito, Pimentel ocupou cargos de primeiro escalão na prefeitura. Ele mostrou documento, assinado em 10 de dezembro de 2010, no qual se afasta da administração da consultoria.

Pimentel disse também que os rendimentos recebidos no período são compatíveis com cargo de executivo no País. Segundo ele, após o pagamento de tributos e custos da empresa, recebeu em torno de R$ 1,2 milhão em 24 meses. "Isso dá cerca de R$ 50 mil por mês. É uma remuneração compatível com o mercado de executivos", disse. Pimentel não quis fazer associações com os serviços prestados por ele e o ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, que deixou o governo depois de denúncia de tráfico de influência para prestar serviços de consultoria. "Não vou julgar o Palocci. O caso dele é o caso dele. Eu trabalhei, emiti nota fiscal e paguei os tributos", afirmou.

Fonte: O Estado de São Paulo