quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A REPÚBLICA DO JOSÉ DIRCEU.

O Brasil está atônito com os últimos acontecimentos envolvendo a nossa classe política. Pela primeira vez na história do País, um Governador em pleno exercício, foi preso e o que é mais surpreendente, continua preso, passando para a população a impressão de que finalmente a Justiça começa a ser para todos. Vice – governador assume o cargo e poucos dias depois, expurgado pela opinião pública e pelo seu próprio partido, renuncia e o Distrito Federal, centro do Poder político do País conhece seu terceiro Governador num espaço de 12 dias. Em São Paulo, centro econômico do País, a Justiça cassa o Prefeito, seu vice e vários vereadores, numa atitude no mínimo precipitada, já que 24 horas depois revoga o seu próprio ato, devolvendo aos governantes suas funções diante de evidencias de que a causa da cassação já tinha Jurisprudência formada em caso semelhante que envolveu o próprio Presidente da Republica.




Poupo aqui um pouco os políticos para relatar que o Poder Judiciário, com as denúncias no Espírito Santo com a Operação Naufrágio que envolveu até o Presidente do Tribunal de Justiça que juntamente com Desembargadores, Juízes, Advogados e Servidores públicos, montaram verdadeira quadrilha para venda de sentenças, trafico de influência, manipulando concursos públicos , falsificação ideológica , tudo em beneficio de filhos e parentes, aparelhando cartórios e tribunais com gente de confiança do esquema. Caso parecido aconteceu em Mato Grosso do Sul e outros estados, evidenciando a necessidade urgente de uma Reforma no Poder Judiciário, que é imprescindível à normalidade democrática.





Voltando aos políticos, o Jornal A Folha de São Paulo denunciou o que a principio parece ser o maior escândalo do Governo Lula. Acusado de ser o chefe do esquema que ficou conhecido como mensalão, o deputado federal cassado José Dirceu (PT) volta à cena. Desta vez, ele é suspeito de beneficiar um cliente de sua empresa de consultoria – o que levará a oposição a propor nova CPI contra o governo no Congresso. O empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, teria pago pelo menos R$ 620 mil a Dirceu pelo serviço de consultoria, entre 2007 e 2009.

O negócio é visto com suspeição pelo mercado. Em 2005, Santos comprou por um valor simbólico de R$ 1 a participação na empresa Eletronet – que havia pedido autofalência em 2003 e acumulava uma dívida de R$ 800 milhões. Em valor insuficiente para fazer frente às dívidas, o principal patrimônio da Eletronet é uma malha de cabos de fibra óptica de 16 mil quilômetros, passando por 18 Estados É justamente esta malha que interessa ao governo federal, que, reativando a Telebrás, projeta utilizar a estrutura já existente para levar banda larga a localidades carentes de acesso à internet.



Com a iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de reativar a Telebrás e lançar um plano de popularização da banda larga, anunciada na semana passada, o empresário teria agora a expectativa de obter lucro de R$ 200 milhões com a proposta do Planalto.



Outro ponto que levanta suspeitas é a iniciativa do governo federal de bancar sozinho a caução judicial necessária para tirar a rede de cabos das mãos do credores da Eletronet. A União é detentora de parte do controle da empresa por meio da Eletrobrás. Santos não gastaria nada para reverter o quadro falimentar da Eletronet e receber a empresa juridicamente saneada.



O negócio potencialmente rentável para Santos levanta suspeitas de que Dirceu tenha feito lobby pelos interesses do cliente, lhe passando informações privilegiadas. A oposição propôs ontem a criação de uma CPI. O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) estuda ainda pedir a convocação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, para falar sobre o assunto na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Jungmann também pretende solicitar informações sobre o caso para a ministra Dilma Rousseff e Comissão de Valores Mobiliários.





Segundo o Senador Tasso Jereissati , hoje na Tribuna do Senado Federal, tanto a firma Star Overseas, quanto seu proprietário Nelson dos Santos, são ilustres desconhecidos no setor de comunicações ou de finanças, deixando a suspeita de que pode se tratar de “laranjas”, fato que não foi constatado, já que somente o Senador Suplicy, da base aliada estava presente e se dispôs simplesmente a estudar melhor o fato para depois se pronunciar. Quem, em pleno domínio de suas faculdades mentais, colocaria R$ 1,00 para comprar ativos de uma empresa falida e assumir dividas de mais de 800 milhões de reais , a não ser que tenha certeza de que na frente, isto se tornaria um altíssimo negócio? Ao declarar que o Governo iria resgatar a Eletrobrás, o Presidente Lula, ocasionou uma corrida às ações da empresa na bolsa, tornando-a a melhor aplicação da história em Bolsa de Valores em todos os tempos, propiciando fatos como o relatado acima e outros que possam aparecer, empurrando-o para o meio do furacão. O Presidente deve ser o primeiro a questionar seu companheiro ,sob pena de ver seu nome envolvido em tamanho lamaçal.



Fico imaginando o que pensa o cidadão comum, que trabalha arduamente para o sustento seu e de sua família ao se deparar com valores tão grandiosos. Eu. que sou médico, trabalhando mais de 80 horas semanais, levaria mais ou menos 5 anos para ganhar o que o José Dirceu ganhou com sua assessoria no caso e certamente muitas reencarnações para obter a fortuna que o Sr. Nelson dos Santos abocanhou.



Certamente este não é o País que queremos, não é o rumo que temos que tomar. Programa de Governo estatizante de Dilma levará ao gigantismo do Estado, contribuindo para facilitar a corrupção de todos os tipos e sem a liderança, o carisma e a popularidade do Presidente Lula , caso eleita, seu Governo será conhecido como a REPÚBLICA DO JOSÉ DIRCEU.

Um comentário:

  1. Dr. Marcos
    Não sei se é república do Dirceu, ou das bananas, que é o que parece. O Brasil pode estar a deriva, precisamos de muitas mudanças na próxima eleição. Acorda Brasil.
    Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

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