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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DITADURA VERMELHA


nicolas_maduro_16Ditadura vermelha – Com seis mortes confirmadas, na quarta-feira (19), desde o início dos protestos na última semana, o governo do delinquente bolivariano Nicolás Maduroanunciou que poderá decretar Estado de exceção em algumas regiões da Venezuela, para conter o que “chama de plano de conspiração contra a estabilidade”, como se o país vivesse na estabilidade política e social.
A primeira região a ser alcançada pela eventual medida será Táchira (na Região Andina), onde foram registrados sérios distúrbios, com o uso de barricadas, incêndios e atentados a tiros contra manifestantes.
“Se tenho que decretar estado de exceção especial para Táchira, estou pronto para decretá-lo e mandar os tanques, as tropas, a aviação, mandar toda a força militar da pátria. Estou pronto para fazê-lo. Primeiro, tenho as faculdades constitucionais para fazê-lo, tenho a claridade estratégica e tenho a lei habilitante”, disse Maduro em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.
A situação também agravou-se na cidade de Valência, capital do estado de Carabobo, onde ocorreram fortes confrontos e os ânimos estavam bastante acirrados na quarta-feira, após a morte da Miss Turismo local, Génesis Carmona, de 22 anos, ferida um dia antes durante protesto.
O calouro em tirania informou que determinou a detenção dos infiltrados nas manifestações, que, de acordo com o presidente venezuelano, são parte do plano para amedrontar e criar medo na classe média e “injetar o ódio no país”.
Maduro destacou que as ações não fazem parte do chavismo. “Aqui não há ninguém enviado nem autorizado [a agir com violência], se alguém tomou essa iniciativa, eu desconheço e chamo para que volte atrás. Vamos respeitar a convivência em paz das pessoas, dos vizinhos. Eu assumo a minha responsabilidade e que vocês assumam a de vocês, chefes da oposição”.
O que Nicolás Maduro não reconhece publicamente, apesar de saber o que se passa nos bastidores do chavismo, é que seu governo tornou-se refém de supostos aliados que tentam tomar o poder. A ação golpista conta com a ajuda de agentes cubanos, que desde os tempos de Hugo Chávez frequentam de forma assídua o Palácio de Miraflores. Com a morte de Chávez e a chegada de Maduro à presidência da Venezuela, a cornucópia bolivariana que alimentava os cofres de Havana perdeu força, o que teria irritado os irmãos ditadores Fidel e Raúl Castro, que à distância comandam a investida contra. O governo de Caracas, por sua vez, atribui a violência aos infiltrados, supostamente ligados a grupos da extrema direita, o que é uma enorme falácia. OS oposicionistas aproveitaram a instabilidade dentro do próprio grupo de apoio a Maduro, que saiu às ruas para provocar o caos e gerar instabilidade.
Entre os opositores e manifestantes há um consenso de que parte da onda violenta é fruto da repressão policial e também da ação de grupos motorizados armados, situação que confirma as notícias veiculadas pelo ucho.info acerca da crise que chacoalha a Venezuela. Em muitos protestos que se espalham pelo país sul-americano, os estudantes denunciam a presença de grupos socialistas, acusados pela oposição de atuarem como paramilitares, com a conivência do governo.
Acontece que essa incursão desses coletivos socialistas decorre da discórdia que tomou conta do núcleo duro do governo de Nicolás Maduro, cuja derrocada está por um fio. Em pronunciamento à nação, Maduro defendeu esses tais “coletivos socialistas”, afirmando que não aceitaria a “demonização desses grupos”, que segundo ele não têm qualquer ligação com os recentes atentados.
“Eu lhes dou garantias de que o que esses coletivos estão fazendo é trabalhar e produzir cultura”, disse. No entanto, o presidente admite o porte de armas entre esses grupos. “No passado, eles se armaram, se organizaram para proteger sua comunidade”, declarou Nicolás Maduro, que revelou a existência de um plano de setores oposicionistas para “assassinar Leopoldo López”, detido desde a última terça-feira (18) e que permanecerá preso por pelo menos mais 45 dias.
Fonte: Ucho.Info

domingo, 6 de outubro de 2013

U MA FARSA ATRÁS DA OUTRA

O Estado de S.Paulo
Parecia uma cena copiada de Bananas, a clássica comédia de Woody Allen, filmada em 1971, sobre golpes e revoluções na América Latina, em que o autor interpreta um impagável Fidel Castro. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, surge em rede nacional de TV para anunciar, em meio a um patriótico discurso comemorativo de uma batalha travada há 200 anos no norte do país, a expulsão de três diplomatas americanos. Ele os acusa de "fazerem ações (sic) para sabotar o sistema de eletricidade" nacional. E apela para o velho mote: "Yankees, go home!".
Na Venezuela chavista, diferentemente da máxima de Marx de que a história se repete primeiro como tragédia, depois como farsa, a história oficial é uma sequência interminável de farsas. Em março, pouco antes de comunicar a morte do caudilho a quem havia sucedido ainda em vida, Maduro mandou expulsar dois adidos militares dos Estados Unidos, sob a acusação de urdir "planos desestabilizadores". Na semana passada, deixou de participar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, alegando riscos à sua "integridade física".
O trio inclui a principal enviada de Washington a Caracas, a encarregada de negócios Kelly Keiderling. Desde 2010, as respectivas representações estão sem embaixadores, embora os EUA sejam o maior comprador do petróleo venezuelano. Antes de se ir, a diplomata tomou a incomum iniciativa de convocar uma entrevista para responder à delirante versão de que ela e seus dois colegas haviam instigado atos de sabotagem contra o sistema elétrico venezuelano, além de repassar fundos à oposição, tendo em vista as eleições municipais de 7 de dezembro próximo no país.
O governo americano reagiu conforme o protocolo. Repeliu a invencionice contra os seus representantes e expulsou igual número de diplomatas venezuelanos. Com isso, esfumam-se as irrealistas expectativas de que a morte de Chávez pudesse levar a uma distensão das relações bilaterais, depois de 14 anos de ataques do bolivariano ao "maldito império del dólar", com o qual nunca deixou de fazer negócios.
Mas, como sempre, tudo vale na tentativa de jogar areia nos olhos do povo e impedir que o partido do regime se saia mal no pleito que se aproxima - e que Maduro considera um referendo sobre a sua gestão. Ela tem sido um completo desastre. Nada, rigorosamente nada, melhorou para os venezuelanos desde a eleição encharcada de fraudes do antigo vice de Chávez, em abril último. A rigor, quase tudo piorou. Segundo o Banco Central da Venezuela, o desabastecimento subiu para 20%, puxado pelos bens de consumo cotidiano - do leite ao papel higiênico. A inflação é da ordem de 40%, a mais alta da América Latina.
No paralelo, o dólar vale 42 bolívares, ante 6,3 no oficial. O volume das reservas em moeda forte desceu ao menor nível em nove anos, amputando a capacidade do país de importar gêneros de primeira necessidade, pagando em dólar. A criminalidade, a corrupção e os apagões seguem o seu curso habitual. Assim também as farsas. Maduro fala em adotar "medidas especiais" contra os meios de comunicação que estimulariam a corrida aos supermercados ao abordar a crise de escassez no país.
Seria um caso típico da proverbial profecia que se cumpre por si mesma, não fosse por um detalhe que desmancha a teoria conspiratória da "guerra psicológica contra a segurança alimentar do povo", no dizer de Maduro. Vários periódicos, sobretudo no interior, tiveram a circulação suspensa ou simplesmente fecharam por falta de tinta e papel de impressão. "O governo acusa os empresários privados de provocar desabastecimento", protestou o presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP, o uruguaio Claudio Paolillo. "Mas omite a falta de insumos para a publicação de jornais, sendo o único responsável por permitir sua importação." Maduro quer evitar a todo custo que o desabastecimento se torne tema da campanha eleitoral, constata o sociólogo venezuelano Luis Vicente León. "Por isso, ameaça a imprensa com a censura ou a autocensura."

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

NOVO PROGRAMA DA DILMA, VEM AÍ O "MAIS MILITAR"

Uma sociedade corrompida não formaliza uma Nação Livre! 

 “Libertas quae sera tamen”
 

“Que o mundo pereça, mas faça-se Justiça!”

CUBA! VEM AI CONVÊNIO “MAIS MILITAR.”
 Sarides Freitas
 
Por opção ideológica, tão logo assumiu o governo em 2003, os comunistas planejaram, e desde então está em execução, uma estratégia de desmonte, sucateamento e desmoralização das Forças Armadas; arquiinimigas da ideologia comunizante dos mandatários do País, desde então. Faz parte do pacote, reduzir o salário dos militares à condição de indigente, incompatível com a dignidade e a responsabilidade.
 
Em total desrespeito á Lei 10.331, de 18 de dezembro de 2001, que regulamenta o art; 37, inciso X da Constituição Federal, este governo comunista não concede revisão nos soldos dos militares das Forças Armadas, à luz da Constituição Federal, desde janeiro de 2003, portanto, há dez longos anos. O que acarretou uma perda inflacionária de 135%. Com tamanho achatamento dos soldos a evasão de militares altamente qualificados tem se multiplicado ano, após ano. Esta evasão faz parte, como já mencionado, do plano de desmonte das Forças Armadas. Com esta covarde conduta de depreciar a remuneração do militar, a meta é afastar novos vocacionados.
 
Quando isto ficar patente, e o mínimo necessário para preenchimento das vagas nas Unidades Militares for insuficiente, será a hora de golpear de morte as Forças Armadas...
 
Tal qual sacaram das entranhas comunizante o convênio com Cuba: “MAIS MÉDICO”, será empurrado goela abaixo dos já adestrados comandantes, o convênio também com Cuba:“MAIS MILITAR”.
 

Ai é só hastear a bandeira com foice e martelo e entoar “A INTERNACIONAL COMUNISTA!”


Ah! Restará a todos a gratificante missão de gritar sempre:

Viva Castro! Viva Che!

Isto... Ou 
“EL PAREDON!”


 General!

Armas ensarilhadas se enferrujam e emperram a Liberdade...

1935 - Intentona Comunista. DERROTADA!

1964 - Contra Revolução

            - Dito popular (um é pouco, dois é bom, três é demais...)

2013 - ? ? ?

É graças aos soldados e não aos políticos que a Democracia se eterniza...

Tergiversação: conduta permanente dos descompromissados com a honra. (Sarides Freitas)
 
 
 
 
   “Nada se mostra mais lesivo, para efeito de se destacar o caráter altamente negativo, do que a presença na condução do Estado de altos dirigentes integrantes de quadrilha, formada e constituída para corromper o poder e submeter a vontade hegemônica de grupos neles encastelados a qualquer custo”. Celso de Melo (Mensalão)
 
Sarides Ferreira de Freitas abonari 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

TRUCULÊNCIA CHAVISTA

O Estado de S.Paulo
O presidente Nicolás Maduro anunciou que a Venezuela não se submeterá mais à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Desse modo, os venezuelanos perseguidos pelo regime, que não conseguem denunciar seus algozes nos viciados tribunais locais, não terão mais a quem recorrer na região, pois o país ficará fora da jurisdição do tribunal.

Maduro cumpre assim a ameaça feita há um ano pelo falecido caudilho Hugo Chávez, cuja campanha sistemática contra essa e outras instâncias de defesa dos direitos humanos no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA) é mais uma prova contundente do caráter autoritário do chavismo.
Maduro justificou sua decisão dizendo que o tribunal interamericano é um instrumento do governo dos Estados Unidos para intrometer-se em assuntos internos dos países da região. Segundo ele, a corte "lamentavelmente se degenerou" e se crê "um poder supranacional", que atua "acima de governos legítimos do continente".
Em fevereiro de 2010, bem ao seu estilo, Chávez foi ainda mais explícito: para ele, a corte e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) formam "uma máfia", que "faz tudo, menos defender os direitos humanos". Em sua visão, trata-se de "um corpo politizado, utilizado pelo império para agredir governos como o venezuelano".
Com base nessa ideia de que um governo "soberano" é aquele que pode abusar dos cidadãos como bem entende, os países ditos bolivarianos se articularam nos últimos anos para esvaziar o poder da comissão de direitos humanos da OEA, em especial no que diz respeito à defesa da liberdade de expressão.
Tornaram-se notórias as tentativas dessa turma de promover uma reforma cujo objetivo explícito era acabar com a autonomia da CIDH, depois que a comissão denunciou arbitrariedades cometidas pelos líderes de Venezuela, Equador e Bolívia. Para o governo equatoriano, a comissão protege apenas a "liberdade de extorsão do jornalismo", ao defender jornalistas condenados por supostamente injuriar o presidente Rafael Correa.
Felizmente, as manobras na CIDH foram contidas, mas o chavismo não desistiu de sua cruzada truculenta contra o Estado de Direito.
O chanceler venezuelano, Elías Jaua, disse que a única forma de fazer o país retornar à jurisdição da Corte Interamericana seria promover "uma transformação integral do sistema de direitos humanos". A julgar pela subserviência absoluta da Justiça venezuelana ao governo, é possível concluir que essa "transformação" proposta pelos chavistas significa simplesmente esvaziar as instâncias de defesa dos direitos humanos da OEA, tornando-as meras fachadas para justificar toda sorte de abusos cometidos em nome da chamada "revolução bolivariana".
Ao lamentar a decisão de Maduro, a Anistia Internacional lembrou que o direito de recorrer à Corte Interamericana é garantido pela própria Constituição da Venezuela, em seu artigo 31. Se o governo chavista finge não saber o que está escrito na Constituição, não surpreende que as 16 sentenças condenatórias emitidas pela Corte Interamericana até 2012 contra a Venezuela tenham sido olimpicamente ignoradas.
Essas sentenças favorecem 250 vítimas das arbitrariedades do Estado. Alguns desses crimes foram cometidos antes de Chávez chegar ao poder, em 1999, mas vários dos militares responsáveis por eles são hoje leais generais a serviço do chavismo. Ademais, as sentenças da corte foram as únicas relativas a esses casos de violações de direitos humanos - a Justiça venezuelana omitiu-se vergonhosamente.
Para completar o quadro, a recente reforma do Código Orgânico de Processo Penal da Venezuela impede que organizações de defesa dos direitos humanos representem vítimas de violações em processos contra autoridades. Ironicamente, por não dispor de recursos para se defender da violência do Estado, quem mais sofre com essas restrições são os pobres, justamente aqueles que a "revolução bolivariana" diz favorecer.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

GOVERNO - FANTASMA

A situação mais curiosa desse pastelão em que se transformou a sucessão presidencial da Venezuela é a do vice Nicolas Maduro, que a partir de hoje deixa de ter um cargo oficial, embora seja o sucessor escolhido pelo caudilho Chávez para substituí-lo em caso de necessidade. Acontece que, na Venezuela de Chávez, o vice é nomeado pelo presidente e pode ser substituído a qualquer hora, como se fosse um ministro. Não aparece na chapa eleitoral e na prática é mais um subordinado do presidente. Deve ser para evitar um acesso de ambição do companheiro escolhido.
 
Como Chávez teve sua posse adiada, não poderá assinar a formalização de Maduro como vice, e teremos assim um governo em que ninguém detém o poder realmente: o presidente da Câmara, Cabello, não assumirá a Presidência, e Maduro não é formalmente o vice-presidente. Em toda ditadura acontecem casos como esse, e uma hora a realidade trata de revelar os traços ditatoriais do governo que mantém a aparência democrática, como na Venezuela. No Brasil tivemos dois casos semelhantes.
 
Quando o general Arthur da Costa e Silva teve uma isquemia, deveria ter sido substituído por Pedro Aleixo, que havia sido nomeado vice para manter a aparência de democracia no país. Na hora da definição, quem assumiu mesmo o governo foi uma junta formada pelos ministros militares.
 
No caso de Tancredo Neves, que baixou ao hospital na véspera da posse, quem deveria ter assumido era o presidente da Câmara, Ulysses Guimarães, mas, em vez dele, assumiu a Presidência o vice-presidente José Sarney. Pelo menos Sarney aparecia na chapa eleita indiretamente. Perguntado por Pedro Simon sobre as razões que o fizeram aceitar decisão tão discutível, Ulysses foi irônico: "Se o maior jurisconsulto do país disse que era o Sarney, quem sou eu para contestar?" Ulysses referia-se não a Leitão de Abreu, chefe do Gabinete Civil, mas ao ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, que foi quem interpretou a Constituição a favor de Sarney, que, além do mais, era seu amigo.
 
Situações assim revelam o caráter de um governo e também daqueles que o apoiam. No Brasil, no caso de Costa e Silva, tratava-se da manutenção do poder com os militares. No de Tancredo, da transição para a democracia, e qualquer passo em falso poderia interromper a passagem do poder militar para o civil.
 
O próprio Tancredo temia que, se não pudesse tomar posse, o processo de transição fosse interrompido e, por isso, recusou-se a se internar antes. A interpretação em favor de Sarney foi a saída mais viável, já que era tido como certo que os militares não aceitariam a posse de Ulysses.
 
O próprio Sarney, que presidira o PDS, o partido do regime militar, até pouco tempo antes, tinha a objeção de muitos militares por ter rompido com o governo e viabilizado a candidatura Tancredo. Tanto que o general-presidente João Figueiredo recusou-se a passar a faixa presidencial a ele.
 
Na patacoada que se desenvolve na Venezuela, o governo brasileiro avalizou uma reinterpretação criativa da Constituição e se alinhou aos que endossam uma farsa que transforma a figura de Chávez em fantasma onipresente, que governará como presidente eleito de um leito do setor de terapia intensiva de um hospital em Cuba. Nem mesmo em território nacional o presidente eleito estará hoje, dia 10, quando começa um novo mandato presidencial para o qual foi eleito.
 
O princípio da "continuidade administrativa" é a base legal da decisão, referendada pela Corte Suprema da Venezuela, que considerou que a posse é mera formalidade que pode ser preenchida a qualquer momento daqui para a frente. Temos então a seguinte situação na Venezuela: um presidente que não aparece em público nem fala desde dezembro, mas que enviou um pedido para não estar presente à sua própria posse; um vice-presidente que não foi nomeado para o cargo; e um presidente da Câmara que é o único a ter cargo oficial, mas que não exercerá a presidência devido a acordo político interno.
 
Na prática, o que aconteceu foi a prorrogação dos mandatos de Chávez e Maduro que se encerrariam hoje, mas ninguém teve a coragem de assumir.
 
Val Pereira

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O PERIGO VENEZUELANO

A Venezuela já pode considerar como finalizada sua entrada no Mercosul. Graças à punição do Paraguai e sua posterior retirada do bloco regional, o caminho ficou livre para a aceitação dos venezuelanos. O Congresso paraguaio era o único que ainda não havia aprovada a entrada da Venezuela. Mas qual seriam as reais intenções políticas de Brasil, Argentina e Uruguai ao permitir o governo de Hugo Chávez participar como membro pleno do bloco?
Em 1998 o Mercosul ratificou o Protocolo de Ushuaia que define a "cláusula democrática" para prevenir golpes militares contra os governos democraticamente eleitos. Ou seja, para entrar ou permanecer no bloco o país precisa ser uma democracia. O problema está justamente nos pesos e medidas usados para definir o que é uma democracia na América do Sul. Somente a realização de eleições é muito pouco para se reconhecer uma democracia verdadeira.

Desde que Chávez chegou ao poder em 1998 o governo "bolivariano" cassou licenças de redes de televisão e jornais venezuelanos que criticavam o governo, armou a população civil criando as milícias bolivarianas para servir de guarda pretoriana do presidente, prendeu cidadãos pelo "crime de opinião" quando esses ofendiam o presidente e governa por decreto com um Congresso e Poder Judiciário títeres e submissos à vontade do Poder Executivo. Enquanto isso, quase a metade da população venezuelana vive abaixo da linha da pobreza.

A real intenção dos membros do Mercosul é econômica. O Mercosul foi criado para constituir uma Zona Econômica livre de tarifas externas, uma União Aduaneira e, em seus sonhos distantes, uma União Econômica nos moldes da União Europeia. Ocorre que nem sequer o primeiro objetivo foi alcançado efetivamente. O bloco vive uma crise institucional há anos e trazer a Venezuela ao bloco daria um novo estímulo econômico, sem dúvida. Basicamente, no que se refere ao petróleo venezuelano, a entrada venezuelana seria justificada por conta das grandes reservas mundiais de petróleo que esse país detém.

No Mercosul em crise, o Paraguai, fraco economicamente pode ser retirado do bloco por seu impeachment, mas a Venezuela, mais rica em termos de petróleo, pode ser incorporada ao bloco desconsiderando seus assaltos à democracia. Como afirma o escritor peruano Mário Vargas Llosa, "a Venezuela caminha rumo à ditadura". Mas o alinhamento ideológico à esquerda de Brasília e Buenos Aires prefere aderir ao projeto socialista bolivariano chavista de uma forma cega, desacreditando ainda mais a cláusula democrática do Mercosul.

Helvécio de Jesus Júnior

segunda-feira, 4 de junho de 2012

LULA E PT PREPARAM GOLPE DE ESTADO

BLOG DO ALUIZIO AMORIM

Na madrugada desta quarta-feira escrevi aqui no blog uma análise na em que alertei que Lula e o PT não postulam apenas adiar o julgamento do mensalão, mas desejam é obter o domínio total sobre o Poder Judiciário. Em outras palavras, o PT ESTÁ PREPARANDO UM GOLPE DE ESTADO!

A confirmação da minha análise está neste ótimo texto do jornalista Reinaldo Azevedo, postado agora à noite no seu blog em que denuncia uma armação do PT para obrigar o Ministro Gilmar Mendes a se declarar impedido de julgar o mensalão.

Se os demais ministros do Supremo Tribunal Federal, se o Congresso Nacional, os líderes da oposição e as Forças Armadas e a grande imprensa calarem o Brasil sofrerá um GOLPE DE ESTADO, porque as instituições democráticas estarão anuindo, por seus representantes, à hegemonia do PT.

Foi o que aconteceu na Venezuela, onde o chavismo irmão simamês do petismo, tem o domínio total sobre o aparelho estatal. A ocupação do Judiciário é o passo derradeiro para uma ditadura do Partido único, no caso o PT. Repito: está em curso um GOLPE DE ESTADO a ser consumado por Lula e seus sequazes:

Vejam o que informa Reinaldo Azevedo:

Está em curso, e não chega a ser exatamente uma novidade, uma operação de desestabilização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma ação ampla, que encontra eco até mesmo dentro do tribunal. O JEG não esconde o propósito, escancara-o em suas páginas financiadas com dinheiro público: querem que ele se declare impedido de participar do julgamento dos mensaleiros, na suposição — sem lastro na realidade! — de que estaria praticando prejulgamento. É uma falácia. Nada no histórico de votos do ministro no STF indica antipetismo militante. Ao co ntrário até: Mendes foi um dos que inocentaram — e deixei clara, então, a minha discordância — Palocci no caso da quebra do sigilo do caseiro, por exemplo. Por se tratar de questão de natureza criminal, entendeu que não poderia condenar sem a prova provada, a ordem explícita para que um subordinado executasse a tarefa. Como essa evidência documental não existia, optou, então, pela absolvição. A questão, claro!, tem mais meandros do que isso. Faço uma síntese.

E por que agora todo esse barulho em relação ao mensalão em particular? Medo do suposto preconceito anti-PT? Uma ova! Medo das evidências que estão nos autos, isso sim! Os petistas não fazem segredo de que têm os “seus ministros” — aqueles cujos votos dão como favas contadas. Não listo aqui porque poderia apenas estar dando curso a uma difamação. O fato é que eles não escondem de ninguém que consideram que QUATRO VOTOS ESTÃO GARANTIDOS.

Certos ou errados, os petistas avaliam que Mendes e Cezar Peluso votarão contra os mensaleiros. E acham que Ayres Britto pode seguir o mesmo caminho. Assim, Lula quer adiar o julgamento para 2013 porque estes dois últimos já não estariam na corte. Para inocentar a súcia, bastam 6 votos — no caso de o tribunal estar completo.

Ganhar de goleada
Lula pôs na cabeça que não basta vencer, não! Ele quer ganhar de goleada. Acha que uma vitória apertada, por um voto, deixaria no ar a suspeita de arranjo. Tem de ser um placar convincente. Um julgamento sem Peluso e Britto e com um Mendes impedido seria um sonho.

É esse o pano de fundo dessa baixaria. A canalha tenta desmoralizar Mendes, mas está, na prática, é desmoralizando todo o Supremo. A cada vez que petistas dão como líquido e certo o voto de ao menos quatro ministros, tratam o tribunal como se fosse mera extensão ou franja do partido, dando a entender que passou a existir um critério para integrar a corte. Não por acaso, os setores mais extremistas do petismo tratam Joaquim Barbosa e Peluso como traidores e Britto como um possível ingrato. Mendes, por óbvio, está no radar desde sempre porque indicado para o tribunal por FHC.

Trabalho sujo
Os setores da imprensa que não dividem espaço no lixão financiado do lulo-petismo que dão curso às críticas a Gilmar Mendes — indo além da notícia, censurando o seu ato de coragem — estão contribuindo, na prática, para desmoralizar o Supremo. Engrossam a corrente daqueles que querem fazer do tribunal um quintal do Executivo, a exemplo do que se vê na Venezuela, na Argentina, no Equador, na Bolívia ou na Nicarágua, esses notáveis exemplos de cultura democrática. Do blog do Reinaldo Azevedo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A REPÚBLICA BOLIVARIANA DO BRASIL.

O nível de boçalidade da denominada grande imprensa brasileira atinge um grau jamais visto. Além de permanecer praticamente calada ante o verdadeiro golpe à Constituição da República, ajuda a abastardar o Congresso apoiando a concessão de poder discricionário à Dilma que passará a governar por decreto. Dirão que isso se refere apenas ao salário mínimo. Ao que eu retruco: foi assim que Hugo Chávez iniciou a sua escalada ditatorial.


Agora há pouco, o portal do grupo RBS, o site do Diário Catarinense deu destaque para a seguinte chamada: Projeto do mínimo irá direto ao plenário sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça. O texto dessa matéria é um press-release ordinário da Agência Brasil, que procura revestir-se de isenção mas que induz o leitor a concordar com a aprovação do caráter de urgência da matéria, fato que a desobriga passar pelo crivo da CCJ antes de ir ao plenário.

É o jornalismo petista que fincou as suas garras em todas as redações. Mas esses jornalistas não são apenas petistas, são burros mesmo e os que são egressos dos cursos de jornalismo já sofreram a lavagem cerebral dos professores cuja maioria jamais pisou numa redação de jornal sendo apenas militantes do esquerdismo bocó.

Na Venezuela pelo menos uma boa parte dos jornalistas luta contra a ditadura bolivariana de Hugo Chávez, enquanto no Brasil são os próprios jornalistas a linha de frente do petismo. Haja vista que os órgão de representação dos jornalistas brasileiros foram transformados em aparelhos ideológicos do PT e são todos filiados à CUT.

Entre o chavismo bolivariano e o petismo brasileiro há apenas uma diferença de método. Lá Chávez tem de prender jornalistas, como fez com Gustavo Azócar e lançar líderes da oposição nos calabouços do regime, como fez com Alejandro Peña Esclusa. Aqui a Dilma conta com os próprios jornalistas para pisotear a Constituição. Daí porque a baranga encheu a boca no ato de comemoração dos 90 anos da Folha de S. Paulo nesta segunda-feira, para defender uma imprenssa livre. Claro, ela estava justamente dentro de um aparelho do PT, donde se conclui que os petistas não desistiram e nunca desistirão de perpetuar-se no poder e calar a imprensa.

A imprensa já está calada sem qualquer censura e passou a ser um peça fundamental desse cabuloso plano petista de domínio absoluto não apenas dos três Poderes da República, mas sobretudo das organizações da sociedade civil. O Executivo já está no papo no PT. Com este episódio do decreto do salário mínimo deduz-se que o Legislativo é fava contada enquanto ao Judiciário caberá atirar a pá de cal no que resta de democracia.

No âmbito da sociedade civil, praticamente todas as suas organizações, a começar pelos sindicatos de trabalhadores, foram aparelhados. Na área sindical patronal observa-se uma devoção ao petismo, restando independente apenas a Confederação da Agricultura, enquanto Kátia Abreu permanecer na sua presidência.

No dia em que a Confederação da Agricultura cair aos pés do PT esse ciclo de transição para o modelo chavista no Brasil estará consumado e, como ocorre na Venezuela, as prateleiras dos supermercados e as feiras não terão muito o que oferecer aos consumidores. Fechando o pano desse espetáculo do absurdo os brasileiros gastarão boa parte de suas vidas nas filas da estatal que será criada pelo PT para distribuição de cupons para a aquisição de comida que então estará racionada.

Viram? Um outro mundo é possível.

Aluizio Amorim