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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TÃO MENTIROSA QUANTO O ANTECESSOR

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Camisa de força – Não contente em destilar um cipoal de mentiras durante o discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral da ONU, na terça-feira (24), Dilma Rousseff, a gerentona inoperante, protagoniza novo espetáculo de mitomania em Nova York. Nesta quarta-feira (25), falando para uma plateia de empresários, mas que em termos percentuais é composta em maior quantidade por integrante do desgoverno do PT, Dilma dá mostras inequívocas de ser fiel à teoria do nazista Joseph Goebbels, que certa feita disse: “De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.
Nazismo à parte, a presidente está cometendo um desvario na mais importante cidade do planeta ao tentar convencer empresários e investidores de que o Brasil é o país de Alice, aquele das fabulosas maravilhas. Como sempre acontece, Dilma aproveitou a oportunidade para incensar o PT e afirmou que “o País começou o ciclo de aceleração na década passada”. Ou seja, além de Messias de camelô, Lula, o lobista-fugitivo, é a versão moderna e tropical do português Pedro Álvares Cabral, pois coube ao petista descobrir o Brasil. Para justificar tamanha sandice, Dilma abordou asquestões de infraestrutura, setor cuja excelência pode ser facilmente conferido nas estradas, portos e aeroportos brasileiros.
Messiânica e mentirosa tal o antecessor, Dilma falou que o governo do PT, a derradeira solução do universo, “reduziu sistematicamente a desigualdade social”. Como boa comunista que é, a presidente conseguiu o que muitos já sabem, que é a socialização da miséria. Como a “bem sucedida política de inclusão social” – as palavras são de Dilma – foi um fracasso, restou aos petistas palacianos reinventarem a classe média. De tal modo, quem mora na favela e recebe R$ 1 mil por mês é integrante dessa utopia social petista chamada classe média.
A proeza do PT foi conseguir arremessar 40 milhões de novos consumidores na classe média, o que foi possível apenas porque essa legião de incautos acreditou nas palavras embusteiras de Lula. Essa massa de obtusos permitiu que o endividamento familiar atingisse níveis inusitados, assim como a inadimplência alcançasse índices preocupantes. Não importa o que as pessoas pensam ou enfrentam, desde que cada uma consiga esconder o carnê vencido atrás da televisão nova que está exposta na sala. Essa é a política burra de inclusão social dos messiânicos petistas, verdadeiros prepostos do Criador no planeta.
Dilma fez questão de exaltar, diante de empresários escaldados com os comunistas, que a classe média brasileira tem 100 milhões de consumidores prontos para comprar. Todas as pesquisas e estudos sobre a economia nacional mostram exatamente o contrário, mas a presidente insiste em mentir de forma acintosa, como se as pessoas não se informassem sobre a realidade do País.
Sobre as recentes e ruidosas manifestações de junho passado, que no cardápio de críticas a paralisia do governo federal mereceu lugar de destaque, Dilma disse que ouviu a voz rouca das ruas e que está respondendo aos manifestantes com ações concretas. Na verdade, até agora só se viu uma promessa atrás da outras, exceto o golpista programa “Mais Médicos”, que estava em gestação desde março passado e que servirá para o Palácio do Planalto mandar um dinheiro extra para o sanguinário ditador Fidel Castro, e seu estafeta de plantão e não menos covarde Raúl Castro, que por fraternidade comunga na gênese da tirania.
Dilma é tão irresponsável, que disse aos espectadores do seu mitômano espetáculo que os manifestantes que foram às ruas de diversas cidades brasileiras “não pediram a volta ao passado, mas pediram mais avanço”. Primeiro é preciso lembrar que na última década o Brasil retrocedeu de maneira assustadora, situação que exigirá dos cidadãos de bem pelo menos cinco décadas de esforço contínuo para ser consertada.
Em segundo lugar não se deve desconsiderar a possibilidade de Dilma Rousseff estar sendo diuturnamente enganada por sua assessoria, ou, então, ela finge que não enxerga o óbvio, que não deixa de ser preocupante. Nas redes sociais é cada vez maior o número de pessoas que pedem o retorno dos militares. De igual modo cresce o contingente de brasileiros que não apenas aprovam a suposta espionagem norte-americana, como sonham com algum tipo de incursão da Casa Branca para livrá-los do caos.
Como sabem os leitores, o ucho.info e seus jornalistas defendem a democracia em todas as instâncias, apesar das mazelas inerentes, mas não se pode ignorar a realidade. O Brasil vive uma crise econômica grave, que Dilma e seus assessores insistem em creditar ao cenário internacional, além de uma crescente lufada de credibilidade, o que tem espantado eventuais investidores. Diante de um amontoado de inseguranças jurídicas e do intervencionismo cada vez maior de um governo populista e dado às tiranias, nem mesmo um descompensado do raciocínio é capaz de tirar um vintém do bolso.
O ápice do espetáculo circense ancorado por Dilma ficou por conta do momento em que o ministro da Educação, o irrevogável Aloizio Mercadante, foi incensado pela chefe do governo brasileiro. Disse Dilma, ao falar sobre mão de obra, que o País agora forma mais engenheiros do que advogados. E a presidente lembrou uma declaração de Mercadante, que certa vez disse que “advogado é custo e engenheiro é produtividade”.
Acreditar em um governo que tem à frente da pasta da Educação alguém que inaugurou o “autoplágio” é sinal de irresponsabilidade desmedida. Ademais, se a fala de Aloizio Mercadante, um político conhecidamente arrogante e incompetente, tem suas nesgas de profecia, a realidade brasileira mostra o contrário, pois os tribunais estão com processo saindo pela janela, enquanto as obras estão cada vez mais atrasadas.
Com Dilma Rousseff na presidência, disparando sandices nos quatro cantos do mundo, a única coisa a se lamentar é que ser brasileiro é um vexame descomunal. Pena que apátridas são obras de ficção.
Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 10 de setembro de 2013

DILMA APRENDEU BEM A LIÇÃO, MENTE, MENTE, MENTE...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Face lenhosa – No Palácio do Planalto mentir e abusar da desfaçatez é ordem primeira. Não importa se uma parcela da população conheça a verdade, pois a prioridade é ludibriar a opinião pública com discursos que se anulam mutuamente.
Nesta segunda-feira (9), durante cerimônia no Palácio do Planalto para sancionar a lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde, a presidenteDilma Vana Rousseff acionou o estoque de mitomania palaciana e agradeceu à “sensibilidade” dos congressistas, que modificaram o projeto do governo.
“Ao Congresso, devemos reconhecimento pela sensibilidade social e pela visão estratégica ao incluir a parcela dos recursos também para investimentos em saúde”, declarou a presidente. “É indiscutível a relevância dessa decisão, e vai ao encontro de uma das maiores preocupações da nossa sociedade, que é oferta de serviços de qualidade para todos”, declarou Dilma.
A presidente por certo já não se recorda que quando o Congresso ameaçou colocar a matéria na pauta de votação o Palácio do Planalto despachou sua tropa de choque ao parlamento. Lá atuaram, em conjunto com os líderes do governo na Câmara dos Deputados e no Senado, as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), na tentativa de postergar ao máximo a votação da matéria.
Além disso, a proposta do governo era destinar parte dos rendimentos dos royalties do petróleo, não diretamente o valor arrecadado pelo Estado com a cobrança da taxa das empresas que exploram o produto.
É importante destacar que a proposta aprovada no Congresso Nacional é de autoria do deputado federal André Figueiredo (PDT-CE). Para que o leitor compreenda a extensão da farsa palaciana, por ocasião da votação da matéria na Câmara o líder do PPS na Casa, deputado federal Rubens Bueno (PR) não economizou palavras para criticar o governo. “Nós tivemos que enfrentar o governo, derrotar o governo, assim como na votação do orçamento impositivo, que aprovamos ontem. As prioridades da educação e saúde também serão atendidas pelo orçamento impositivo e esta Casa está ensinando esse governo do PT a governar, a ter uma gestão decente e aplicardinheiro em saúde e educação”, disse o parlamentar.
E Bueno completou: “O governo não quer mais recursos para a saúde e a educação. Tudo que o governo fala, é mera propaganda. Se o quisesse já teria colocado há muito tempo. É puro discurso. Quero mostrar aqui como funciona. Os recursos para investimento em educação entre 2004 e 2013, autorizados pela Lei Orçamentária, foi de R$ 66 bilhões e R$ 510 milhões. O que foi efetivamente pago nesse período foi R$ 14 bilhões e R$ 800 milhões. Então, no período do governo do PT, que só sabe fazer propaganda, o percentual gasto foi de apenas 22,5%”.
Na área da saúde, a situação não é diferente. Com um cartaz na mão, o líder do PPS destacou na ocasião que, no mesmo período (2004-2013), o investimento aprovado para a saúde era de R$ 55,35 bilhões. No entanto, o governo pagou apenas R$ 5,5 bilhões. Apenas 9,95% do previsto no Orçamento. “Esse é o governo do PT, que quer educação e saúde para o povo brasileiro. Chega de enganação”, criticou o parlamentar.
Fonte: Ucho.Info

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

GOVERNO INCOMPETENTE, INÉRTE E IMORAL



Quando teve a vitória confirmada nas urnas, Dilma Rousseff disse que seu governo seria formado por técnicos e que o combate intransigente à corrupção seria uma prioridade. A mentira se consumou muito antes de Dilma assumir o poder central, pois concordou em manter na chefia de gabinete do escritório paulistano da Presidência da República a namorada do seu antecessor, Rosemary Noronha. O que é amoral, não sem antes ser criminoso.

Como se fosse pouco, a “Marquesa de Garanhuns” (a genial citação é da socióloga Maria Lucia Victor Barbosa), nomeou o ex-marido, José Claudio Noronha, para o conselho de algumas estatais (Brasilprev e a outrora Aliança do Brasil). Na condição de suplente de conselheiro, Noronha, o ex-marido, nunca trabalhou ao longo de três anos e meio, mas recebeu nesse período R$ 132 mil, o que mensalmente representa pouco mais de R$ 3 mil.

Tirante o imundo enredo de novela mexicana da pior qualidade, o favor que Dilma fez a Lula, mantendo Rosemary Noronha no cargo até a deflagração da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, é café pequeno.

A corrupção maior campeia na Esplanada dos Ministérios, loteada de maneira acintosa para substituir o esquema do Mensalão do PT. Em outras palavras, mudou-se a forma de pagamento, mas a compra de parlamentares continua até hoje.

Em alguns momentos, Dilma Rousseff ensaiou lampejos de moralidade administrativa, demitindo alguns ministros e integrantes da máquina federal que acabaram transgredindo além do limite fixado pelo Palácio do Planalto. Entre os demitidos estava o então ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, presidente nacional do Partido da República, legenda que por conta da retaliação oficial deixou a base aliada, mas não se furtou de votar a favor do governo.

O mesmo Alfredo Nascimento agora é cortejado por Dilma Rousseff, que pretende reincorporar o PR ao governo, até porque a neopetista está de olho na reeleição. E por causa desse objetivo, de lado ficam a moralidade e a promessa de combater a corrupção. Dilma acena com a possibilidade de entregar o Ministério dos Transportes ou da Agricultura para o partido que é comandado efetivamente por Valdemar Costa Neto, deputado federal por São Paulo e condenado no processo do Mensalão do PT. A perda de mandato, que será consumada com o trânsito em julgado da sentença condenatória que consta na Ação Penal 470, em tramite final no Supremo Tribunal Federal, não tirará de Costa o seu poder de mando no partido.

Ainda que enfrentando a resistência das bancadas do partido no Senado e na Câmara dos Deputados, o senador Blairo Maggi, do PR de Mato Grosso, é um dos cotados pelos palacianos para vestir a fantasia de ministro depois do Carnaval. Maggi, para quem não sabe, é o padrinho político de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor do Dnit, que foi ejetado do cargo no meio de um escândalo de corrupção, mas ameaçou o Planalto com a possibilidade de revelar, na CPI do Cachoeira, o que sabe sobre os imbróglios envolvendo o governo e a Delta Construção. Ficou na promessa.

Como afirmamos em matérias anteriores, a presidente Dilma Rousseff não está preocupada com a crise econômica que coloca o Brasil à beira do precipício e corrói a dignidade e o salário dos brasileiros, mas focada no projeto de reeleição em 2014. O objetivo do núcleo duro do governo é empurrar a atual situação até a próxima eleição presidencial, uma vez que o prazo de validade da mentira expirará longo em seguida.

O Brasil clama por mudanças, por faxina política, mas o conluio patrocinado pelos donos do poder caminha na contramão. Mantém o status quo e enlameia ainda mais a política nacional. Mesmo assim, alguns abusados conseguem falar em novos e melhores tempos

Fonte: Ufo.Info

terça-feira, 7 de agosto de 2012

ADVOGADOS NÃO COMBINARAM A MENTIRA



Grande escapada – Os advogados dos réus do Mensalão do PT (Ação Penal 470) esqueceram de combinar a mentira que contariam no Supremo Tribunal Federal. Dos advogados que já passaram pelo plenário do STF desde segunda-feira (6), todos negaram a existência da compra de apoio parlamentar no Congresso Nacional, mas muitos foram os que admitiram a existência de caixa 2 de campanha. A perna mais curta dessa mentira orquestrada está em um pequeno detalhe. Enquanto alguns advogados falam que o dinheiro foi utilizado para campanhas posteriores ao escândalo, outros falam que os valores fora usados para quitar dívidas de campanhas passadas. Ou seja, a eventual condenação de alguns encontrou mais um alicerce.

Outro equívoco é afirmar que as operações de crédito realizadas com bancos existiram de fato, pois o dinheiro saiu das instituições financeiras para contas bancárias dos envolvidos no esquema. As operações de fato existiram, mas foram emolduradas por razões incompreensíveis e inaceitáveis. Como noticiou o ucho.info no primeiro dia do julgamento do caso, a CPI dos Correios perdeu a grande oportunidade de decifrar o elo entre a morte do ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André, como o escândalo do Mensalão do PT.

Como explicado na referida matéria, boa parte do dinheiro da propina arrecadada em Santo André acabou em contas bancárias no exterior, o que levou os participes do mensalão a usarem empréstimos que jamais foram pagos para trazer de volta ao Brasil, de maneira legal, o dinheiro que remetido de forma ilegal para cintas bancárias internacionais. As instituições financeiras que participaram da operação possuem bancos ou correspondentes no exterior, onde receberam o dinheiro ilegal.

O escândalo do Mensalão do PT movimentou muito mais dinheiro do que o apontado na denúncia formulada pela Procuradoria-Geral da República. Nas investigações do caso, a própria Polícia Federal constatou que as contas bancárias do esquema criminoso receberam vultosas somas em dinheiro, acima do que consta da denúncia. O principal financiador do mensalão, ouvido na CPI dos Correios, não foi incluído no inquérito aberto pelo Ministério Público Federal, o que é causou profunda estranheza.

Durante meses a fio, no ano de 2005, o editor do ucho.info, mesmo sendo alvo de retaliações das mais diversas, apontou aos integrantes da CPI as provas para que o responsável pela principal fonte de alimentação do Mensalão do PT pudesse ser investigado e denunciado. E o banqueiro em questão só não está respondendo a processo no STF porque abriu a polpuda carteira na hora certa, dispensando qualquer ideologia no momento de distribuir o dinheiro.

Fonte: Ucho.Info

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A CULTURA DA MENTIRA

Maluf disse que ele, perto de Lula, é comunista. Acontece que nem ele nem Maluf são comunistas. Ambos, porém, cultuam a mentira política. São daqueles que prometem mundos e fundos para agradar os eleitores. No caso, para se mostrar menos conservador, Maluf disse o que disse.
Por sua vez, Lula, nas manifestações políticas iniciais, foi menos audacioso em suas ações, no PT, a ponto de o general Golbery apoiar, na moita, a criação desse partido, como contraponto ao comunismo no Brasil.

Na primeira eleição presidencial que Lula disputou, pelo PT, contra FHC, suas considerações ideológicas não assustaram o status quo pós-regime militar. Eleito FHC, Lula liderou a reação petista contra a reforma da Previdência Social desse governo, para cobrar impostos dos aposentados. O Congresso rejeitou a iniciativa governamental.

Eleito Lula presidente da República, o que primeiro ele fez foi aprovar o desconto de 11,5% das pensões previdenciárias. Assim era Lula. Até o ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, que apoiara a candidatura presidencial de Lula, não resistiu. Nos programas partidários do PDT, pela tevê, ele condenou Lula por ter punido os "velhinhos e as velhinhas da Previdência".

Tais episódios aconteceram quando o PT, na oposição, agia sempre na linha do programa partidário, opondo-se a políticos como Maluf e outros, em São Paulo, berço do PT.

Os programas de Maluf sempre foram seus interesses políticos, o que levou o povo paulista a transformar seu nome em verbo, com péssima significação. Um pouco do sentido popular desse fato, queiram ou não queiram os petistas, começa a tisnar a imagem até então invulnerável, de super-homem moral de Lula, criador de despesas incríveis em seu governo, como revelou Sardenberg em O Globo de 28 de junho, uma devastação de recursos, de vários bilhões de reais.

Por isso, devia caber a qualquer escudeiro de Lula, como Grilo, escudeiro do Jacinto, de Eça de Queirós, que resumiu: "Sua Excelência brotou: Lula, perdão, Jacinto, não é mais Jacinto, ponto final".
O povão que se acostume a mudanças dele, ao aliar-se a Maluf, desdenhando, de vez, o passado do PT, os petistas honrados e seus fiéis fichas limpas, não os sujos, que hoje talvez aceitem o novo Lula

Rubem Azevedo Lima

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

GOVERNO FEDERAL GASTA NOSSO DINHEIRO E MENTE SOBRE A SAÚDE PÚBLICA



Perna curta – Desde que o publicitário e marqueteiro Duda Mendonça conseguiu a proeza de transformar o engodo Lula em uma espécie de Messias da modernidade, a mentira passou a dominar a publicidade oficial e os discursos dos ocupantes do poder. Isso porque a capacidade de raciocínio da população está cada vez mais sufocada pelo populismo barato dos governantes, que não se avexam com as mentiras que propalam.

Mesmo com a saúde pública capengando, o governo federal não se envergonha de torrar o dinheiro dos contribuintes com campanhas publicitárias que são verdadeiras odes à mitomania. Como noticiamos na edição de quinta-feira (24), o Ministério da Saúde invadiu os veículos de comunicação do País com uma campanha que exalta as qualidades do SUS. No material que tem sido veiculado nas emissoras de rádio, a locutora, em dado momento, diz que “o governo federal cuida do SUS, mantendo o que é bom e melhorando o que precisa ser melhorado”.

Como muitos dos freqüentadores da Esplanada dos Ministérios parecem viver no país de Alice, aquele das maravilhas, é importante saber o que de bom existe no Sistema Único de Saúde, pois pelo que se sabe o SUS é uma bem elaborada homenagem ao caos. Por outro lado, o governo da presidente Dilma Rousseff precisa esclarecer à população essas melhorias que estão sendo patrocinadas na saúde pública.

Para piorar o quadro, o Palácio do Planalto mantém o rolo compressor acionado no Congresso Nacional como forma de evitar a chegada da Emenda 29, que destina mais recursos para a Saúde, ao plenário do Senado Federal. A aprovação da matéria exigiria do governo maior desembolso de dinheiro para o setor.

Quando adotou o bordão “nunca antes na história deste país”, Luiz Inácio da Silva tinha em mente apenas estocar os seus opositores e adversários políticos, mas a galhofa discursiva acabou se transformando em uma espécie de detalhada radiografia do período mais corrupto e mentiroso da história política nacional.

Fonte: Ucho.Info

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

AFINAL, QUEM TEM MEDO DA MENTIRA?

A verdade não é, nunca foi, um valor absoluto, um bem em si. Verdades podem ferir, magoar, prejudicar. Assim como mentiras, a depender de como são contadas e para que são usadas, podem se tornar até edificantes. Gabriel García Márquez imagina que Jonas saiu, à noite, para a farra, dormiu fora de casa e, quando recuperou a clarividência, contou à mulher a aventura que teria vivido dentro do ventre de uma baleia. A imaginosa invenção do bebum salvou a paz familiar e tornou-se pedra fundamental da ficção, gênero literário que, como qualquer obra humana, pode servir ao bem e ao mal, ser inútil e desagradável ou útil e prazeroso. Do ponto de vista filosófico, há controvérsias sobre a existência da verdade absoluta, assim como se discute a existência da mente superior que a criou. Quase sempre é relativa e pode ser contraditória.

Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Comissão da Verdade, uma instituição imperfeita, como o são todas as criações do ser humano, para buscar a memória que a ditadura militar brasileira tentou sepultar em covas rasas de cemitérios clandestinos. Nada contra. A revelação de uma verdade pretérita não poderá fazer mal algum porque, se "malfeitos" foram executados no arbítrio, o Estado Democrático de Direito já os absolveu na figura jurídica clássica da prescrição. Saber-se-á que determinado oficial ou policial torturou e pelo hediondo crime ele será sempre execrado e apontado na rua como um réprobo por suas vítimas, agora no poder. Entre eles, a presidente mesma, que guerreou, foi presa e maltratada.

Para ser digna da pomposa denominação a comissão teria de ser bifronte como o deus romano Juno, que tem duas faces, uma voltada para um lado e outra, para o lado oposto. Nas escolas de Jornalismo ensina-se que o relato dos fatos será tanto mais imparcial quanto contiver os dois ou mais lados da questão. É a teoria Rashomon da narrativa: como no filme clássico do japonês Akira Kurosawa, cada fato permite uma gama múltipla de relatos, assim como o delito testemunhado por várias pessoas com pontos de vista diferentes do mesmo ocorrido. A comissão de Dilma, contudo, dificilmente abrigará as versões dos que venceram a guerra suja e acabaram alijadas do poder.

A questão da multilateralidade da verdade relativa, contudo, não é a única que se apresenta no debate sobre a comissão que o governo esquerdista criou para julgar os crimes da direita derrotada nas urnas. Fica em aberto também a limitação cronológica da apuração. Por que limitá-la ao prazo da ditadura?

Não será a verdade um valor positivo a ser perseguido também no Estado Democrático de Direito? A pergunta ganha força quando se sabe que no mesmo dia o País foi informado de que o chefão do Partido Democrático Trabalhista (PDT) - no qual Dilma militou -, Carlos Lupi, mentiu com loquacidade e desfaçatez. E, ao desmentir, mentiu mais numa vez, desmoralizando a natureza redentora da mentira, consagrada no mais popular e sagrado dos livros, a Bíblia.

E, só para Dilma não ficar com a responsabilidade inteira pelo desafio ao relato veraz dos fatos, convém lembrar que na dita quinta-feira 17 o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou uma vez mais a decisão sobre um assunto de altíssima relevância para a transparência indispensável ao exercício da Justiça na vigência da democracia. O pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que o Supremo autorize a eliminação de todas as provas referentes à Operação Satiagraha, empreendida por seus membros e pela Polícia Federal (PF), deverá ser julgado amanhã a partir de decisão a ser tomada e prolatada pela ministra Cármen Lúcia. Mas também poderá ser adiado mais uma vez.

Tudo é, no mínimo, bem estranho. Da operação resultaram muitas notícias e nenhuma punição. O economista baiano Daniel Dantas, gestor de fundos do Opportunity, responsável pelo comando acionário da Telecom Brasil e denunciado pelo sócio hostil, a Telecom Italia, chegou a ser preso, assim como muitos de seus executivos. Homens públicos, como o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor no mercado de capitais Naji Nahas, foram tirados da cama e algemados, mas o assunto terminou, como muitos outros que foram alvo de investigações da PF "republicana" no governo Lula, mergulhando no buraco negro do ostracismo. Nenhum indício, entre os inúmeros levantados na investigação e divulgados com estardalhaço, passou pelas instâncias do Judiciário sem que em algum momento se verificassem abuso de autoridade, produção ilícita de provas, etc.

Neste caso, não se trava uma batalha filosófica entre relato e invenção, mas está em questão um dos fundamentos do Estado de Direito, o da transparência. Réus, agentes da lei, promotores e juízes são todos súditos do mesmo império, o da norma legal. E não há nenhuma explicação plausível para a destruição de provas que tanto podem incriminar os acusados quanto pôr em dúvida a lisura de quem os houver investigado. Como provas não incriminam quem não tenha cometido delito, é de estranhar que logo os acusadores estejam interessados na sua eliminação. Se não é ético manter ocultas as práticas da ditadura, será muito menos sensato agir com a investigação da Operação Satiagraha com o zelo duvidoso atribuído a Ruy Barbosa de providenciar a remoção da mancha da escravidão pela queima dos documentos que a registravam.

A Nação espera que Dilma não dê a Lupi o mesmo crédito dado pela mulher de Jonas ao marido inventivo. A presidente que criou a Comissão da Verdade não pode temer a mentira. Assim, também cabe ao STF provar que a força de possíveis implicados nas provas produzidas por PF, MPF e Justiça não será suficiente para imobilizar o Poder Judiciário, tornando-o cúmplice da destruição de provas, sejam estas contra investigados, acusadores ou investigadores.

José Nêumanne - O Estado de São Paulo

MENTIRAS & POLITICAGEM

Seria a mentira uma realidade da política brasileira? Sobretudo neste momento em que o governo de dona Dilma constitui uma Comissão da Verdade, mas um dos seus ministros - justo o do Trabalho, que é o apanágio do seu partido (o dos trabalhadores) - mente de modo claro, aberto, insofismável e - mais que isso - com uma verve e um nervo dignos de um astro de novela das oito?

Fiquei deveras assombrado por sua ousadia e desenvoltura de ator, quando - perante o Congresso - ele diz não conhecer o empresário com quem jantou, andou de avião e contemplou - com um olhar digno de um Anthony Hopkins - um pedaço de papel com o nome da questionada figura, numa simulação dramática que era maior prova de que mentia descaradamente.

Ou seja, para o governo é mais fácil resgatar o passado fabricado pelo autoritarismo do regime militar - um momento no qual opiniões conflitantes eram proibidas e que engendrou oposições à sua altura e igualmente fechadas, passando por alto pela Lei da Anistia - do que demitir um ministro mentiroso.
Continuamos a refazer o que não deveria ter sido feito e a não fazer o que o bom-senso exige que se faça.

Viver em sociedade demanda mentir. Como exige comer, confiar e beber - mas dentro de certos limites. Os americanos distinguem as "white lies" (mentiras brancas ou brandas) - falsidades sem maiores consequências - das mentiras sujeitas a sanções penais e éticas.
Pois, como todo mundo sabe, a América não mente. Ela está convencida - apesar de todas as bolhas e Bushes - que até hoje segue o exemplo de George Washington, seu primeiro presidente; um menino obviamente neurótico que nunca mentiu. Na América há todo um sistema jurídico que dá prêmios à verdade, muito embora, num lugar chamado Estados Unidos, minta-se à americana. Ou seja, com a certeza de que se diz a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. E que Deus me ajude! Foi o que fez, entre outros, Bill Clinton quando negou ter tido sexo com a dragonarde Monica Lewinsky porque o que eles fizeram no Salão Oval não estava na Bíblia.

No Brasil não acreditamos ser possível existir sem mentir. Basta pensar no modo como fomos criados para entendermos a mentira como "boa educação" ou gentileza, pois como cumprir a norma de não discutir com os mais velhos sem enganar? Como não mentir quando a mulher amada chega do salão de beleza com o cabelo pintado de burro quando foge e pergunta: querido, o que é que você acha do meu novo penteado? Ou quando você confessa ao padre aquele pecado que você comete diariamente e dele se arrepende também cotidianamente só para a ele voltar com uma volúpia apenas compreendida pelo velho e bom catolicismo romano? Como não mentir diante do seu professor, um Burro Doutor, que diz que sabe tudo mas não conhece coisa alguma? Ou do amigo que escreve um livro de merda, mas acha que obrou coisa jamais lida? Ou para o netinho que questiona, intuindo Descartes: se existe presente, onde está Papai Noel?

Como não mentir se o governo mente todo o tempo, seja não realizando o que prometeu nas eleições, seja "blindando" os malfeitos inocentes dos seus aliados, seja dizendo que nada sabe ou tem a ver com o que o ocorre debaixo do seu nariz de Pinóquio?
Numa sociedade que teve escravos, entende-se a malandragem de um Pedro Malasartes como um modo legítimo de burlar senhores cruéis. Mas não se pode viver democraticamente aceitando, como tem ocorrido no lulopetismo, pessoas com o direito de mentir e roubar publicamente. Mentir para vender um tolete de merda como um passarinho raro ao coronelão que se pensa dono do mundo é coisa de "vingança social" à Pedro Malasartes.

No velho marxismo no qual eu fui formado, tratava-se de uma forma de "resistência" ao poder. Mas será que podemos chamar de "malfeitos" o terrorismo e o tráfico? Seria razoável aceitar a mentira como rotina da vida política nacional porque, afinal de contas, o "estado (e a tal governabilidade com suas alianças) tem razões que a sociedade não conhece" ou, pior que isso, que o nosso partido tem planos que tanto o Estado quanto a sociedade podem ser dispensados de conhecer?

No Brasil das éticas múltiplas (uma mentira e uma verdade para cada pessoa, situação, tempo e lugar), temos a cultura do segredo competindo ferozmente com a das inúmeras versões que, normalmente, só quem sabe a mais "verdadeira" é que conhece alguém mais próximo do poder. Entre nós, a verdade tem gradações e lembranças. No antigo Brasil do "você sabe com quem está falando?", dizia-se: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei! Hoje, nos vem à mente uma velha trova mineira: "Tu fingiste que me enganaste, eu fingi que te acreditei; foste tu que me enganaste ou fui eu que te enganei?".
Com a palavra, os eleitos e os nomeados

Roberto DaMatta - O Globo

domingo, 20 de novembro de 2011

DILMA APRENDEU DESDE CEDO A NEGAR A VERDADE

Dilma Rousseff lembra com orgulho que se negou a dizer verdades perigosas mesmo sob tortura. Tinha pouco mais de 20 anos mas sabia muito quando foi presa pela polícia política. Mesmo confrontada pelos inquisidores com copiosas evidências, não confessou que havia participado de assaltos a banco e outras ações armadas, desmentiu o envolvimento com grupos de extrema-esquerda, escondeu os nomes dos parceiros de vida clandestina, não admitiu sequer que era quem era.

A mãe do PAC gosta de contar que, apesar do desamparo e da insegurança, não permitiu que os inquisidores arrancassem qualquer informação que a prejudicasse, ou colocasse em risco os companheiros. Hoje amparada pelo presidente Lula, protegida pela blindagem que merece uma candidata à sucessão, pode mentir sem sobressaltos. Foi o que fez quando alquimistas da Casa Civil, para desviar do Planalto a catarata de despesas com cartões de crédito, produziram um dossiê que transformava o ex-presidente Fernando Henrique e Ruth Cardoso no mais perdulário dos casais.

Sobram provas de que a ministra encomendou o serviço à chefe de gabinete, Erenice Guerra. Pilhada em flagrante, Dilma promoveu registros policialescos a banco de dados e afirmou que não fizera o que fez com a mesma convicção aparente da juventude. A performance foi reprisada quando se descobriu que o currículo oficial da ministra era ornamentado, entre outras fantasias, por um inexistente doutorado em economia pela Unicamp.

A doutora de araque garantiu que não sabia de nada. Nunca havia lido o próprio currículo. Algum subordinado fizera aquilo por conta própria. Não identificou o culpado, não puniu ninguém, queixou-se da perseguição da imprensa e pediu ajuda a Lula, advogado-geral dos pecadores companheiros.

Além de expedir o habeas corpus perpétuo, Lula ordenou ao deputado José Genoíno que avalizasse a absolvição com um discurso na Câmara.
Num país sério, alguém socorrido por Genoíno ─ parceiro de Delúbio Soares e Marcos Valério nas bandalheiras do mensalão, irmão do chefe do cearense da cueca dolarizada, enfiado no pântano até o pescoço ─ seria punido mesmo que fosse inocente. Como isto é o Brasil, Genoíno desceu da tribuna sem receber voz de prisão. E o currículo fraudado saiu do noticiário.

A última da Dilma foi revelada por Lina Vieira, demitida da secretaria da Receita Federal por honestidade. No fim do ano, contou, a ministra pressionou-a para “agilizar” a auditoria em curso nas empresas da família Sarney. A secretária fez de conta que não ouviu direito a ordem para encerrar o caso. Subtraiu-se ao papel de cúmplice, mas perdeu o emprego mais cedo.

Na entrevista à Folha de S. Paulo, Lina informou que foi convocada para o encontro com Dilma pela onipresente Erenice Guerra, reproduziu o diálogo no gabinete, descreveu a cena do crime, detalhou as vestes da protetora de Fernando Sarney. ”Não fiz esse pedido a ela”, retrucou Dilma. Lula precisou de dois segundos para emitir a sentença: “Duvido que a Dilma tenha mandado recado ou conversado com alguém a esse respeito. Não faz parte da formação política da Dilma”.

Escorregou na ignorância malandra. Faz parte, sim. Na cadeia, ela aprendeu que a mentira pode ser o preço da sobrevivência física. No poder, descobriu que negar a verdade é também o preço da sobrevivência política.

Augusto Nunes - @Veja

sábado, 19 de novembro de 2011

A CUMPANHEIRADA ENDOIDOU

Esta é uma das versões que circula ou circulou entre a cúpula da subversão.

A outra é que a cumpanheira e jornalista Mírian Macedo, em decorrência das bárbaras torturas sofridas em 1973, teve uma repentina crise de amnésia.

A torturada, inexplicavelmente, não se recorda dos estupros, das tapas, dos chutes e dos choques elétricos que lhes foram aplicados pelos agentes da repressão.

A sua declaração circula pela internet, no seu blog, confessando que mentiu, descaradamente, por 30 anos ao alegar que havia sido torturada pela repressão.

Seu desabafo, de 05 de junho de 2011, somente agora teve a devida repercussão. Mas, tal qual a sua revelação, a confissão surge como um grito, e a sua ampla divulgação cinco meses depois, ainda é oportuna.

Sim, antes tarde do que nunca, diria um esperançoso na recuperação do gênero humano.

Podemos creditar o desabafo, inoportuno para a Comissão da Verdade, como o peso de uma consciência, que sobrecarregada pelos anos e pelas falsas acusações que acobertara em seu íntimo, resolveu dar o seu brado de basta e lá foi a torturada jornalista livrar - se daquela pesada carga.

Parabéns, Mirian, você agiu com honestidade, esperamos que agüente o tranco.

Agradecemos o seu desafogo, embora na certeza de que ele de nada servirá.

A Comissão, não terá peito de chamá – la; quanto ao outro lado, que legalmente não existe, não irá utilizar sua confissão para contrapor – se aos subversivos e comparsas.

Estamos certos de que você, após tantos anos carregando esta grande mentira, deve estar aliviada, satisfeita com a sua nobre e corajosa atitude.

Felizmente, acreditamos que você, finalmente, teve a paz que merece, mas não se esqueça, ainda custará caro, pois muitos irão acusá – la e perseguí-la.

Você, quando jovem, meteu - se no ninho de cobras que eram os escolados e tarimbados comunistas, que facilmente enrolavam os jovens, mormente estudantes.

Muitos deles foram presos, e todos tinham a orientação, de quando soltos, alegarem que sofreram terríveis torturas.

Infeliz ou felizmente, sua desdita tem sido a de carregar o ônus deste desabafo, sofrer o repúdio de velhos cumpanheiros; mas como consolo, os tribunais revolucionários de antanho estão no ostracismo, e você não deverá ser vítima de nenhum justiçamento, como o foram, entre outros, assassinados pelos cumpanheiros de luta, o Geraldo Ferreira Damasceno, em 29 de maio de 1969; nem o Marcio Leite Toledo, em 23 de maio de 1971.

Prezada Mírian, suas palavras servem de consolo, sublinham a cretinice que será a busca da verdade num lodaçal de mentiras e interesses, poderão ensimesmar mentes, mas não impedirão que a roda da patifaria siga em frente, como se nada tivesse acontecido.

E assim, graças à sua consciência, um felizardo escapou da acusação de ter torturado você.

E como disse o cretino, mais vale uma mentira na mão do que duas verdades voando

Valmir Fonseca Azevedo Pereira

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

LUPI CONTA MENTIRA PORQUE O GOVERNO TEME AS VERDADES

LUPI CONTA MENTIRAS SEM MEDO PORQUE O GOVERNO TEME AS VERDADES QUE ESCONDE!

Em depoimento na Câmara dos Deputados, o ministro do Trabalho jurou que nem ouvira falar no explorador de ONGs Adair Meira. VEJA provou dois dias depois que o depoente engordara o formidável prontuário com um crime de perjúrio. Carlos Lupi não só conhece Meira muito bem como os dois andaram viajando juntos num King Air providenciado pelo próspero comparsa. Nenhum voo do gênero é gratuito. A forma de pagamento ainda não foi revelada.

Como prometeu só sair do emprego à bala, Lupi mandou a assessoria de imprensa esclarecer que circulou pelo Maranhão em 2009, sim, mas num Sêneca fretado pelo PDT. Mentiu de novo, comprovou o site Grajaú de Fato, amparado numa coleção de imagens devastadoras. Algumas mostram o ministro desembarcando do avião do parceiro que jurou não saber quem era. Em outras, a dupla sorri o sorriso de negociata. Somadas, documentam a movimentação de uma quadrilha infiltrada na cúpula do governo federal.

Milhões de brasileiros só agora puderam contemplar de perto uma abjeção que Dilma Rousseff conhece bem demais. Eles militaram juntos no PDT, juntos chegaram à direção do partido e conviveram quatro anos no ministério de Lula. Quando o escândalo explodiu, Lupi foi logo avisando que a chefe não teria coragem de afastá-lo. Embora esteja cansada de saber quem é o companheiro que comanda o ministério arrendado ao PDT, a presidente quer adiar até janeiro a troca de Lupi por alguém escolhido por Lupi.

“Conheço a Dilma bem demais”, preveniu o ministro logo depois de içado do pântano. Pelo que tem feito o corrupto debochado, parece mesmo convencido de que a melhor amiga de Erenice Guerra vai engolir sem engasgos tanto bravatas desrespeitosas quanto um “eu te amo” de canastrão de cabaré. Lupi conta mentiras sem medo porque o que o governo teme as verdades que esconde.

Augusto Nunes

A VERDADE: EU MENTI ( Miriam Macedo )

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.

Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.

Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!

Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).

Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.

Quanto aos socos e empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos 'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".

Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, muita ameaça, muito grito, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).

Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.

Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?

Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."

A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.

Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca' (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

DILMA PROVA QUE LULA É UM MENTIROSO.

Nariz comprido – Querendo se distanciar da pífia e meteórica faxina na Esplanada dos Ministérios, marcado por escândalos de corrupção e outros quetais, a presidente Dilma Vana Rousseff resolvi soltar a voz e tratar de temas que dominaram a pauta política da semana. Um desses assuntos é o financiamento da saúde pública. Com o Palácio do Planalto aterrorizado diante da possibilidade de o

Congresso Nacional aprovar a Emenda 29, Dilma agora discursa favoravelmente à criação de um novo imposto para financiar o setor.
A presidente diz ser contra a recriação da malfadada CPMF, mas explica que nada será feito no setor da saúde sem investimentos. E para tal é preciso buscar uma fonte de financiamento. Em entrevista concedida na quinta-feira (1), Dilma disse que quem afirma que resolve os problemas da saúde sem dinheiro é “demagogo, mente para o povo”.

Pois bem, Dilma Rousseff está certa ao fazer tal afirmação, mas o seu antecessor e mentor eleitoral, o messiânico Luiz Inácio da Silva, disse exatamente o contrário. Em meados de 2006, quando se preparava para a campanha pela reeleição, Lula, em mais um de seus discursos proféticos e mentirosos, afirmou, sem medo de errar, que a saúde pública no Brasil estava a um passo da perfeição.

Passados alguns anos daquela fatídica declaração, nada mudou na área da saúde. E se alguma mudança existiu, certamente foi para pior. O governo federal está aparelhado pelos “companheiros” petistas e loteado entre os integrantes da chamada base aliada, o que faz com que o escoadouro de dinheiro público seja crescente e incontrolável. E qualquer mudança na saúde só acontecerá com dinheiro novo ou corte de gastos, algo que o Planalto deixou parar no campo das promessas.

O mais interessante nessa história toda é que Dilma Rousseff, que foi apresentada ao eleitorado como uma garantia de continuidade das conquistas (sic) da era Lula da Silva, conseguiu provar que seu antecessor é uma tremenda ode à mentira, para não dizer que ele é a mitomania ambulante

Fonte: Ucho.Info

terça-feira, 3 de maio de 2011

PAC - CADA DIA MAIS PROBLEMAS.

MENTIRA


“Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com firmeza e autonomia.” (Presidente Dilma Rousseff, no discurso de posse, em Brasília, 01/01/2011.)

“Às vezes, o sistema muito rígido aumenta os gastos de uma obra. O TCU recomenda a paralisação e se gasta mais. Se tiver indício de corrupção, tem que denunciar e as pessoas responsáveis serem punidas. E isso tem sido feito. No Brasil passamos 30 anos parados. Houve hipertrofia dos órgãos burocráticos e hipertrofia da fiscalização. Isso tem encarecido as obras. É preciso ter transparência e agilidade.” (Deputado Cândido Vaccarezza, líder do governo Rousseff na Câmara dos Deputados, defendendo que a Lei das Licitações seja afrouxada, em Brasília, 28/04/2011.)

A VERDADE

A manobra do governo do PT para burlar a Constituição Federal vem de longe, pelo menos desde outubro de 2009. Mas os fatos mostram o quão inconsequente pode ser a ofensiva de Rousseff. Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) mostram que há muitos mais problemas nas obras do PAC do que diz o governo.

Falta fiscalização e até orientação técnica por parte do governo federal, que na pressa de entregar obras que ficam vistosas na propaganda do Brasil PT, faz vistas grossas a projetos ruins. E são esses projetos que acabam por atrasar o cronograma de obras.

O TCU afirma que há relatos e reclamações de projetos de baixa qualidade, sem informações necessárias para a obra, técnicas ultrapassadas de construção e valores inadequados, como mostra reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

E é nesses casos, para garantir a segurança e a qualidade das obras, que o TCU pede a paralisação das obras e exige novos estudos. Um exemplo é o Porto de Itaqui, importante rota para escoar a safra de grãos da região norte do país. Por indicação do tribunal, as obras de dragagem e construção foram suspensas por inconsistência do projeto, que terá que ser readequado.

Outra área que sofre com projetos de baixa qualidade é o de saneamento básico, em que as prefeituras são responsáveis pelos estudos. Como os municípios têm dificuldade para executar e contratar empresas que façam o trabalho conforme as exigências da legislação, os projetos não andam ou são embargados.

Resta saber se Rousseff, acima das regras e do bom senso, vai agir como o ex Lula, principalmente em relação às obras para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Porque quem paga pelos erros e superfaturamentos não é o governo petista, mas sim os contribuintes que veem os impostos subir cada vez mais e com cada vez menos retorno.

Fonate: GENTE QUE MENTE - http://bit.ly/leezVQ

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

UM VERDADEIRO RETROCESSO. (Sandro Vaia)

Um verdadeiro retrocesso

As campanhas políticas, especialmente no Brasil, são ricas em distorções semânticas e em abusos de retórica. Os candidatos- alguns mais do que outros, é bom que se diga- atribuem aos adversários intenções que eles nunca tiveram , crenças que nunca defenderam e ações que nunca realizaram.

A palavra-chave que os seguidores do presidente Lula resolveram usar para demonizar o adversário foi a ameaça de “retrocesso” que a sua vitória representaria. A palavra “retrocesso” foi usada como espantalho, mesmo sem nenhum esclarecimento sobre o que seria o seu verdadeiro conteúdo semântico.Simplesmente “retrocesso” virou carimbo desqualificador, dispensando o uso de provas ou argumentos que lhe dessem significado.

Retrocesso seria acabar com os programas sociais, como o Bolsa Família e o ProUni. Mas qual é a evidência disso? Em que documento essa intenção está declarada? Confundir a ação direta de inconstitucionalidade que o DEM apresentou contra os aspectos raciais da lei que instituiu o ProUni com uma ação para acabar com o ProUni é uma certa falta de rigor intelectual, uma forma de distorção que passa tranquilamente batida no fragor de uma disputa eleitoral transformada propositalmente em batalha de vida ou morte.

Retrocesso seria privatizar a Petrobrás. Mas quem quer privatizar a Petrobrás? Atribuir ao adversário intenções que ele nunca manifestou não seria uma forma mais grave e mais concreta de retrocesso? Confundir propositalmente o sistema de concessões de exploração- que esse mesmo governo petista usou à exaustão e com excelentes resultados- com privatização é outra manifestação de desonestidade intelectual que também passa batida no festival de embromações em que se transformaram a propaganda no horário eleitoral e os duelos autistas dos candidatos nos debates engessados e paralisantes da TV.

Enquanto se divertia criando fantasias sobre retrocessos para fins eleitorais, o governo aproveitava a distração geral da opinião pública com os fogos de artifício da campanha, para cometer, de verdade, aquele que talvez tenha sido o maior retrocesso nas contas públicas na última década, criando uma verdadeira herança maldita para o próximo governo administrar.O passe de mágica consistiu no seguinte: criar um superávit primário recorde (no lugar daquele que seria um déficit recorde) com o troco do dinheiro criado com emissão de títulos da dívida pública com que o governo pagou a sua cota na capitalização da Petrobrás.Mais ou menos como pegar dinheiro emprestado no banco para pagar a fatura do cartão de crédito,mostrar a fatura quitada e esconder a promissória assumida.

A “gambiarra”,como a classificou o especialista em contas públicas Raul Velloso, consistiu no seguinte, usando a explicação didática de Miriam Leitão: o Tesouro emitiu R$ 74,8 bi em dívida pública; usou R$ 42,9 bi para subscrever ações da Petrobrás; o resto,R$ 31,9 bi,foi transferido ao BNDES e ao Fundo Soberano; BNDES e Fundo repassaram esses títulos á Petrobrás para pagar ações que compraram; com todos esses títulos, a Petrobrás pagou a cessão onerosa dos barris de petróleo da parte pertencente à União nas reservas do pré-sal; o governo descontou o dinheiro que gastou na subscrição de ações e considerou que o restante, R$ 31,9 bi, era receita.E assim usou uma dívida como receita e transformou um déficit que seria de 5,8 bi em um superávit recorde de 21,6 bi.

Há retrocessos e retrocessos.

Sandro Vaia

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

AS PÍLULAS DE ÓDIO DO DR. LULA.

No debate da Band, dona Dilma disse que a campanha da oposição prega o ódio entre os brasileiros. Fiquei espantada com o silêncio de José Serra que poderia ter respondido no ato: “Mas o que é isso? Quem faz isso desde sempre é o Lula, que se compraz em jogar brasileiros contra brasileiros quando está num palanque”.


Era para estarmos habituados, mas ontem Lula conseguiu ultrapassar todas as outras palanqueadas. Em Teresina, teve coragem para debochar dos eleitores de um dos estados mais desafortunados da federação.

Se alguém um dia quiser editar uma antologia dos mais expressivos discursos demagógicos da atualidade, o do Piauí tem que estar entre os dez mais e talvez, ser dos primeiros da lista. Por tudo que disse, pelo modo como disse e por tentar fazer o piauiense odiar conterrâneos, e outros brasileiros.

Usando de má fé, sem a coragem necessária para citar o nome de Fernando Henrique Cardoso, Lula disse que “seu antecessor” criou lei proibindo o ensino técnico! Mas que ele “mudou a lei porque queria que o filho do pobre tivesse a oportunidade que eu não tive”.

Como assim, a oportunidade que ele não teve? Afinal, ele é ou não é formado em torneiro-mecânico?

Outra maldade: “Quando criamos o Bolsa Família, os de lá diziam que era esmola e que a gente estava fazendo populismo. Eles não têm noção do que significa R$ 100 para uma pessoa pobre. Eles dão de gorjeta quanto tomam de uísque”. Os de lá? Quem são os de lá?

Ele diz isso para pessoas que certamente cairiam duras para trás se soubessem quanto custa uma peça das roupas dele ou de sua mulher. Ou quanto custa um corte de cabelo de dona Marisa, ou por quanto sai um esmalte importado para as unhas, ou uma dose de um bom uísque!

E disse também: “Quero aqui de coração, porque vocês não votaram em duas pessoas desse estado, que prejudicaram, tirando R$ 120 bilhões da Saúde. Eles tiraram R$ 120 bilhões da Saúde pensando que iam me prejudicar, não prejudicaram, prejudicaram o povo pobre desse país, que precisa do SUS, do pronto-socorro, quando derrubaram a CPMF. Como Deus escreve certo por linhas tortas, Deus fez a vingança que eu acho que era necessária. Colocar gente mais digna, de mais respeito, para representar com mais dignidade o estado do Piauí”- disse Lula, que fez um rápido sinal da cruz.

Fez um rápido sinal da cruz! Rápido como quem rouba, é? Além de citar o nome de Deus em vão, ainda faz o sinal da cruz meio escondidinho, com medo que Deus o pegue em flagrante?

Lula “costumou tanto na fantasia” que onde quer que vá expele, junto com os perdigotos, mil lamúrias por não tornar a ver, nas urnas que já lhe foram tão amáveis, o seu retratinho... Demonstrou toda sua amargura ao dizer: “Queremos também ser doutor nesse país”. Ora, Dr. Lula, por quem sois! De agora em diante, só me referirei ao senhor assim: Dr. Lula. Não, não me agradeça, não me custa nada.

Não duvido que deva ser mesmo muito bom ser presidente da República no Brasil. São quase monarcas absolutos. Mandam e desmandam. Além da caneta mágica, há os cartões também mágicos que permitem ao titular gastar o quanto quiser, sem ter que dar satisfações a ninguém, posto que seus gastos e os de sua família são considerados assuntos da Segurança Nacional.

Na verdade, enquanto ele estiver no Planalto, é o Dono do Mundo. Se for uma pessoa instruída, prepara-se para a Planície, se estrutura para o depois, mas assim mesmo sente a ausência das maravilhas que viveu. Se for uma pessoa de poucas luzes, o tombo deve ser terrível. A escuridão talvez se assemelhe à que os mineiros chilenos acabam de vencer.

Por mais contemplação que se tenha com o momento a viver pelo presidente, seu comportamento palanqueiro vem deixando a desejar em todos os sentidos e estou certa que parte do segundo turno deve-se ao susto que ele deu no eleitorado. Parecia que estávamos em guerra e que ele nos convocava para uma cruzada contra o infiel.

Agora, quando a vitória não lhe parece tão segura assim, em vez de ficar mais manso, Dr. Lula piorou. Mostrou desprezo pela Lei Maior ao confessar que foi por sua vontade pessoal que não houve um terceiro mandato: “por semos democratas trocamos prazerozamente a voz de taquara rachada de um homem por uma mulher mineira, gaúcha, piauiense, que tem competência para dirigir o país nos próximos anos”!

Mineira, gaúcha e piauiense é fantástico! Só que com toda a certeza sem querer, Dr. Lula fez de dona Dilma uma filha ingrata. Esqueceu de dizer que sua candidata é global: gato só porque nasce no forno não é biscoito. Dona Dilma, além de piauiense, é búlgara.

HELENA RUBINATO RODRIGUES DE SOUZA.