sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A DIFICIL TAREFA DE COMBATER O CRIME.

A guerra do Estado contra traficantes no Rio de Janeiro, em curso desde 21 de novembro, soa como grave alerta ao país. Em 2006, São Paulo parou diante da ação terrorista do crime organizado. Onde mais haverá algo do gênero? Espera-se que em lugar nenhum, mas não há unidade da Federação imune a esse drama.


Mais um episódio, desta feita no Rio, deve servir como advertência sobre o crescimento da degradação da segurança pública, principalmente nos centros urbanos. Não há limite. O pânico vai se generalizando no seio da sociedade.

No Espírito Santo, os cuidados devem ser redobrados. Por fazer divisa com o Rio, é uma das alternativas geograficamente mais fáceis para extensão do tráfico fluminense. Seja para abrigar bandidos desalojados de sua base operacional no Estado vizinho, seja como estratégia para ampliar a receita do tráfico.

O teatro de guerra instalado no Rio é de guerrilha urbana, com operações simultâneas em 30 favelas, impressiona o Brasil e o mundo. O objetivo das forças policiais é destruir bunkeres do tráfego, e essa ação não pode retroceder. O controle territorial por bandidos tem de ser desfeito para reintegrar milhares de pessoas ao Estado de Direito.

Da mesma forma há de ser impedido em todo e qualquer lugar do país manejo de armas de guerra por bandidos. É um grande desafio bloquear o fornecimento de armas a delinquentes, diminuindo o arsenal a seu dispor.

Mas, além do enfrentamento pontual em áreas conflagradas, é necessária multiplicidade de ações para minar o esquema criminoso. Repressão e prevenção é fórmula indispensável. Onde o Estado, latu sensu, estiver ausente é preciso chegar. O quanto antes.

A implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em 12 morros e favelas do Rio que estavam sob controle do narcotráfico é uma das mais bem-sucedidas políticas de segurança pública em curso no país. Põe em prática sugestões de especialistas, como centros de lazer, postos de saúde, escolas, etc., e das comunidades que colaboram com a polícia na segurança. Onde tem UPP, os bandidos perderam o controle da área.

Mas o combate ao crime requer outras intervenções. Inclusive no campo legal. Conforme ressalta o secretário de Segurança do Rio, Mariano Beltrame, se a legislação penal não fosse leniente, criminosos não voltariam às ruas com tanta facilidade, menores não insistiriam em permanecer na delinquência, e nem as ações criminosas seriam comandadas de dentro das cadeias. Ou seja, em muitos casos, a eficácia da lei de execução criminal não é a desejada.

O combate ao tráfico e outras formas de crime certamente colherá melhores resultados com ações coordenadas entre União, Estados, municípios, Congresso e Judiciário. Que se apresentem novas iniciativas.

O combate eficiente às ações criminosas exige cooperação muito estreita entre governo federal, Estados e municípios. Já ao Congresso cabe reformar a legislação penal

Repressão e prevenção é binômio indispensável no combate à delinquência. É fundamental que o Estado volte a se fazer presente onde hoje é reduto de criminosos


Editorial de A Gazeta.

APARELHAMENTO SEM FIM.

Planalto ignora promessa de austeridade e usará mais cargos na Presidência para acomodar apadrinhados



A criação de cargos sem concurso público faz parte de um longo processo de aparelhamento do Estado por parte do PT. Além disso, a prática vai contra o discurso de responsabilidade fiscal anunciado pelo futuro governo federal. Essa é a avaliação dos deputados Antonio Carlos Mendes Thame (SP) e Luiz Carlos Hauly (PR) sobre o projeto do Executivo em tramitação na Câmara que reforça a estrutura da Presidência da República com 90 cargos. A proposta já passou por duas comissões e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se aprovada, seguirá ao Senado sem a necessidade de ser votada pelo plenário da Casa.


“Não é um projeto isolado. Isso faz parte de um grande processo de aparelhamento do Estado pelo PT, que coloca a estrutura de governo a serviço de um partido. A criação de cargos é cada vez maior e as pessoas não são escolhidas por mérito, aprovação em concurso ou porque estão aptas para aquele cargo, mas simplesmente porque têm a carteirinha de filiado”, avaliou Mendes Thame nesta quinta-feira (25).

De acordo com o parlamentar, esse aparelhamento tem colocado em risco a eficiência de instituições como os Correios, o Incra, o Instituto Nacional do Câncer e a Petrobras. No entanto, o tucano lembrou que o projeto pode ser rejeitado pelo Congresso. “O país inteiro está assistindo a essa escalada da nomeação de pessoas sem concurso. Por outro lado, isso não está ainda consumado. Os deputados podem pedir a obrigatoriedade da votação em plenário. Ainda há formas de resistirmos a mais esse assalto aos cofres públicos”, ressaltou o tucano.

Para Hauly, o projeto vai de encontro à pregação de responsabilidade fiscal anunciada nesta quarta-feira (24) pela nova equipe econômica da presidente eleita Dilma Rousseff. A petista será herdeira de uma estrutura fortalecida nestes quase oito anos de governo do PT e terá à disposição mais funcionários, com gastos anuais estimados em R$ 7,6 milhões.

“Essa é uma contradição fatal e uma demonstração de efeito cascata. Todos os ministérios seguirão o mesmo exemplo, desaguando num mar de contratações. É preciso colocar um ponto final em tudo isso e o PSDB tem esse papel a fazer como oposição”, afirmou o deputado.

De acordo com o projeto enviado pelo Palácio do Planalto, os cargos são destinados ao Gabinete Pessoal do Presidente da República; à Casa Civil; às Secretarias Geral. de Relações Institucionais, de Comunicação Social e de Assuntos Estratégicos; ao Gabinete de Segurança Institucional e ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar. Todos esses órgãos são vinculados à estrutura organizacional da Presidência da República.

Fonte: http://bit.ly/dTB102

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POLICIA E BANDIDO.

CARTA DE UM GENERAL AO MINISTRO JOBIM.

Luiz Cesário da Silveira Filho


General da Reserva do Exército


Ministro Jobim,

Tomei conhecimento de sua entrevista, publicada no Jornal do Brasil em 15 março de 2009, na qual o senhor responde à pergunta de como pretende administrar a insatisfação de alguns generais em relação a algumas diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END). Por considerar deselegante para comigo e para com os integrantes da Reserva das Forças Armadas a sua resposta de que "o general que declarou a insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", resolvi considerar a possibilidade de responder-lhe.

Sei que o senhor não leu as minhas palavras de despedida do Comando Militar do Leste. Nelas, relembro o saudoso ministro do Exército, General Orlando Geisel, que afirmou: "Os velhos soldados se despedem, mas não se vão". Sou um general com 47 anos de serviço totalmente dedicados ao meu Exército e ao meu país. Conquistei todas as promoções por merecimento. Fiz jus à farda que vesti. Não andei fantasiado de general. Fui e continuarei a ser, pelo resto de minha vida, um respeitado chefe militar. Vivi intensamente todos os anos de minha vida militar. Fui, sempre, um profissional do meu tempo.

Alçado ao mais alto posto da hierarquia terrestre, acompanhei, por dever, atentamente, a evolução do pensamento político-estratégico brasileiro, reagindo com as perspectivas de futuro para a minha instituição, na certeza de que a história do Brasil se confunde com a história do Exército. Vivemos, atualmente, dias de inquietude e incerteza. Sei que só nós, os militares, por força da continuidade do nosso dever constitucional, temos por obrigação manter a trajetória imutável da liberdade no Brasil. É, por este motivo, que serei sempre uma voz a se levantar contra os objetivos inconfessáveis que se podem aduzir da leitura de sua Estratégia Nacional de Defesa.

Ela está eivada de medidas, algumas utópicas e outras inexequíveis, que ferem princípios, contrariam a Constituição Federal e afastam mais os chefes militares das decisões de alto nível. Tal fato trará consequências negativas para o futuro das instituições militares, comprometendo, assim, o cumprimento do prescrito no artigo 142, da Constituição Federal, que trata da competência das Forças Armadas. "Competência para defender a Nação do estrangeiro e de si mesma". Em época de grave crise econômica, como a que atinge o país, apesar das tentativas de acobertá-la por parte do governo ao qual o senhor serve, os melhoramentos materiais sugeridos serão, obviamente, postergados. Mas, o cerne da estratégia e suas motivações políticas poderão ser facilmente implementados.

É clara, nela, a intenção de se atribuir maiores poderes ao seu cargo de ministro da Defesa, dando-lhe total capacidade de interferir em todas as áreas das Forças Armadas, desde a indicação de seus comandantes, até a reestruturação do ensino e do preparo e emprego das Forças. Vejo, atualmente, com preocupação, a subvalorização do poder militar. Desde a Independência do Brasil, sempre tivemos a presença de um cidadão fardado integrando a mesa onde se tomam as mais importantes decisões do país. O Exército Brasileiro sempre foi um ator importante na vida brasileira, e, ao longo da história, teve o papel de interlocutor, indutor e protagonista.

A concepção ressentida da esquerda, que se consolidou no poder político a partir de 1995, absorvendo as ideias exógenas do Estado mínimo e da submissão total do poder militar, mantendo "a chave do cofre e a caneta" em mãos civis, a fim de conseguir a sua subserviência ao poder político civil, impôs a criação de um ministério destinado a coordenar as três Forças Armadas. Isto não se fazia necessário, no estágio evolutivo em que se encontrava o processo político brasileiro. Em um governo, à época da criação do Ministério da Defesa, constituído por 18 ministérios, nos quais pelo menos cinco eram militares, foram substituídos, estes últimos, por um ministério que, por desconhecimento de seus ocupantes (até hoje, nenhum ministro da Defesa prestou sequer o Serviço Militar Obrigatório, como soldado), tem apenas atuado no campo político.

Estou convencido que afastar-nos da mais alta mesa de decisão do país foi uma estratégia política proposital, o que tem possibilitado, mais facilmente, o aparelhamento do Estado brasileiro rumo à socialização, com a pulverização da alta administração do país, atualmente, em 37 ministérios e, apenas um, pretensamente, militar.

A expressão militar deve ser gerida com conhecimento profissional, pois ela é um componente indissolúvel do poder nacional. Sem a presença de militares no círculo das altas decisões nacionais, temos assistido a movimentos perturbadores da moral, da ética e da ordem pública intentarem contra a segurança do direito, aspecto basilar em um regime que se diz democrático.

Tal fato traz, em seu bojo, condições potenciais de levar o país rapidamente a uma situação de anomia constitucional, o que poderá se configurar em risco de ruptura institucional.

A sua END aprofunda o contexto de restrições à autonomia militar e sugere medidas que, se adotadas, trarão de volta antigos costumes de politização dos negócios internos das Forças Armadas. Talvez isso favoreça o modelo de democracia que querem nos impingir. Será isto o que o senhor quer dizer quando fala em sua entrevista "que é o processo de consolidação da transição democrática"?

Finalizando, quero salientar que a desprezível conceituação de que "o general que declarou insatisfação não tem nada a administrar porque é absolutamente indiferente, foi para a reserva, se liberou", bem demonstra a consideração que o senhor empresta aos integrantes da Reserva das Forças Armadas, segmento que o seu ministério pretende representar. Isto mostra, também, o seu desconhecimento da grandeza e da servidão da profissão militar, pois, como bem disse o general Otávio Costa, "a farda não é uma vestimenta que se despe, mas uma segunda pele que adere definitivamente à alma...".

Lembre-se que os militares da ativa sempre conferem prestígio, não somente aos chefes de hoje, como, também, aos de ontem. Não existem dois Exércitos.

Há apenas um: o de Caxias, que congrega, irmanados, os militares da ativa e da reserva. A certeza de que o espírito militar, que sempre me acompanhou nos meus 47 anos de vida dedicados totalmente ao Exército, o qual, oxigenado pela camaradagem, é formado por coragem, lealdade, ética, dignidade, espírito público e amor incondicional ao Brasil, é o que me faz voltar, permanentemente, contra a concepção contida na sua END

A ROTINA DE VAZAMENTO DO ENEM.

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”.

(Henry Ford)

A mídia amestrada e o INEP, sugestiva abreviatura que materializa na sua sigla a total INÉPcia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, relatam apenas problemas de erros de impressão num dos cadernos das provas realizadas no dia seis de novembro. A quebra de sigilo sobre o tema da redação só veio a público graças à coragem e a determinação de jornais independentes como o Estadão. Até quando os estudantes brasileiros serão enganados por exames cujas autoridades se mostram totalmente incapazes de garantir o sigilo. O ENEM, uma iniciativa extremamente válida, vem acumulando desde a sua criação, uma sucessão de vazamentos e falhas que expõem ao Brasil e ao mundo a incompetência e a falta de ética de uma sociedade e de um governo que perderam, há muito, a noção do dever, da dedicação e da honra.

Pais corruptos, omissos e coniventes ao justificar suas violações ou a de seus filhos, expõem as vísceras de uma coletividade enferma. As agressões gratuitas promovidas, em São Paulo, por jovens da classe média alta chocaram o país. A cena da desvairada e irresponsável mãe justificando a atitude de seu “filhinho”, que atacou um rapaz com lâmpadas fluorescentes, estarreceram e revoltaram a todos os cidadãos de bem do país. A falta de limites e a certeza de impunidade de quem pode contar com bons advogados são responsáveis pela virulenta falta de consciência e responsabilidade que se alastra por nossa pobre nação.

O ‘TER’, hoje, tornou-se mais importante do que o ‘SER’. Muitos desses “deficientes morais” desconhecem a necessidade de se respeitar o próximo e de aprender e amadurecer com as derrotas. Fracassar perante intricados obstáculos tem muito mais valor do que alcançar sucesso frente a vitórias fáceis. O importante não é se chegar ao topo ou alcançar a vitória, mas o que se fez para lá chegar.

- Nota do INEPto

O INEPto, em nota oficial, continua insistindo em considerar válidas as provas apesar dos novos fatos.

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira comunica que as novas provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, para os alunos que foram prejudicados por erros de impressão nas provas realizadas no dia 6 de novembro passado, serão realizadas no próximo dia 15 de dezembro às 13 horas. Informa ainda que segue o trabalho de análise e reanálise das 116.626 atas dos locais de prova, com o objetivo de identificar os estudantes que, por algum motivo, não tenham substituído as provas com problemas de impressão. Foram identificados, até o momento, 2.817 estudantes, menos de 0,1% do total”.

- PF Quebra Sigilos e Refaz Roteiro de Vazamento do ENEM

O Estadão - 24 de novembro de 2010.

Candidato de Petrolina (PE) soube do tema da redação pelos pais, de Remanso (BA); a mãe dele trabalhou na aplicação do exame.

“A Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA), a 502 quilômetros de Salvador, quebrou sigilos telefônicos e teve acesso a arquivos de computador para traçar o roteiro do vazamento do tema de apoio à redação do Enem, no dia 7 deste mês. Eram cerca de 10 horas (horário local) quando a professora de Remanso (BA) Marinilde de Brito Affonso, aplicadora do exame para deficientes visuais no Colégio Ruy Barbosa, abriu a remessa de caderno de provas na presença de sete fiscais. A orientação do Inep, órgão responsável pelo Enem, era de que a conferência do material só fosse feita a cinco minutos do início do exame - às 11h55, no horário local. A checagem das provas deveria ser registrada em ata, o que não ocorreu.

No depoimento em que confessou o vazamento, Marinilde disse à PF que ligou para a casa de sua sogra e repassou ao marido, Eduardo Ferreira Affonso, o tema da redação como sendo ‘trabalho e escravidão’. Mas o título era de um texto de apoio, pois o tema efetivo do exame era ‘O trabalho na construção da dignidade humana’. 10h06. Eduardo começa a pesquisar sobre o assunto ‘trabalho e escravidão’ na internet. Às 10h17, ele liga para o filho Eduardo Ferreira Affonso Júnior, de 21 anos, que faria a prova em Petrolina, no sertão do São Francisco, a 769 quilômetros de Recife. O pai explica a Júnior sobre o vazamento do tema sem contar como soube da informação. O relógio marcava por volta de 11h quando Júnior pediu ajuda a professores do cursinho Geo Petrolina Pré-Vestibular para desenvolver a redação caso fosse sobre trabalho e escravidão. Ele disse aos docentes que o tema havia vazado em São Raimundo Nonato (PI) e ele havia sido informado. O boato se espalhou e outros candidatos recorreram aos professores de português Marcos Freire, Ramón Bandeira e Diego Alcântara.

Depois da prova, os professores deram entrevista a emissoras de rádio e televisão locais informando sobre a possibilidade de vazamento. A PF instaurou inquérito e, após dez dias de investigação, concluiu pela culpa do casal Marinilde e Eduardo. Eles foram indiciados por violação de sigilo funcional e podem ser punidos com 6 anos de prisão. O filho teve a prova cancelada pelo MEC”.

Hiram Reis e Silva

TIRO NO PÉ.

Décadas de conivência com a contravenção e descaso com a situação das favelas e seus moradores, resultaram na ocupação das mesmas pelos narcotraficantes, levando a cidade maravilhosa ao estado que se encontra.


Ao não se fazer presente, o Estado permitiu a construção de um verdadeiro Governo paralelo pois a população passou a ser assistida pelos marginais. Atendimento e transporte de doentes, cestas básicas, doação de gás de cozinha, medicamentos e proteção, foram ações habilmente empregadas para que os moradores ficassem reféns e protegessem os traficantes. A corrupção de policiais dava a tranqüilidade necessária para a comercialização de drogas e armas, enfim, o melhor dos mundos, poder, dinheiro, mulheres, armas e impunidade.

Com a implantação das UPPs ( Unidades de policia pacificadoras) , o Estado tenta retomar os territórios ocupados, o que gerou forte reação ocasionando esse clima de guerra civil.

Não basta reocupar as favelas, é necessário um tratamento de choque, expulsar os traficantes e readquirir a confiança da comunidade. O Estado tem que estar presente na educação, esporte, opções de lazer, cursos de capacitação, saúde, transporte e principalmente na segurança. Melhorar a qualidade das habitações com pequenas reformas, ampliação das vias públicas, iluminação e saneamento básico, completariam as ações e consolidaria a posição do Estado na comunidade e trariam a paz e a alegria que sempre marcaram a personalidade dos cariocas.

Nada disso será eficaz sem um policial honesto, satisfeito e dedicado e a aprovação da PEC 300 seria um bom começo. Salário digno, seleção rigorosa e capacitação permanente são indispensáveis na formação de uma força policial confiável.

Penitenciárias de segurança máxima para os chefes do narcotráfico, combate intenso, permanente ao contrabando de armas e drogas , fiscalização efetiva de nossas fronteiras e alteração no nosso código penal criando leis mais severas para os traficantes, são decisões políticas importantes e que devem ser consideradas. Outra situação que merece uma atenção especial, é a atuação dos advogados, que acabam se associando e servindo de interlocutores entre os chefes encarcerados e seus comandados.

Sabemos que as ordens para execuções e ações como as que estão acontecendo agora, são efetuadas de dentro das penitenciárias e para que isso aconteça, logicamente é necessário a colaboração dos agentes penitenciários , a custo de muito dinheiro, tornando obrigatório uma verdadeira investigação sobre a ação desses servidores.

O mundo olha estarrecido o que está acontecendo no Rio de Janeiro e algumas vozes já se levantam duvidando da capacidade realizarmos com segurança a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o momento é agora, estamos numa guerra e só há duas opções, a vitória e a paz ou a derrota e o caos. A julgar pela determinação das autoridades e o apoio da população, me parece que ao iniciar esta guerra, os traficantes deram um verdadeiro tiro nos pés.

DIVIDA INTERNA E DIVIDA EXTERNA.

SAIBA O QUE LULA FEZ DE 2002 A 2010 COM A "DIVIDA INTERNA/EXTERNA" DO BRASIL

Você ouve falar em

DÍVIDA EXTERNA e DÍVIDA INTERNA

em jornais e TV e não entende direito vamos explicar a seguir:



DIVIDA EXTERNA

é uma dívida com os Bancos, Mundial, o FMI e outras Instituições,

no exterior em moeda externa.


DIVIDA INTERNA

é uma dívida com Bancos em R$ (moeda nacional) no país.

Então, quando LULA assumiu o Brasil,

em 2002, devíamos:

ü Dívida externa = 212 Bilhões

ü Dívida interna = 640 Bilhões

ü Total da Dívida = 851 Bilhões


Em 2007 Lula disse que tinha pago a dívida externa.

E é verdade, só que ele não explicou que,

para pagar a dívida externa,

ele aumentou a dívida interna:


Em 2007 no governo Lula:

ü Dívida Externa = 0 Bilhões

ü Dívida Interna = 1.400 Trilhão

ü Total da Dívida = 1.400 Trilhão

ou seja, a Dívida Externa foi paga, mas a dívida interna quase dobrou.

Agora, em 2010, você pode perceber que não se vê mais na TV e em jornais algo dito que seja convincente sobre a Dívida Externa quitada.

Sabe por que?

É que ela voltou...

Em 2010 no governo Lula:

ü Dívida Externa = 240 Bilhões

ü Dívida Interna = 1.650 Trilhão

ü Total da Dívida = 1.890 Trilhão

ou seja, no governo LULA,

a dívida do Brasil aumentou em 1 Trilhão!!!

Daí é que vem o dinheiro que o Lula está gastando no PAC,

bolsa família, bolsa educação, bolsa faculdade, bolsa cultura,

bolsa para presos, dentre outras mais bolsas...

e de onde tirou 30 milhões de brasileiros da pobreza !!!

E não é com dinheiro do crescimento,

mas sim, com dinheiro de

ENDIVIDAMENTO.

Compreenderam?

Ou ainda acham que Lula é mágico?

Ou que FHC deixou um caminhão de dólares

para Lula gastar?

Quer mais detalhes,

sobre dívida interna e externa do Brasil?

acesse o site:

http://www.sonoticias.com.br/opiniao/2/100677/divida-interna-perigo-a-vista

Os brasileiros, vão pagar muito caro pela atitude perdulária do governo Lulla,

que não está conseguindo pagar os juros dessa

"Dívida trilhardária"

tendo que engolir um "spread"(txa. juros)

muito caro para refinanciar os "papagaios",

sem deixar nenhum benefício para o povo,

mas apenas

DIVIDAS A PAGAR

por todos os brasileiros,

que pagam seus impostos...!!!



A pergunta que não quer calar é:

Dilma

vai continuar esta gastança?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

PROBLEMAS EM SÉRIE.

O presidente Lula está deixando para sua sucessora vários problemas que custarão muito caro ao país. O alerta foi feito pelo ex-governador de São Paulo José Serra após deixar a Liderança do PSDB no Senado, onde esteve nesta quarta-feira (24) para uma visita de cortesia a deputados e senadores do partido. “A próxima gestão receberá uma herança muito problemática”, criticou. Na avaliação do tucano, ao invés de buscar soluções responsáveis para o que classificou de um “nó de difícil solução”, o petista prefere fazer campanha antecipada com vistas à eleição de 2014.


De acordo com Serra, são várias as bombas que “saltam do armário” na reta final do governo Lula. Na lista da herança maldita para Dilma, destacou, em especial, o quadro adverso da economia. “Vemos a inflação em crescimento, uma taxa de câmbio super valorizada que está desindustrializando o país e castigando o produtor doméstico, além da queda da atividade econômica, especialmente no setor industrial”, enumerou. Além disso, o candidato do PSDB à Presidência em 2010 alertou para a maquiagem no déficit público e para o maior rombo no balanço de pagamentos da história brasileira.

Fonte: http://bit.ly/gWCVfQ

A VEZ DO TREM.

As ferrovias desempenharam um papel fundamental na consolidação de grandes e sólidas economias. Elas foram vistas como símbolo do progresso, integração territorial e do desenvolvimento. Revolucionaram o mundo dos transportes, fazendo com que mercadorias e pessoas se deslocassem em longas distâncias, de forma rápida e eficiente. Foi através delas, por exemplo, que economias como a americana puderam acelerar seus processos de crescimento e integrarem-se internamente. Basta lembramo-nos da "marcha para o Oeste".


Infelizmente não podemos tomar essa parte da história da formação das principais economias do mundo como também nossa. Aqui, as ferrovias raramente foram assumidas enquanto modal de transporte capaz de acelerar e dar sustentabilidade ao processo de desenvolvimento do país, numa visão de longo prazo. Em alguns momentos da história tivemos essa lucidez. No período do Império, por exemplo, o Barão de Mauá, em 1854, concluiu a Ferrovia Rio-Petrópolis.

Todavia, um surto maior de crescimento das ferrovias somente veio a acontecer na primeira metade do século XX, por força da necessidade em torno do transporte da borracha - ferrovia Madeira-Mamoré em 1912 -, e do café, principalmente no Estado de São Paulo, com repercussões no Espírito Santo, com as linhas Vitória-Cachoeiro e Vitória-Minas, ambas idealizadas por Muniz Freire na virada do século XIX.

O curioso, mas ao mesmo tempo trágico, é constatar que o Brasil regrediu no seu sistema ferroviário. Em 1930, o país dispunha de 34 mil km de linhas férreas. Número superior ao que dispomos hoje - aproximadamente 29 mil km. E mais, nosso sistema supre apenas 21% das necessidades de transporte de cargas. Predomina o modal rodoviário, sempre bem mais caro. Situação diversa do cenário encontrado em países desenvolvidos e da dimensão territorial do Brasil.

Muito provavelmente fatores como a industrialização retardatária, levada a efeito no auge da indústria automobilística mundial, a facilidade de acesso ao petróleo e o encantamento do automóvel como instrumento de mobilidade e símbolo do progresso - a cultura do automóvel - tenham influenciado nossos definidores da política de transporte no país. Dessa forma, o Brasil fez a opção pelo modal rodoviário. As consequências podemos senti-las hoje: nosso custo logístico é extraordinariamente alto. Faz parte do "custo Brasil".

Felizmente o cenário das ferrovias começa a ser modificado no Brasil. Elas ganharam eficiência graças principalmente à privatização nos anos 90, depois de longo tempo de gestão estatal, período em que foram praticamente sucateadas. São iniciativas ainda tímidas diante do tamanho do desafio de se ampliar a malha ferroviária atual, numa concepção de um novo mapa logístico nacional, e também melhorar o seu atual marco regulatório para atrair investidores privados.

Para o Espírito Santo, essa discussão é extremamente importante tendo em vista o desenvolvimento da nossa economia no longo prazo. É fundamental, senão crucial, que o Estado participe desse novo mapa ferroviário, em especial, contemplando os eixos de conexão com os Estados postados ao Sul, como Rio e São Paulo, o Nordeste e Minas Gerais. Temos que ter bem claro que não se viabilizam portos, muito menos superportos, sem ferrovias.

Orlando Caliman, economista

NEM J.CRISTO SALVA!!!

A BRIGADA DO MENSALÃO ATIRA A ESMO.

O principal objetivo político do comissariado petista para o próximo ano é obter no Supremo Tribunal Federal a absolvição dos companheiros da quadrilha do mensalão. Se for preciso aprovar uma reforma política que institua o financiamento público das campanhas e amaldiçoe o atual sistema eleitoral, isso será feito. Afinal, obtendo-se a reforma de uma estrutura que se denunciou como podre, pode-se argumentar que as podridões eram inevitáveis.

Segundo as repórteres Vera Rosa e Eugenia Lopes, o comissário José Dirceu disse, ao sair de um café da manhã com Nosso Guia, que, deixando o governo, Lula se dedicará, entre outras coisas a desmontar "a farsa do mensalão". Como fará isso junto ao plenário do Supremo, não se sabe.

É direito dos réus lutar pelas suas absolvições, mas o comissariado do governo parece estar perdendo a sensibilidade política. Há uma semana, o líder do PDT na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, propôs numa reunião do Conselho Político que se aprove a legalização dos bingos. Passam-se uns dias e o Ministério Público de São Paulo revela que o deputado, bem como a poderosa central sindical que presidiu, foram condenados em primeira instância a devolver ao erário R$ 235 mil malversados, pagando também uma multa de R$ 471 mil. O litígio não está encerrado e caberá ao Tribunal Regional Federal julgar um recurso do parlamentar.

O comissariado do Planalto estava farto de saber da existência desse processo. Onipotente, achou perfeitamente natural que o incentivo à tavolagem entrasse na discussão no primeiro encontro do Conselho Político. Início de governo estimula a onipotência, mas exageraram. Durante a campanha de 2002 e nos primeiros dias inebriantes de 2003, um tipo de megalomania primitiva e desonesta criou o mensalão: "Nós devemos a você, você cobra do Marcos Valério, ele toma dinheiro emprestado, nós vamos para o Planalto, um companheiro vai ao Banco Central, levanta a intervenção em dois bancos e o ervanário aparece." (Esqueceram-se de combinar com o russo Henrique Meirelles.)

Há uma forte carga de preconceito quando militantes do sindicalismo dos trabalhadores são nomeados para funções de relevo no governo. Busca-se transformar esse tipo de liderança em estigma. Se o indicado é um representante do sindicalismo patronal, tudo bem. Seu prestígio seria enobrecedor.

A ressurreição da quadrilha do mensalão depende apenas da Justiça e, até certo ponto, da opinião pública. Um governo que acredita na capacidade de mobilização dos sindicatos e entra em campo gritando "Bingo!" acha que pode tudo, em qualquer lugar, à hora que quiser. Engano. Olhado de dentro, o aparelho sindical pode ser lindo. Visto de fora, nem tanto. Já se foi o tempo em que a morte de um sindicalista como Chico Mendes relacionava-se com uma causa. Nos últimos três anos foram assassinados pelo menos cinco dirigentes sindicais. Três eram tesoureiros de entidades. Em outubro mataram um diretor do sindicato dos motoristas de São Paulo, detentor de uma marca dramática: em 18 anos foram assassinados cinco diretores e sete funcionários do SindMotoristas.

ELIO GASPARI.

NOVA ESTÁTUA DA JUSTIÇA BRASILEIRA.

Nem Leonardo da Vinci, nem o mestre do barroco mineiro, Aleijadinho, seriam capazes de dar tamanha expressão à imagem da nossa estátua da Justiça.


Nunca antes na história deste país se teve um monumento tão espetacular como este: a nova

“Estátua da Justiça Brasileira"!


Não enxerga, não escuta, não sabe de nada e é muito lerda!

EU NÃO SOU PORQUINHO NÃO!!!!

OS CAMINHOS DA OPOSIÇÃO.

Enquanto a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), escolhe nomes para seu futuro ministério e tenta conter a sanha por cargos do aliado PMDB, os dois principais partidos da oposição, DEM e PSDB, juntam os cacos da derrota sofrida na última campanha presidencial. Com menos parlamentares eleitos e divididos internamente, DEM e PSDB se unem em torno de uma só pergunta: como se reestruturar para enfrentar Dilma no Congresso?


Ligados historicamente, as duas legendas podem até afrouxar suas relações em busca dos votos perdidos na última campanha. Na Câmara, o PSDB elegeu 53 deputados federais, 13 cadeiras a menos que na campanha de 2006. No Senado, foram cinco eleitos, um a menos que quatro anos antes.

No DEM, o baque foi ainda maior: o partido perdeu 22 vagas na Câmara (43 deputados federais contra 65 eleitos em 2006). Com os dois senadores eleitos, a sigla tem agora seis cadeiras no Senado. As outras quatro haviam sido garantidas na campanha anterior.

Alguns caciques do DEM defendem que o partido reforce seu lado conservador a partir de 2011, mas essa mudança não é consenso. Ao R7, o senador Agripino Maia (DEM-RN) disse que “não existe isso de ficar conservador”.

- Eu contesto isso. Não tem esse negócio. A linha do partido é atender às necessidades do cidadão brasileiro.

O cientista político da UnB (Universidade de Brasília), Leonardo Barreto, diz que “o DEM tem dificuldades de crescer por estar o tempo todo aliado ao PSDB”.

- O DEM faz uma oposição ferrenha, mas, na hora de colher os frutos, não consegue. Ele precisa criar uma identidade que o obrigue a ter mais candidatos próprios. Hoje ele é um partido satélite.

...Barreto defende o distanciamento do PSDB e o lançamento de um candidato próprio à Presidência que tenha “coragem de apresentar o conservadorismo do partido".


- É questão de vida ou morte para o DEM.

O senador Agripino discorda da opção de se afastar do PSDB.

- Eu defendo a ação conjunta, cada qual desempenhando seu papel. Nada de se afastar ou de se aproximar. Manter a identidade com autonomia.

Já no PSDB, o estrago da última eleição foi tão grande que pode custar aos caciques tucanos de São Paulo o comando do partido.

Enquanto o ex-candidato José Serra lia o adeus ao sonho presidencial na noite de 31 de outubro, seu rival mineiro de legenda, Aécio Neves, ganhava força na legenda.

Depois de ter sua candidatura presidencial rejeitada em favor de Serra no começo do ano, ele se dedicou à campanha pelo Senado. Conquistou a vaga com uma votação histórica, elegeu seu sucessor ao governo de Minas Gerais (Antonio Anastasia) no primeiro turno e se transformou no tucano favorito a disputar a Presidência em 2014.

A vice-presidente do PSDB, Marisa Serrano, disse ao R7 que, apesar de toda popularidade de Aécio, quem manda ainda são os paulistas.

- São Paulo tem maior número de deputados eleitos, e isso influencia muito.

Barreto diz que, se Aécio vencer a queda de braço contra os paulistas, o PSDB fará uma oposição mais moderada, próxima do diálogo. Mas e se os paulistas ganharem?

Se isso acontecer, diz ele, o PSDB vai insistir na aliança com o partido de Agripino e adotar um discurso mais radical, o mesmo que deve ser adotado pelo DEM e pelo PPS.

Para a cientista política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos), Maria do Socorro, a oposição deve adiar a votação dos projetos e atrapalhar as votações perdidas.

- Mas uma alternativa é buscar apoio na sociedade civil.

Apesar de Aécio pregar a “refundação do PSDB”, isso dificilmente vai acontecer. Depois de um evento em Belo Horizonte na última segunda-feira (22), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que todos os partidos, num certo sentido, se renovam, mas refundação é uma expressão muito forte.

O que todo mundo concorda é que a saída de Lula do Palácio do Planalto dará fôlego novo à oposição.

O cientista político concorda e diz que Lula foi uma exceção na história dos presidentes.

- Mesmo Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek sofreram horrores na mão da opinião pública. Com a Dilma, as coisas voltam ao normal: o nível de aprovação dela vai variar de acordo com denúncias, ataques da oposição.

Para Agripino, Dilma começa de um ponto muito abaixo do que o Lula.

- Os índices de popularidade dela serão negativos, mas não significa dizer que a oposição vai se beneficiar disso. Quem legitima a vitória não é o resultado das urnas, mas o desempenho do mandato.


Fonte: http://bit.ly/fPswNb

terça-feira, 23 de novembro de 2010

PMDB INSISTE NA PEC 300 E CONTRARÍA DILMA.

O governo enfrenta a resistência do PMDB, partido do vice-presidente eleito, Michel Temer, e de partidos da base para barrar a votação da proposta de emenda constitucional de criação do piso salarial nacional para os policiais militares, civis e integrantes do Corpo de Bombeiros, conhecido por PEC 300.


A votação da proposta poderá significar a primeira derrota para Dilma Rousseff, antes mesmo de assumir a Presidência da República. A presidente eleita já manifestou ser contrária à aprovação do piso neste ano.

Cálculos preliminares do Ministério do Planejamento apontam para um impacto de R$ 43 bilhões para os cofres do governo federal e dos Estados com o aumento salarial que virá em decorrência da criação do piso.

Um grupo de sete governadores e vices eleitos ou reeleitos - São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro - os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fizeram um apelo aos líderes partidários para tratar do salário dos policiais no próximo ano, dentro de uma ampla discussão sobre segurança pública.

"Não venha nos impor esse vexame", reagiu o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), em reunião na casa de Michel Temer. O líder insistiu que o adiamento da votação significaria a desmoralização da Casa que já se comprometeu em votar a proposta.

Ao apresentar sua posição, Henrique Alves disse estar falando em nome do blocão - bloco parlamentar que reúne o PR, PTB, PP, PSC e PMDB.

"Além de impor uma despesa aos Estados, a criação do piso nacional fere o princípio federativo, garantido na Constituição", argumentou o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), lembrando que cabe aos Estados tomar decisões administrativas e administrar seus orçamentos.

"Se for criar piso para uma, duas, dez categorias, daqui a pouco os governadores ficam impedidos de fazer gestão de pessoal", continuou Wagner.

Tudo em 2011

"Nossa posição é clara: isso deve ficar para o ano que vem, depois da posse dos governadores e da presidente eleita. Aí discute-se segurança pública e a melhoria salarial dos policiais", disse o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

O ministro Padilha deu apoio aos governadores e engrossou o coro contra a votação de projetos que criam despesas que não estão previstas no Orçamento da União. "Nós queremos entregar o Brasil ajustado à presidente Dilma Rousseff e a mesma questão vale para os Estados."

Se por um lado o projeto cria despesas, os governadores estão preocupados também com a perda de receita. O impasse na pauta de votação pode levar os Estados a perder dinheiro com o fim do Fundo da Pobreza e das compensações pagas pela União com as perdas dos incentivos às exportações - a Lei Kandir.

"Esse pedido dos governadores é muito difícil de ser atendido", afirmou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Até o início do recesso, serão mais oito dias de sessões no Legislativo. O deputado Marco Maia (PT-RS), vice-presidente da Câmara, que tem conduzido as votações do plenário, admite que há sério risco de os governadores ficarem sem os recursos.

Aval

Os governadores têm o aval do governo federal para a aprovação das propostas. No entanto, com as dez medidas provisórias trancando a pauta do plenário, elas terão de ser votadas em sessão extraordinária.

O líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), também insistiu na votação da PEC 300. "Já avisei que não tem como, se abrir extraordinária, meu partido vai fazer um requerimento para votar a PEC 300", disse ao sair da reunião.

Com o impasse, Vaccarezza reuniu os líderes da base em busca de um acordo. Os líderes vão conversar com suas bancadas para decidir o que votar até o final do ano. O próprio Vaccarezza colocou sua condição.

"Para votar o projeto de lei complementar (o da compensação das perdas dos Estados), tem de votar o projeto do pré-sal primeiro", disse. O projeto que muda o sistema de exploração e produção do petróleo da camada pré-sal está em regime de urgência e tem preferência de votação, depois das medidas provisórias. "O governo não vai retirar a urgência", completou o líder governista.


Fonte: O Estadão. http://bit.ly/gc8MIO