quarta-feira, 7 de abril de 2010

PSDB CONTRA-ATACA.

O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), aceitou desafio da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, de trazer o debate ético para a campanha eleitoral. Ele cobrou da ex-ministra que começasse esclarecendo o "dossiê dos aloprados", o mensalão do PT e a biografia do tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.


O caso dos "aloprados" - conforme a definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - está ligado ao falso dossiê de corrupção que seria usado contra candidatos tucanos nas eleições de 2006. O PSDB também quer explicações sobre o caso Bancoop, a cooperativa habitacional que deu calote em vários associados e que era dirigida por Vaccari.

Em entrevista publicada ontem no Estado, a ex-ministra disse que o PT não se assusta com a discussão ética proposta feita pelo pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, ao fazer balanço de sua gestão em São Paulo. "Esse debate é muito bom para a gente", afirmou a petista.

"Temos que conhecer melhor a biografia do Vaccari, que, na condição de tesoureiro do PT, assina o cheque para pagar o aluguel da casa da candidata", afirmou Guerra. "Esse discurso de desonestidade intelectual é marca registrada deles", reagiu o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).

Como Dilma questionou a competência de Serra à frente do Ministério do Planejamento, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, os tucanos saíram em defesa de seu pré-candidato. Para o PSDB, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é versão piorada do Avança Brasil, que começou a ser desenvolvido na gestão de Serra, batizado de Brasil em Ação. "Esse conceito, completamente correto e estratégico, foi abandonado pelo populismo eleitoral do PAC da ministra, que não tem nem cronograma nem realização; só tem propaganda", disse Guerra.

A oposição entende que "a mãe do PAC" deve explicações sobre as "graves irregularidades" apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em várias obras do PAC, como a refinaria Abreu e Lima. Para o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), o PAC não é bem planejado, uma vez que sua execução é baixa. Ele afirmou que o Planejamento não é atividade-fim, diferentemente da Saúde onde a gestão Serra apresentou resultados concretos. (fonte: Estadão)

Um comentário:

  1. E já que a Dilmentira convocou para o debate ético, pode começar a explicar a oposição do PT ao projeto ficha limpa.
    Não que algo mais ético que a certeza de que só pessoas sem nada a dever com a justiça possam se candidatar?

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