Regência Republicana
Delfim Moreira assumiu a presidência inteirinamente por quase oito meses após a morte de Rodrigues Alves que morrera em decorrência da gripe espanhola. Com saúde debilitada, Delfim permitia que as decisões fossem tomadas pelo Ministro das Viações o Obras Públicas Afrânio de Melo Franco. Seu governo foi marcado por alta da inflação e greve geral no Rio.
QUEM FOI DELFIM MOREIRA ?
Delfim Moreira passou ileso junto à opinião pública e a imprensa. Delfim não gostava das cerimonias de recepção e chegou sugerir para Afrânio de Melo Franco receber os Embaixadores todos juntos, ao invés de um a um.
"Não nomeou, não criou, não dissolveu", foi Presidente não presidiu. E assim atravessando a vida com o cuidado de não chocar os obstáculos do caminho, o Sr. Delfim Moreira foi espectro de Presidente, não foi Presidente. "Só passou pela vida, não viveu" Mendes Fradique.
. Delfim Moreira da Costa Ribeiro (Cristina, 7 de novembro de 1868 — Santa Rita do Sapucaí, 1 de julho de 1920) foi um advogado e político brasileiro. Foi presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1918 e 28 de julho de 1919.
Estudou no seminário de Mariana e cursou Direito na Faculdade de Direito de São Paulo, diplomando-se em 1890. Pertencente à geração de republicanos históricos mineiros, foi deputado estadual de 1894 a 1902, sendo nomeado secretário do interior de Minas Gerais. Delfim Moreira também foi presidente do estado de Minas Gerais, de 1914 a 1918.
Vice na chapa de Rodrigues Alves durante as eleições, assumiu a presidência em virtude do falecimento daquele, vítima da Gripe Espanhola, até que fossem convocadas novas eleições (à época a Constituição previa que o vice-presidente só assumiria provisoriamente, caso o presidente morresse antes de decorridos dois anos de sua posse, ou seja, a metade de seu mandato).
No seu governo, o Brasil se fez representar na Conferência de Paz em Paris, pelo senador Epitácio Pessoa, eleito presidente em 13 de maio, em disputa com Rui Barbosa. Logo após a volta do novo presidente do exterior, Delfim Moreira passou-lhe o cargo, voltando à vice-presidência.
Seu curto mandato (que ficou conhecido como regência republicana) foi um período assinalado por vários problemas sociais, especialmente um grande número greves gerais. Delfim Moreira sofreu durante sua presidência de uma doença que o deixava totalmente desconcentrado e desligado de suas tarefas, sendo que, na prática, quem tomava as decisões era o ministro Afrânio de Melo Franco.
Reformou a administração do território do Acre, republicou o Código civil brasileiro com várias correções ao texto original de 1916. Decretou intervenção no estado de Goiás.
Quando morreu, logo após deixar a presidência, ainda ocupava a vice-presidência do governo de Epitácio Pessoa. Francisco Álvaro Bueno de Paiva o substituiu.
QUEM ERA QUEM
Ministsro da Agricultura, Indústria e Comércio: Antônio de Pádua Sales
Ministro da Justiça e Negócios Interiores: Urbano Santos da Costa Araújo
Amaro B. Cavalcanti de Albuquerque
Urbano Santos da Costa Araújo
Ministro da Fazenda: Amaro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque,
João Ribeiro de Oliveira e Sousa
Homero Baptista
Amaro Bezerra Cavalcanti de Albuquerque,
Ministro da Guerra: Alberto Cardoso de Aguiar.
Aberto Cardoso de Aguiar.
Ministro da Marinha: Antônio Coutinho Gomes Pereira
Antônio Coutinho Gomes Pereira
Ministro da Viação e Obras Públicas: Afrânio de Melo Franco
Afrânio de Mello Franco
ECONOMIA
Delfim Moreira enfrentou a inflação alta resultante do período pós-guerra e manteve a politica de controle dos gastos públicos iniciada por Venceslau Brás. Logo após tomar posse enfrentou uma greve geral no Rio de Janeiro, determinando em seguida o fechamento dos sindicatos.
CULTURA
A mistura de tradições culturais dos povos que contribuiram para a formação do brasileiro fica cada vez mais evidente. Na literatura, Monteiro Lobato publica Urupês, uma critica da situação do trabalhador rural por meio do personagem Jeca Tatu, caipira do vale do Paraíba.
No campo da música, a brasilidade começava a se impor nas esferas mais eruditas. O compostor francês Darius Milhaud, adido da Embaixada da França na época, defende o uso do folclore na música para compositores como Donga, Ernesto Nazareth, Alberto Nepomuceno e Villa Lobos. Milhaud compôe L'Homme et son Désir, inspirado no carnaval brasileiro e escreve partitura do balé Le Boeuf sur le Tóit, que mistura peças populares e composições eruditas baseadas na variedade ritmica brasileira. A gripe espanhola que vitimara o Presidente eleito Rodrigues Alves, também foi tema de várias músicas, entre elas um maxixe, de 1918, feito por Caninha, um dos sambista da primeira geração.
A Espanhola está aí
A Espanhola está aí
A coisa não está brincadeira
Quem tiver medo de morrer não venha
mais à Penha
Os blocos se tornavam cada vez mais populares no carnaval e reunião familias inteiras. Foi em 1919 que se iniciou uma tradição inusitada, Julio Silva colocou pela primeira vez na rua o Bloco do Eu Sózinho e o nome explica a façanha. Era visto todos os anos nas redondezas do Municipal e repetiu esse ritual de repulsa ao coletivo por sessenta anos, até morrer em 1979.
GREVE GERAL DO RIO
Trabalhadores da industria têxtil entraram em greve nas fábricas de Niterói, Petrópolis, Magé, Santo Aleixo e Rio de Janeiro no dia 18 de Janeiro. Em seguida obtêm apoio de operários do setor metalúrgico e da construção civil. Os principais articuladores do movimento foram presos em confronto com a policia. O resultado da paralisação foi a dissolução da União Geral dos Trabalhadores junto com o fechamento de três sindicatos envolvidos.
José Oiticica, filósofo, professor e militante anarquista foi preso acusado de ser um dos organizadores da greve.
Fonte: Wikipédia, O Estadão, Google








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Abraço,
Carlos Romero.